Dedicatórias para Educadora Infância
Sou nordestino
sou raiz da nossa gente
da infância de menino
que corria no sol quente
do cuscuz da rapadura
eu sou parte da cultura
do sertão que fala oxente
RINÓPOLIS - a cidade da minha infância; sem metrô, nada de relevância.
Na balaústra do portão, o padeiro deixava o pão; apertava a buzina estridente, fixada na carroça azul, com a mula amarrada na frente.
Às seis da tarde, via a noite chegando, ao som do sino tocando, meu pai na Belina chegando.
A área comercial, tinha o bêbado oficial. Dormia ao chão atirado, com repulsa social; às vezes falante, em outras deprimido, mas por todos conhecido.
Quando ligava o auto falante, e tocava a `Ave Maria`, de longe já pressentia: alguém havia partido. Era hora de silencio, pra saber do falecido.
Sorridente ou infeliz, aos domingos de forma sagrada, o povo cercava a matriz. Grande era a movimentação, o padre Miro finalizava o sermão, os bancos eram disputados, e os diálogos encetados.
O cardápio era bem limitado: sorvete, pipoca ou amendoim ensacado (cru ou torrado).
Dali um dia parti, para um rumo desconhecido; vinte anos mais tarde voltei, quando então me assustei, com o que tinha acontecido - era um filme repetido.
Tudo estava no mesmo lugar. O velho taxista, com seu Fusca foi me buscar.
Achava a vida meio parada, mas na verdade, era apenas descomplicada.
Era um tempo de buscar o barulho, o tumulto, agitação, progresso e competição.
Agora, sinceramente, confesso: hoje penso no regresso. Com o passar dos anos, se descobre que a vida, quando corrida, passa rápido e despercebida.
Desde a mais tenra infância sentimo- nos fortemente atraídos pelo Mar e aquelas embarcaçōes coloridas e pitorescas, onde chegamos a sonhar que poderiamos abdicar de viver sem ter endereço fisíco em Terra, mais a bordo de um embarcação…
-Certamente que algumas experiências tendem a ser mais especiais, por ser o mais perto que chegamos ao imenso Mar… pois lá se sente o sol quente na pele e a brisa fresca do Mar arrefecendo…
Poder ver o por do sol, com aquele céu azul e laranja, com o sol tocando o Mar, não tem igual…
Não espero que toda a infância se transforme em juventude, mas que boa parte dela retorne à minha vida, seja memorável, e colorida de lembranças e alegrias.
A Descrição da Saudade
Infância, adolescência,
hoje adulto lembro-me dessas fases de minha existência,
tempo em que enxergava a vida naquilo que transparecia pela aparência, parte do processo de amadurecimento da consciência.
Seja sozinho, seja com alguém,
seja em meio à multidão ou para além,
lembranças do passado surgem como num passe de mágica,
simplesmente elas sobrevém.
Envolvem e me impulsionam como o soar da melodia,
a realizar uma viagem em forma de poesia,
trazendo esses bons momentos de nostalgia,
em sussurros e até suspiros chego a dizer: Que tempo lindo! Quanta euforia!
De repente, não me contendo,
em algumas situações, invadido pela emoção,
lágrimas brotam e saem escorrendo,
enquanto essas lembranças vêm tomando forma na memória, revivendo,
até que se vão, como se em mim estivessem desprendendo.
De cara para o presente, na realidade,
me dou conta de que, na vida, devo dar continuidade,
deixo de lado, por um momento, a saudade,
mas com a certeza de que ela, muito em breve voltará,
sem mais nem menos, numa outra ocasionalidade.
Na imensidão desse mar, meus olhos vislumbra pequenas frações de nossa infância, quando então na tenra idade tínhamos longa jornada para decifrar como seria nossas vidas.
"Verídico...
No auge da minha infância vi o céu se abrir... E vi anjos movendo-se lentamente no ar a flutuar.
Roupas leves de cores claras dedos longos e pele clara quase transparente.
Eu era só uma criança e não entendi nada.
O fato de a infância terminar é exatamente o que a torna tão preciosa - e épor isso que você deve apreciá-la enquanto dura.
