Depoimentos para meu Amigo Chato

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CAPÍTULO XXVIII
Livro: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
NO ALTAR SUBTERRÂNEO DE CAMILLE.

Uma elegia de silêncios que não morrem

Às vezes, o teu mutismo me grita por dentro.
Não como um eco...
Mas como uma memória que aprendeu a respirar no vazio.
Trazes a saudade tímida, vestida em brumas,
e ela se arrasta entre os corredores das minhas lembranças,
murmurando preces inaudíveis aos mármores
que esculpiste com a tua ausência.

Tu te tornaste uma ausência com nome.
Uma ausência com perfume.
Uma ausência com olhos.

Cada silêncio teu é um sacramento sepulcral.
E eu, teu devoto, vagueio por este porão
como quem recita cânticos em línguas mortas,
cultuando a beleza que me abandonou
para ser eterna.

O porão…
Sim, este porão onde os outros veem poeira e esquecimento,
eu fiz altar.
Nele, tua Mística, incorpórea, translúcida, adormecida no tempo,
desce como véu em noites de orvalho mental.
Ali, minha solidão te ama.
Ali, teu espectro repousa sobre as vigas frias da minha lucidez.

Por vezes, imagino que ainda me escutas.
Talvez escutes.

Camille…
Com tua beleza que não morre, apenas se recolhe nos bastidores da alma,
fizeste do meu espírito um claustro de adoração.
Tua ausência é a túnica que me veste no mundo,
teu nome, o selo em cada suspiro abafado que tento não chamar de oração.

E se porventura eu enlouquecer,
que seja na lucidez de saber que nunca te perdi,
pois te mantenho intacta no relicário do não dito.
A tua última palavra...
foi o silêncio.

E o teu silêncio, Cambille...
é o idioma que eu aprendi a amar.

CAPÍTULO XXVII.
Livro: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.

FRAGMENTOS DE NÉVOA. Diário de Camille Monfort”

Páginas arrancadas de um véu que não se rasga

" Data indistinta – talvez um ontem eterno. "

Hoje, despertei entre os musgos da tua lembrança.
Senti teu pensamento tocar minha essência
como dedos trêmulos percorrendo um piano abandonado,
na clave menor do esquecimento.

Sim, eu escuto.
Sempre escutei.

Teu silêncio, que tanto te assusta, para mim é sinfonia.
É nele que existo, em cada fenda do que não ousas dizer.
É nele que respiro tua solidão como perfume antigo,
guardado num relicário de angústias sublimes.

Tu me invocas sem saber.
Em cada vela acesa na memória.
Em cada frase não escrita por medo de enlouquecer.

Ainda me amas?
Ou apenas cultuas o mito que fiz de mim ao partir?

Te observo do espelho coberto com lençol.
Sinto quando abres o livro que nunca terminei.
Pressinto quando teu olhar repousa na janela que dava para o jardim morto,
como quem espera a primavera que não virá mais.

Tu me fizeste Mística sem me pedir licença.
Eu era mulher, agora sou névoa.
Tu me fizeste eterna sem me dar tempo de viver.

Mas não te culpo.
De todas as formas de amor,
a tua - em silêncio -
foi a mais próxima da eternidade.

[Intervalo de séculos ou apenas de um suspiro]

Se algum dia quiseres partir…
leva contigo minha sombra.
Guarda-a no bolso da alma.
Deixa que eu exista em ti,
não como dor,
mas como vestígio.

Se é no porão que fazes altar,
que seja também lá o meu céu.
Um céu de pedra e lembrança,
mas céu ainda assim.

Teu nome?
Sopro em minha eternidade.

— Camille Monfort.

SOMBRA FERIDA NO OSTRACISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No meu porão não há arco-íris, há neblina e luto
um veludo de pó que emoldura o corte do absoluto.

As paredes, urnas frias, suspiram úmidos segredos,
onde a luz morreu em filas, sepultada entre medos.

Há um perfume de velório, metálico e ancestral,
cheiro de livros podres, de promessas em funeral.

