De Repente Nao mais que Derepente
“UM POUCO MAIS SOBRE A PERCEPÇÃO” e UM CHORO SEM VOLTA!
Desafios, temos a cada dia que acordamos!
Sonhos - muitos deles - passam pela fama, dinheiro e bens materiais.
“De cara”: seria eu louco caso pudesse afirmar que sem um mínimo de recursos para uma sobrevivência justa pudéssemos nos considerar livres.
Em busca dessa liberdade, nessa sociedade frenética, muitos jovens, outros nem tanto, “inspiram” versos que lhes permitem traduzir a angústia, o sofrimento, as dificuldades, as rebeldias, as lutas, buscando sintonizar alguma reflexão.
Reflitamos então:
- Aquilo que era uma aspiração juvenil, se transforma em uma realidade concreta de realizações ou frustrações;
- O sucesso, geralmente, é exigido que se faça com a mesma velocidade que disparamos nossos contatos instantâneos nesse mundo virtual;
- O espaço para projetar, amadurecer uma ideia e buscar executá-la está cada vez menor e isso pode levar a um desalento predeterminado;
- As grandes obras da natureza e do próprio homem, demandam tempo, raízes ou bases sólidas para evitar que sucumbam prematuramente e, ainda assim, não deixam de correr os seus riscos;
- Quando o sucesso explode vertiginosamente, nem sempre se está preparado para administrá-lo;
- Jovens são empresariados para fazer dinheiro, não raras vezes, mais para os outros...
- As características originais dos “prodígios” vão se moldando, ou se perdendo, ao que dá mais “retorno”, não necessariamente, aquilo que os possa ter levado a ascensão;
- Para cumprir com esse sucesso “escravizador” uma jornada que pode parecer o céu aos fãs, mas uma carga pesada demais para os artistas que extrapolam seus limites humanos para cumprir contratos que não permitem a recuperação de suas energias de modo natural;
- Acostumados com essa loucura não se consegue mais desacelerar... muito menos parar...
- Com isso, as malfadadas muletas das drogas, feitas de material aparentemente forte, mas que fragilizam vidas precocemente, invertendo a ordem natural do tempo;
- Parece que o mesmo tempo que avançou queimando etapas que necessitavam ser melhor alicerçadas, é subtraído de uma hora para outra;
- