Desculpa se sou um pouco Cabeca Dura
Uma dose de Tequila. Vodka, Whisky.
Um som bem alto.
- faço de tudo para calar os sentimentos. E se não se calam, pelo menos os deixo bêbados. Dói menos. Dificil é o porre, no dia seguinte. Sentimento de porre, seguido de uma pontada aguda no coração intermitente.
Cada estrela é um anúncio. Cada folha é um lembrete. As geleiras são megafones, as estações são capítulos, as nuvens são cartazes. A natureza é uma música de muitas partes, mas de um único tema e um verso: Deus é...
Só te peço um favor: não deboche da minha dor.
Você pode não entender ou achar bobagem,
mas em mim dói e muito.
Por isso,
pelo menos respeite.
Um amor verdadeiro nunca nos faz sofrer,
Nunca nos abandona, nunca nos magoa,
nunca nos decepciona, pelo contrário, nos valoriza,
e nos faz feliz...
Inverno gaúcho
Gaúcho maneia o tempo
E para um pouquinho lá fora,
Arfa no peito este frio macanudo,
Que faz parte da nossa historia,
Sente a pele queimar as melenas balançar...
Afrouxa um pouco a fivela e deixa o minuano te invadir
Arfa com gosto, sente a goela congelar...
Relembre no frio a herança que aprendemos dês de guri
O valor da união, do calor amigo,
Da roda do chimarrão...
Da Brasa acesa, da labareda ardente...
Do calor humano em nós sempre presente.
Retorna aos braços da tua prenda
Aconchega-te nos braços do teu peão
Com a certeza que o frio é mais uma
... das bênçãos deste chão.
O amor, as pessoas, as conversas, os homens, as comidas, os lugares...
Tudo isso é um tédio!
A existência é um tédio!
Eu sumiria daqui se a morte não fosse outro tédio!
MEDO DO NOVO
Acordo com medo, desaminado;
Medo do desconhecido, é um novo dia.
Acordo acanhado, e já não penso em nada;
Tem-se medo, se desconfia.
Mas é preciso coragem, não ser covarde;
Pense o que tiver de ser será, vou encarar;
O que vier, estava para vir ou criei?
Só não posso é abandonar-me..
Quer na vida, vigia!
Quer na cama, preguiça!
Quer no dia, sempre de manhã recomece...
Quer nos braços de quem se ama;
Devo sempre cuidar de mim...
A vida é minha.
Todos os dias me vejo diante do espelho e o meu reflexo com o tempo retrata aquele que um dia fui, sou e ainda vou ser....Eu mesmo!
Cordel - Lampião na casa de massagem
Lampião rei do cangaço, matador um cabra macho, cansou-se de Maria e foi a vida aproveitar..
Foi na casa de massagem onde não tem mulé direita, enrabichou-se com uma sujeita e quase num sai de lá..
A tal sujeita é Juliana, menina boa de cama que pegou Lampião de um jeito e não queria mais largar..
Juliana só falava: "Hoje eu te mato seu cabra", Lampião pulou ligeiro pra arredar o pé de lá..
Amirou sua espingarda e começou a prosear: "aqui sou rei do cangaço e só eu posso matar"..
Deu dois tiro em Juliana vestiu a roupa e saiu, amontou no primeiro jegue que viu e começou a pensar..
Nesta terra sou o cão, já matei pra mais de mil e não vai ser essa menina com uma chave de pipiu que vai um dia me matar.
O lobo e o cordeiro
Quando foi perguntado para um antigo ermitão do sertão do Serro Azul: por que há pessoas boas e outras más? A resposta foi a seguinte:
– Dentro de nós temos de um lado um lobo faminto, e do outro um cordeiro cheio de amor. Os dois se vigiam, separados apenas por uma frágil cerca.
Quando lhe perguntaram até quando o cordeiro estará seguro, ele respondeu:
– Até quando a cerca estiver em pé: enquanto o cordeiro desconfiar da cerca e, enquanto o lobo respeitá-la.
Perguntado a um oráculo, onde anda a felicidade? E ele responde com toda sabedoria: ela mora onde o seu medo adormece.
Por pior que seja a situação em que seu amigo se encontra, nunca o abandone-o. Um verdadeiro amigo nunca abandona o outro por qualquer que seja o motivo.
A vida é como um filme: quando estás feliz "Comedia", quando estás triste "Drama", quando estás em brigas "Terror", quando estás a conquistar "Acção", quando estás a amar "Romance", quando estás indeciso "Suspense", quando estás apaixonado "Mistério".
Rubem Alves, foi um dos únicos escritores que eu vi abordar sobre a eutanásia, e ele abriu a interrogação, do porquê, que um ser humano, não tem o direito de escolha à vida.
Beber toda a ternura
Não ter morada
habitar
como um beijo
entre os lábios
fingir-se ausente
e suspirar
(o meu corpo
não se reconhece na espera)
percorrer com um só gesto
o teu corpo
e beber toda a ternura
para refazer
o rosto em que desapareces
o abraço em que desobedeces
(Em "Raiz de orvalho e outros poemas". Lisboa: Editorial Caminho, 1999. Fonte: elfikurten.com.br)
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