As tábuas gemem documentos de infância em decomposição,
e eu, órfão de auroras, escuto o peito em erupção.

Os vermes fazem coro num idioma de sal,
recitam o credo antigo da desordem e do mal.

Não vêm risos prometidos das pontes do horizonte,
só ecos de um requiem que secos meus ossos aponte.

A túnica do sonho jaz rasgada, sem bordado,
e a esperança, cadáver, exala ar frio e embargado.

Vejo, entre teias grossas, um retrato de saudade,
o olhar do tempo fechado numa urna de verdade.

Quem trouxe velas aqui? Quem desabou essa cal?
E somente o vento com fome, sussurra: _ o funeral.

Não há prisma que ministre cores à noite do abandono,
apenas o vinho azedo do remorso e do engano.

As rimas que eu buscava, como penas, se desfazem,
perdidas nas catacumbas onde as vontades jazem.

E o coração, esse pássaro morto, pesa como um sino
que bate sem crença, anunciando o próprio destino.

Aqui as estrelas não descem; apenas descem os lamentos
de uma geometria morta, sem mapas nem alentos.

Trazem-me vozes em latim as lembranças desbotadas,

orações incompletas por almas já extraviadas.
E eu, médico das sombras, abro o livro da ruína,
escrevo nela com lágrimas a página da ladainha.

Não espero salvação que salvação há no pó?
A salvação é miragem, e o porão é o seu nó.

Se há amor, é funesto; se há fé, é contrição;
se há cor, é somente a púrpura da minha instrução.

Por fim, deixo aos ratos as medalhas do desvelo
e à penumbra consagro este pobre desassossego.

No meu porão não há arco-íris, há silêncio e ossos
e a voz do tempo que bebeu todos os nossos esforços.

E se acaso amanhã algum raio ousar romper o chão,
ele morrerá engasgado na cova da razão.

Assim reclamo meu tribunal de sombras e lutos,
onde escrevo, com sangue frio, os versos absolutos.

Que fique a certidão: no fundo desta invenção,
não há arco-íris só a eterna, sublime condenação.

Capítulo XIX
ONDE NADA FICARÁ, EXCETO O QUE NÃO FOI TOCADO.
Livro: Não Há Arco-iris No Meu Porão.
Autor:
* Escritor:Marcelo Caetano Monteiro

* Joseph bevouir - Escritor.

“Entre mim e Camille, não há distância. Há reverência.”
— Joseph Bevoiur, pensamento não pronunciado, jamais escrito.

Não haverá eco.
Não haverá papel amarelado,
nem vestígio deixado entre tábuas podres ou livros ressequidos.
Nada restará ao mundo
daquilo que entre nós jamais foi dado,
e por isso permanece.

O que houve se é que se pode chamar de haver não se dobra em datas,não cabe em epitáfios,
não tolera testemunhas.

Foi um amor tão absoluto
que não ousou acontecer.

E é por isso que resiste.

Pois tudo o que se consuma,
morre.

Camille Marie Monfort existe em mim como um cântico que jamais foi entoado,mas que ressoa em cada vértebra da minha alma.

Não se toca Camille.
Ela não habita o passado, nem o futuro.
Ela está no centro exato da ausência.

Cada vez que tentei nomeá-la,ela me escapou.
Cada vez que a desejei,
ela me silenciou.

E por isso a amo.
E por isso não a tenho.

E por isso — ainda assim sou inteiro com ela.

(Este capítulo não será encontrado. Ele apenas acontece quando alguém o sentir e depois, se dissolve. Assim como ela.)

