Depoimentos para meu Amigo Chato
Bate o peito
Arde a pele
Sente o gosto
Não repele!
Brisa passa
Alma sente
Doce voz
Ao meu ouvido
Sussurrar.
Seus dedos percorrem
A extensão do meu corpo
Seu respirar ofegante
Encontra o meu ser louco.
E desse modo incomum
Entregamos o tesouro
Você morando em mim
E eu sorvendo você todo.
Quando vivo o presente não ignoro o passado nem menosprezo o futuro.
Pelo contrário, eu honro meu passado, honro aquela que fui. Honro os medos, as dores, as perdas, os “fracassos” (odeio quem divide o mundo entre fracassados e bem-sucedidos, aliás. Mas isso é assunto para outro momento).
E, ao mesmo tempo que honro meu passado, amo meu futuro. Estar no presente de verdade me dá estas chaves: honra e amor.
O que mais eu poderia querer? Mas eu sei que não é fácil. Não tanto como gostaríamos. Nossa mente gosta de uma certa facilidade… Dizem que é questão evolutiva.
Apesar disso eu posso dizer: é uma escolha. Você escolhe estar presente em um momento. E no próximo momento você escolhe de novo. E no próximo você escolhe de novo.
Ah, os meus passos correm
como eu corro
como minha alma corre
como minha vida corre
como meu tempo corre
- E se escorre!
Mas eu não me abandono
Eu nunca me abandonarei
- Não mais!
Vou contigo pra Pasárgada
Meu caro Manuelito
Quem sabe lá eu encontre
Dos Anjos, os versos íntimos!
Pensando bem, eu irei
Para o mundo de Drummond
Tão vasto quanto ele mesmo
Mais vasto do que o som!
Jorge e sua Fulô
Bem me acompanhariam
As estrelas de Bilac
Mais forte lá brilhariam
De Campos e todo o LUXO
A vida seria perfeita
Como os versos de Vinícius
Na morte, vida refeita!
Citando Manuel Bandeira, Augusto dos Anjos, Carlos Drummond, Jorge de Lima, Olavo Bilac, Augusto de Campos e Vinícius de Moraes.
na solidão
abraço meu coração
com a pequena mão
de uma revelação
- odeio rimas pobres!
mas elas não me odeiam, não...
Hoje me dei conta do quanto te admiro, meu amor.
Sua sensibilidade e sua força.
Sua voz e seu silêncio.
Sua calma e sua coragem.
Sua verdade e seus devaneios.
Hoje me dei conta do quanto te amo, meu admirável.
Meu? Não, você não é meu. Mas tenho sorte por ter você nesta caminhada chamada Existência.
des-encontro
o meu alguém está em casa
esperando com a mesa de jantar posta
ele passou um café
preparou os pratos
colocou uma flor ao lado da minha cadeira…
o meu alguém está em casa
aguardando eu retornar para lhe fazer companhia
rirmos juntos das bobagens do dia
e descansar nos braços um do outro
sem medo de julgamentos…
o meu alguém está em casa
com a porta aberta a aguardar minha chegada
eu o vejo olhar o relógio
estou atrasada… já é tarde e ele me liga
muitas chamadas não atendidas…
o meu alguém está em casa
olhando pela janela,
na expectativa de me ver atravessar a esquina
e minha sina
é não ver seu doce olhar…
o meu alguém está em casa
me esperando
me chamando
mas ele ainda não sabe
– meu amor, me perdoe!
… nunca mais irei chegar!
o meu alguém está em casa
tão despedaçado quanto eu…
– eu não queria que fosse assim!
se, ao menos, ele pudesse me escutar
eu diria… eu diria:
– meu amor, estou aqui… olha pra mim...
Por que devo cobrir meu corpo
como você me impõe?
Por que devo acreditar em suas regras
como você estabelece?
Por que devo me dobrar às suas leis
como você me obriga?
Por que sua mente imatura crê
que você manda em mim
e eu devo obedecer?
há um poema em meu armário
vou catá-lo
e vestir seu tecido sobre minha pele
[há instantes de inexistência]
apesar das aparências
ainda estou transvestida
pelo seu olhar.
vaguei pelas sombras alheias
até descobrir o meu verso
viver imersa em arte
é meu lugar no Uni-verso
Minas Gerais, meu coração
Minas Gerais, minha paixão
Sou mineiro com muito orgulho
E te transformo em Canção
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