Despedida de um Amante

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Quando a tristeza nos procurar, devemos recebê-la bem, para que na despedida ela saia sorrindo.

A proximidade de uma despedida certa, com data marcada quebra nossas defesas e traz a luz o recalcado inconsciente em um sujeito a flor da pele com uma amplificação sentimental e emocional, gerando crítica de baixa acuidade com interpretação dos fatos ou informações que se aproximam mais do como nos sentimos ao nos depararmos com tais fatos, nos levando a lapsos de realidade que só existem para quem vive, ilhas afetivas em uma labilidade emocional que acompanha o tempo que escorre por entre os dedos, é tempo que desaparece com ansiedade que surge, planos para uma vida toda, por toda a vida que nos aguarda com esta metamorfose que acontece sem respeitar a temporalidade do mundo, corre de forma livre no tempo da alma, corre e vibra em igual intensidade e arrasta nossas angústias e esperanças que vive em tanta presença quanto o próprio presente.
É vida nova que entra e não bate a porta como uma estrada que corre por debaixo de nossos pés e nos expõe a realidade de nossos sonhos, escolhas e feitos. Assim vida nova, a vida de nossas escolhas em busca da felicidade, daquilo que nos toca a alma e que nos faz querer ser eterno, ao menos enquanto fazemos o que alegra o espírito, que faz vibrar o que dentro de nós habita. Enfim é verdade no se amar.

Alguns dias para formar, e essa angústia toda em meio a alegria amplificada e toda essa explosão que aperta o peito, alegra a alma e nos deixa com uma invasão de borboletas por entre o ventre é a própria formatura que nos leva para onde lutamos para chegar, mas nos faz querer fugir por ser despedida com data marcada.

Momentos de bondade e reconciliação valem a pena, mesmo que a despedida tenha que vir mais cedo ou mais tarde.

A Morte é um mistério
Deixa Dor na despedida
O Corpo é do cemitério
E o Espírito, a Luz da Vida.

Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
04/01/2026

a morte do nostálgico (despedida)

Não houve despedida.

Ninguém chorou. Ninguém fez um discurso bonito. Ninguém colocou flores.

Só existiu um quarto silencioso, uma arma apontada para alguém que já estava morto fazia tempo.

O disparo não foi contra um homem.

Foi contra um hábito.

Contra a necessidade de transformar toda dor em identidade. Contra o vício de revisitar feridas até esquecer como era viver sem elas. Contra o conforto perverso de acreditar que sofrer significava sentir mais do que os outros.

O corpo caiu.

Levava no bolso cartas que nunca chegaram, fotografias de pessoas que já não moravam em lugar nenhum, promessas feitas para fantasmas, apostas perdidas tentando preencher um vazio que não aceitava existir sozinho.

Morreu ali o eterno saudoso.

O homem que sempre olhava para trás como se a felicidade tivesse esquecido um casaco no passado.

Junto dele, desceu à cova o rapaz que precisava parecer quebrado para justificar o próprio silêncio. O que fazia da própria tristeza uma casa, da ansiedade uma bússola e da culpa uma religião.

Também enterraram o covarde.

Aquele que esperava o mundo mudar primeiro para só depois ter coragem de viver.

Cobriram tudo com terra.

As pessoas que um dia fizeram falta ficaram lá dentro também. Não porque deixaram de importar, mas porque já não pertencem ao mesmo mundo de quem saiu andando daquele cemitério.

Existem lembranças que merecem descanso.

E insistir em ressuscitá-las é uma forma de morrer aos poucos.

Quando voltaram para casa, algumas portas permaneceram fechadas.

Uma conta deixou de existir.

Um perfil ficou abandonado.

Algumas palavras nunca mais seriam escritas.

Não por raiva.

Por sobrevivência.

Há lugares que continuam de pé apenas porque insistimos em visitá-los.

Hoje, eles perderam o último visitante.

A melancolia sempre soube escrever. Sabia escolher músicas, filmes, metáforas e transformar qualquer cicatriz em poesia.

Mas nunca soube construir futuro.