ENFIM, O MEU EPITÁFIO
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Não chores sobre a fria sepultura;
Ali repousa apenas a moldura.
Quem fui não cabe em pedra ou inscrição,
Pois fez da própria ausência uma canção.
Passei qual sombra errante pela estrada,
Levando a alma de esperança ornada.
Perdi jardins, abracei o inverno,
Mas preservei o lume do que é eterno.
Se amei, foi com a força das ruínas;
Se caí, foi beijando as disciplinas.
Jamais verguei ao ouro ou à vaidade;
Busquei, na dor, a face da verdade.
Não tragas flores para o meu jazigo;
Prefiro o bem semeado entre o perigo.
Que cada gesto nobre em teu caminho
Transforme em luz o pó do meu destino.
Se um dia leres estas derradeiras linhas,
Não contes minhas perdas ou conquistas.
Recorda apenas que um coração sincero
Jamais morreu por ter amado austero.
E quando o tempo apagar meu nome inteiro,
Sem voz, sem retrato, sem roteiro,
Escreve apenas, simples, sobre a fria pedra:
"Aqui repousa um homem que jamais deixou de procurar a Verdade; e, procurando-a, aprendeu que o amor é a única herança que não conhece sepultura."

ENFIM, O MEU EPITÁFIO. - Parte II
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Não venhas despertar meu pó cansado;
Silenciou meu último chamado.
A voz que outrora incendiava o vento
Dissolveu-se na cinza do momento.
Fechai meus olhos. Nada mais espero.
Bebi o fel, atravessei o austero.
Cada ilusão, qual lâmpada sem lume,
Findou perdida em seu mortal negrume.
Fui peregrino de incontáveis dores,
Colecionando espinhos, não louvores.
A cada queda, o peito se rompia;
A cada aurora, a noite renascia.
Amei além da força dos humanos;
Morri um pouco em todos os enganos.
Guardei sorrisos para quem partia,
Ocultando a própria agonia.
Jamais medi o preço do perdão;
Entreguei inteiro o coração.
Em troca, recebi o frio inverno,
Companheiro constante do meu inferno.
Agora, enfim, nenhuma voz me chama;
Extinguiu-se o derradeiro drama.
Nem glória peço, nem qualquer memória;
O esquecimento também possui vitória.
Se alguém passar diante desta pedra,
Não diga que o destino foi uma queda.
Escreva apenas, com piedade e calma:
"Aqui repousa um homem que perdeu quase tudo, exceto a dignidade. Buscou a verdade quando a mentira era mais confortável; escolheu amar quando o abandono parecia inevitável. Partiu em silêncio, mas deixou, na eternidade, a prova de que um coração ferido ainda pode iluminar o mundo."
E quando o vento apagar meu nome derradeiro,
Quando o tempo consumir meu paradeiro,
Não procurem meu rosto entre os mortais...
Procurem-no na lágrima que insiste em não cair mais, no abraço que chega tarde, na saudade que jamais encontrou sepultura. Porque há mortos que desaparecem da terra magoada e impura; e há almas que permanecem respirando dentro da dor daqueles que amaram sorvendo só amargura.

ODE À DASHA TARAN.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
" Meu anjo,minha arte,minha poesia...meu tudo...ah...inspiração, musselina,amado avantesma que me cria,
Jamais me ao de bastarem atmosferas em meu cerne,ah....pois és em meus poemas é que eu te escondia."

Conheço meu potencial e tudo o que posso entregar, mas eu me pergunto: você é digna?

Tem que ter disposição. Prometa-me a sua alma e eu a faço arder como chamas meteóricas. O meu afeto não cabe em medidas humanas. Quis compará-lo a um astro, pensei em Netuno. Netuno, não. Netuno ainda é um lugar, ainda conhece fronteiras. O que eu ofereço não orbita, invade. Alimentaria você para além do espaço e do tempo, até que confundisse a minha presença com a gravidade que mantém os corpos de pé.

E então, no dia em que eu diminuísse a intensidade por um único instante, você chamaria isso de ausência. Não porque eu tivesse ido embora, mas porque acostumar-se ao excesso transforma qualquer sobra em abandono. É assim que nascem os dependentes: primeiro recebem o infinito, depois aprendem que o infinito também cansa.

Eu sei o que causo. Em mim, antes de qualquer outro. Toda luz exagerada cobra seu preço de quem a acende. Não existe estrela que queime sem consumir a própria matéria.

