Desconfiado
IPANEMA
Olha que jeito encantado.
Medo de ser amado,
com jeitim desconfiado;
a garota de Ipanema,
linda e maravilhosa,
a rainha do mar.
Olha,
que cabelo bonito.
A garota se acha.
A mais poderosa,
do que a princesa,
com poder de amar.
Encanta marinheiros,
caras e homens,
pequenos meninos,
moleques e jovens,
porem,
o apaixonado,
era oque olhava,
e que só lembra que
a garota de Ipanema,
deu lhe um beijo,
com sabor e com todo o seu olhar!!!
E quando você vinha se aproximando com um sorriso desconfiado, eu já sabia. Era um beijo o que você queria.
POEMINHO
Coraçãozinho de asas passa por mim,
pipilando, desconfiado...
Zoinho pretinho, fininho,
olha-me ligeirinho...
E me encharca de liberdade
de céu d’ouro azuladinho,
de perfume d’orvalhinho...
Sinto-me beijada por esse olhar alegrinho.
Não sei por que,
chega dar imenso dó...
Dá um não sei quê de carinho...
Dói de lindinho...
Vem, menininho,
não tenhas medo, pequenino,
pois todo o passarinho é um poema
e todo o poeta é ninho...
Se aproxima desconfiado,
Em um instante repentino,
Ao latão agarrado
Ele nota um menino.
Se atira no rio sem pensar,
Então pensa em não se afogar
E nadar, nadar e salvar.
Pessoal to desconfiado que JESUS já voltou em 2019 e nós ficamos e já estamos vivendo a grande tribulação
E muitos que ficaram já foram marcado e Eu ainda não, mais já já eles vão me perseguir porque não quis ser marcado. 🙂
Os momentos que não estou sofrendo, já fico desconfiado e me pergunto: cade a dor? Minha companheira diária; essa, pois jamais me abandonou, e de certa forma, respeita-me, e apesar de me infligir dor, a gente se acostuma com ela. Não é tão difícil assim...
"Deixo um olhar desconfiado que revela mais que palavras, desnuda a alma e trás à tona medos e anseios profundos."
Era uma vez....
Um gatinho que se aproximou de mansinho, olhando meio desconfiado, sem saber se vinha ou se dava meia volta, e mesmo na incerteza ele se aproximou, olhou nos meus olhos e beijou-me a mão, delicadamente, longe de ser um gato de botas ou uma réplica qualquer, ele é um gato ambicioso, não joga com a sorte, ao menos não com a dele, e quer se aninhar num cantinho dele que tenha o seu cheiro, que sobre o seu pelo de um dia pro outro, um cantinho onde ele não precise deixar folga a ninguém, mas ao contrário, que seja sabidamente dele.
E assim esse gatinho veio chegando, ronronando pela minha casa, e sem fazer barulho, no cair da noite ou no silencio do dia, eu já nem sei mais, esse gatinho alcançou as minhas pernas, ronronou, e nela esfregou seu pelo macio, fazendo com que eu o visse ali, lindo, altivo e imponente como um puro sangue, meu olhar encontrou o dele, eu suspirei, sorri, ajeitei minhas pernas....
E o gatinho atento a todos os meus movimentos entende a linguagem do meu corpo e num único salto alcança o meu colo e se aninha em meus braços, ora suave ora me arranhando, marcando em meus braços o seu espaço, se esfregando em meu corpo para deixar na minha pele o seu cheiro, e na minha roupa o seu pelo, ele me lambe os braços, estica o corpo e alcança minha boca e nela sua língua brinca como quem bebe leite no pires.
Por muito tempo, todos os dias o gatinho se aninhava no meu corpo, ronronava no meu ouvido, lambia minha pele me chamando pra ele.
Mas um dia ele saiu e não encontrou o caminho de volta... Eu bem que o procurei por todos os cantos... Não era mesmo um conto de fadas. De encantado mesmo é toda a saudade que ficou.
E isso não é sobre gatinho.
O porteiro me olha desconfiado:
- A senhora não pode entrar, a festa é privada.
- Eu fui convidada, mas não trouxe o convite.
- Só entra com convite.
- O senhor sabe com quem está falando?
Ele me olha espantado.
- Sou uma entre os 8 bilhões de pessoas que vivem neste planeta; que por sua vez, é um entre mais de dezessete bilhões de planetas similares ao nosso em toda a galáxia - Via Láctea; que é uma das cerca de 100 bilhões de galáxias no nosso Universo... Percebeu?
Ele abre a porta e eu entro... festa estranha e gente esquisita.
Vou para casa escrever sobre “A arte de transformar insignificância em poder”.
SAUDADES
...E você continua nessa sanha louca,
inseguro, desconfiado, gritando desesperado, erra e põe a mão na boca.
Quer falar comigo, mas não quer ouvir a resposta.
Insistindo para que eu mostre a minha face, sendo que para mim, vira a costa.
Inventa métodos, estratégia, punição e teorias.
Coisa que eu nunca te ensinei, que eu jamais aprovaria.
Quer fazer de mim um prisma, uma filosofia, um único viés.
Não sabe praticar o partir do pão, acha humilhante lavar outros pés.
Eu não me encaixo nesses pensamentos de controle e de poder.
Saiba que apesar de seus erros, eu dei fôlego a você.
Eu não serei usado por ninguém, para oprimir nem massacrar criaturas.
Sou o centro, o lado e o alto, posso voar em qualquer altura.
Sou espírito, sou carne, sou alma, sou justiça e ternura.
Sou liberdade de expressão, sou a antítese da ditadura.
Eu sou a linha e o labirinto, a gaiola sem paredes.
Sou o mar e dou as ondas, ao pescador também dou peixe.
Estou no compêndio, no colosso, no bojo, no plural e no singular.
Controlo tudo, céu, terra e mar, e tudo que você pensar.
As tuas angústias, os teus medos e vitupérios.
São porque no ápice da sua inteligência, pensa entender os meus mistérios.
Você não pode entender, eu te fiz para ser feliz.
O objetivo é que aprenda, que você é planta, eu sou a raíz.
A descoberta não está lá fora, em nenhuma conquista, em nenhum evento.
Você é a minha obra, a minha casa, eu moro aí dentro.
Assim como o filhote de tartaruga sabe ao nascer, que o seu caminho é na água.
Você também sabe me encontrar, mas precisa esquecer essa mágoa.
Deixar para lá, perdoar, você sabe disso, embora fuja.
Que tal lavar a minha casa, que já há um tempo permanece suja?
Vou te mandar um novo código de conexão, pois o outro você perdeu.
Fique atento se de repente, uma criança, um animal ou um filho teu.
Parar diante de ti, te abraçar e sorrir, mudar o seu dia, fazer um arranjo.
Sem som da terra, violão, teclado, violino ou banjo.
Na música do silêncio vamos conversar, na brisa do reencontro, te envio meu anjo.
