Dedicatórias para finalistas pré-escola

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O mestre foi um discípulo que aprendeu a se virar sozinho.

É preciso aprendermos o que é certo, para fazermos o errado.

A inércia é o tempo: eu levei cinquenta anos para aprender a fritar um ovo.

Depois que aprendemos o truque, Maya nos propõe outros, ainda mais avançados.

Hábito


O que o músico, o desenhista, o escritor, o artista, precisam aprender é assumir uma atitude. É se colocar numa postura de nada decorar memórias, de não acumular procedimentos. É começar, neste instante, o que os mestres descobrem no final das suas vidas. A segurança, a certeza que vem justamente do que estão fazendo. Fazer graciosamente é o suporte, e não o amontoar de vivências. A Vida pulsa agora, agarremos a sua cauda! A Arte é o que surge neste instante. O que devemos aprender é aprender como livrarmo-nos daquilo que aprendemos.

O universo é astuto, nunca permite que eu repita o mesmo truque. Aprendi com ele que ele não pode repetir o seu embuste e que existem infinitos caminhos. Válido é o que escolhemos.

A tentativa de agredir é positiva, quando não nos sentimos agredidos e aquele que agride aprende sobre si mesmo.

Aprendi que a dor pode explicar nossas atitudes, mas não pode justificá-las. Há palavras que dizemos em momentos de mágoa e que gostaríamos de apagar depois. Por isso, antes de falar, espere a emoção passar. Algumas feridas começam com palavras que nunca deveriam ter sido ditas.

A vida ensina de formas que nem sempre gostaríamos de aprender. Algumas pessoas nos deixam com o coração partido, mas também nos deixam uma lição: nunca devemos perder nossa paz tentando conquistar um lugar que alguém não está disposto a nos oferecer.

Aprendi da pior maneira que estar certo sobre alguém não nos dá o direito de julgá-lo. Cada pessoa tem sua própria história, seus erros e suas escolhas. Às vezes, a maior demonstração de maturidade é guardar aquilo que pensamos e simplesmente seguir em paz.

Há uma estranha ironia na inteligência humana: quanto mais aprendemos, menos confortáveis ficamos com a palavra certeza.
Talvez porque o conhecimento verdadeiro não nos coloque no alto de uma montanha. Ao contrário: ele nos leva até a beira de um oceano.
E, diante do oceano, até o homem mais sábio percebe o tamanho de sua pequena embarcação.
Você já reparou que a verdadeira inteligência quase sempre vem acompanhada de humildade?

Isso não é coincidência.

Quem sabe pouco pode imaginar que sabe tudo, porque ainda não caminhou o suficiente para descobrir a imensidão daquilo que ignora. É como alguém que conhece apenas uma rua e acredita compreender toda a cidade.
Mas quem estuda, quem lê, quem observa, quem duvida, quem atravessa ideias diferentes das suas começa a perceber algo desconcertante:

cada resposta abre novas perguntas.

Aprender é acender uma vela dentro de um quarto escuro.
No começo, enxergamos apenas aquilo que está perto da chama e ficamos maravilhados. Depois, quando nossos olhos se acostumam à luz, percebemos que o quarto é muito maior do que imaginávamos.
E então nasce a humildade.
Não a humildade de quem se diminui.
Mas a humildade de quem compreendeu a grandeza do desconhecido.

Talvez por isso Sócrates tenha atravessado tantos séculos associado à ideia de reconhecer a própria ignorância. A sabedoria começa quando o homem deixa de usar o conhecimento como um trono e passa a utilizá-lo como uma janela.
O arrogante transforma aquilo que sabe em muro.
O sábio transforma aquilo que sabe em porta.

Um diz:

— Eu sei.

O outro pergunta:

— O que ainda não percebi?