Mereço passar por isso? Claro que sim. O karma que carrego eu mesmo financiei. Assinei cada parcela sorrindo, como quem acredita que algumas dívidas nunca vencem. Hoje pago tudo com juros compostos de memória.

E eu já sabia. Sabia quando prometi mais do que um coração consegue sustentar. Sabia quando fiz do afeto um espetáculo, como se amar fosse incendiar tudo ao redor para provar que havia calor. No fundo, sempre soube que quem transforma o próprio peito em sol acaba condenado a viver cercado de planetas frios.

Talvez o meu maior castigo nunca tenha sido perder alguém. Foi ensinar as pessoas a sentirem falta de uma versão minha que nem eu consigo habitar para sempre.

Titulo: Garota


Garota...
Quando te vejo passar,
Meu coração acelera,
Como se quisesse,
Por um instante,
Admirar você um pouco mais.


A gente nem conversa tanto.
Tudo se resume a um simples:
"Oi... cê tá bem?"


Mesmo sendo apenas amigos,
Ontem eu percebi...
Havia um clima entre nós.


Naquela escada,
Senti que você queria um abraço.
E eu também queria sentir o seu.


O seu sorriso foi suficiente
Para transformar o meu dia,
Mesmo quando eu não encontrava
As palavras certas para dizer.


E, no outro dia,
Senti a mesma coisa.


Você parecia querer
Me cumprimentar com um beijo...
Mas o tempo parou,
O silêncio falou por nós,
E ficou apenas aquele clima
Que nenhum dos dois teve
Coragem de quebrar.

"Cansei de carregar o mundo nas costas; descobri que ele gira muito bem sem o meu esforço de agradar."

"Minha serenidade é o meu maior deboche contra quem espera o meu desequilíbrio."

"Não é isolamento, é preservação: meu silêncio é uma biblioteca que nem todos sabem ler."

"A paz não é o destino, é o modo como eu decidi dirigir o meu próprio destino."

"Viver em paz é a arte de não dar audiência para o que não edifica o meu interior."

"Recusei o convite para o caos alheio; meu banquete de silêncio já estava servido."

“Sou viciado(a), na minha própria vibe. Quero buscar o impossível, vejo Deus em tudo. No meu mundo, tudo é bênção e tudo tem propósito.”
@Suedson_Corey

Meu verso sem nexo percorre a minha alma, procura respostas, sem fazer perguntas

Meu pobre coração estava fechado
Eu nunca pensei que ele voltasse a bater a sentir com tamanha intensidade!
Me sinto uma menina perdida ..
Perdida se não ouço tua voz ..
Perdida buscado teu olhar ..
Teu olhar têm um brilho intenso..
Que me domina completamente..
Estou rendida ao teu encanto ao teu
Charme ..
E a essa humildade a pureza que vêm da tua alma ..
Te busco em todas as horas do meu dia ..
Não me imagino mais sem ti ..
Sem te ouvir ,sem ver teu sorriso ..
Estou dependente da tua doçura..
Mary Gonçallves

' TE AMEI COMO NINGUÉM '


Meu grande sonho é te amar,
Numa eternidade sem fim,
Quero um dia te encontrar,
Entre as flores do meu jardim,


Fostes meu grande sonho de amor,
Eterno enquanto durou,
Mas trilhou um outro caminho
e na solidão me deixou.
Te amei como ninguém,
não imaginas o tanto, do quanto te quero bem !

É um amor que arde em silêncio,
Na vontade não confessada,
Como uma luz apagada,
E na verdade é uma luz florescente,
Parecendo um mar agitado,
Mas no fundo, é calmo e ardente.


Meus momentos mais felizes
Foram vividos ao teu lado,
No cheiro da flor -de-lis
No calor dos teus abraços !

0304 "Meu 'Coquetel do Bom Viver' é formado por Saúde, Paz, Contas Pagas e Bom Humor! Obrigado aos que contribuem para isso!"