Desculpas Amor Nao Correspondido
A dor ensina lições valiosas que o amor não pode ensinar.
O papel da vida deve ser escrito com o arco-íris, não sendo uma linha reta, sem sentido por vezes pois o paradoxo igualmente sustenta as suas fundações…
Falamos que aquilo é amor, mas em nosso coração sabemos que não passa da mais louca obsessão, somos obcecados.
Muitas vezes ficamos presos à vontade do outro não à nossa,
E isso nunca será amor.
A cerimônia do casamento é pouco para deixar as coisas sempre claras. O amor, todos sabemos, não pode ser oficializado
Ó vida, malvada que não me faz-me ver, que não me faz-me sentir. Uma vida plena cheia de amor, de carinhos e carências.... Ó vida de tiranias e ilusões que deludem a vida e os corações.
Se se morre de amor! — Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n'alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d'amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes no morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D'amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração — abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz d'extremos,
D'altas virtudes, té capaz de crimes!
Compr'ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D'aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!
Amar, e não saber, não ter coragem
Para dizer que amor que em nós sentimos;
Temer qu'olhos profanos nos devassem
O templo, onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis, d'ilusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compr'ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Se tal paixão porém enfim transborda,
Se tem na terra o galardão devido
Em recíproco afeto; e unidas, uma,
Dois seres, duas vidas se procuram,
Entendem-se, confundem-se e penetram
Juntas — em puro céu d'êxtases puros:
Se logo a mão do fado as torna estranhas,
Se os duplica e separa, quando unidos
A mesma vida circulava em ambos;
Que será do que fica, e do que longe
Serve às borrascas de ludíbrio e escárnio?
Pode o raio num píncaro caindo,
Torná-lo dois, e o mar correr entre ambos;
Pode rachar o tronco levantado
E dois cimos depois verem-se erguidos,
Sinais mostrando da aliança antiga;
Dois corações porém, que juntos batem,
Que juntos vivem, — se os separam, morrem;
Ou se entre o próprio estrago inda vegetam,
Se aparência de vida, em mal, conservam,
Ânsias cruas resumem do proscrito,
Que busca achar no berço a sepultura!
Esse, que sobrevive à própria ruína,
Ao seu viver do coração, — às gratas
Ilusões, quando em leito solitário,
Entre as sombras da noite, em larga insônia,
Devaneando, a futurar venturas,
Mostra-se e brinca a apetecida imagem;
Esse, que à dor tamanha não sucumbe,
Inveja a quem na sepultura encontra
Dos males seus o desejado termo!
Um amor vai curando o outro,
até que a gente encontre um
que não machuque.
que não maltrate,
e que não deixe o próximo existir.
"Não é nada não.... é só meu amor próprio que não me permite retornar suas mensagens, suas chamadas! Relaxa o problema não é contigo, é só amor demais.... POR MIM!!!!"
DEPOIS DE MUITO AMOR
A mulher somente despreza quem ela amou demais. Não é qualquer homem que merece, não é qualquer pessoa. Pede uma longa história de convivência, tentativas e vindas, mutilações e desculpas. O desprezo surge após longo desespero. É quando o desespero cansa, quando a dúvida não reabre mais a ferida.
É possível desprezar pai e mãe, ex-esposa ou ex-marido, daquele que se esperava tanto. Não se pode sentir desprezo por um desconhecido, por um colega de trabalho, por um amigo recente. O desprezo demora toda a vida, é outra vida. É nossa incrível capacidade de transformar o ente familiar num sujeito anônimo.
Assim que se torna desprezo, é irreversível, não é uma opinião que se troca, um princípio que se aperfeiçoa. Incorpora-se ao nosso caráter.
Desprezo não recebe promoção, não decresce com o tempo. Não existe como convencer seu portador a largá-lo. Não é algo que dominamos, tampouco gera orgulho, nunca será um troféu que se põe na estante.
Desprezo é uma casa que não será novamente habitada. Uma casa em inventário. Uma casa que ocupa um espaço, mas não conta.
É a medida do que não foi feito, uma régua do deserto. A saudade mede a falta. O desprezo mede a ausência.
O desprezo não costuma acontecer na adolescência, fase em que nada realmente acaba e toda vela de aniversário ainda teima em acender. É reservado aos adultos, desconfio que deflagre a velhice; vem de um amor abandonado. Trata-se de um mergulho corajoso ao pântano de si, desaconselhável aos corações doces e puros, representa a mais aterrorizante e ameaçadora experiência.
Indica uma intimidade perdida, solitária, uma intimidade que se soltou da raiz do voo.
O desprezo é um ódio morto. É quando o ódio não é mais correspondido.
Não significa que se aceitou o passado, que se tolera o futuro; é uma desistência. Uma espécie de serenidade da indiferença. Não desencadeia retaliação, não se tem mais vontade de reclamar, não se tem mais gana para ofender. Supera a ideia de fim, é a abolição do início.
Não desejaria isso para nenhum homem. O desprezado é mais do que um fantasma. Não é que morreu, sequer nasceu; seu nascimento foi anulado, ele deixa de existir.
O desprezo é um amor além do amor, muito além do amor. Não há como voltar dele.
(Zero Hora)
Não idealize o amor pelo que o pensamento cria porque o coração poderá deixar sua mente totalmente vazia.
Eu o amo mas é melhor ele não saber. Pois dar amor a uma pessoa é dar poder, e ser humano nenhum consegue lidar com o poder de ser amado.
Amor não é aquilo que tudo suporta, que pede, suplica, implora. Amor é nenhum dos dois irem embora, apesar das portas abertas. O resto é besteira da boca pra fora e isso eu dispenso, obrigada. Aconteça o que acontecer, eu não morro.
Não é,
não foi
e nunca deixará de ser
minha pessoa amada.
Que não deixou
o amor florescer.
E quem sabe deixou,
o seu conto de fadas viver.
“Você é uma mistura de desejo, de amor, de carinho, de tudo… Me sinto tão bem junto de ti, não consigo enxergar teus defeitos, não sei ao certo o por que. Vai ver você nasceu pra mim, eu quero te completar e te fazer uma pessoa feliz em todos os sentidos… Quero fazer a diferença, quero te mostrar que existe amor verdadeiro nesse mundo. Quero te dizer que nem sempre estamos prontos. Más que dessa vez vai dar certo, e nós seremos felizes. E sabe por quanto tempo ? Tempo sem medida, apenas nos amaremos… Sem medo, sem mágoa, sem decepções. Apenas eu você e o amor.”
Não quero muito da vida, quero a sorte de um amor tranquilo, um amor paciente, um amor companheiro. A sorte de ter alguém para viver a vida, compartilhar os bons momentos e superar os maus. A sorte de ter alguém compreensivo, alguém tranquilo, com muito carinho e amor para dar. A sorte de um amor sereno, suave, com respeito. A sorte de ter apego e afeto, dedicação e atenção, simpatia e ternura, zelo e cuidado, atração e paixão, amor e sentimentos, correspondidos. Arrumar alguém para ser minha vida e ser a vida de alguém, ter a sorte de um amor verdadeiro.
O melhor amor, a melhor confiança, é aquela que temos em nós mesmos. De nada adianta não amar o que somos.
