De Repente Nao mais que Derepente
Não sei porque, mas as vezes o ar fica pesado, de maneira tal que cansa respirar. Sei lá entende? Coisas que não dá para explicar.
A Policia não é onipresente, o poder de polícia do Estado não é eficiente, logo, desarmar o cidadão é colocar este refém dos delinquentes.
Estamos em viagem, de passagem rumo ao além. E nesse deslocamento, não sabemos o momento a desembarcar. Cada um tem sua estação final, e ninguém com pressa de chegar. Mas a chegada é certa, embora ignorado seja o momento ao qual vamos findar nossa caminhada rumo a algum lugar.
A ciência não busca unanimidade, mas sempre a melhor verdade, porque para a ciência vale a prova cabal ou a experimental, porque ciência é sinônimo de evolução, produção de conhecimento que não para. Quanto mais se conhece, mais necessidade surgem para se conhecer.
Ciência é infinito proposto perante homens limitados.
Os anos pesam com o passar dos dias. E não há maior pesar do que sentir a nostalgia. Renascer conforme o amanhecer e buscar um pouco de alegria, essa é nossa porção de mais valia.
Se muitas coisas te fazes chorar, busque qualquer coisa que possa te trazer boa energia. E quem sabe no amanhã, aconteçam coisas boas e façam com que você sorria.
Tenho medo da morte, não tenho medo de morrer. Por ter medo de morrer, quero continuar a viver.
Tento viver intensamente cada instante, com cada gente.
Tente aproveitar cada ente, que se permite viver alegremente.
Viva cada instante como sendo o derradeiro.
Viva bem ao lado de quem é verdadeiro.
Viva a vida com prazer e disposição de aproveitar esse milagre ao qual tens que é viver.
Quero a paz, não a falsa sensação que o mundo trás.
Quero descansar de tudo que não me apraz. Querer, querer e querer.
O que eu quero mais?
Meus posts não se resumem a indiretas para pessoas, apenas materializo rotineiramente meus devaneios, pensamentos e indignações. Por hora expressando temas sinceros ou tão somente palavras que possam agradar a muitos corações.
Então, que seja NATAL!
Não Natal da hipocrisia, mas Natal do amor, o nascer de Cristo, o filho do Eterno Pai Criador.
A preciosidade do tempo é tao grande e não damos a devida importância para aproveitar cada pessoa que participa da história de nossas vidas. Tempo não é dinheiro, mas tesouro que se esvaece no decorrer de nossas vidas.
Não é preciso muita coisa para viver bem neste mundo, basta observarmos os animais, extraem do meio tão somente o necessário à subsistência. Mas os homens não, possuem tamanha ganância capaz de destruir o próprio meio ao qual vive, sem poder alcançar saciedade. E assim vamos seguindo vivendo, cada vez menos humanos.
As pessoas acreditam que eu estou à beira do precipício, o que elas não sabem é que eu saltei já faz um tempo…
Solidão não é falta de gente, é excesso de lembrança acesa, é um coração morando sozinho em uma casa cheia de mesa.
Quando a saudade encosta no ombro, eu finjo firmeza para não desmontar, mas tem um pedaço de mim que não dorme só pra te esperar.
Eu não sei exatamente o que sinto.
E talvez esse seja o sentimento.
Há algo em mim que observa a vida
como quem encosta a testa no vidro
e não entra.
Penso demais.
Sinto antes de entender.
E quase nunca entendo.
Carrego uma estranheza mansa,
uma lucidez que cansa,
como se existir exigisse
atenção o tempo todo.
Às vezes sou profunda demais
para momentos rasos.
Às vezes sou simples demais
para explicações longas.
Não é tristeza.
É consciência.
Essa percepção silenciosa
de que a vida acontece
enquanto eu me pergunto
o que exatamente está acontecendo dentro de mim.
E sigo.
Não porque sei para onde,
mas porque parar
seria sentir ainda mais.
A depressão não grita.
Ela senta.
E fica.
É um cansaço que não passa dormindo,
uma tristeza sem espetáculo,
uma ausência de vontade
até do que antes doía.
Acordo e já estou atrasada da vida.
Não triste exatamente
vazia de impulso.
Tudo continua existindo fora de mim
com uma normalidade ofensiva.
O mundo funciona
enquanto eu esforço
o simples ato de estar.
A depressão não é querer morrer.
É não saber muito bem
como continuar viva
do jeito que se espera.
Penso menos no futuro.
Não por falta de sonho,
mas porque sonhar
exige uma energia
que agora me falta.
Há momentos de lucidez
que doem mais que a dor.
Percebo tudo.
E mesmo assim
não consigo mover.
Não é drama.
É química, é história, é silêncio.
É o corpo pedindo pausa
e a alma sem voz
para explicar.
E ainda assim,
respiro.
Não por esperança grandiosa,
mas por hábito,
por instinto,
por essa teimosia mínima
de continuar
mesmo sem saber por quê.
Talvez isso seja viver agora:
seguir em estado bruto,
com menos luz,
mas ainda aqui
A ansiedade não anuncia perigo.
Ela antecipa.
É o corpo em estado de alarme
sem ameaça visível,
o coração correndo
sem saber de quê.
O pensamento não descansa.
Ele vigia.
Projeta cenários,
prevê quedas,
ensaia perdas
que talvez nunca aconteçam.
A ansiedade mora no depois.
No “e se”,
no quase,
no que ainda não é
mas já pesa.
Há uma pressa constante,
mesmo quando nada acontece.
Um cansaço que não vem do esforço,
mas da espera tensa.
Respirar vira tarefa consciente.
Relaxar parece descuido.
A mente confunde controle
com sobrevivência.
Por fora, tudo segue normal.
Por dentro,
há um excesso de futuro
ocupando o presente.
A ansiedade não quer machucar.
Ela quer proteger
só não sabe quando parar.
E assim permanece:
alerta demais para descansar,
sensível demais para ignorar,
tentando manter tudo sob controle
num mundo
que nunca prometeu estabilidade.
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