Dedicatórias para Educadora Infância

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É na infância que tudo começa,
no olhar atento, no gesto que acolhe.
Uma mão que cuida, uma escola que observa,
um educador que não se omite.
Entre histórias, rotinas e afetos,
plantamos vínculos, proteção e amor.
Porque educar é também proteger,
e cuidar é o mais bonito ato de ensinar.
Que cada criança encontre na escola
um lugar seguro para ser, crescer e sonhar
Gotinhas de Amor.

⁠Reconhece que o educador também é sujeito de direitos e que cuidar da infância implica cuidar de quem educa.


Gotinhas de Amor

“Se é bom aqui, pode ficar ainda melhor se olhar para a infância com mais sensibilidade.”

Adolescente não é colorido como infância.
É fase de sombra, dúvida, identidade em construção.
E sua arte captou isso com delicadeza — não ficou pesada, ficou reflexiva.






Oceanos da Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro

Talvez a maior riqueza da infância estivesse justamente na sua ingenuidade: a capacidade de transformar coisas simples em acontecimentos memoráveis. Um campinho de terra, uma mexerica e uma tarde de domingo bastavam para preencher um dia inteiro. O mundo se transformou, como teria que ser, mas essa capacidade de encontrar valor no simples continua sendo uma das maiores formas de sabedoria.

PRIMEIRA INFÂNCIA: AURORA
Aurora que encantas, também emerge a escuridão,
Em meio a bênção da chuva,
A tempestiva tempestade
Um ninho e sete irmãos,
No cantar do galo
No apagar das luzes,
Na hora da divina misericórdia,
A última gota
No caiu no chão
Criança
Que na primeira infância,
Sorriu
Com os seios flácidos da mãe,
O cheiro do café
O povo de muita fé,
Roga Deus
A primavera,
Seus brotos PANCs
Que a fome atenua,
O pingo de gente
A sua primeira infância sobreviveu,
O fruto frutificou
Eis a metamorfose,
O pingo não é mais gota
Viva a transmutação,
Sem rima e sem métrica
Em seus versos transcreve
Um homem escritor,
Erudita pensador
O prosador poeta.
281225II

Que a alegria da infância esteja presente em todas as idades
em qualquer tempo

Lugar de infância é onde se cultiva a virtude, e não em meio ao brinde dos excessos e à apologia da ignorância.

Quase ninguém conhece os traumas (que em 99% dos casos são gerados e causados da infância).
Mas 99% dos que têm traumas, sem ao menos perceberem, os repetemno dia a dia (mesmo que de forma ingênua e inconsciente)..


E aí está a beleza e o poder da psicanálise: descobrir quais traumas carregamos;
enfrentá-los cara à cara e ELIMINÁ-LOS. Sim, é possível ser livre!

Quase não restam lembranças boas da minha infância. Talvez nunca as tenha vivido, ou talvez algo em mim tenha morrido antes mesmo de aprender a ser feliz, deixando apenas um vazio frio onde deveriam habitar memórias e calor.

Quando as lembranças da infância se entranham no meu peito, rasgam-me as entranhas e arrancam minha carne ao ritmo de memórias que não perdoam, tudo o que superei , daquele passado terrível com tanto esforço vira pó, e eu fico a arrastar o cadáver de quem fui.

Nunca tive infância. Fui lançado à pressa do mundo, obrigado a crescer antes de compreender a vida, envelheci de dentro para fora. Sonhei com uma infância que nunca existiu, um abrigo inventado para suportar a ausência do que jamais vivi. Cresci depressa demais, e no lugar dos risos ficaram apenas os ecos de um tempo que nunca foi meu.

A paz só é profunda quando é conquistada na área de combate da vida, não no jardim de infância.

A infância não foi um jardim, foi um campo minado de acidentes, um leito gelado de doenças e um cemitério precoce de perdas inimagináveis. Mas o pior não estava no sangue ou no luto; o verdadeiro trauma veio na frieza cortante da negação. Fui gerado, mas não acreditado. A pessoa que me trouxe à luz se tornou o meu juiz mais severo, o espelho da indiferença que me tratava como sombra. Essa voz, a que deveria ter sido o meu alicerce, martelava a sentença mais cruel na minha cabeça infantil: eu nunca seria alguém. Eu estava condenado à infelicidade antes mesmo de ter chance de viver. E essa semente... Ah, essa semente perversa. Ela não morreu. Ela se transformou num arbusto espinhento com garras de ferro. Cresceu no solo árido da rejeição, no pedregal da alma, e hoje, é uma mata fechada dentro de mim. Suas raízes profundas não são superficiais, são nervos expostos, enroscadas no âmago do meu ser. Arrancá-las é impossível. O que resta é a luta diária para não ser estrangulado pelos seus ramos gélidos.

Há um silêncio que tem cheiro de infância perdida. Ele se esconde nas gavetas e nos retalhos do falar. Quando me ponho a escrever, o silêncio ensina como ferir com calma. Sinto que as palavras são pontes frágeis entre mundos. E atravessá-las é ato de coragem e covardia.

Minha infância ainda soluça em algum sótão da memória. Peço perdão ao menino que fui por não ter sido o herói que ele esperava.

Sinto falta de uma infância que talvez nem tenha existido, um tempo de barro e sol onde o amanhã era apenas uma hipótese irrelevante. Hoje, o futuro é um monstro que se alimenta das minhas horas de sono, sussurrando que o tempo é uma ampulheta cheia de vidro moído.

Minha infância foi difícil. A fada do dente arrancava meus dentes sem anestesia e ainda roubava meu dinheiro.

A negligência que encontrei na infância não terminou quando deixei de ser criança. Ela aprendeu a crescer comigo. Mudou de rosto, de voz, de silêncio, mas nunca deixou de caminhar ao meu lado.


Há dores que não gritam; elas se infiltram na arquitetura da alma e passam a sustentar tudo o que somos. A minha fez do afeto um território estrangeiro. Nunca aprendi a reconhecê-lo sem antes procurar a ausência que costuma vir depois.


Por isso, amar, para mim, nunca foi um gesto espontâneo. É uma travessia sobre uma ponte construída com tábuas podres. Cada passo parece anunciar uma queda.


Mas existe algo ainda mais difícil do que amar.


É permitir que alguém me ame.


Há uma parte de mim que permanece escondida, como se tivesse sido convencida, ainda menino, de que carinho sempre cobra um preço e de que toda permanência é apenas um atraso para o abandono. Quando alguém tenta atravessar essa distância, meu primeiro impulso não é abrir a porta. É procurar a saída.


Talvez a pior herança da negligência não seja a solidão.


Seja a incapacidade de acreditar que um dia alguém possa olhar para todas as minhas ruínas e, ainda assim, decidir ficar.


Porque existem infâncias que não acabam. Apenas aprendem a respirar dentro do adulto que sobreviveu.


- Tiago Scheimann

O Filósofo e Prof. Clóvis de Barro certa vez disse e uma entrevista que na infância, a nossa auto confiança nasce de alguém que nos empresta de si, geralmente, o motivo é nos amar muito.
Lembrei da minha mãe ensinando eu a andar de bicicleta. Ela tirou as rodinhas, mandou eu subir, explicou como os freios funcionavam e disse que para manter o equilíbrio era só não parar de pedalar. Me deu um forte impulso, e enquanto eu pedalava desiquilibradamente, ela gritava: você consegue. Até hoje confio de que sou capaz de aprender qualquer coisa!