Decepções Amorosas
O indeciso perde os seus amores, o orgulhoso nunca saberá como poderia ter sido e o insensível, jamais sentirá o gosto do mais doce prazer da vida, o amor!
Eu, que guardei tantas dores,
Acumulei desilusões
E chorei tantos dissabores,
Agora sei rir sem motivo aparente.
Tudo que sofri acabou com apenas um toque.
Vi que toda névoa se dissipou
E agora tudo faz sentido.
Eu não sei o que é sentir amor de verdade!
Porque quando eu sinto algo por alguém,só faz me machucar!
“É incrível como tudo pode mudar em fração de segundos.
Ano passado você era o amor da minha vida, tínhamos planos, metas, desejos... e hoje, você se tornou o meu pior pesadelo. “
PASSARÃO
Podes meu eu repudiar, quando quiseres
De súbito, quando a desilusão me crucia
O ideal da má sorte uno, se, assim, preferes
Apressa-te e me asfixie nessa árdua poesia
Ah! deixe então à mercê da vil crueldade
O meu trovejar piegas, e que então fine
Na desilusão a fúria bravia da tempestade
Do desprezo, assim, então o desejo arruíne...
Se me hás de desprezar, afirmo, seja logo
E não depois em que o afeto estiver calado
Desdenhe-me de pronto, assim, me afogo
Na ilusão do ideado tão querido pelo fado
Dores, pranto, suspiros vou ter no coração
Tendo-te perdido eu, mas, eles passarão!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14/05/2016, 09'35" - Araguari, MG
MORRER DE AMOR
Ainda que eu coma frito todo este amor
Não hei de morrer
Por ter veias entupidas
E um coração fraco...
Ainda que eu mergulhe
Sem salva-vidas na dor
Não hei de me afogar ou secar
No rio de lágrimas
Que eu derramei...
Por isso vou vivendo...
Solidão/Solitude
Eu sigo meu caminho, me fechando cada vez mais para o mundo.
Eu me decepciono todas as vezes em que decido acreditar em alguém.
Meu mundo tem sido cada vez mais silencioso. Sem muitos afetos, sem muitas pessoas.
Eu vou me escondendo e desacreditando no amor.
Talvez a minha cota de ser amada se esgotou. Então eu sigo, sem expectativas.
Apenas sigo.
SONETO COADJUVANTE
Vendo-te agora, soneto dum passado
Na desilusão, sem emoção, verso bruto
Com a lembrança de tormento povoado
Abaçanado, deserto e o coração de luto
Meu dantes se percebe tão abandonado
Descorçoado em um banimento absoluto
Contrito e também com cântico magoado
De um versar hospedeiro de um desfruto
Ah! toada relativa dum destino tão triste
Só a poética na minha alma ainda existe
Na ilusão e o sentimento jogado adiante
Onde está quem traz está toda saudade?
Que invade a sensação tal uma divindade
Se do amor, o soneto, é só coadjuvante!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de agosto, 2022, 19’19” – Araguari, MG
O amor é um sentimento lento, vai se construindo com empatia.
A paixão, sentimento violento, vai se destruindo com decepções.
O gostar, é sentimento leviano, pode ir embora com o vento.
O amor me anula,
tira tudo de mim!
Troca minha alegria pela tristeza,
meu sono pela insônia,
meu sorriso por lágrimas.
Me faz esquecer de mim, agir exageradamente ou indiferente,
me deixa perdida, mesmo com todas setas mostrando a direção.
Me escraviza!
Faz entregar o meu melhor aos outros sem nada em troca.
O amor a mim só tem causado desgosto, um prejuízo sem fim. Leva quem eu sou para bem distante de mim.
estamos em constante movimento em busca de amores vagos
Sem crer realmente que ele possa existir
Por isso nos decepcionamos pelo o amor que criamos
E não os que vivemos.
Abandonei definitivamente o passado e não há razões para ser levado à desilusão pois vieste com teu amor suprir-me inesperadamente de tudo aquilo que me era insuficiente.
Não se decepcione quando receber elogios pelo corpo, ao invés de poesias pela alma!
Palavras rasas ditas por outras pessoas falam mais delas mesmo, do que de quem as recebeu
Sinto falto do seu amor
Sinto falta dos seus abraços
Sinto falta de quando me cheirava com vontade
Vontade de mim
Vontade de me amar
Vontade de ficar coladinha comigo
Te vejo o dia todo
Espero...
Nada
Só silêncio e solidão
Porquê
Meu amor primeiro
partiu no fevereiro
para março chegar.
O tempo passou
meu amor não voltou...
Motivo: pane no ar.