E chega um momento em que a beleza da própria ruína vira apenas outra prisão bem decorada.

Então acabou.

Não existe mais protagonista para aquela história.

O homem que precisava sofrer para existir recebeu o único destino possível.

Uma bala.

Uma pá de terra.

Silêncio.

Quem saiu daquele quarto não era feliz.

Nem invencível.

Nem curado.

Só estava cansado de oferecer a própria vida para coisas que nunca ofereceram a delas em troca.

Pela primeira vez, decidiu gastar energia com aquilo que pode alcançar.

O resto…

Que permaneça onde sempre pertenceu.

No passado.

Hoje não nasce alguém novo.

Hoje apenas morreu alguém que já estava ocupando espaço demais.

E dessa vez, ninguém vai cavar para trazê-lo de volta.

Há silêncios que gritam mais do que qualquer despedida.

Somos TODOS IGUAIS,
Na CHEGADA e na PARTIDA, NO AdEUS e Despedida...
Sentimos dores, amamos os eternos Amores,
Plantamos e também colhemos Flores.
As damos e talvez as recebemos tudo em volta de um atenção que quase sempre não temos.
Somos todos iguais...
Até na árdua estranheza de Amar...

⁠Raio de sol é abraço de despedida do dia...

E hoje entendo:
despedida nenhuma
apaga o que foi real.
Se não houve adeus, foi porque ainda há laço, um fio invisível
que me liga a você,
onde o amor continua…
mesmo em silêncio.

Ninguém nos avisa quando uma despedida comum na porta de casa é, na verdade, um adeus permanente que ficará na mente assim que a ficha cair.

DESPEDIDA!

Alma vazia,
vida sem sentido.
Já não existe sonho
que eu deseje alcançar.

Sem esperança para seguir,
sem fé para acreditar.
Por mais que eu tente permanecer aqui,
não encontro motivos para continuar.

Aos que permanecerão,
desejo apenas que prossigam,
guardando no coração
a melhor lembrança que tiverem de mim.

Sem sofrimento,
sem culpa,
sem tristeza nem mágoa.

A escolha que fiz
libertou minha alma.

Eu não podia continuar aqui,
sentindo-me um peso,
vivendo atormentada.

Tentei sobreviver,
mas sobreviver não bastava.

Então escolhi silenciar a matéria
para libertar a alma,
na esperança de encontrar na morte
o que não consegui encontrar em vida:
a paz.

DESPEDIDA

Meu amor...
Escute as minhas ultimas palavras
Por favor
Você não soube entender
Que eu atirava em suas mãos
Toda possibilidade de ser feliz
Você fez de mim mais uma
Esquecendo que em nenhum lugar
Amor como este encontrará
Você precisa saber
Das descobertas dos sonhos deste amor
Você fugiu de mim
Desconhecendo a força
Que o mundo atraia sobre nós
Voce saiu de si
Fugiu de mim
Desconheceu meu mundo
Desbotou meu sorriso
Apagou minha esperança
E é por tudo isso
Que agora lhe digo
Um triste e amargo Adeus...👋

Carta de despedida: Nosso mundo encantado


Querida,
Hoje, ao ver uma foto sua,
um álbum inteiro se abriu diante de mim —
não de imagens, mas de memórias inventadas,
histórias que criei e roteiros que escrevi
acreditando que seriam nossos.
Projetei um enredo,
acreditei no roteiro que escrevi sozinho.
E quando o silêncio chegou,
percebi que o eco não era ausência tua —
era excesso meu.
Nesse excesso, construí um mundo só nosso,
mas apenas eu tinha acesso.
Olho com carinho para tudo que senti.
Não acabou.
É apenas o primeiro dia fora do nosso mundo encantado.
Um mundo criado por mim,
mas que, em essência, pertencia a nós dois.
O que doeu não foi perder alguém —
foi perder o personagem que inventei,
aquele que você talvez nunca tenha conhecido.
Descobri que o amor idealizado
tem o brilho exato do pôr do sol:
belo, mas breve, e feito de despedida.
Me vejo como um belo arquiteto,
mas um péssimo projetista.
Criei estruturas lindas,
dignas de um conto de fadas.
E hoje, de fora,
observo o “nosso mundo perfeito”,
sem saber se você o acharia perfeito também.
Entendi que a decepção
é só a luz acendendo no cinema,
revelando que o filme era projeção.
E no escuro que fica depois,
a vida me convida a assistir de novo —
dessa vez, com os olhos abertos.
Das cenas que mais gosto são os créditos.
Porque, mesmo sendo o único colaborador físico dessa criação,
todas as cores e formas vieram de você.
Lhe agradeço por ter sido inspiração,
mesmo sem saber.
Nunca haverá mágoas
em um mundo onde só um coração pulsava.
E mesmo que esse mundo tenha sido só meu,
ele foi feito com amor —
e por isso, ele sempre será bonito.
Com carinho,
Luis

