Desculpa mas Nao posso Retribuir seu Amor
O vinho
Às vezes fico pensando no vinho e em seu significado. O vinho deveria ser Registrado como bem imaterial. Afinal, vinho só fica bom quando tomamos com pessoas especiais, no clima especial, com o acompanhamento certo. Chega a ser pecado tomar o vinho por tomar. Vinho é escolha! Do sabor, da uva, do perfume, do acompanhante, do acompanhamento, da música... Vinho não é uma bebida simples, não é banal. Por mais que a vontade dele apareça, a gente, que entende que maior que a bebida é o significado, não consegue sentir prazer em tomar um vinho sozinho. Porque será?
Seu Perfume
Senti o cheiro de seu perfume, quando a cabeça me veio uma película de lembranças da primeira vez, na boca salivou um sabor que outrora teria esquecido, nas costas uma massagem que não tardou a esquentar na noite e banhou em suor uma cama que não nos pertencia, senti o cheiro de seu perfume no frasco de meu coração.
toda criatura é benefeciada pelas obras dos seu criador,mas somente os filhos herdam o que é de seu Pai.
Refletir sobre algo que ainda haverá de acontecer, pensar naquilo que se passou e fazer o seu futuro interior.
O homem do interior
É seu doutô, la no meu sertão é anssim,
No cantá do galo eu abria o zoi,
A lui do candinheiro, inquanto a mué cuava o café e barria o terrero,
Eu la ia pú curá, atava a vaquinha tadinha tom magrinha, dava dó inté de oiá,
A primeira caneca de leite, num derramava do tacho, bebia, dexava descer guela a baixo.
Porque Me Amou
Porque me amou, o céu deixou, aqui seu lar formou.
Tudo isso fez por mim, sim, por mim.
Por cada pecador, o céu deixou,
Pra salvar do mal, da dor.
Podia desistir...
Sua escolha foi ficar até morrer,
Sofrer a dor na cruz por mim.
Porque me amou...
Porque me amou, jesus passou (jesus passou)
A vergonha e a dor.
Tudo ele suportou (ele suportou).
Oh, quanto ele me amou.
Em seu amor, olhou pra mim (olhou pra mim).
Disse: "filho, eu darei a ti, vida,
Paz sem fim e grande amor." (vida e paz sem fim, e grande amor.)
Ao entregar-se aqui (uh, uh, uh),
E ao calvário então seguir (uh, uh),
Mesmo cego eu vi que meu jesus (uh),
Lá na cruz, sofreu por mim.
Jamais senti tão perfeito amor.
Mesmo se eu cair, me ergue com suas mãos.
Meu ser resgatou,
Vou cantar seu grande amor.
Porque me amou, ressuscitou,
E um lar já preparou.
Voltará, sim, outra vez (sim, outra vez),
E dele eu ouvirei:
"por crer em mim, vida eternal te dou." (uh, uh, uh)
E aos seus pés, eu darei meu louvor (meu louvor).
Santo (santo, santo, santo),
Deixando a infancia para traz perceba o quando se fez de inesquecivel, o seu caminho até aqui percorrido, como é bom ter apreendido a sentir medo e ter com quem se encorajar, tendo a cada momento razões para agradecer a Deus a vitoria de ter chego até aqui.
Aconteça o que acontecer, mantenha a calma, o inimigo vai se sentir derrotado pelo seu autocontrole.
Sobre flores, ervas daninhas e mergulhos indevidos
“Joga pra cima: se voltar, é seu”. Num dia desses, estas poucas palavras foram repentinamente lembradas e conseguiram prender minha atenção enquanto eu andava apressada no caminho de casa, querendo chegar logo nalgum lugar que pudesse trazer pelo menos um pouquinho de paz àqueles dias conturbados.
Já faz tempo que tenho essa vontade de passar. Queria te jogar pra cima, te deixar ir – e assim, me libertar também. Mas meu coração parece que integrou você a mim, parece que você se camufla aqui dentro e não me deixa te achar – nem quer sair. Vai ver é essa estranha morada, que mesmo tão cheia de marcas, você adotou como sua. Coração instável, inquieto, incompleto, incansável. Coração tão cheio de “ins”, prefixos de ausência, negação. Coração esgotado, mas que você – sabe-se lá como – ainda consegue plantar alguma coisa.
Ando tão cansada de ser pra fora. Mas ainda acredito que assim somos mais verdadeiros, justamente por possibilitarmos mais facilmente o toque, o “ser tangível”. É quase como se fosse possível pegar os sentimentos, tocá-los, sentir a forma mais pura, quente e simples. Cansada de ser teimosa, também. Porque pegaram meu coração, deram uns apertos, chegou a machucar, e ainda continuo querendo ser tocável; mesmo estando tão cansada que até chego a pensar, mais de uma vez ao dia, em me trancar do lado de dentro.
Preciso me organizar, jogar fora o que é velho e parar com essa mania de lembrança dos cancerianos; mas quando penso em ser pra dentro, lembro como, quase nunca, vale a pena ser tão pra fora. Gosto como tudo se torna tão intenso, de como você chega tão perto do meu coração. Não consigo desgrudar de nada, nem sequer de você, erva daninha que cresce junto às flores que cultiva com esse estranho carinho.
Eu é que não me deixo passar, e por essas e outras, tenho que tomar cuidado comigo mesma: é nessa de tanto me lembrar das coisas boas e filtrar as ruins, que acabo esquecendo a facilidade com que os que vivem pra fora têm de cair. Por mais que os momentos que quase nunca acontecem sejam mais importantes na minha contagem, preciso lembrar-me das quedas. E foi por isso que desisti de te procurar aqui dentro.
Fica, meu bem... eu preciso de você. Eu preciso me lembrar daquela euforia que senti ao mergulhar no rio dos teus olhos pela primeira vez. Principalmente, eu preciso me lembrar o quanto doeu sair daquela água gelada e, ainda assim, ter coragem o suficiente de colocar o coração do lado de fora de novo.
— Saudade. Ah, saudade tirana. — Exclamou em sua varanda dando mais um trago em seu cigarro de menta, fazendo a fumaça que soltara pelo nariz sumir por entre os ventos arrepiantes, que faziam questão de bagunçar seus cabelos negros semelhante a noite triste que contemplava, até seus sentimentos. Seu amor rejeitado. Suas duvidas. Suas saudades.
Seus pensamentos estavam fixados numa moça, cujo cabelo cor de fogo, olhos verdes impermeáveis. A moça que pegou seu pobre coração e esqueceu-se de devolver, simplesmente. Talvez ela o pegou e jogou fora, talvez ela nem o percebeu. Talvez, talvez, palavra torturante para aqueles que preferem a certeza, e não a duvida.
Suspirou pesadamente, fazendo seus músculos relaxarem por um instante. A lua brilhava, para ele. Com aquela luz falsa, que nem ao menos era dela.
De fato, ele era egoísta. Queria poder usufruir da sensação, — ao menos uma única vez, até não sobrar nenhuma gota —, de ela tentar escapar por entre seus dedos, e ele simplesmente enlaçar seu braço na cintura dela. Ou até melhor; terminar uma briga com um beijo ávido. Qualquer coisa seria boa, aceitável. Tê-la ali, junto dele.
