Delírio
O calor de um momento
O delírio nas palavras
O aguçar de um pensamento
O viajar no desconhecido
A intimidade exposta
Uma certeza sem certezas
A ilusão que se propaga
Um conhecer sem se ver
A ternura imaginada
Fantasioso pensar
Declarações mal interpretadas
Ignorância do saber
O ego que transborda
Imaturidade de um ser
Na penumbra da noite
Desejos ocultos
O êxtase de um sonho
Nada mais a dizer
Fica na imaginação fértil
Um gostinho do querer
Pensar o que poderia,
Mas em meio arrogância
Sobrou o desprazer
Frases feitas talvez,
Você nunca me conheceu.
Poesia de Islene Souza
Teu sorriso me faz viajar
Tua beleza me fez delirar
Um delírio de apenas te olhar
Como pode um sorriso
Ser tão perfeito
Como pode uma beleza fascinar assim
Como pode ser tão bela, e ao mesmo tempo tão normal
Não tenho respostas para te dizer
Apenas me encantei.... e muito por você.
Ela estava quente...
impaciente pelo seu toque,
em choque pela sua falta,
alta no delírio abstinente;
latente a sua boca
loca por um beijo seu.
Ela o queria morno
no forno de seu pequeno ventre,
entre um suspiro,
um espirro, e lento
cento e uma vezes.
(Fogo)
Oi, só quero te avisar que tô desembarcando num porto seguro. Onde o tempo é todo delírio, mas o solo é firme.
Há um amor tão livre, que até o sol brilha sem medo de cegar e eu tenho a eterna ânsia do próximo segundo.
Então, antes que você diga 'NÃO', eu já torço para que você pense mais uma vez e desembarque comigo nesse desconhecido.
Abra os olhos, o céu já mudou de cor. Viu? Esquece essa tristeza, deixa sair de fininho e se aprochegue nesse amor. Darei rumo ao continente, á beira do leste. Vasculharei um canto sem dono para armar a rede e, então, ser paz, ser nós.
Eu reconheço os tropeços de quem anda no escuro, então, confia mais uma vez no que te peço. VEM!
Falarei o dialeto de mil mundos pra te convencer de que sou o seu caso certo, que o sol brilhará sobre nosso teto, que o torto ficará reto mais uma vez.
Já trocamos coisas demais, já pulsamos feito bicho bravo louco pra morder. Mas de todas as maneiras pra se saber se algo é verídico, é esperando e eu te esperei. Lembra?
A gente luta pra aprender, sai pra retornar, faz amor pra ser amado e no final, isso nunca termina.
Junte seus planos no meu, que esse mar está pra peixe e não há perigo algum de ser afogar.
A verdade é que, mesmo você dizendo 'NÃO', eu vou correr atrás do teu sim.
Um delírio
Foste sonho,
Foste delírio,
Foste som e tempestade.
Um bater do coração,
Um encontro de antemão,
Um caminho de perdição
Um achado na multidão.
Meu amor,
Só você conta,
És meu desejo,
Vê se não apronta.
Delírios navegam em mim.
Desejos, sentimentos do que se aprofunda.
Delírios do ser,
Com gosto de devorar.
Uma alma insana,
Um sorriso,
Uma dor,
Um esvoaçar do ardor,
Canta a luz do percurso,
Sou o seu maior recurso.
Amor de cada dia
Amo cada momento
De um pulsar, uma delírio de faltar o ar
Abraços e laços do nosso reinventar de cada dia
Somos mares e destinos surpreendentes
Navegamos na singularidade de almas sedentas de um Porto que é seguro estar.
DELÍRIO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Meio queijo no espaço;
vago à noite na rua;
cadê namorada...
Sem saber o que faço,
quase como essa lua
com goiabada.
Entre o delírio e a lógica
segue a mesma pulsação:
a lucidez é ferida,
e viver é insurreição.
William Contraponto
Eu nunca perco
esse meu estranho vício,
quase febre, quase delírio,
de acreditar na poesia do viver.
E então,
como um tsunami indomável
de sentimentos e emoções,
arrebento em mim mesma,
invado minhas próprias margens,
transbordo…
e sigo,
encravada,
cravada mesmo,
como farpa na carne do tempo,
nos versos da vida.
✍ @MiriamDaCosta
“Entre a razão e o delírio existe um território onde a alma respira sem pedir licença à lógica.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Quando o delírio ocupa o reconhecimento, cada rosto pode se tornar disfarce e cada encontro pode parecer perseguição.”
Do livro Síndrome de Fregoli — Quando a Pessoa Acredita que Pessoas Diferentes, na Verdade, São a Mesma Pessoa com Diferentes Disfarces, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O delírio nem sempre nasce como caos; muitas vezes, ele se veste de lógica para organizar um medo impossível de suportar.”
Do livro Síndrome de Fregoli — Quando a Pessoa Acredita que Pessoas Diferentes, na Verdade, São a Mesma Pessoa com Diferentes Disfarces, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A clínica não deve rir do delírio; deve escutar o medo que construiu aquela certeza.”
Do livro Síndrome de Fregoli — Quando a Pessoa Acredita que Pessoas Diferentes, na Verdade, São a Mesma Pessoa com Diferentes Disfarces, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
