De Repente Nao mais que Derepente
"Conhecemos a Deus mais pelo que Ele não é do que pelo que ousamos dizer que Ele seja. Quando as palavras cessam, o Mistério transborda."
"O ponto mais alto da oração não é a fabricação de imagens ou pedidos, mas o instante em que a mente para e o coração apenas repousa no Mistério."
“O pecado mais perigoso não é desconhecer a verdade, mas conhecê-la e ainda assim escolher ignorá-la.”
ÁGUIA
Se algum dia não mais lembrares de mim
Tenho certeza que isso é impossível,
Pelas rosas que cultivamos ,
O belo jardim que plantamos e que um dia morreu;
E tristemente os espinhos desse jardim
São direitos seus...
Eu carrego as flores coloridas
Que de certa forma enfeitam minha vida.
Afinal quem traiu não fui Eu.
Tu pra mim se tornartes invisível
Aventureiro, ignóbel, imprevisível.
Hoje sou livre como pássaros a voar
Sou um rio cristalino que deságua e se mistura com as lindas águas verdes do mar !
Ornar -mei como o brilho do luar,
Pintar-me como se fosse uma águia, indo além das nuvem e novamente na terra em algum lugar me abrigar;
Em frente seguirei rumo a luz que me transporta
Na alegria vou seguindo, pois não sou urtiga,
Tão pouco urtiga morta !
Maria Francisca Leite
Ja cruzei a minha linha não vou mais me ignorar não vou mais me esconder, cada ataque foi uma professia cumprida e agora chegou a virada a clareza o chamado, vou a minha caminhada até perceber o momento perfeito, não vou mais questionar se estou pronta ou não e que prontidão não é se sentir preparado é como confiar que o tempo exato foi para me proteger a entrar no meu propósito nao é uma estação para olhar para trás é a estação para avançar com ousadia sem pedir desculpas, o quem tentou me parar ja ficou para trás. Agora e andar para frente e ver o que o Céu sempre soube
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
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Um pouco mais de conhecimento não quer dizer que você seja melhor que o outro, porque para Deus, somos todos alunos da mesma sala de aula
"Não existem atrasos para felicitar alguém, porque cada abrir de olhos no amanhecer é mais um dia de vida, e que vem nos mostrar que todos os dias acendemos uma velinha de nosso bolo diário"
Não se deixe cair pelas tristezas que te envolve. O aperto interior se fecha cada vez mais se elas te consumirem, porque enfraquecerá todo seu Ser
quanto mais amar no presente
na ausência será mais dor
menos pior que viver na dor e doente
e não ter sentido amor
O arquivo morto talvez seja apenas o lugar onde a instituição coloca aquilo que não sabe mais como escutar. O Prédio que Aprendeu a Escutar parte dessa hipótese.
ACORDA
— Nessa manhã nublada, tudo está tão diferente... não vejo mais o véu da escuridão e a felicidade brota...
— Acorda... Eu sei, eu sei, você queria que
fosse assim, queria viver nesse sonho.
— Quem é você?
— Sou aquela que quando passam por você, ninguém vê...
Sou uma névoa melancólica fadada a sofrer...
Sou a que chora, mas é você quem derrama as lagrimas...
Agora lembra quem sou? Acho que não... você não se importa...
Vive imaginando que o mundo é como suas ilusões...
Sou alguém que realmente sonha... mas sei que o mundo
É o que realmente é... um lugar onde a mentira impera.
Você não é cego, mas não enxerga essa verdade... porque tem medo!
Prisão
Nos momentos mais escuros
A dúvida vela minha visão
E só consigo ver muros
Não sei o que é real...
Mas minha interna prisão... é muito real.
Olho para a minhas memorias
Mas eu não consigo ver nada
A não ser todos aqueles que se foram...
E só restou meu trono... num império de melancolia.
É que nesses dias minh’alma
Encontra-se tão atormentada
Cheia de pensamentos quebrados.
As noites são mais escuras
Os dias, bem, são tão reais quanto à porta de saída deste... loop do tempo.
As vezes penso que não passa de um pesadelo
E é por isso que me machuco, a dor será sempre real.
Quando a vida não der mais prazer,
Quando o sol não brilhar para você,
Quando tudo chegar a dizer não para você...
Quando uma lágrima rolar
E o seu pranto alguém escutar,
Se lhe pedirem para estender a mão, é só ir...
Eu vejo o mundo ao meu redor,
Eu olho as nuvens que passam no céu.
O tempo, como fumaça, se vai
Para não mais voltar.
Quem dera eu e você,
Uns dias destes, andando por aí,
Pudéssemos encontrar o amor
Para nos fazer feliz.
E o nosso pranto secaria,
Solidão não mais haveria,
A alegria estaria em nós.
Quem dera eu e você
Se importasse mais com o amor...
A Ditadura do Vencimento
Não se engane, caro leitor. Não somos mais Homo sapiens. Somos, essencialmente, Homo Boléticus. Nossa vida não é medida em anos de felicidade ou de sabedoria adquirida; é contada na dolorosa sucessão de datas de vencimento.
O boleto não é apenas um pedaço de papel (ou, mais modernamente, um QR Code azul). Ele é o nosso antagonista existencial, a prova incontestável de que, no grande teatro da vida moderna, nosso papel é o de um mero alimentador de um dragão invisível chamado Sistema.
O ciclo começa sempre com a doce, breve ilusão. É o dia 5, ou 10, e a conta bancária está sorrindo para você. Por um breve, glorioso momento, você se sente um magnata, flertando com a ideia de comprar algo desnecessário. Mas o magnata dura pouco.
Mal o dinheiro assenta, e lá vem ele, o Mensageiro da Ruína, a notificação silenciosa no celular: Seu boleto da fatura X está disponível. É o chamado do dever. O dinheiro chegou com hora marcada e, antes que a endorfina do salário baixe, ele já tem donos mais urgentes que a sua alegria.
A pior parte é o Boleto Fantasma. Aquele que você não esperava, que se materializa na sua caixa de entrada, geralmente vindo de um serviço que você contratou em 2017 e jurava ter cancelado. Ele surge como um fantasma vingativo, exigindo não apenas dinheiro, mas também a humilhação de ter que ligar para o atendimento ao cliente.
E quando finalmente chega o Dia D (Dia de Desembolsar), a cena se repete: você entra no aplicativo do banco e executa o balé da quitação. É um ritual de sacrifício. A cada confirmação, um pedacinho da sua alma — ou, pelo menos, do seu churrasco de domingo — se esvai. Você paga o aluguel, o plano de saúde, o streaming que você não assiste e, finalmente, a conta de luz, que sempre parece estar cobrando o custo da sua culpa por ter deixado o carregador na tomada.
O ápice cômico-trágico é quando, após pagar rigorosamente todas as contas, você olha para o extrato e percebe: você trocou todo o seu trabalho mensal pela permissão de continuar trabalhando no próximo mês. A vida moderna não é sobre acumular riqueza; é sobre zerar dívidas para que novas dívidas possam surgir.
O boleto é a única prova de que você existe e consome, e isso, de alguma forma, nos conforta. É a nossa âncora na realidade.
No fim, a gente se deita, suspira aliviado por ter vencido o mês, e mal a cabeça toca o travesseiro, o cérebro sussurra: Só mais 30 dias... E o IPTU, você já viu?
A vida é isso: a arte de sobreviver entre um vencimento e outro. E a única certeza que temos é que, enquanto houver vida, haverá boletos. É a nossa maldição e nossa métrica.
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