Colecionar boas memórias em vida é a melhor forma de honrar uma despedida.⁠

ZÉ VOLANTE E MERCEDINHA (A DESPEDIDA)


Após conseguir minha habilitação, muitas viagens realizei nesta vida, mas existe uma que chamo de despedida. Não havia entregas, e a 1313 na garagem permanecia. Era um dia, como tantos outros, de idas e vindas.
A família reunida com os amigos que nos visitavam todos os dias. Era sagrado esse encontro em todas as vindas. Meu pai, Zé Volante, contando as viagens de um jeito que só ele sabia, não perdia um detalhe, pelo contrário, acrescentava e sorria.
À tardinha, seu cochilo era certo, e todos já sabiam que horas depois ele voltaria. A gente ficava aguardando pra saber que nova história Zé Volante contaria. Fiquei desconfiado do aceno do meu pai naquele dia, sentindo no fundo do coração um sentimento de despedida.
Muitas horas se passaram, e Zé Volante não aparecia. Alguns já perguntava se ele ainda dormia. Minha mãe foi procurar saber o que acontecia. Houve gritos e muito desespero, e eu nada entendia. Minha mãe pediu chorando: “Acorde Zé Volante!” Mas, por mais que eu suplicasse, ele não acordaria.
Ele fez a viagem que todos nós faremos um dia. Naquele aceno, meu pai de mim se despedia. Os olhos mostram o que o coração sentiria. Caminhando lento, ele, pela última vez, me ensinou que nessa viagem não tem correria. O destino tá traçado, e a encomenda é a nossa vida.

Às vezes, um atraso vira tempestade.
Um silêncio pesa como despedida.
E um abraço, por menor que seja, tem força para reorganizar o mundo.

Há quem chame isso de exagero.
Eu chamo de sentir sem pele.

Porque alguns corações vivem entre o medo do abandono e a coragem de amar por inteiro. Caem, levantam, quebram, recomeçam... e seguem procurando um lugar onde finalmente possam descansar sem precisar duvidar que alguém ficará.

Talvez a palavra nunca tenha sido "demais".
Talvez sempre tenha sido apenas intenso.

As mulheres recebem flores por toda a vida; os homens, pela primeira vez, em um momento de despedida.

A liberdade,
Tem um gosto de despedida e chegada.
De ir e vir,
Sem horas marcadas

Foi uma despedida sem volta,
Do meu eu de hoje,
Com meu eu de ontem.

Em ti, tudo é convite e despedida,
Um abraço que aquece, um amor que arde,
Explode o desejo, apaga a noite fria,
E ao amanhecer, incendeia a alma e a tarde.

Teu amor é um fogo que me consome,
Me entrego a ti, sem medo, sem receio,
Pois sei que em teus braços, eu me sinto em casa,
E que a saudade é o preço do amor que sentimos.

Mas se a despedida habita nossos dias,
É porque o amor que sentimos é verdadeiro,
E que mesmo na dor, há uma alegria,
Que só o amor pode trazer, sem igual.

E assim, me entrego a ti, sem medo, sem dor,
Pois sei que em ti, meu amor, eu sempre estou em um eterno deleite.
(Saul Beleza)
essa é a tradução daquele meu cantar depois do prazer, e fico nos teus braços murmurando...gostou?