Deserto
A leitura do poema
No calor do deserto
No Saara, no sarau
Onde for, alívio
A alma com sede
E gosto de quero mais
Pela poesia insaciável
Que parece nunca ter fim
Abraçando as dores do mundo
E derramando seus versos
Por todo universo do viver.
Deus cuida de mim
E me levará até o fim.
Mesmo estando no deserto
Com fé no coração
Acredito que no final
Tudo vai dar certo
E na minha trajetória
Chegará o dia da vitória
Onde a alegria virá me abraçar.
Espinhos
Oferecer flores a quem é feito de espinhos
é como regar o deserto com a esperança de um oásis.
As pétalas caem, murcham, antes mesmo de tocar o chão,
e o que resta são apenas os vestígios de uma intenção vazia.
Os espinhos não pedem para ser suavizados,
eles existem para demarcar territórios,
para proteger o que já nasceu árido,
para lembrar que nem tudo se deixa tocar.
Talvez a gentileza não seja sempre a resposta,
talvez algumas existências só queiram ser o que são:
fortes, ásperas, impenetráveis.
E não há mal nisso.
Não insistas em transformar o que já se definiu.
Não carregues o peso de mudar o que não te pertence.
Às vezes, a maior sabedoria está em reconhecer
que algumas terras nunca foram feitas para florescer.
Explanacão do sofrimento de Jesus no deserto e sua humildade.
Mestre Jesus e Rei, com humildade trataste o teu próximo, com amor olhaste a multidão, pois a saber passaste quarenta dias de fome no deserto e sentiste sede, e mesmo assim o povo em pouco tempo a saber três dias de fome, viste grande nescessidade de alimento , e sua compaixão não tem fim, pois só tú o Deus, não quizeste a eternidade só para si, mais sim, nos entregaste tambéma oportunidade de tê-la, como um noivo entrega uma aliança ou joia preciosa a sua noiva... a eternidade é o maior amor ao pecador remido por Cristo Jesus, e em pouco sofrimento do povo, já estás o Deus a sofrer, já estar o Deus a se condoer e moer pela iniquidade que os inocentes são consumidos, isso não é fraqueza em ti o Deus clemente, mais é pura compaixão de um Deus que sofre pelos seus, mais chegará a hora que todo sofrimento dos humanos que creram em Cristo Jesus será para sempre extinto. Ô aleluia.
Poesias Líricas ao Rei Jesus
“A fé na redenção do lobo é como acreditar na chuva em pleno deserto, uma miragem que cega e engana.”
Olho de caranguejo
Lua virada do avesso
Poema de Jeyne Stakflett
vazio cheio de você
deserto tempestuoso
areia nos olhos boca e ouvido
seco horizonte vertical
árido, áspero, espesso, escuro
sem música, rima, poesia
nosso amor já não é mais nada
o dia passa a noite fica
eu neste estado morro e renasço
morta de saudade presa nesse estado
vivo a deriva fora do vestido
morro de amor a saudade é meu destino
desmaio sem saber se era
verdadeiro ou falso o anel que não dera
galharufas da sorte
ela estava vazia você não existia
mas levarei teu espelho comigo
até minha morte
pra te lembrar que um dia
fui só sua você teve sorte
na passagem da vida
ai de mim, se te amei, nem sei nem te conhecia
Confiei, me entreguei, me amarrei
Ele cortou minhas asas e voltou a reinar
Olho de caranguejo, Lua virada do avesso
Olho de caranguejo, Lua virada do avesso
Olho de caranguejo, Lua virada do avesso
Olho de caranguejo, Lua virada do avesso
A reclamação não vai te trazer nenhum bem, os Israelitas reclamaram e vagaram pelo deserto durante 40 anos.
O Senhor me levou a caminhar pelo deserto da alma, moldando o meu coração através das dores mais profundas. Pois Deus não causa a dor sem permitir que nasça algo novo. Toda provação produz a perseverança da fé.
