Defendo meus Amigos
- De volta
"Leve e vazia.
Flutuante em meus pulmões cheios de vida.
Eu quero...eu vou...conseguir...
Correr, andar, até rastejar se for preciso para estar de volta...
Sou boa o bastante para me ver infeliz, mas, agora...
Serei perfeita o bastante para sorrir.
Eu mereço e tenho amor suficiente para me amar, somente."
CADÊ O MUNDO
Entre os meus olhos
E o teu leito
Onde fica o mundo
Terá sumido
Neste espaço tão pequeno
Mas o tempo existe
E é por ele
Que conto meus desatinos.
Entre os meus beijos
E a tua boca
Cadê o mundo?
Coloca-se ante
O vidro embaçado
Sem futuro
Sem passado
Cadê tudo o que fiz
A fotografia de perfil
Do teu rosto simulado
Dessa costura fosca
A sombra fina
Que contorna o teu nariz.
Sigo meus passos pensando no laço, sonhando com o abraço.
Laço que aperta que uni teu corpo ao meu.
Desejo sem fim.
Então sigo meus passos a sonhar e desejar ficar presa neste laço perfeito que sonho um dia unir você em mim.
Quando as lágrimas regam as sombras da luz causada por minhas letras, percebo que diante de meus olhos jamais serei melhor do que o ser insignificante que sempre fui!
As lágrimas brotam compulsoriamente em meus olhos, sem eu nem saber direito como e qual o motivo desse meu pranto.
Pensamentos
Sirvo meus pensamentos
Em taças de pouco valor.
Não há qualquer bebida excêntrica,
Nem intenção de embriagar quem ingerir.
Sóbrios, cuja certeza tenho que não farão mal,
Embora não saiba que bem possam oferecer.
Distribuo meus pensamentos vãos,
Espalhando-os por toda parte.
São vazios preenchendo espaços.
Os meus pensamentos vis dedico
A todos personagens desinteressantes,
Folclóricos, lendários ou do meu imaginário.
Fiquem com meus pensamentos,
A eles peço que façam aquilo que desejarem.
Dou-lhes a liberdade de guardá-los ou não.
Nos meus pensamentos bons estão meus sonhos,
A cada momento retornam em diferentes formas,
Oriundos de uma mesma história.
Meus pensamentos que foram servidos,
Já não me servem mais.
Invólucros sem conteúdos,
Imaginações sem idéias,
Desejos sem sentimentos.
Meus pensamentos que distanciavam de mim,
Não vão muito além daqui.
Cansados,
Confusos,
Descrentes...
Basta um único frígido olhar oriundo de quem amo, para que todos os meus mundos se tornem congelados!
Falando em coração Lembrei
Que faz um tempão que os meus olhos não sabem o q é uma lagrima por isso q as janelas da alma esta toda empoeirada..
Guarda pra mim meus sonhos no seu bolso
Porque vou atrás de mais um pouco
Se eu não voltar pode ficar com os meus
É sinal que encontrei o caminho certo...
Café com farinha
Ainda me lembro de quando pequeno
Tudo o que queríamos era difícil
Meus pais de janeiro a dezembro
Mesmo sendo pobres
Sabia dos seus compromissos.
Nunca nos faltou a educação
Na alimentação comíamos o que tinha
O dinheiro era pouco
As vezes até faltava o do pão
Mas as crianças de antes, luxo não tinha.
Quando faltava o pão
Tomávamos café com farinha
Nem assim deixamos de viver
Tudo isso serviu pra gente aprender
Mas sabíamos que o melhor ainda vinha.
Deus nos abençoou
Agora até todo tipo de bolo há na cozinha
Biscoito e comidas refinadas
Naquela época não era pra todos
Hoje a panela não fica vazia
Podemos comer de tudo
Tortas, bifes, caviar, lagosta e galinha
Mas eu não me esqueço
De como era bom aquele café com farinha.
Se você quer me conhecer estude gramática...
Expresso meus sentimentos por antítese... na maioria das vezes.
Constantemente movida pelo pretérito imperfeito.
Sou facilmente enganada com os adjetivos do superlativo absoluto sindético, pois nada parece ser o que é, e isso é sempre complexo; Eu me engano em usá-los.
Às vezes me irrito com o pleonasmo das pessoas que insistem em me julgar só porque eu sou uma metáfora flexível.
Se eu não tô bem, posso ficar tão monossilábica que todo o apreço que elas tinham pela minha pessoa vai acabar do nada.
Mas se eu estou no meu estado de espírito mais comum, posso ser uma receita de dissertação: Como começar? Sempre tendo conhecimento do assunto... básico. Como discutir? Escolha os seus argumentos, seja ele para concordar, contestar ou fazer oposições, e exponha exemplos, juízos, conceitos, raciocínios a fim de fundamentar a sua discussão; como argumentar? Sempre exponha a ideia central...; como concluir? Seja clara e reafirme sua opinião.
Mas isso é a minha estilística... ninguém precisa aceitar ela.
"AO SOM DO AMOR"
"Dos grandes planos, fiz um tão singelo
Resumi os meus desejos num só
Ter você é o meu destino final
Sigo, ao som do samba que faço em seu nome,
Sentindo a rima dos versos que compõem o nosso amor".
Mais em lavinialins.blogspot.com
Entrou como uma brisa gostosa de primavera, se aconchegou em meus braços e permaceu por algumas semanas. Mostrou pra mim o que é cor, o que é viver: não buscar pelo óbvio mas sim pelo improvável. Numa tarde nublada, foi embora sem deixar rastros. Seu nome: APRENDIZAGEM! Assim, aprendi...
Não foi atoa que descobrir meus medos e virtudes.
Foi por ter liberdade nas minhas escolhas,
ainda vou viver muitas vidas nessa vida,
mas felicidade é ser eu mesmo!
"Meu coração anseia por algo desconhecido.
Algo que esta alem dos meus sonhos e desejos.
Quero realizar algo grande.
Não sei como começar.
Sempre imaginei uma vida de aventuras.
Nunca consegui realizar.
Me encontro só, triste, vagando por uma vida que não é minha, por realidades que não quero.
Não sei se algum dia meus sonhos se tornaram realidades.
Não sei se serei plenamente feliz.
Existe tantas coisas que eu não sei sobre mim.
Quero parar o tempo. Parar de sonhar.
Pra que sonhar se não posso realizar.
Eu vejo a felicidade alheia e sinto raiva.
Raiva de mim por não poder ser feliz, por essa ponta de melancolia que não me deixa livre para ser feliz.
Quero sumir, me esconder ou recomeçar uma nova vida que sempre sonhei.
Será que é pedir muito???
FALADOR
Quando eu me levantar
O mundo já terá mudado
O amor já terá roubado
Todos os meus pingentes de fantasia.
E se eu levantar
Já será para levitar
Inaccessível de pedaços
E por minha, tão minha culpa
Enquanto estive inerte
O tempo não me contestou nada
Apenas passou e outras manhãs
Transbordaram à minha frente.
Eu desprovido dormente
Aguardando a distância dos dormentes
Esperando o trem da meia hora,
Tempo que por afetuosamente não leva
Meus conhecidos que me visitam.
Quando eu me erguer concluído
Já o mundo estará truncado...
E eu sou o romancista que delata
Que por aqui resvalam
Canhões em todas as direções.
Quando eu me levantar
Lavarei os lençóis de cama
E se ficarem cheirosos
Como sabão de lavadeira
Eu me deitarei, na minha condição..
