Declaração de Amor para Esposa
Abelhas e borboletas...
Aqueles que gostam de aventuras emocionais são as que mais se esforçam para alimentar um amor que nunca estão disposto a perpetuar.
Constroem emoções e expectativas alimentasse do néctar e abandonam o estigma... buscando outras emoções.
►Por Isso
Eu não sei o que fazer
Pois te amo, mas tenho medo
Eu não sei se devo me conter
Pois te amo, mas tenho medo
Eu não sei se devo esconder
Pois te amo, mas tenho medo
Eu não sei se devo te dizer
"Eu te amo, mas tenho medo".
Por isso escrevo, do meu jeito
No momento em que sinto um beijo
Vindo de tão longe, através do vento
Pesco um momento do próprio tempo,
Apenas para descrever um sonho sereno
Desatento eu me sento em nuvens de versos
"Eu te amo", soletro sobre o céu plano,
De um papel velho como um antigo pano.
Confesso, sonho com você, sobre você, para você
Estou à mercê de um sentimento que não quer se desprender
Estou querendo descontroladamente te ver
Sinto algo aqui, no meu peito, gritando
"Amor, paixão, desejo, intenção"
Meu pensamento é seu, aceite-o
Esses meus versos também, são meigos
Deixe-os entretê-la, assim como deixará em meu sonho
Eu não sei o que fazer
Pois te amo, mas tenho medo de perdê-la
Por isso tenho medo.
Saudade é o pior dos castigos
Dado ao coração abandonado,
Corrompe, esfacela e acorrenta
— Pobre indivíduo escravo...
Escravo de um sentimento...
Quão infeliz pode ser?
É o mais aterrorizador tormento:
É querer e não poder.
Ah, se pudéssemos ter e sentir
Ainda que por um momento fugaz
Os mais puros desejos da alma
Realizados em nosso ser...
Aprenderíamos, mesmo que de forma efêmera
A verdadeira essência do que é viver.
Devemos acreditar em nós mesmos, em nossos sonhos; acreditar que fomos criados para o melhor, para o bem, para o amor.
IN CANTOS
Canto nu, uirapuru
Canto lá , sabiá
Canto não, azulão
Canto, embaraço, sanhaço
Canto sim, papa capim
Canto mal, ó cardeal
Galo da campina
Minas, esquinas
Passarinho em sua sina
Canto só, sem voar mocó
Sai do peito, Assum preto
Canto otário, me salva o canário
Belga ou da terra
Do céu e das nuvens
Bel canto em esperanto
Canto nu, urubu
Versos emplumados
D’alma inquieta
Espinha não ereta
Que jaz em uma cama
Um quarto
Assobio sem sucesso
O espólio do das penas
Pena.
Luciano Calazans. Serrinha, Bahia. 22/12/2017
CASO VOCÊ NÃO SAIBA.
Não! Não ouvirei o sussurro da sanha
De temer a luta — e não ser temido
De temer o luto — sem ao menos lutar!
De temer sanhas, façanhas e artimanhas
De uma vez por todas, daqueles que tentam amiúde fazer o auriverde, pendão auriverde, brado auriverde sangrar.
Não sou Aquiles tampouco Heitor
E Não serei o fígado de Prometeu...
Quero Atena atenuando a quase calefação do meu sangue, vermelho sangue, suado sangue — enquanto párias jogam xadrez
Macabras aritméticas
Tenebrosas equações
Quinhentos e treze é morte, é monturo e azar
Malfadado português falado por quem desconhece os verbos, incluindo o SER!
Preferem à revelia de milhões,
E em milhões o verbo Ter...
Poder? O que é poder?
Onde começa? Onde termina
Poder é não querer e poder não sucumbir à besta e suas quinhentas e treze cabeças
Línguas bifurcadas, perdidas, enroladas, perdidas e ensimesmadas.
Poder?
Prefiro não discorrer sobre tal verbo
Tão procurado da mais vil forma subsidiado pelo mais vil metal.
Quero o sonho, o pão e a arte
Quero a vida comungada em qualquer parte
Quero a lucidez da comunhão
Quero a loucura do sim e do não
Quero abrigo para os meninos
Quero abrigo para as meninas
Quero água do sertão
E a brisa beira-mar
Quero o rio doce em minha língua
Quero minha pátria
Tabaréus, cafuzos, mamelucos, mulatos – nação vira-lata!
Sim! Vira-lata!
Prestem atenção! A besta jamais dirá sim
Sem algo em troca.
Quinhentos e treze cabeças
Bilhões de Aves Marias
Amém .
Luciano Calazans. Salvador, Bahia.
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"Quando o célebre fala, todos o ouvem e declaram ser genial, ainda que fale um monte de besteiras. Chamam a isso: credibilidade."
"Se toda regra tem exceção, via de regra, a exceção também é regra. Qual é então, a exceção da regra de exceção?"
Mais uma vez a vida deu um jeito de seguir seu rumo. Afastou novamente quem deveria permanecer, levou para outro continente quem deveria estar permanentemente recebendo calor e ser possível todo dia abraçar.
Se ela vai trazer de volta ou não, já não posso dizer, não é possível premeditar.
Já não tenho mais coragem de fazer planos ou simplesmente esperar alguma resolução prévia do que se sucederá.
O destino nunca foi uma caneta possível de se segurar.
Pobre menina que não pesquisa antes de se apaixonar, que sempre esteve a mercê do que virá.
"Há uma jovem guerreira
De nobre posição
Ela tem pintinhas no rosto
E mora no meu coração
Moça grande pequenina
Gosta de K-Pop
Uma linda menina
Um colírio para os olhos
Baixinha, nervosinha
E chatinha que só ela
Não há sorriso mais belo
Do que eu vejo
No rosto dela
Moça inteligente
Se destaca na multidão
Tudo o que eu queria
Era morar no seu coração"
E aprendeu a se fortalecer
Não como casa de palha
Colocou tijolo por tijolo no prumo
E se ergueu de concreto
Não é fácil entrar pela porta
Ou pela janela
Coração dela
É terra que ninguém pisa
Porque na casa dela
Ela planta seu jardim
Decora sua alma
E sabe que quando perde o telhado
Ganha as estrelas
Pinta a parede de todas as cores
Pra colorir as dores
Aprendeu com a tempestade
Quando no céu avistou pela sua janela
O Arco iris
Ela dorme agarrada com seu Amor próprio
Se fez fortaleza
E sempre que chega em casa
Tem a sua saborosa sobremesa
Com sabor de que sua felicidade
Não depende de uma porta aberta
Ou uma janela
Para que nela façam morada
Só depende dela
E sabe que sobre todas as coisas que deve guardar
Guarda seu coração
Através dele ergueu
Sua morada
E no caminho de volta
Ela sempre volta pra casa
E no seu Amor próprio
Faz morada!
Joyce Amanajas
