Dedicatória para a Mãe

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⁠A espécie humana aprendeu a temer o Amor. Decidimos ser só espécie.

Quem ouve a rouquidão
do mar aprende a arte
de ser infinito.

Um coração
que rejeita
o outono
não aprende a
amadurecer a dor.

Natal é: aprender a
doar-se por dentro.

Em frente ao mar
tudo o que pesa
aprende a flutuar.

Por vezes, uma canção cansa de ser melodia e decide aprender a respirar dentro de alguém.

Fala luz e o teu caminho
aprende a brilhar.

O amor é onde a pele aprende a pensar, um enigma que respira dentro do peito.
É o que nos desfaz para que possamos ver,
e o que nos refaz
quando já não sabemos quem somos.
No fim, o amor é isto:
um silêncio que nos reconhece
antes mesmo de chegarmos.

Quem caminha para dentro
aprende que cada caminhada é: uma amputação do vazio onde o universo nos quer por inteiros.

Um beijo de amor é:
a primeira casa onde
duas almas aprendem
a respirar juntas.

Aprendam a separar o joio do trigo. Aquilo que virem como mau/mal, joguem fora; aquilo que virem como bom/bem, guardem para si, caso assim o queiram.

Nem sempre a pessoa que evita conflitos está em paz. Às vezes, ela apenas aprendeu que falar o que sente costuma trazer mais problema do que silêncio.

Pepita

O caminho a gente corrige quando se perde.
O erro a gente transforma em aprendizado.
As quedas a gente supera.
As feridas a gente cura.

Mas a vida… a vida a gente não adia.

A gente celebra enquanto vive.
Ama enquanto sente.
Abraça enquanto pode.
Perdoa enquanto há tempo.
E agradece enquanto o coração ainda bate.

Porque, no fim, não são os dias que importam —
é o que fazemos com eles.

Então viva sem esperar o momento perfeito.
Recomece sem medo de errar.
Ame sem economizar sentimentos.
E celebre cada instante.

A vida é agora.
E o agora não volta.

Talvez os animais não precisem aprender a falar.
Talvez nós é que precisemos aprender a escutar.


“Quando eu era pequena, achava que os animais não falavam.
Depois percebi que eles dizem quando estão com medo, quando confiam, quando sentem saudade e até quando querem ficar sozinhos.
Nós é que passamos tempo demais esperando palavras.
Talvez amar outra vida comece quando paramos de exigir que ela fale a nossa língua para merecer ser compreendida.”


— ANNA, Personagem


Fragmentos de THE MOEDARA PROTOCOL
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

Não são necessariamente as palavras, mas, cada ação de um adulto é uma aprendizagem para uma criança!
‎

⁠Só há um jeito de escapar do abraço apertado da Solidão: aprendendo a abraçar a Solitude bem apertado.


Há uma diferença muito silenciosa entre estar só e sentir-se sozinho.


A Solidão pesa porque parece abandono; a Solitude, ao contrário, pode ser escolha, refúgio e encontro.


Uma nos faz procurar desesperadamente alguém para preencher o vazio; a outra nos ensina que nem todo vazio precisa ser preenchido — alguns precisam apenas ser compreendidos.


A Solidão costuma nos convencer de que precisamos de presença para nos sentirmos inteiros.


Faz barulho dentro da cabeça, cria ausências onde talvez existam apenas distâncias e transforma o silêncio em prova de que fomos esquecidos.


A Solitude, porém, nos convida a permanecer.


A sentar conosco mesmos, sem a obrigação de fugir, distrair ou procurar imediatamente outra voz para calar a nossa.


Aprender a estar só é descobrir que a própria companhia também pode ser um abrigo.


É tomar um café sem precisar fotografá-lo para alguém.


É caminhar sem destino e perceber os próprios pensamentos.


É assistir ao pôr do sol sem sentir a urgência de compartilhá-lo.


É ouvir o silêncio e, pouco a pouco, perceber que ele não está vazio: está cheio de nós.


Talvez amadurecer seja justamente isso: deixar de exigir que o mundo esteja sempre cheio de pessoas para que a nossa vida faça sentido.


Porque há momentos em que precisamos de abraços, conversas, encontros e afetos — e não há nada de errado nisso.


Somos seres de vínculo.


Mas também precisamos aprender que ninguém consegue nos acompanhar em todos os lugares, em todas as horas e, principalmente, em todos os nossos silêncios.


Quem aprende a abraçar a Solitude deixa de aceitar qualquer companhia apenas para não ficar sozinho.


E essa talvez seja uma das maiores liberdades: descobrir que estar só não significa estar abandonado.


Às vezes, significa finalmente estar presente para si mesmo.


No fim, a Solitude não é a ausência do outro, mas a presença inteira de quem somos quando não precisamos representar nada para ninguém.


E, quando aprendemos a fazer dessa presença um lar, a solidão perde parte do seu poder.


Porque já não estamos esperando alguém chegar para nos salvar do silêncio.


Estamos aprendendo a morar nele.

⁠CAMINHOS DO CORAÇÃO


Eu preciso aprender a ouvir, tua voz.
Eu preciso aprender me entregar por inteiro a você.
Cada vez, mais forte é, o desejo de estar junto a ti.
Cada vez, mais forte é, a vontade de te fazer o bem, toda vez que me perco de ti, não consigo ao menos sorrir...
Me disserem que você, anda a me procurar, também disseram que te viram dizer me amar....
Cada vez mais forte é, o desejo de estar junto a ti.
Cada vez mais forte é, o desejo de te fazer tão bem, toda vez que me perco de ti, não consigo ao menos sorrir...
E eu sei que você é, meu consolo então, e eu deixei você trilhar, os caminhos do, meu coração ...

A cada novo amanhecer nos é oferecida a oportunidade de aprender, amar e escrever uma nova página da nossa história.

Não são as circunstâncias, nem os processos, mas, como aprendemos com eles.

Prefiro aprender com o caminho percorrido do que com os mapas desenhados por quem nunca o trilhou.