A morte é apenas uma fase como as outras.Você na sua vida terá a fase do nascimento,infância,adolescência,adulto,idoso e morte.Mas diante estas fases a que as pessoas mais temem é a morte.E isso não faz sentido.
ULTIMA HORA.
Até quando viveremos na infância espiritual por conta da falta de atitude e preguiça espiritual?
Seremos eternas crianças se alimentando de papinhas e reencarnando sempre na mesma situação, sofrendo os impositivos da dor e do sofrimento, para despertar da consciência.
O trabalho está posto!! Sede obreiros do bem em seu próprio favor.
Amai e instrui-vos!!
Toque de luz 04/23
Ontem perdi um avo
Perdi um amigo
Perdi alguém que amava
Perdi um pedação de minha infância
Um pedaço de mim
Um pedaço de vida
Ontem perdi mais alguém
Um alguém dos sábados sozinhos
Um alguém das manhas de domingo
Um alguém
Um que sentava do meu lado e contava causos
Contava onde foi
Onde eu fui
Quem nós éramos
Onde perdi mais alguém
Rolando Boldrin
Meu amigo de infância
Um dos poucos que sempre foram
Obrigado
Toda vez que cantar um verso seu
Seu olhas vais estar comigo
Morto...
assim acontece.
Preso, condenado
ao infinito do mesmo.
Infância corroída,
manifesto interior.
Colo, cuidado, carinho:
abandono, desdém, deboche.
Ilha sem mar,
incompleta natureza.
Pouco riso, e por dentro.
Cego de chances...
Envenenado por crer.
Quebra-cabeça de vento.
Sobre minha infância? A única coisa que tenho a dizer é que sinto falta daquela época. A época em que eu era a garotinha do papai. Saudade de quando eu subia nos pés do meu pai e nós ficávamos rodopiando pela sala. Saudade de brincar com lama mais minhas primas. De dormir com meus pais quando tinha bicho papão debaixo da minha cama. Saudade do tempo em que um beijinho da mamãe sarava qualquer machucado ou dor. Sinto falta da época em que nada fazia sentido, mas chegava a um ponto de ser incrível só por existir. A época em que qualquer “te amo” era verdadeiro e colega de escola poderia ser chamado de amigo no primeiro dia de aula. Sinto falta de não ter nenhuma obrigação se não pintar meus desenhos. Sinto também falta do tempo em que eu me preocupava apenas em ficar em frente à televisão esperando meu desenho predileto começar. Saudade de enfiar somente os pés na piscina esperando que alguém me carregasse pra lá e pra cá, pois não sabia nadar. Sinto falta de ter super poderes e de brincar na rua. Saudade da época em que eu passei pelo momento mais difícil de toda minha infância: andar de bicicletas sem as rodinhas. Sinto falta de quando eu falava uma palavra errada e as pessoas riam em vez de me chamarem de burra como fazem hoje em dia. Saudade de pregar tatuagens de chicletes nos meus braços. Saudade de ficar na cozinha esperando minha mãe fazer a cobertura do bolo para eu poder rapar a panela. Sinto falta da época em que era carregada até minha cama pelo meu pai ou minha mãe quando eu dormia no sofá. Saudade de tudo isso, pois tudo isso fez com que minha infância fosse perfeita. Hoje só me restam fotos e algumas lembranças. Nunca esquecerei daquilo que pra mim foi minha melhor época, infelizmente, só percebi isso quando a fase já tinha passado, as obrigações chegaram e as decepções vieram juntas. Como é bom escutar minha família contando casos de como eu era atentada quando criança, isso faz com que eu possa reviver minha infância durante alguns instantes. Sim, minha melhor época passou, mas eu soube aproveitar. Eu era feliz e sabia, pois eu fiz com que cada momento me rendesse memórias. Hoje eu acho essa coisa que eu chamo de “realidade” tão ridícula, difícil, e sem alegrias comparadas as minhas grandes aventuras de infância.
"Então seja bem vindo à vida, da qual acabamos de sair da fase da infância e nos esborrachamos. Não com o chão, mas sim com o coração."
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