O deserto não está só nem vazio há muitas vidas no deserto que desconhecemos, embora no calor seja escaldante a vida encontra uma fórmula de viver mesmo no deserto extremo.
Você aprende que é forte, a suportar a tempestade, vence o deserto, desbrava o mundo, até compreender que não precisa humilhar ninguém para vencer.
O deserto e as três verdades…
O deserto é mais do que um lugar; é uma revelação. Não há máscaras sob o peso do sol, nem distrações que amortecem a dureza da existência. Ao atravessá-lo, você descobre três verdades que, até então, eram meras sombras de ideias: quem é amigo, quem é você, e quem é יהוה. Cada uma dessas verdades surge como uma miragem que, ao invés de enganar, desvela.
O amigo, no deserto, não é aquele que caminha ao seu lado, mas aquele que permanece mesmo quando a jornada parece interminável. É ali que a palavra “aliança” ganha corpo, onde vínculos forjados no conforto das cidades desmoronam diante da areia movediça da adversidade. O amigo verdadeiro não oferece promessas vazias, mas compartilha o silêncio do cansaço, a água escassa e a esperança persistente. Essa descoberta não é suave; é uma peneira implacável que separa o ouro da poeira.
Depois, o deserto volta seus olhos para dentro. Quem é você? A pergunta ecoa como o vento entre dunas, insistente, desconfortável, impossível de ignorar. No isolamento, sem os adornos do mundo, você encara sua essência. Suas forças e fraquezas emergem com brutal clareza; seus medos, antes disfarçados por conveniências, tornam-se companheiros constantes. O deserto não aceita dissimulações. Ele te obriga a reconhecer o que você carrega e o que te carrega. É um espelho que não reflete a imagem que você gostaria de ver, mas a verdade que precisa enfrentar.
E então, quando todas as ilusões se dissipam, resta apenas o silêncio. É nesse vazio que você encontra יהוה. Não como uma voz audível ou uma figura tangível, mas como a presença que preenche o que parecia estar perdido. Ele não surge como resposta direta às suas perguntas, mas como a certeza de que o caminhar tem sentido, mesmo que você não o compreenda por completo. O deserto, afinal, é a metáfora da existência: um lugar inóspito onde a fé é a única bússola confiável. É ali que se entende que יהוה não é um conceito distante ou uma ideia abstrata, mas o próprio sustento que mantém a vida nos dias mais áridos.
Sair do deserto é sair transformado. Amigo, identidade e divindade deixam de ser apenas palavras. Tornam-se verdades vividas, não porque você as escolheu, mas porque o deserto o escolheu para aprendê-las. E, ao final, a poeira que ficou para trás não é sinal de perda, mas de tudo o que foi refinado.
Amo o errado a verdade e o longe
O difícil e as torrentes
O deserto, os lassos largos,
O sofrer e minha alegria
Causo desumanidade,
Busco desmatar matas virgens
Gosto de ser ao contrário
Ser sem ter o que quero
Nadar sobre o solo
So assim consigo ser
Outras coisas pra mim não vale nada
Pareço como se fosse o nada
Vim sem querer
Sem saber de onde
Sem o onde
Vou sem saber
Vou como um caos
Morro não
Saio do ar e logo volto
Sou todo o começo
Não tente imaginar
Não procura explicação
Não me de má intenção
Dou te apenas um sinal
Nunca vivi
Não morri
Estou ai, nos escuros, no sonho na luz, no olhar.
O diabo me mostra alguma coisa
DEUS me mostra tudo,
Não sou de nenhum
Sou comigo mesmo.
Em meio ao deserto
estou eu a caminhar!
De baixo do sol escaldante
tantos anos a sonhar!
Vi tantos falsos oásis
que fizeram minha alma chorar!
Mas não deixo de acreditar,
que um verdadeiro oásis,
irei eu encontrar!
Oásis que minha alma irá alegrar!
Que cada passo irá compensar!
E que minha vida irá encantar!
Não desisto de sonhar!
Muito menos de caminhar!
— Eliseu Fernandes Laurindo
Data: 21/12/2023