E talvez essa pequena diferença explique muitas das grandes tragédias humanas.
Porque pessoas excessivamente certas de si mesmas raramente escutam.
Quando alguém acredita possuir toda a verdade, já não precisa do outro. Não precisa ouvir, reconsiderar, corrigir-se ou admitir que talvez exista alguma razão do outro lado da mesa.
A certeza absoluta pode ser confortável.
Mas também pode ser uma prisão.

A inteligência verdadeira possui uma coragem diferente: a coragem de mudar de ideia.

Há uma grandeza silenciosa em alguém capaz de dizer:
“Eu estava errado.”

Poucas frases exigem tanta inteligência e tanta humildade ao mesmo tempo.
Porque mudar de opinião diante de uma evidência melhor não significa perder uma batalha. Significa escolher a verdade em vez do próprio orgulho.
Talvez seja esse um dos sinais mais bonitos da maturidade intelectual: não precisar vencer todas as discussões.
Há pessoas que entram numa conversa procurando derrotar alguém.
Outras entram procurando descobrir alguma coisa.
As primeiras colecionam adversários.
As segundas colecionam perguntas.
E perguntas, quando feitas com sinceridade, são uma das formas mais bonitas de humildade.

O universo é grande demais.
A história é longa demais.
A alma humana é misteriosa demais.
A ciência ainda possui perguntas demais.
A filosofia ainda carrega dúvidas demais.

E a própria vida, depois de milhares de anos de civilização, continua nos surpreendendo todas as manhãs.
Talvez sejamos todos estudantes caminhando por uma biblioteca infinita, segurando apenas alguns livros nas mãos.
Alguns, depois de lerem duas páginas, começam a falar como donos da biblioteca.
Outros passam a vida inteira lendo e, justamente por isso, caminham cada vez mais devagar entre as estantes.

Eles sabem que existem corredores que jamais visitarão.
Livros que jamais conseguirão abrir.
Perguntas para as quais talvez nunca encontrem resposta.

E isso não os diminui.
Isso os torna sábios.
Porque a verdadeira inteligência não é saber tudo.
É perceber a vastidão daquilo que ainda podemos aprender.
No fim, talvez o homem mais inteligente não seja aquele que termina uma conversa dizendo:

“Eu tenho certeza.”

Talvez seja aquele que ainda consegue voltar para casa levando consigo uma pergunta:

“E se eu estiver errado?”

Porque enquanto houver em nós a coragem dessa pergunta, ainda haverá espaço para aprender.
E enquanto houver espaço para aprender, haverá humildade.

Talvez a sabedoria comece exatamente aí:

quando o conhecimento deixa de nos fazer sentir maiores do que os outros e começa a nos fazer perceber o quanto ainda somos pequenos diante do mistério do mundo.

⁠Praticar os ensinamentos de Deus é o aprendizado que nos liberta de quem somos pra quem devemos ser.

Tudo pode ser ensinado, mas nem tudo pode ser aprendido.

Quem duvida da sua força enquanto recebe sua amizade aprende a respeitar da pior forma, quando se torna adversário.

O verdadeiro sábio silencia para aprender; o arrogante silencia para castigar.

Ler é aprender ou confirmar. O leitor busca esclarecimento para suas dúvidas ou validação para suas certezas.

Quem muito sofre, muito vê; e, às vezes, aprende.

Aprendi a conhecer o ser humano pelas palavras ásperas e macias.
Umas ferem, outras curam.
E no meio das duas, escolhi ficar com quem me aponta pra Deus, ainda que a verdade doa.


_Van Escher_⁠

*FORA DO TOM*
Eu já me deparei com fama e dinheiro.
Mas aprendi que nas baladas da vida, eu estava dançando no ritmo errado.
Até que Deus me mostrou o tom perfeito que mais combinava comigo.
_Van Escher_

Fiquei acordada por longas noites.
Ouvindo. Perguntando.
Curiosa.

Aprendi que não se pergunta
"por que".
Se pergunta "pra quê".

E que gente se olha
de dentro pra fora.
Nunca de fora pra dentro.

Van Escher