Depoimento de Boa Noite para um Namorado
As pessoas pensam que estar sozinho faz de você um solitário, mas eu não acho que isto seja verdade. Estar rodeado por pessoas erradas é a coisa mais solitária do mundo.
Qual a unidade de medida do ego?
Sou um carrapicho na barra da calça
De uma santidade falsa?
Não consigo ver, será que sou cego?
Preciso de um microscópio,
Ou telescópio?
Ócio?
Um relógio?
Ilógico ou lógico?
Qual jogo rodeia meu ego?
Qual a formula para se calcular essa inflamação?
Quantas cálices preciso pra dizer o que sinto?
Qual a diferença da vida de um elefante e de percevejo?
Não vejo.
São vidas que deviam ser preservadas.
Mas ai entra o maldito ego, em um superiorismo.
Viver a sua vida, é para você estritamente gratuito, porém viver a vida de alguém lhe resultará um debito muito caro.
Paz...
E tudo, vai ficando distante
e quase nada de tudo,
possui agora,
um significado especial.
Vamos mundando
nosso modo de agir,
de ser e viver.
Aos poucos,
deixamos no tempo
o que não importa mais.
Sem sofrimento,
há um desapego
e no final do tunel,
a paz.
by/erotildes vittoria
SHER....
Te amo muitas vezes...
Te mando um infinito de POESIAS...
E tu flor, no meio das flores...
O jardim brilha de tantas ALEGRIAS...
Tu és suave, com a brisa...
Leve, livre como a FLOR...
Assim eu te sinto...
Alimentando o meu AMOR...
Sérgio o Cancioneiro,
Uma vida em poucas caixas... Por mais que a mudança seja um sinal de renovação, as lembranças sempre nos acompanham para garantir que não nos esqueçamos de onde viemos.
Esta vida é um caminho que às vezes tem volta, porém, o caminho abandonado jamais será como antes nem nós seremos os mesmos de antes.
Mas se puder, volte, porque pode ter deixado cair alguma coisa importante na ida.
Luiza Válio.
Um dos piores defeitos dos adultos é não observar as poderosas lições de convivência que as crianças nos dão.
É que eu morro
Quem sabe uma casa no alto daquele morro, pode ser legal ter um cachorro. Pode ser legal sermos unidos, eternos amantes, eternos amigos. Pode ser legal olhar no olho, repetir que te escolho. Pode ser legal amar devagar, se aconchegar nesse lar, amar por amar. Pode ser legal viver as histórias, relembrar as memórias. Pode ser legal fazer nossas vidas, juntar as feridas. Pode ser legal, reparas essas feridas, com as noites bem dormidas, com os beijos de saída. Pode ser legal viver cada segundo, como se fosse o fim do mundo. Pode ser legal, as crianças rindo pela grama, brincar no fim de semana. Pode ser legal, rirmos de nós mesmos, como merecemos. Pode ser legal, um sorriso da visita, admirando nossa vida. Pode ser legal, receber os amigos, relembrar os antigos. Pode ser legal, ir na formatura da minha cria, gravar esse dia. Pode ser legal, vê-lo crescer, saber envelhecer. Pode ser legal, chegar minha hora, do lado da senhora. Pode ser legal, termos vivido, sem termos nos arrependido. Pode ser legal, beijar-te pela última vez, como beijei toda vez. Pode ser legal, dizer que vivi, amei, sofri, ri, mas te amei, como cada pingo acompanhando o i. Pode ser legal, viver naquele morro, pois ao teu lado que eu morro.
Um ano atrás, eu escrevia uma carta de amor. A que escrevo nesse momento, é de ausência.
Escrevi, falei de amores, dei presentes, recebi, beijei, fui beijado.
Agora, onde tua mão ocupava, o que ocupa, é um copo de vinho, vinho ruim, barato. Minha companhia são as letras e pensamentos.
Onde teu corpo ocupava, existe um vazio. Onde preencho com coisas que nem eu mesmo explico.
Não tenho a companhia de meus pais, não tenho a mesma casa que ias, como morada.
Meu olhar já não é o mesmo, minhas feridas são ainda maiores.
Todo dia encosto minha cabeça no travesseiro, sempre parece úmido, deve ser das lágrimas que não derramei. O cobertor parece cada vez mais curto, durante a noite. Minhas poucas horas de sono, são piores do que ficar acordado.
Todos os dias, meu rosto demonstra o cansaço e a inquietação.
Mas como disse, um ano é muita coisa.
Nessa data, ano passado, devo ter escolhido mais um filme para assistirmos. Você já estava aprendendo a não dormir, durante eles. Devo ter ficado irritado, quando cochilou.
Não lembro dos detalhes, nem dos presentes, nem de nada. Pois essa pessoa que você passou a data, ficou aí.
Não me envergonho da idade mental. Me julgo um completo idoso.
Ainda acredito em amar e morrer por amor. Acredito na velhice acompanhada do amor, morrendo junto com o outro.
Acredito que eu me apaixone por instantes e me doe para alguém.
Acredito que rirei da sua teta murcha e você rirá do meu saco.
Lembrarei antes da morte, daquele dia debaixo da figueira, onde comemos uma torta de maçã, que fizeste, depois fizemos amor, sobre a toalha xadrez.
Daquele noite, que andamos sozinhos pela cidade, quando chovia muito. Você riu e olhou nos meus olhos, fiz o mesmo. Ali, senti como se meu coração pensasse, pois bateu forte, me mostrando que era aquele sorriso por quem ele queria bater. Até que aquele sorriso existisse, ele bateria, depois não teria motivo.
Lembrarei daquela noite que saímos, mais uma vez, à pé. Fomos tomar uma cerveja. Mas eu lembrarei de todas, cada uma era especial, cada olhar era afirmativo.
Aquela madrugada que te liguei, só pra dizer que te amava, ou melhor, uma delas.
Quando me mostrou o álbum das fotos da família.
Quando voltei do trabalho, você estava me esperando com um papel na mão. Com uma cara de quem ia embora. Era uma surpresa. Você estava grávida. Nosso primeiro filho estava à caminho da vida. Eu te abracei por mais de dez minutos, chorei como nunca havia feito.
Esse momento, se repetiu por três vezes. Nenhum igual ao outro, mas todos com o mesmo sentimento.
Os vi crescer, dei-lhes muitas duras. Viraram pessoas dignas. Tiveram a felicidade como sucesso. Nos deixaram morando sozinhos, como antes de virem ao mundo. Mas sempre vinham nos visitar, trazendo os netos, para brincar comigo, velho abobado, riam da minha cabeça calva, dos meu óculos e dos meus textos...
Quando um de nós morrer primeiro, eu e você, o outro irá junto.
Sim, eu sonho com isso. Creio nisso. Nas paixões daquele bar, nos olhares das paradas de ônibus, das trombadas da vida...
Se ninguém crê, eu serei mais uma poesia não compreendida.
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