Desilusão
Firmei mais que apreço
Santa
Irmã
Candura
Ternura
Consoladora
Profetiza
Ungindo
Sacramentando
Teus pecados mais vis
Doce amor comparsa
Mãos límpidas de minh´alma
Que desconsolada caminha
Por entre os versos e memórias
E agora somos apenas eu e minhas pernas errantes
Similar a pedra solitária
Sem seu melhor camarada
Ambos mazelando a amizade
Toma lá teu caminho
A teia construída se arrebentou
Por meio dos laços quebrados deste fraterno amor
Outrora me edificarei em braços castos ou sozinha
Sem vestimentas de ilusões
Certa que nossa casa não está de pé sob a areia
Rochoso é o nosso solo
Seguiremos avante
Cada um por seu percurso
Braços fortes e relutantes
Pernas vigorosas
Cabeças erguidas
Mãos sempre a germinar o doce caule torto
Das nossas existências
Cumpriremos nossa sorte
Sob membros fortes
Sem choros ou melúrias
Visto que tudo foi esplêndido
Cruzaremos outros caminhos
Outros destinos
Dentro de mim tudo vai cortando
Rasgando
Dilacerando
Um punhal de dor trinchando por dentro
Ferindo
Abrindo
Raiva
Ódio
Dor
Lamento
Confundindo tudo
Sentimentos puros
Perturbando o tino
Entre mim e meu mais fiel amigo.
Só quero que você cumpra o que me prometeu um dia, pois até hoje, não tem um dia que se passe e eu não esteja esperando por isso...
Impressionante como todo mundo ganha mais atenção, mais carinho, mais conversa do que eu devo ganhar. Mas o meu amor por você é tão grande, mas tão grande... que tira forças do além para eu continuar de pé.
O que voce quiser que eu faça, eu farei. O que voce quiser que eu fale, eu falarei. O que voce quiser que eu prove, eu provarei.
Mas por favor, volte a me tratar como no início, por favor. Você e seu amor são a minha vida.
Entrei na sua vida pra te mostrar que o que você passou um dia nunca mais voltará. Então pare de desconfiar de mim e se entregue como eu à voce.
Agora, para a vida toda, para sempre!
Eu só queria que voce me abraçasse amor. Como eu sempre imaginei em mente e nunca recebi.
Já até te contei, descrevi...Mas nunca recebi.
Por que?
Eu vou estar te esperando ,parece tão bonito na voz do Luan que a gente se pergunta por que não?
"Parecia um romance verdade
Você me disse para esperar
Juramos a eternidade.
O tempo passou devagar demais
Apesar de lutar contra tempestades nunca procurei um cais
Nossas promessas sendo meu porto
Eu vivi sozinha de um jeito torto
Nosso amor .
Mudou algo foi a pergunta inocente
O coração preso ao passado
Sem nunca viver o presente
Tudo mudou foi a sincera resposta
Que te desespera quando vem daquele que você gosta.
Você se sente triste e perdida
Não esperava esta colisão
Correndo o risco de lembrar outro estilo musical ainda preciso falar
Você partiu meu coração
E eu deixei
Pamela Pacheco
Eu sei que não estava perto de te ter por perto morena
Cantei poemas de sucesso na noite de mistério serena.
Botei palavras em um verso folha de dois versos ,dilemas.
Mas eu cheguei tão perto de te ter por perto morena
Você se foi com seu decreto noite de deserto, inserta.
Caiam lágrimas do teto, chovendo nos meus verso sinceros
Você levou a alegria a vida que eu queria contigo
Dois filhos e também dois netos, talvez até bisnetos… seriam
Será que um dia o vento volta e trás de volta, céu lindo
estrelas vão estar lá fora sorrindo pela porta, anjinho
Eu sei que não estava perto de te ter por perto morena
Cantei poemas de sucesso na noite de mistério, serena.
Botei palavras em um verso folha de dois versos, dilemas.
Eu sei que eu estava perto de te ter por perto, menina.
