Declaração de Amor de Mãe para Filha
Nesta madrugada que
supera cinquenta dias,
sou a canção triste
do choro da tua gente:
da mãe, da irmã,
das filhas, das lideranças
e da mulher amada.
A tirania foi reconhecida,
ela nasceu inabilitada
e foi em exílio suspensa
embora ela não reconheça.
A verdade dolorida
é que sobre a sua prisão
não se sabe mais nada,
e assim sigo incomodada.
Se pudesse
ser o bálsamo
da Mãe que
chora pelo
heróico filho,
da amada
que sofre
calada e das
filhas que
sentem falta
assim eu seria,
mas como
não posso:
deixo esse
e outros
capítulos
registrados
em forma
de epopeia
revisitada
em tempos
extremos
e de plena
vigilância.
Triste é a
história do
General,
e descontente
o tom sepulcral
que exigem
que a gente
pare de gritar
para o mundo
que ele é
inocente.
Faz sete meses
e mais um
dia na roda
gigante da
tirania
que realiza
revistas
surpresas
para ver se
não houve fuga,
e envia
forçosamente
para o exílio
quem discorda
da Ditadura.
A Palavra Mãe
Quando pronuncio
a palavra Mãe,
Soam ao mesmo
tempo toda as estrelas,
é o coração reunindo
todas as festas
ao dizer o código de todas
as maiores riquezas:
palavra que traz
o mais alto pacto com a paz,
o incontestável resumo
de todas as primaveras,
a infinita magna poesia
e gratidão pelo dom da vida.
Sou eu que fotografo
as artes da minha Mãe
como quem colhe frutas
no pomar do Universo
neste nosso Hemisfério,
e no meio de tantas artes
é a poesia o meu caminho certo.
Abertas estão as
Asas do condor
Sobre o continente,
Carta de pedido
De perdão da Mãe
Pela libertação
Do rebelde filho.
De pé pelo povo
Mesmo após
O susto ocorrido,
Ele não deixa
Quem quer que
Seja fazê-lo rendido,
Da Pachamama
Ele é o protegido.
Abya Yala, terra
Que não se abala,
O Império não nos
Curva e não cala;
Eis a poesia que
Não é a cura
Que você busca,
Cheia de si ela
É amor em via
De retribuição,
E total integração.
Coqueiral do Sul
Seguindo as intuições
dadas pela Mãe Peregrina
dirijo os meus passos
até a gruta e as orações.
Cocal do Sul, minha poesia,
feita de artesanato
e de aroma de alambique,
Cidade amorosa
de gente que não desiste.
Seguindo os sinais
das imigrações tu me
deste lavouras de amor,
encantos e de emoções.
Cocal do Sul, minha poesia
do coqueiral na beira
do teu Rio principal de amo
por aquilo fostes, és e serás
e das águas do Rio Tigre
a potência dele sempre deterás.
As Cores do Médio Vale do Itajaí
Da paleta de artista
da minha Mãe
a poesia visual aqui
em Rodeio se cria
com as belas cores
do Médio Vale do Itajaí.
Pincéis da minha Mãe
que criam e recriam
paisagens daqui,
paisagens bucólicas
próximas e distantes,
Saem deste pincéis
também mares
desertos e montanhas.
Da paleta de artista
e dos pincéis da minha Mãe
saem as cores deste
nosso mundo azul e colorido,
e toda a vontade de viajar
sem deixar este lindo lugar.
Angola Janga
Mãe de Ganga Zona, Sabina
e de Zumbi dos Palmares,
Minha Angola Janga,
Princesa, virtuosa guerreira
e protetora da liberdade
da nossa Pátria Brasileira,
Aqualtune sublime,
te entrego o meu coração
como poética oferenda.
Uma fatia generosa
de Bolo Mãe Benta,
Um copo de suco
geladinho de Cambuí,
Você está em mim
e eu estou em ti,
porque estamos dentro:
Só falta você comigo aqui.
Aiacó, Mãe da noite,
minha divina confessora,
me acalanta e consola,
Para que mantenha
a alma plena e amorosa
de fé e de poesia
para que tudo em mim
se ergue com o raiar do dia.
Mãe-do-mato,
Caamanha minha,
Nasci e sou a sua
selvagem menina,
Me ensina por onde
andar na trilha da vida.
ilha das Laranjeiras
Iguais aos da Mãe Natureza
sejam o relógio e a resiliência,
Espero que nunca se esqueça
da eficácia de ter paciência.
Ann
Cada um no seu caiaque
rumo a Ilha das Laranjeiras,
E com a água do mar
aprender o quê é se adaptar.
Vem comigo, vamos viajar!
Muitas coisas pelo caminho
o tempo todo pretendo mostrar.
Não quero que me agrade,
apenas sempre com calma fale,
sem se obrigar a concordar.
"Fui mandado embora de casa por minha própria mãe. Naquele instante, enquanto arrumava as poucas coisas que possuía, imaginava ser o fim, sem saber que ali iniciava um dos recomeços da minha vida — um dos meus tantos levantes após as quedas. Perdoei-a após anos, mas não esqueci. Assim, me tornei um bom dublê, profissional em quedas, mas também em ascensão. As pessoas precisam entender que todos temos nossas falências e que, principalmente, somos feitos de carne, ossos e muitas cicatrizes.Glória a Deus por isso!"
Marcelo HB
(A vitima)
A mãe e o pai da vitima, a irmã e o irmão da vitima,o amigo e a namorada da vitima,o cachorro e o gato da vitima,as roupas da vitimas,o tio e a tia da vitima, o avô e a avó da vitima o filho e a filha da vitima,a casa e o carro da vitima,a mulher e a amante da vitima e outra familia em discussão e a vida da vitima caída no chão.
Por que acontece esse tipo de situação em todos os lugares,a qualquer hora ou em qualquer ocasião,Diga não a violência vitimas não,diga não a violência vitimas não mais terão.
E a familia da vitima chorando ao pé do caixão,mais uma morte de alguém que não se sabe quem é,mais uma vitima vitimada,Talvez seja um homem mais pode ser uma mulher coberta com um lençol branco e agora só lembranças ali no chão,a marca da violência vai ficar sempre no coração da familia da vitima,sempre lembrada com emoção.
E a pobre da vitima que não tinha nada a haver com situação,ficou caída e jogada ali no chão,e essa vitima foi apenas mais uma no meio da multidão de vitimas.
O tempo passa e a gente cresce, a mãe da gente envelhece, a vida vai ficando curta, e o tempo vai ficando pequeno, o tempo voa ele não sabe esperar, o tempo corre depressa, abrace enquanto pode abraçar.
CORAÇÃO DE MÃE
Um vazio que invade sem querer
Só hoje posso perceber
Quantas coisas por ti deixei de fazer
Mas o teu amor
Por Deus abençoado
Desse coração imaculado
Certeza tenho, teres me perdoado.
Um grande beijo minha mãe e até breve... seu filho.
