De Repente Nao mais que Derepente

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⁠Feio não é se abrir na internet…
Feio é um mundo tão abarrotado de gente, mais disposta a falar do que a escutar.


Quando alguém se arrisca a desabafar online, muitas vezes não está buscando atenção — está buscando Sobrevivência.


Chegar a esse ponto pode ser, sim, a última tentativa de encontrar um ouvido disposto a escutar, um olhar que não julgue, um coração que ainda tenha espaço para acolher.


Vivemos em tempos muito difíceis, em que quase todos têm voz, mas poucos têm paciência.


Todos opinam, mas poucos compreendem.


Quase todos estão prontos para responder, quase ninguém está disposto a ouvir.


E ouvir, nos tempos de hoje, virou quase um ato de Misericórdia.


Um gesto tão simples, mas tão raro: Parar, Respirar e Permitir que o outro exista na sua dor, sem ser Ridicularizado ou Diminuído.


Porque, no fim das contas, o Desabafo Online não revela a fraqueza de quem fala — mas a ausência de empatia de quem não quer ou não sabe ouvir.


E isso, sim, é tão Feio quanto Medonho.

⁠Talvez não haja Atrevimento mais Bonito e Charmoso do que o dos que se aventuraram — e se aventuram — na arte de Costurar Palavras.

O político influencer tem o direito de considerar idiotas seus asseclas apaixonados, mas não mais que ele.⁠

⁠Ninguém consegue ser mais respeitoso do que aqueles que respeitam até os que não se respeitam.

⁠Não é possível conceber o que é mais nojento, se o mau-caratismo de uma parcela esmagadora de agentes do estado, ou o dos que conseguem apoiá-los.

Quase sempre que não consigo revidar carinhos, são estes os momentos em que mais preciso deles.⁠

⁠São nos momentos em que não conseguimos revidar nem carinhos, que mais precisamos deles.

Não há jeito mais medonho de perder Tempo do que passar Tempo longe do Dono do Tempo.⁠

⁠Não há jeito mais medonho de perder Tempo do que passar Tempo longe do Dono do Tempo.


Há os que erroneamente acreditam que o Tempo só se perde nas distrações, nos atrasos, nos desvios da vida…


Mas, na verdade, não há forma mais sombria de desperdiçá-lo do que tentar vivê-lo longe Daquele que o sustenta.


Distante Daquele que até dele é Senhor.


Tempo sem sentido é aquele que tentamos carregar sozinhos — como quem tenta segurar água nas mãos.


Esse é o Tempo que inevitavelmente escorre, some e evapora.


Estar longe do Dono do Tempo é caminhar com pressa, mas sem destino; é preencher os dias, mas não a alma; é envelhecer por fora sem amadurecer por dentro.


Quando nos afastamos da Fonte, até os minutos pesam.


Mas quando nos reaproximamos, até o silêncio floresce.


O Tempo ganha outra textura quando lembramos que não somos seu dono, apenas passageiros.


E que sentido maior existe do que entregar essa travessia a quem conhece todos os portos?


No fim, o maior desperdício não é o Tempo perdido — é a vida não vivida na presença de quem a criou.


É ali, e apenas ali, que os dias se encaixam, que as horas respiram e que o Tempo, enfim, encontra propósito.


Tempo bom é aquele vivido nos braços de seu Dono!

⁠Chega!?


Chega, já te perdoei as setenta vezes sete, vá e não peques mais…


Até o perdão tem um limite secreto onde a dignidade aprende a falar mais alto.


Já te perdoei as setenta vezes sete, e em cada uma delas deixei que o coração respirasse a esperança de que tu soubesses finalmente o peso do que fazias.


Mas o perdão, por maior que seja, não é convite para a repetição da mesma queda.


É aviso, cura, é último chamado.


Por isso, vá…
não como quem foge, mas como quem enfim entende que não se pode ferir o mesmo lugar para sempre e esperar que ele permaneça vivo.


E não pequeis mais — não porque o erro seja proibido,
mas, porque há um momento em que machucar alguém que te ofereceu todas as chances deixa de ser falha humana e passa a ser escolha deliberada.


Vai, então.


Leve contigo toda a soma de perdão, mas não esperes que ele continue sendo casa.


Algumas trilhas só viram caminhos quando alguém — finalmente — aprende a caminhar sozinho.


Vá em Paz e não peques mais!

⁠⁠São nos momentos em que não conseguimos revidar nem carinhos, que mais precisamos deles.


É justamente aí que eles revelam sua natureza mais alta.


Quando não conseguimos revidar — nem gestos, nem palavras, nem presença —, o carinho deixa de ser troca e se torna sustento.


Não vem como troca nem pagamento, mas como abrigo.


Não exige força, apenas permite existir.


Há dias em que a alma está tão cansada que até o afeto pesa nas mãos.


E, ainda assim, é nesses dias que ele se faz mais necessário: não para ser devolvido, mas para nos lembrar que continuamos dignos, mesmo esvaziados de nós mesmos.


O carinho verdadeiro não se ofende com o silêncio, não cobra performance, não exige reciprocidade imediata.


Ele sabe esperar…


Espera o outro se reinventar, se restaurar.


Sabe cuidar enquanto a gente reaprende a sentir.

⁠Talvez o mais trágico não seja os humanos terem que provar para as máquinas, o tempo todo, que não são uma delas.


O drama maior parece estar na naturalidade com que passamos a imitá-las — e, pior, na pressa com que nos deixamos confundir com elas.


A máquina não sente cansaço moral, não hesita diante do outro, não se constrange com a própria indiferença.


Quando o humano começa a responder sem escuta, decidir sem empatia e repetir padrões sem reflexão, não é a tecnologia que o desumaniza: é a abdicação silenciosa daquilo que o tornava distinto.


Há um perigo sutil em trocar o tempo do cuidado pelo tempo da eficiência, a dúvida honesta pela resposta pronta, o encontro pelo desempenho.


Nesse processo, já não é a máquina que nos exige provas de humanidade; somos nós que, pouco a pouco, deixamos de exigi-las de nós mesmos.


No fim, talvez a pergunta mais urgente e necessária não seja “como convencer as máquinas de que somos humanos?”, mas “em que momento nos tornamos tão confortáveis em agir como se não fôssemos?”.

⁠Às vezes, o que mais dói ao estar numa guerra é não poder gastar energia noutras guerras.


Porque o que mais dói ao estar numa guerra não é apenas o confronto em si, mas a renúncia silenciosa que ela nos impõe.


Toda guerra consome foco, tempo, fôlego e até alma.


E, enquanto lutamos para sobreviver a uma, somos forçados a abandonar outras batalhas que também nos chamam…


Afrontas ignoradas ou engolidas, goela abaixo, sonhos adiados, causas esquecidas ou abandonadas, afetos que entram para a fila de espera…


Há dores que não nascem do ataque do inimigo, mas da consciência de que nossa energia é finita.


Escolher lutar uma guerra é, inevitavelmente, desistir de muitas outras.


Não por covardia, mas por limite.


O corpo cansa, a mente sangra, e o coração aprende, a duras penas, que não dá para estar inteiro em todos os fronts.


Talvez a maturidade não esteja em vencer todas as guerras, mas em reconhecer qual delas precisa, agora, da nossa presença de corpo e de alma.


As demais não deixam de importar; apenas aguardam um tempo mais habitável, quando lutar não seja apenas resistir, mas também voltar a viver.


Que possamos e saibamos escolher nossas guerras.

O diabo na sua astúcia colocou nas mãos da humanidade a distração perfeita. Assim, não mais olham em volta, nem se reconhecem em si mesmos , ignoram os alertas normalizando tudo enquanto marcham para o inferno felizes com os olhos na tela.....
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Ninguém se torna algo ao contrário do que sempre foi. Um dia a máscara cai e, por não ter mais como esconder, assume... Porque nada há encoberto que não venha a ser revelado. A essência é que faz a consciência.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

A presença que marcou
hoje é ausência que dói.
O que foi, já não é,
não tem mais volta,
esse passado me corrói.

Caminho por lembranças
de um tempo que não volta,
tua voz me chama em silêncio
e o coração, sem resposta, se solta.

Guardo no peito um eco
do que fomos e não somos,
um resto de sonho antigo
perdido entre outros nomes.

Mas quando a noite é densa
e a saudade se agiganta,
surge um olhar que me encontra
e, sem pressão, me adianta.

Em cada riso que chega,
um novo afeto se insinua,
vou desaprendendo o teu rosto
e aprendendo outra rua.

Já não sou só despedida,
nem só lembrança e depois,
há um amor que nasce agora
onde antes éramos “nós dois”.

Foi lembrança, foi saudade,
foi magia, foi paixão,
foi encontro inesperado
e a maior desilusão.
É um adeus sem despedida
e pecado sem perdão.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪

Era bem mais fácil conversar com minha ignorância..... o saber não maquia a inocência.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

O certo a se fazer é o mais difícil de ser posto em prática. Fazer o certo não é nada fácil...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

"Não há dor mais lancinante na alma do que ver os perversos aplaudidos por suas barbaridades, enquanto o trabalhador humilde e de boa-fé é tratado como o grande vilão da história."

⁠Os mais perigosos não são os políticos, são os eleitores apaixonados que alugam as próprias cabeças
e continuam acreditando que pensam com elas.


A democracia não é ameaçada apenas por maus governantes.


Muitas vezes, ela é enfraquecida por cidadãos que transformam a política em devoção e os políticos em objetos de fé.


Quando a paixão substitui a reflexão, o senso crítico se torna um incômodo e a verdade passa a valer menos do que a conveniência.


O eleitor apaixonado não analisa; ele defende.


Não questiona; justifica.


Nem cobra; protege.


Sua identidade passa a estar tão ligada a um partido, a uma ideologia ou a uma liderança que qualquer crítica é recebida como um ataque pessoal.


Nesse momento, deixa de ser um cidadão consciente para se tornar um torcedor político.


O perigo não está em ter convicções.


Convicções são necessárias.


O perigo está em abrir mão da própria capacidade de pensar.


É quando alguém terceiriza suas opiniões, repete discursos prontos, compartilha argumentos sem verificá-los e acredita estar exercendo autonomia justamente no instante em que se tornou dependente de narrativas alheias.


Nenhum líder deveria ser maior que os princípios que diz defender.


Nenhum partido deveria estar acima da verdade.


Nenhuma ideologia deveria dispensar o direito de duvidar.


A dúvida honesta é um sinal de inteligência; a certeza absoluta costuma ser o abrigo mais confortável da manipulação.


Sociedades evoluem quando seus cidadãos aprendem a discordar dos adversários sem odiá-los e a cobrar dos aliados sem protegê-los cegamente.


A maturidade política nasce quando o voto deixa de ser um ato de paixão e se torna um compromisso com valores, responsabilidade e consciência.


Talvez o maior ato de liberdade política não seja escolher um lado, mas preservar a capacidade de pensar por conta própria depois de escolhê-lo.


Porque, no fim, os verdadeiramente perigosos não são aqueles que possuem opiniões diferentes das nossas, mas aqueles que desistiram de raciocinar e passaram a chamar subserviência de pensamento.