Deixa me Ir
Eu quis te dizer pra jamais ir embora. Eu quis inúmeras vezes te manter aqui pra suprir essa falta- de-qualquer-coisa que eu sentia. Eu quis ser tua, quis ser tudo para você. Eu quis me entregar e tudo que consegui foi te afastar mais ainda. Eu quis ser única, mas você sempre me olhou como mais uma. Eu quis ser tua tempestade, mas acabei sendo apenas uma gota de chuva.
" Você pode acorda tarde e ir dormir cedo, mas se durante o dia você ouvio um conselho e deu um sorriso esse dia não foi perdido. "
O tempo passa e em vez da saudade ir junto com o tempo, ela continua, insiste em ficar e a aumentar cada vez mais e mais.
Sem Cicatriz
Um dia preciso ir
Fechar seu coração
Só pra saber
Se o que eu vi
Dá pra calar uma emoção
Tristeza...
Preciso andar na rua
Preciso saber sonhar
Quero ir na casa de mãe
Só pra de novo aprender a amar
A gente só aprende quando sofre
E chora meia nove, já é hora de sorrir
Põe a ponta do sorriso e de novo esses risos
Hei de me amargurar, chorar...
Pois é tarde, meu coração diz que é tarde
Não há onde fugir
De um amor sem cicatriz...
Não é ir contra meus princípios praticar o sigilo e a descrição; essa não é uma mentira, mas uma estratégia essencial para evitar a intromissão e proteger minha paz de espírito de interações com indivíduos que desrespeitam limites.
"A dor que vesti"
Não posso deixar a dor ir embora.
Ela é a única coisa que ficou.
Então aprendi a moldá-la —
como um ferreiro em silêncio forja o que precisa para continuar.
Com o ferro chamado dor, construí uma armadura.
Fria. Pesada.
E um escudo, para suportar os golpes invisíveis que o mundo me dá todos os dias.
Mas nunca uma espada.
Eu não quero atacar ninguém.
Só sobreviver.
A epilepsia é minha cicatriz.
Não é ferida aberta o tempo todo,
mas é como uma rachadura em vidro grosso:
invisível para muitos, mas que pode se partir a qualquer momento.
As crises vêm como tempestades sem aviso.
E os olhares —
ah, os olhares…
esses são como lâminas finas que cortam sem sangrar por fora.
Desprezo disfarçado.
Pena mal escondida.
Tratamentos que me diminuem até eu esquecer que tenho altura.
E então eu abaixo a cabeça.
Não por respeito,
mas por vergonha de existir do jeito que sou.
No trabalho, nos sonhos, em casa —
tudo me lembra que eu sou "o epiléptico".
Como se fosse só isso.
Como se minha história, meu valor, minha essência…
tivessem sido apagados por uma palavra.
E cada nova crise, cada nova conversa que me reduz a uma condição,
é mais uma luta.
Mais uma ferida que cicatriza, mas nunca desaparece.
Eu continuo aqui, vestindo a dor.
Vivendo como um zumbi com armadura.
Sem espada, sem raiva, sem guerra.
Só com o cansaço de existir assim.
Mas ainda existindo.
Preciso que você faça algo por mim, eu preciso que você me deixe ir, você tem que me deixar te deixar ir.Em outra vida talvez fosse você e eu, talvez lá nós nos amassemos certo? E iremos ser felizes juntos, talvez naquela vida tenhamos feito todas as coisas que dissemos que faríamos mas nós temos está em vez disso.Você era minha amiga,meu amor e agora uma estranha mas você sempre será minha lembrança favorita.
Chega algum momento que vc começa a pensar e juntar um pouquinho de cada coisa, ai vc tem que ir colocando as coisas no seu lugar, organizando elas, objetos, pensamentos, obrigações, ações e ai agir.
Bom dia!
Vamos lá para mais uma jornada...
O mês de julho decidiu ir embora, só está arrumando as últimas coisas... Tchau julho, você foi maravilhoso cheio de bênçãos.
Sou sempre assim. Sou eu que insisto em ir embora, mas espero que todos fiquem onde os deixei.
Se eu pudesse ir embora…”
Se eu pudesse ir embora, eu iria.
Não por covardia, não por fraqueza — mas por cansaço.
Eu partiria não da cidade, não das pessoas…
mas da dor que me prende aqui, desse silêncio que grita, dessa ausência que ainda pesa.
Ontem, eu tentei dizer a mim mesmo que o que sinto por ela já não importa.
Que a saudade já não machuca.
Que o meu coração já é nada —
mas bastou fechar os olhos para o sonho me desmentir.
Lá estava ela, com uma aliança no dedo e um nome que não era o meu.
Lá estava eu, gelado, mudo, querendo correr.
E lá estava o meu irmão, meu amigo, meu apoio. Dirigindo o ônibus que me levaria para longe.
Como se até no meu inconsciente eu soubesse:
Se é pra fugir, que seja com alguém que segure o volante enquanto eu tento não desabar.
Eu só queria paz.
Queria que a saudade não doesse tanto.
Queria que os problemas não pesassem tanto.
Queria que meu peito não tivesse que fingir força enquanto se esfarela em silêncio.
Mas, no fim das contas, talvez o que eu mais queira…
não seja ir embora.
Talvez o que eu queira, de verdade,
é voltar a ser alguém inteiro.
A vida dos fotógrafos é assim: ir, descobrir, conhecer e transmitir.
O labirinto que habita dentro de você, te faz ir mais fundo dentro do seu próprio eu, desejando jamais ter aberto a porta para o que não se sabia
A gente se acostuma.
Se acostuma a andar de carro e esquece que pode ir aos compromissos de bicicleta.
Se acostuma com a correria do dia a dia e não encontra tempo para si.
Se acostuma com as estações que mudam, mas resiste em aceitar a própria ciclicidade.
A vida segue em constante movimento, mas a gente se acostuma a querer estar sempre no controle.
Se acostuma a dizer sim para os outros e esquece de dizer sim para si mesmo.
Se acostuma com a má alimentação e depois reclama da aparência.
Se acostuma a não beber água e depois questiona a dor de cabeça.
Se acostuma a deixar de lado as atividades que levam ao futuro, para agradar quem não merece sua energia.
Se acostuma a gastar tempo com fofocas e com quem não te valoriza, enquanto esquece de valorizar a si mesmo e seus talentos.
Se acostuma a passar o dia sem dar atenção a quem ama e, à noite, sente o vazio por isso.
Se acostuma a respirar no automático e, ao fim do dia, não consegue dormir por causa da ansiedade.
Se acostuma a deixar a atividade física de lado e depois reclama das dores no corpo.
Se acostuma a desconectar-se do divino e, quando as coisas dão errado, reclama.
Se acostuma a exigir amor e respeito, mas esquece de praticar o mesmo com o outro.
Se acostuma a reclamar, e as palavras bonitas acabam sendo esquecidas.
Se acostuma a focar nas preocupações e a ver o que há de ruim no mundo, ignorando a beleza ao redor.
Se acostuma a viver entre o passado e o futuro, mas esquece de viver o agora.
_KM_
21/09/2024
Às vezes, o desejo insistente de olhar e ir para frente, para um Norte invisível, parece ser uma metáfora do medo que temos em perder aquilo que chamamos de orientação; o que, no entanto, não nos poupa dos infortúnios e agruras da caminhada.
Poderia te mandar ir para o inferno, mas não vou perdeu meu precioso tempo, pois vc já está nele...
