Desejo
O amor É. Simples assim.
Ele não vence ninguém, porque o amor não luta, é a gente que se rende.
É o homem que luta e vive por amor.
O amor não pede licença nem autorização, ele simplesmente chega e entra, sem precisar bater na porta. Quando você menos espera, ele já está morando em você...
Porque o amor não prende,
ele apenas preenche nossas
vidas de uma tal maneria
que ficamos assim,
"tão felizes,"
"tão soltos!"
Eternamente Tenra
Eternamente tenra, semente do amor,
Beth reluz como estrela no céu sem temor.
Sensibilidade que embala, ternura que cuida,
Coração esplêndido, na bondade se inclui.
Carinhosa e zelosa, com lhaneza encanta,
Sua beleza reluzente, na vida se agiganta.
Encantadora brisa, primaveril ao tocar,
Sua luz incandescente faz o mundo brilhar.
Arrojada e destemida, dedicada a sonhar,
Determinada, ela vive o amor a pulsar.
Policromas do arrebol em sua alma estão,
Resiliência elegante, admiração em ação.
No azul da imensidão, rutilante é seu ser,
Irradiante quimera que inspira a viver.
Lua que no céu inspira, perfeita ao luar,
Gratidão nos seus gestos, que vêm pra abraçar.
Calor e paixão, vida plena de esplendor,
Beth, amorosa estrela, espelho do amor.
Doçura que embala, com o céu em comunhão,
Eternamente tenra, eterna emoção.
Igualmente ao soneto de fidelidade
"De tudo ao meu amor serei atento"
Obrigado Vinícius de Morais, já não sei mais amar menos
Não encontro em lugar algum uma forma de diminuir o que esperei tanto pra poder sentir
"Hoje, amanhã e para todo o sempre, quero e vou te amar sem medir ou tão pouco mirrar o que sinto e sentirei por ti."
Quem dera poder falar olhando nos teus olhos.
Se ao menos eu fosse um ladrão capaz de te roubar pra mim
Mas sou apenas um espectador, assistindo tua beleza tão, tão longe de mim.
Amar não dói, desde que o amor seja correspondido. O que dói em uma relação amorosa não é o amor, é a carência dele por uma das partes envolvidas.
Esse tal de “amor”, aquele em que as pessoas dizem ‘sentir’ umas pelas outras, ou é algo genuinamente incrível, ou me perdoem, soa como um estelionato emocional!
Além de dizer “eu te amo” para alguém, banca necessário haver entusiasmo para servir de combustível, senão, essa porra descamba ladeira à baixo num piscar de olhos...
Se a sua comparte não for a melhor parte de seus dias, se o seu abraço não for o mais confortável dos abrigos, pode ser tudo, menos amor na acepção de relacionamento conjugal.
Quando amamos legitimamente, e mutuamente, agradecemos pelo outro ser nosso melhor amparo, e sublimamos pela alegria que ele simula nos melhores períodos das nossas vidas.
Amor para ser AMOR, somente quando temos a certeza quer nosso par seria o eleito, toda vez que uma nova vida surgisse...
O amor não é frágil como uma flor, nem inalcançável como o cacto. Ele é forte o suficiente para resistir e suave o bastante para tocar... precisamos apenas aprender a lidar com sua ausência, sem jamais esquecer sua magnitude.
O amor é feito de gestos, não de promessas. Não são as palavras que sustentam uma relação, mas as ações que falam mais alto do que qualquer juramento. O amor verdadeiro é vivido, não dito.
Não nasci para morrer de amor, o silêncio é um desatino varrido pelo tempo, dizendo que devo me curar com a dor.
Tento espalhar a confiança por onde eu for, mas no caminho os espinhos me ferem quando me lanço na paixão desse desamor.
O AMOR E SUAS DESVANTAGENS
Acordei hoje com a cabeça repleta de palavras que não escrevi, versos que deixei escapar e lições que só o tempo ensina. O amor, esse bicho indomável, se apresenta como uma promessa de eternidade, mas sua essência é frágil, um instante suspenso entre a grandeza e a pequenez de ser humano.
Há uma vantagem na ingenuidade, em não duvidar tanto, em acreditar que o improvável pode acontecer. E eu, que sempre me achei esperto, fui perceber tarde demais que o amor exige um certo tipo de burrice necessária. Ele pede que nos lancemos ao desconhecido sem mapas, sem garantias, como um salto no escuro onde só depois descobrimos se havia chão ou se aprendemos a voar.
