Dedicatória para Monografia
'JOSÉ ERA SINOPSE'
José era sinopse,
linhas vazias,
extinção.
Apanhara estrelas,
sonhos avulsos.
Jogara com o destino.
Equilibrou partidas.
Abandonou-as.
Caiu,
levantou-se...
José era sinopse
Imbuíra melancólicas pressuposições,
caminhos tortuosos,
veredas.
Correra de encontro aos ventos,
equilibrando-se em cordas,
fumaredas.
Sem orações,
abraços,
ou reiterações...
José era sinopse,
mas transformou-se é compêndio,
documentários.
Fixou amor,
caracteres,
permanência.
Redige a própria história.
Com seus conglomerados temas,
tenta haurir reflexões,
escrever trajetórias,
poemas...
'SONHOS'
Nas noites veementes,
tenho você p'ra segurar-me à cama,
enroscando caminhos traçados,
novos atalhos...
Tudo será suavizado,
quando ampara-me aos teus braços,,
e as palavras sôfregas flutuarem,
cultivando metáforas...
Sonho letargias à amada invenção,
e tantos outros axiomas.
Descabidos devaneios,
ter-se tempo à uma nova paixão?
Não sei!
Tudo dura tão pouco.
Talvez - crianças roucas,
amores em vão!
Debruço o paisagismo na velha cama acolchoada,
e a alma,
já cansada,
retangular...
Quer imensidão,
Novos amplexos.
Arraigar o concreto.
Despertar...
Esquarteja meus sonhos na varanda, tal qual um olhar, diluído em arco-íris. Elucida minha procura lesiva.
'FALTA'
Do cheiro das escolhas que brotavam nossos sonhos. Das bocas
mesclando a vereda dos passos. Dos sorrisos abrasivos que queimavam serenamente os dias sedentos, mãos entrelaçadas, corpos misturados...
Das estradas que se encontravam na neblina, com suas curvas
intermináveis e longas. Da contaminação dos dias afortunados, Dos olhares que se consumiam colados, noites quentes e febris...
Do quarto que gritava. Da chama nos 'eus' que queimava. Das
almas que se faziam recíprocas dissipando palavras, atiçando a
paixão. Dos tijolos estáveis levantados um a um, paredes sólidas...
Agora cinzas, os discursos empoeirados falam do tempo, promovendo falta/geada/calafrio. Tudo tóxico! Inflama o presente, não cicatriza o grito. Vai queimando a pele, transformando-se em ritos...
'SONHOS'
Sempre tive sonhos. Repetitivos. De sonhar com os mesmos lugares. Os mesmos tons. As mesmas pessoas. Os mesmos fantasmas. Paisagens duplicadas. Sonhos bons. De aflições. Já sonhei-os por repetidas vezes. Cinco, dez ou vinte vezes. Talvez mais.
Desde muito tempo, ainda criança, sempre sonhara voando. Com asas. Batendo os braços. Viajei para vários lugares em segundos. Vislumbrando os lugares que ficara sempre abaixo. Com suas luzes amarelas. Centenas ou milhares de árvores verdes. Olhos cerrados pela velocidade do vento. A sensação é extraordinária: Liberdade. Emancipação. Emoção.
Quando acordo e lembro-me que fora o sonho de anos atrás, fico alegre. Pasmado. Sinto-me criança que não degusta doces há décadas. Eles nunca envelhecem. São tão reais. Parece que estive naqueles lugares em uma outra vida. Que fora minha morada. Ou que será. Não sei! Somos tão íntimos...
Sempre tive sonhos. Repetitivos. De sonhar com os mesmos lugares. Os mesmos tons. As mesmas pessoas. Os mesmos fantasmas.
'QUADROS'
Pincelo quadros como quem esculpi sonhos intocáveis.
Faço traçados diluindo curvas,
lacunas,
eixos.
Talho sonhos tal qual a quem escreve poesias,
que a cada toque,
desfaz-se fugaz à imagem passada...
Imagens recriadas envoltos às linhas que revivem bruscamente.
Metamorfoses de mãos e suas injustas proporções em molduras,
pensamentos.
Fixados nas velhas paredes,
estranhamente modernos.
Velhos quadros,
no ontem rabiscados,
fluem pelas veias como correntes,
ascendentes,
hodiernos...
Gero quadros/transições tornando-se passadouros,
ausentes.
Porém,
Insisti-lo-ei aos sonhos de outrora,
à beleza,
à vida,
à angústia da criança que chora sem saber.
Mãos que tremem sem querer,
são quadros desejando mutações,
aquarelas,
tantas outras formas,
novas telas.
Você...
Escrito por Willas Gavronsk e Risomar Silva.
"seu jeito criança adulta me encanta... eu te desenhei..te encontrei e custo a acreditar que e real... por isso o medo, de não passar de um sonho.."
Tem horas que os sonhos nos pegam se supetão. E você se vê bem longe, navegando em mares desconhecidos, de carona com quem você também nunca viu... e de quebra tem pensamentos que nem primos dos seus são. E acha a viagem maravilhosa. Com uma criatividade de primeira, que ainda se acha no direito de brigar com sua razão.
Meus pensamentos veste com flores minha alma...
São como cachoeira a banhar-me na lua cheia...Faço sorrir fácil...Faço pensar rápido...No fato de que a vida é frágil como uma flor... Leve como uma pluma.. E breve como um relâmpago...Aproveito a claridade ...busco novas formas de amar...Quero todos os sonhos que puder sonhar...
Todos os amores que puder amar...quero a dança da alma em meu olhar...
Apoesia vossa vida, pois a poesia é o elixir da alma embebida, envolvida de sonhos rastreados na superfície do viver.
“O que seria de um sonho se não existisse uma força persistente,capaz de transformá-lo em realidade?”
Maria do Socorro Domingos
"Para materializar meus sonhos, abro os olhos.
Nesta hora o chão se torna reflexo dos céus, as palmas das mãos viram solas dos pés.
É assim que toco os céus, caminhando..."
"O sonho nunca morre, a esperança nunca descansa, a saudade nunca para de bater, com o tempo ela passa, vai e volta sem percebermos."
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