Desespero
todas as cartas da sua existência sempre estiveram voltadas para você. cartas de júbilo, desespero, dilemas difíceis ou até mesmo as mais triviais. o universo sempre as dispôs na palma da sua mão.
entretanto, criamos para nós mesmos a ilusão de que o amanhã é um mistério absoluto, quando, na verdade, trata-se de uma questão de escolha.
aquilo que não conhecemos não é o que está além do nosso alcance, mas o que repousa na profundidade da vida. o que é raso e superficial, por sua natureza, nos é fácil de decidir:
a que horas ajustar o despertador;
o que consumir no desjejum;
qual roupa vestir para uma reunião que julgamos crucial;
em que restaurante almoçar.
essas escolhas são nossas, tangíveis e ao nosso dispor. já aquilo que transcende nosso domínio – o imprevisível, o insondável – permanecerá desconhecido, não por negligência ou falta de zelo, mas pela própria essência da existência.
vivemos à mercê de decisões que moldam nossa realidade, cada uma uma peça no mosaico da vida. contudo, o conhecimento que carregamos é fruto das escolhas superficiais que ousamos tomar. as profundezas, essas, só se revelam na queda – quanto maior o tombo, mais incerto e desafiador se torna o fundo.
O desespero de saber a verdade sobre os jogos e perceber que os outros não fazem a menor ideia da gravidade da situação... É horrível!
Você não veio até aqui só para se entregar ao desespero.
Máscara
Olho-me no espelho, mas só vejo desespero
De uma pessoa que eu não conheço
Seu reflexo desapareceu, e no lugar de um coração apareceu um borrão
Dia a dia máscaras diferentes
Para esconder seu sofrimento
Com medo de ser julgado pelos seus sentimentos
A cada dia uma nova vida
Logo em seguida contando mais uma mentira
Criando amizades, na base da falsidade
E mentindo para seu coração
Que um dia todos te amaram
Olho-me no espelho, mas vejo uma máscara
Que foi criada para esconder minhas lágrimas
Por não ser aceito, pelos meus defeitos
"Aconselhar a quem escolheu o desespero em situações de crise é o mesmo que explicar a um javali o Teorema de Pitágoras".
Nem tudo é sobre o fato.
O desespero nos leva ao abismo.
Diante dos problemas, não podemos nos desesperar.
A desesperança é filha da visão limitada, que nos faz crer na impossibilidade de solução.
Mas sempre há um recomeço.
Uma chance de reconstrução.
Se acalmarmos nossos corações, podemos encontrar saídas.
A vida não se faz em um dia.
É uma jornada errática.
Uma viagem com várias escalas e conexões.
Descemos, subimos.
Às vezes vamos na classe econômica, outras vezes na primeira classe.
Tudo acontece nesse percurso.
Um momento não pode definir a sua existência inteira.
O universo não responde à ansiedade, ao desespero ou à melancolia. Ele responde à confiança, entrega e ao equilíbrio. Por isso viva um dia de cada vez...
Melancólia
No devaneio de meu ser
Onde o desespero, reina
Só restou, a efigie do meu eu
Outrora, o rio que foi cheio
Noutro, simplesmente secou
O que era doce, se amargou
Ouço o sussurro, da felicidade
Na angústia do meu ser
No epitáfio, do que eu fora
Está escrito, a palavra solidão
Perdido num desalento
Amor, não me dê esperança
O que está feito, está feito
Tempo, um cruel dramaturgo
Reina, no teatro da tragédia
Minha doce, tisbe.
Agora, restam só sombras
Do que um dia, eu fora
A foice do destino, é uma patina que recobre cada fagulha de meu ser
O Crepúsculo chegou.
É possível?
Eu preciso de ajuda,
Eu não vou aguentar
Estou em desespero,
Você pode me ajudar?
Quer saber o motivo?
Entrei numa enrascada,
Meu coração está cativo,
Com a tristeza entrelaçada.
Como isso foi possível?
Tentarei explicar,
Me deixei enganar,
Me sinto atingido por um míssil
"Desespero"
No fundo do poço,
Onde a escuridão reina,
Eu me encontro perdido,
Sem esperança, sem luz.