E sempre há algo no caminho. Uma pedra, um desvio, um desencontro. O amor nunca chega sem desafios, sem suas desvantagens. E quem ama, de fato, aprende. Aprende que o outro é um universo impossível de cartografar. Aprende que a gente sempre vai querer que fique, mesmo quando o outro precisa ir. Aprende que há uma linha tênue entre a loucura e a sanidade, e que amar, no fundo, é desobedecer à lógica, é permitir-se perder um pouco da razão.
E um dia, a gente aprende. Aprende que amor não significa posse, que presença não significa permanência e que, às vezes, o adeus é o gesto mais amoroso que alguém pode oferecer. Aprende que sofrer por amor não é fraqueza, mas sim prova de que, em algum momento, nos permitimos sentir.
Hoje, olhando para trás, percebo que amar foi um risco necessário. Porque, apesar das dores, dos tropeços e das desvantagens, ainda prefiro me lançar ao abismo do sentir do que me proteger na frieza do cálculo. No final das contas, talvez o segredo esteja justamente aí: no misto de poesia, loucura e aprendizado que só o amor pode proporcionar.
Mas, no fundo, percebo que só saberei o que é o amor no meu último dia. A cada vez que achei que estava amando, entreguei-me novamente, mas nunca da mesma forma. Eu já não era só paixão descontrolada, mas também consciência lúcida. Amava de maneira mais decidida, mais atenta, sem as ilusões que antes me cegavam, mas com a mesma entrega de quem sabe que o amor é sempre um novo começo. E assim sigo, aprendendo, até que o tempo me diga que, enfim, entendi.
EM REDOR DA POESIA
Em redor da poesia distrai o amor
Suspiroso, alegre, impar, elevado
Cândida sensação dum confessor
Num soneto tão quão apaixonado
E neste sentimento cheio de ardor
Diz-se palavras ternas, no afinado
Poetar: modesto, castiço, amador
No tom singular. O peito apertado
Obriga então a poesia ser serena
Onde a prosa pra sedução acena
Desenhando o sentido, as ilusões
Nesta bruma de paixão, estamos:
Soneto e poeta, nestes reclamos
Cochichando prezadas emoções.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 abril, 2024, 19’36” – Araguari, MG
Na alvorada, ao sol nascente, eu medito,
Sobre o amor, que outrora florescia tão bonito,
Mas agora, envolto em sombras, desfeito,
Por uma traição, que no peito, ferido, foi feito.
Gravada em segredo, a nossa voz, lamenta,
Um vínculo outrora forte, agora se arrebenta,
Onde outrora havia confiança e afeto,
Resta agora o vazio, o lamento, o desafeto.
Oh, como as rosas murcham em meu jardim,
E o canto dos pássaros soa triste, sem fim,
Pois a traição obscureceu o céu azul,
E o amor, que outrora brilhava, agora é nulo.
Por isso, ergo-me em meio à escuridão,
Com lágrimas nos olhos, e no coração,
Decido, nesta aurora melancólica e fria,
Encerrar esta história, que um dia foi minha.
Leve consigo as lembranças, os vestígios do que foi,
Pois não há mais lugar para nós dois, aqui, sob este céu,
Que seja livre, que siga seu caminho sem mim,
Pois neste adeus, encontro a paz, enfim.
"Meu amor, minha mulher,
Quando conversamos sobre como chegamos até aqui, tenho a impressão de que estamos em um livro ou filme recheado de amores, dramas, beijos, momentos e tormentos. Antes, eu era eu, pleno, com minhas muitas paixões passageiras. Um menino do Rio cheio de perfume e charme, com olhos ávidos por um flerte a cada canto de rua. Todavia, fui capturado por um desses flertes despretensiosos quando você apareceu para mim. Vi em você um jeito transviado e tive lá minhas suspeitas se deveria mesmo me encontrar com essa pessoa transvestida. O juízo me dizia o contrário, mas eu era mais propenso a ignorar a razão, então decidi ver quem era essa que me chamava... impúbere, caí em suas garras predadoras de meninos. De lá para cá, embora eu nem planejasse, nem desejasse, você foi me invadindo, hora a gosto, hora a contragosto, e mudando minhas percepções, meus desejos, meus planos. Eu fui e estou me entregando a você às migalhas e, às migalhas, cada parte de mim vai gradativamente ficando mais desejosa de você. Hoje sinto saudade, sinto receio de que me deixe, sinto que faz parte de mim e eu faço de você. Somos duas partes revoltas de uma mesma alma. Nossos conflitos são resultado do medo de não darmos certo, de perdermos nosso encaixe tão íntimo, tão único. Especial. Só meu e seu."
