Depoimento para uma Garota que eu Amo
Eu não sei se vai perdoar o meu silêncio desde que nos separamos há tantos anos, mas nada é mais importante pra mim do que nós dois cantarmos juntos de novo.
Naquele momento, eu percebi que, se abrisse o meu coração pra ela, talvez ela não seguisse o coração dela.
Nós éramos um par inesperado. Mas eu sabia, do momento em que a conheci, que ela mudaria a minha vida.
Eu vejo defeitos como potências desequilibradas. Equilibre seus “defeitos” e eles se tornaram potências.
A euforia era tangível: eu podia sentir o gosto no ar, a doçura cobrindo minha boca e indo direto para minha cabeça como champanhe.
Toda a minha vida foi o luar e as estrelas. Eu posso sentir o cheiro da luz do sol correndo em suas veias, do outro lado da sala.
Anônimo
Mesmo não sabendo quem é você
Eu me pergunto: Cadê você?
Será que esta comendo um piraquê?
E você já deve saber que esse poema não é patrocinado para você
Acho que todo escritor é apaixonado por palavras e eu não sou diferente. As palavras me seduzem, me encantam não nego, mas mesmo com toda essa paixão que tenho pelas palavras o que realmente me ganha são as atitudes.
Hoje avistei os meus pássaros longínquos e ouvi deles a alforria adocicada dos frutos, então, eu soube do silêncio maduro que me tragava, e a ti, presença de suspensão à fala dos olhos.
SIGNO DO AMOR
"Se eu vou na Mangueira ela vai
Se eu vou na Portela ela está
Ela vai no Cacique de Ramos
Ela vai no Estácio de Sá
Ela vai no pagode em Xerém
Ela vai no pagode em Irajá"
Zeca Pagodinho
A CRIAÇÃO DA FACA
Eu inventei a faca, nutri expectativas sobre a faca, acreditei que ela seria única, e a deixei existir.
Um dia, enquanto eu caminhava pela rua, tropecei em um homem irritado, manchei toda a sua camisa de café. O homem tirou dos bolsos o que eu não esperava, o objeto era uma faca.
Ele veio em minha direção, sem que eu pudesse explicar o que havia acontecido, pegou a faca e afundou diversas vezes em meu peito, até que o barulho dos gritos ofuscasse seus atos.
Nesse dia, a faca que criei foi a responsável pela minha morte, pois do que vale o bom coração na intenção de progredir, entregar nas mãos de qualquer um, o fruto da sua criação.
Orla, areia, mar, o que me lembra ela, talvez me lembre que eu nunca mais volte a navegar
Pequena sereia, não quero que ela vá, só por um instante, me ataque como mar revolto, a nos inundar
Nela, quero me afogar e quem sabe morrer, morrer de amar...
"E assim eu aprendi que não é só o Alzheimer que devasta a imagem bondosa que fazemos de nós mesmos. É a vida.
Não somos tão bons quanto gostaríamos; não somos tão corretos e justos como queremos que o mundo acredite; não somos tão fortes quando imaginamos.
Somos humanos -A vastidão dessa condição me causa vertigem.
É nessa humanidade que reside a incoerência, o medo de não sermos aceitos ou amados; a vontade inexplicável de agradar a todos, mesmo que não nos incluamos nesse público ambicionado.
Descobri que compaixão não é pena, mas responsabilidade profunda e respeito pelo outro, ainda que ele não saiba quem eu sou, ou não tenha nenhum gesto de gratidão ou amor por mim."
"Eu já desperdicei energia em sonhos que não deveria ter sonhado;
já errei na dose de esperança e otimismo e perdi o chão correndo atrás de sonhos inúteis;
já gastei todas as tintas pintando cenários, para sonhos desbotados e desprovidos de dignidade para receber minhas cores;
já me embriaguei com sonhos imensos que só cabiam na minha imaginação;
... mas nunca cometi o sacrilégio de viver um dia sequer, sem acariciar as sementes de sonhos que a vida me oferecia, para lançar no campo sagrado da Esperança."
Eu não forço a minha inspiração. Deixo-a livre pra chegar quando quiser e ir embora quando bem entender.
