Depois da Calmaria vem a Tempestade
"Eu era tempestade, você veio, sou calmaria.
E hoje? Sou tempestade.
Eu era frio, você veio, sou calor.
E hoje? Sou frio.
Eu era tristeza, você veio, sou felicidade.
E hoje? Sou tristeza.
Eu era escuridão, você veio, sou luz.
E hoje? Sou escuridão.
Eu era solidão, você veio, minha companhia.
E hoje? Sou solidão.
Eu era algo sem rima, você veio, sou poesia.
E hoje? Não tenho mais rima.
A saudade é minha sina.
Ah, aquela menina.
Você veio, você se foi.
Hoje só me resta na memória as lembranças do que eu era antes de nós dois..."
Labirinto de Nós
Somos tempestade e calmaria,
Um turbilhão que dança na melodia.
Entre os abraços que nos envolvem,
Há muros altos que nos dissolvem.
Tuas palavras são lâminas e flores,
Misturam ternura com leves dores.
E eu, que me perco em teu olhar,
Sou barco à deriva no teu amar.
Tuas mãos me puxam, depois me soltam,
Teu coração me encontra, mas logo me afronta.
É um jogo estranho, um passo e recuo,
Um rio que corre em terreno nu.
E mesmo na dúvida que nos consome,
O desejo persiste, grita teu nome.
Pois no caos que criamos, há beleza,
Um amor que vive em sua incerteza.
Se o final será luz ou despedida,
Não importa, pois és minha vida.
Que sejamos fogo, vento ou mar,
Mas que nunca deixemos de nos buscar.
Há um só dEUs, que se apresenta na calmaria do mar ou na tempestade do mar, à nós só nos resta vive-Lo e não entende-Lo.
ESCRITA ABSOLUTA
Em meio a Tempestade,
Lanço palavras de calmaria,
Escrevo com esperança,
Com intrepidez, sem covardia,
Escrevo a dor e a tristeza,
Escrevo alívio e alegria,
Transformo tragédia em comédia,
Sorrindo não importa se doía,
Não tenho dom nenhum,
Mas habilito-me aqui,
Se escrevo na solidão,
Livros extensos já conclui,
Falei de tudo e nada,
O dia nublado eu colori,
Enquanto eu me curava,
Cada detalhe escrevi,
Minha imperfeição registrada,
Na escrita absoluta,
Livre de qualquer obstáculo,
Enfeitada de forma culta,
Tolices e genialidades,
Dessa menina astuta,
Moldadas a versos e rimas,
Onde grito e ninguém escuta
"Sou igual uma tempestade, têm momentos que sou pura calmaria.
Em outros fortes turbulências fazem meu mundo estremecer."
Espero ser uma calmaria
pra tuas tempestades,
trazer-te um pouco de alegria,
quando esqueceresda felicidade,
uma luz num nevoeiro,
talvez seja muita ousadia
da minha parte,
mas meu apreço por ti,
é bastante verdadeiro
e se eu não tentasse,
seria um covarde.
Mãe é calmaria, mas sabe ser tempestade. É uma Super Heroína que nos protege do mundo inteirinho! É denguinho que dorme agarradinha, faça calor ou faça frio. É aquela que ama o nosso cheirinho mesmo depois de uma tarde inteira de brincadeiras! Mãe é tesouro. Mãe é caixinha de surpresas, que se reinventa só para suprir nossas necessidades!
Não faça tempestade num copo d'água, aproveite o primeiro momento de calmaria e faça a paz...(Guto Lopes)
Prefiro sempre a calmaria,
mas enfrento tempestade,
meu suporte é a poesia,
quando a inspiração me invade
Escrever silêncios,
registrar dias e noites,
tempestades e calmarias
amores e desencontros
descrever o inexprimível.
Concretizar delírios em realidades
apagar sois e esperanças.
Poderia ser Rimbaud
ou Vinicius de Morais
Paul Verlaine ou Neruda
mas sou sou poeta.
Eu já fui tempestade
E já fui calmaria
Hoje sou serenidade
Surfando tranquilo
Nas enxurradas da vida
Esperança
E quando a tempestade se esvairá
A calmaria reina, uma insensata paz paira
Resta apenas a sombra da destruição
E um vestígio de esperança, estilhaço do perdão
O luar, sutilmente e decididamente
Denuncia fraqueza, incerteza gritante
Desvela a alma
Destrói, e finda-se em calma
O derradeiro, o herdeiro
O amor verdadeiro
Fere a lembrança
Insiste, e eterniza nossa aliança.
Melhor estar na tempestade com a certeza do amor verdadeiro do que ter a calmaria de um coração vazio
Semeando e colhendo
Alguns poucos ventos
Etceteras tempestades
Detestaria a calmaria dos covardes
Ou a impetuosidade dos tolos
No meu canto desafinar é normal
No entanto pago o preço do real
Assumo querer continuar
Mesmo que os olhos teimem
Não vou parar
