Defendo meus Amigos
Adeus ao Poeta
Terça- feira, 16 horas.
Faltou luz no escritório.
Se fechar meus olhos, volto num instante àquele dia.
Abri a porta do escritório que emperrava no chão. Seu barulho rasgava o tecido fino do barulhinho de chuva que sussurrava naquela tarde.
Meu chefe se assustou. Ele estava sentado em sua poltrona que ficava bem em frente a porta.
Uma vela iluminava a sala repleta de livros.
Tudo estava delicado - olhos delicados, susto suave, respiração lenta, limpa e branca.
Senti uma ternura imensurável quando o avistei.
Pediu-me que sentasse ao lado de sua poltrona para que conferíssimos as cartas que seriam enviadas no dia seguinte. Peguei a vela para iluminar uma das cartas enquanto líamos.
Meu chefe, poeta, em meio aos seus 92 anos, era personagem principal daquela tarde cinzenta. Nela, ele escrevia, lindamente, o último parágrafo da sua história.
Tudo escuro em volta. A vela criava um mundo paralelo, onde só existia ele.
Tive a nítida sensação de estar sentada num imenso teatro. Ele no palco, em sua poltrona antiga. Escuridão - foco nele. Sua última poesia sem palavras. Sua última poesia, era ele.
Comecei a observar suas veias, sua pele fina e enrugada. Cada linha de velhice, me contava uma parte da sua história. Naquele momento, o Dr. Barreto me apresentava, sem querer, toda a sua biografia. Nos tornamos, assim, velhos conhecidos.
Quando terminamos, ele se levantou. Guardei algumas coisas em sua pasta. Ele pegou seu guarda-chuva e
foi saindo devagar. Como aquele dia cansado, porém, com o aspecto de missão cumprida, fazendo uma combinação perfeita com o poeta que tinha poesia até nas linhas de velhice das suas mãos.
"Até amanhã...", disse ele.
No dia seguinte, pela manhã, não havia mais Dr. Barreto. Só a poesia e o cheiro da vela no escritório. Poesia essa que, sem saber, ele escrevera para mim. Naquela tarde chorosa, que tanto chorava porque do poeta despedia-se em silêncio...
Essa é uma singela homenagem ao Poeta e Fundador do Movimento Poético Nacional, " Dr. Sebastião da Silva Barreto", que tornou nosso curto tempo de convivência tão grandioso que ficará eternamente gravado em minha memória.
Não exija de mim ser menos do que sou. Todos os meus pedacinhos me compõem. E para me amar, ame-os em mim.
Não me peça para não ser. Mesmo que desgoste, mesmo que não queira, ainda que não me compreenda.
Não precisa.
Basta que me ame, do meu jeito assim – e Com tudo que há em mim!
Ah tanto ódio no mundo, queria fazer algo com ele, se pudesse sacrificaria minha vida para ver meus amigos e familiares em harmonia...
É que a irmandade já não é mais a mesma, as pessoas mudaram. Os filhos dos meus pais; não sei quem são.
Não é faixa que ostenta valores, são os meus princípios que sustentam o título que a faixa possa representar! A faixa já velha é o simbolo desse cerne coberto de dignidade e integridade moral e humana...
Não tenho todos os sonhos do mundo. Mas garanto que o mundo não tem espaço suficiente para os meus poucos sonhos
Leve de mim tudo que quiser mas os meus sonhos não. São eles que me transportam a lugares que sonho e são os sonhos que me levam até você !
Senhor ás veses eu não compreendo o por que que o senhor coloca sobre os meus ombros um peso maior do que o que eu poço realmente suportar sempre me põe ao limite,confesso que por muitas veses eu quis desitir,por muitas veses desejei nunca ter nascido ou simplismente que o manto negro cobrice minha face só para não voltar a sentir essa angústia, essa aflição,mas isso nunca aconteceu,o que eu fiz de tão errado para o mundo?Qual foi o meu pecado?Senhor por favor me responda...Por faver Deus me ajuda sozinha eu não vou suportar ...me dê forças... para que eu poça seguir em frente pessoas precisam de mim me guie senhor eu lhe suplico..
Um dia incolor
Apesar de ser o título de um dos meus livros preferidos, a expressão "um dia", em determinado e similar contexto, tem a incrível capacidade de me tirar do sério. Não é a frequência com que a usam, nem a simplicidade coerente aos monossilábicos de plantão, é a falta da resposta que eu quero ouvir, ou mesmo da que eu não quero que seja pronunciada.
É ainda pior do que a corriqueira "quando você crescer", uma vez que com essa pelo menos se conta o passar dos anos até a fase adulta, mas "um dia", por favor! É vaga, é decepcionante, é desencorajadora. Pode ser que seja essa mesmo a intenção, mas não me culpe por não compreendê-la, ou ainda por abafar essa compreensão em meio a outros sentimentos prevalecentes. E não sendo o afastamento o propósito, por mais poética que possa parecer a quem a profere, sejamos sinceros, quem a ouve "um dia", que provavelmente chegará bem antes do teu "um dia", cansa! Mesmo sem ter um prazo definido, espera que seja condizente aos seus anseios. Mas não é, parece nunca ser. Tem a capacidade de despertar a minha paranoia adormecida e na falta de coragem, culpa-se a presença do artigo indefinido masculino pela inquietude provocada por essas duas palavras, afinal, se eu tivesse ouvido " o dia", jamais teria cansado.
"Um dia" sempre me parecerá um desperdício de tempo, um comodismo que leva junto uma coletânea de sensações não vividas.
Peço a Deus que de vida longa aos meus inimigos, pois sem eles minha vida não seria o que tem sido até agora, pois só assim poderão aplaudir de perto minha vitória.
Eu te amo tanto que chego a tomar remédios pra dormir porque sei que nos meus sonhos você estará ao meu lado.