Ultima dose
(2003)
Qual peças dispostas em pontos marcados,
Sem chance, sem saltos, sem pontes, sem par,
Fugindo apressados dos falsos afagos,
Dos risos infames de amores lesados,
Dos males e enganos que tanto me assombram
se juntam em combos pra ser companhia,
Qual restos de pragas, antigas, salgadas
Mantidas a base de banho-maria
Estou só´no meu quarto,
A janela é uma lente aberta pro espaço...
Sem sentido de tudo ... um saco, estou farto...
Sou presa no laço, levado em escolta,
Com os olhos da morte grudados em mim,
Perdido num mar de intenso receio,
não sei ou não creio, se os quero por perto...
Aguardando, impassível, o montar da revolta
Que vem toda noite ao findar cada dia,
Peço à noite: protele, se arisque
Só permita que o dia amanheça,
Quando eu já não mais tiver mais cabeça
Ou depois que eu me for, adernado,
E não vir derramar, a meu lado,
Minha última dose de uísque ...”
Pessoas que querem meu corpo existem,
Já existiram,
Mas,
À essas somente presenteio com a minha ausência,
Quero amor de alma,
Amor de Deus,
Complexidade,
Quero alianças trocadas,
Altar,
Quero o pra sempre,
Até que a morte nos separe.
►Versos em Chamas
Comemore, saltitante sobre meu corpo
Não me resta mais nada
Os versos que fiz quando estava afoito,
Agora estão chorando, me cortando como uma adaga
Acabe logo com isso, me mate, dê um jeito
Estou morrendo enquanto me arrependo
Arrependo do dia que escrevi para você
Arrependo de ter me deixado viciar em seu beijo
Choro agora, implorando para que Deus me ajude
Faça-me esquecer, te esquecer, me cure
Não sei mais qual a diferença entre medo e desespero
Apenas me mate de uma vez, não me torture.
Aquela tal Dama nunca existira
A criei, apenas para romantizar em sinfonia
Mas, agora penso em queimar página por página
E soprá-las, em cinzas, para longe, cada palavra
Cada verso que dediquei e talhei por todos esses anos,
Foram para uma musa imaginária, quanta fantasia
Uma verdadeira ninfa, linda, mas, em volta de enganos
Chorar é a única passagem visível no momento, pobre caderno
Pobrezinha da caneta, fora usada tantos dias
Enfim descansará eternamente, pois de ti me despeço.
Talvez esta ilusão consiga me derrubar
Mas, não se preocupe, caderno meu
Pois, deixo dentro de ti, meus sentimentos ilusórios
Para que talvez, verdadeiros amantes te devorem, caderno meu.
Quem sabe um dia eu o leia novamente
Ou talvez, você se torne uma lembrança,
Para que eu não me esqueça dos erros
Posso não ter amado aquele amor de aliança,
Mas, eu imaginei romances, por isso não me culpe
Caderno meu, as lágrimas impedem que eu lute
E, já estou cansado, cansado de romantizar o inexistente
Cansado de poetizar sem uma luz no túnel a me guiar
Caderno meu, lembre-se de como eu era, sorridente
Não grave meu rosto molhado, não me veja chorar.
Dama, quem um dia criei como utopia
Como a amada, como a prometida
Mas que, ao ser dada ao tempo, tornara-se Dalila
Poesias, rimas, tudo para ela, todos os meus dias
Mentiras, farsas, tragédias em sincronia
Cada texto meu fora um engano, mais quantos terei este ano?
Estou aqui, cinco da manhã, sustentado pelo energético
Sem dormir, querendo conversar contigo, caderno meu
Empurre-me de um prédio, talvez assim eu enxergue uma nova miragem
Necessito de algum remédio, chega de donzelas nulas de sinceridade
Se eu queimasse essas folhas, o fogo viveria poucas horas
Quatro anos reduzidos a horas, que tristeza
Devo ter deixado a felicidade ancorada em um porto longínquo
Talvez eu me perdi, levado pela correnteza,
E acabei parando em um hospício, para aqueles que acreditam
Amor, cumplicidade, confiança, um vínculo eterno
Mas, tudo que eu encontrei foi o gélido término.