A saudade existe porque existiram momentos bons, porque existiu amor! É preciso que a saudade aos poucos se transforme em gratidão, pelas oportunidades que teve ao lado de quem tanto amou.Só assim, conseguirás entender que o outro se foi, mas a sua vida tem que continuar.
Amor de um poeta
Hoje quero falar de sentimento,
Algo tão relativo
Quanto prazer e sofrimento,
Que nos faz instintivos
Quanto aos nossos pensamentos.
Falo agora sobre paixão,
Não confunda com amor
Nem compare com a dor,
Paixão nos deixa paranóicos
Quanto a nós mesmos,
Causa atos heróicos,
Nos fazendo escravos
De nosso próprio sentimento,
As vezes ele se torna amor
Depois de passar pela dor,
Tornando inexplicável,
Algo tão adorável
O amor poeta
É intenso e tranquilo,
E só quem o experimenta
Entende como é aquilo
Simples momentos
Se transformam em lindas palavras,
Escritas com sentimentos
São elas curtas e pesadas,
Pensamentos infinitos
Quanto a pronúncias simples e rápidas
Apenas quem já sentiu
Um verdadeiro e ligeiro amor,
Entende como carregar essa dor,
Por muitas vezes serem ligeiros
Acabam em apenas ensinamentos,
Pra que futuramente,
Aprendemos a amar
Oq um dia nos amou intensamente...
Em meio às sombras que dançam ao redor, o amor e o ódio travam uma batalha épica, como dois titãs colidindo em um campo de guerra. O amor, com sua aura radiante e gentil, tenta erguer-se acima das trevas, enquanto o ódio, com suas garras afiadas e olhos flamejantes, busca consumir tudo em seu caminho.
É uma luta que ecoa pelos recantos mais profundos da alma humana, onde as linhas entre o bem e o mal se tornam borradas e distorcidas. O amor clama por compaixão, perdão e redenção, enquanto o ódio sussurra palavras de vingança, crueldade e destruição.
Em cada coração humano, essas forças opostas se entrelaçam em uma dança perigosa, onde a linha que separa a paixão do desespero é tênue e frágil. Às vezes, o amor prevalece, iluminando o caminho com sua luz radiante e calor reconfortante. Mas outras vezes, é o ódio que triunfa, deixando para trás um rastro de ruína e desespero.
É uma batalha que se desenrola em silêncio, nas profundezas da mente e do coração, mas cujas consequências são profundamente sentidas em cada fibra do ser. Pois, onde há amor, também há ódio, e onde há ódio, também há amor, entrelaçados em uma dança eterna de dualidade e contraste.
E assim, a humanidade continua sua jornada através dos séculos, em busca do equilíbrio delicado entre o amor e o ódio, entre a luz e as trevas, sabendo que, no final, é a escolha entre essas forças que moldará o destino de todos.
Você, incapaz de reconhecer a verdadeira profundidade do amor, contenta-se com a mera efemeridade de se apaixonar. És uma criatura insípida, desesperada por uma chama artificial para iluminar sua patética existência.
*Amor do Campo
Marise morava na cidade. Trabalhava como secretária em uma empresa de grande porte, mas estava cansada daquela vida de escriturária.
O trânsito, o barulho, a poluição, a violência.
Tudo isso a sufocava.
Um dia, Marise decidiu mudar de vida, partiu para uma pequena área em Paraty.
Preparava-se para trabalhar no sítio .
Arrumou suas coisas e foi morar no campo. Sol e leve brisa vindo do mar.
Comprou um sítio pequeno e começou a plantar hortaliças e criar animais.
Marise conheceu um rapaz alto, de olhos verdes, que também morava no sítio ao lado.
Ele era sitiante há muitos anos.
conhecia tudo sobre a vida no campo.
Marise despertava uma vaga lembrança de que o conhecia desde jovens Formou-se a amizade, e o rapaz virou amigo do peito.
Passavam horas conversando sempre que podia.
Trabalhando, batalha dura da vida, os sonhos, os planos. Aos poucos, iam produzindo tudo que podiam, inclusive o sentimento de amizade formando inseparáveis momentos.
Fortificar não só o campo, mas a mente.
Produziram muito. Uma união intensa, pelo sítio, pelas plantas, uma espécie de paixão e cumplicidade agrícola. Plantar, Colher coisas bons no futuros
Plantavam as hortaliças, frutíferas. Sentavam-se na varanda para contemplar o pôr do sol e prosear.
Plantaram a semente, a amizade eterna da vida.