A solidão é minha companheira,
A dor é meu alimento,
E o desespero é meu destino,
Que me consome lentamente.
As lágrimas caem como chuva,
E eu me afogo no meu próprio pranto,
A vida é um peso insuportável,
Que me esmaga sem piedade.
Eu grito, mas ninguém ouve,
Eu choro, mas ninguém vê,
Eu sofro, mas ninguém sente,
E eu me perco na minha própria dor.
Nesse abismo de sofrimento,
Eu me encontro sozinho,
Sem saída, sem esperança,
Sem futuro, sem vida.
O desespero dentro do meu peito é constante,
Porque eu te busco dentro de mim a cada instante,
Eu me desespero e clamo por este amor,
A cada visita nos seus perfis pessoais,
Adiam a minha dor,
Eu olho e penso que estou conseguindo
Mas você é o único dessa história que está seguindo,
E eu fiquei parada no tempo e continuo te esperando.....
Eu também sou como você
Eu também me desespero;
Eu também perco o controle;
Eu também muitas vezes me encontro em um beco sem saída;
Eu também muitas vezes tento correr para encontrar uma solução para tudo;
Eu também fico sem dormir por causa disso;
Eu também me paraliso por causa disso;
Eu também choro simplesmente por não aguentar tanta pressão;
Eu também tenho vontade de desaparecer diante desses momentos;
Eu também, simplesmente, quero esquecer de tudo, esquecer o mundo.
Mas nesses momentos algo me ampara. Lembro que tem alguém que precisa muito de mim: eu mesmo! E nesses momentos eu apenas tento respirar e voltar para o presente. Nesses momentos eu tento fazer o que eu posso fazer naquele momento.
O que você pode fazer agora por você? Então, faça apenas isso. E de pouquinho em pouquinho a gente consegue ir ajeitando a nossa vida, ajeitando o nosso mundo. Não se desespere! Não se deixe dominar pelos pensamentos. A mente cria os seus próprios problemas. A nossa própria mente por muitas vezes acaba sendo o nosso pior inimigo.
Ouça o seu coração e eu tenho certeza que você vai encontrar as suas respostas. E para ouvir o seu coração é preciso silenciar a sua mente, aquietar os seus pensamentos. Ouvindo seu coração você vai estar muito mais perto de encontrar o seu caminho. Porque a solução não vem de fora, mas de dentro de nós, de dentro da nossa alma.
Busque em você a sua luz! E quando a ansiedade bater na sua porta, apenas respire!
Junto ao Horto -
E é aqui,
Senhor,
em horas
d'agonia,
horas-desespero,
que encontro
neste mundo
o meu lugar.
Junto ao Horto
da angustia
do vosso altar!
Só aqui me
vejo!
Ai, Senhor,
Senhor,
que me sinto
morto,
sem Luz!
E onde estás
Tu,
que de Ti
me não vem
a menor
consolação?!! ...
Ai,
meu pobre
Coração!
Navega perdido,
sem estio,
em Eterna
solidão!
Senhor,
perdão!
Se estás aí
e Te não vejo,
perdão!
Meus passos
solitários,
baços,
ingremes,
carregam
pecados
de Seres que
ja fui,
alados ...
Mortos
que não
morreram
em meu corpo
naufragados!
Angustia
de Seres calados,
em mim,
sufocados!
Desejos
que d'eles desejei,
indesejados ...
E meu fim,
Senhor,
te peço,
p'ra quando
esse-meu fim?!
Tão pedido,
desejado,
prometido?!
Levai-me,
Senhor,
levai-me
p'ra donde
eu vim!!!
Queixas -
Sou de longe ... de tão longe me sou!
Incerteza de poeta - desespero!
Homem derradeiro que a Vida ensinou.
Ser eterno, fecundo, inteiro ...
A Vida é temporaria,
dois, três dias de hospedagem
que hora a hora é diária
nesta Eterna vigem ...
Fingir para quê?!
Se a Vida é curta ... de passagem ...
... tão curta que mal se vê!
Pesos que não são meus - não quero!
Verdades concebidas - são miragem!
Que eu sou eu - livre - primeiro!
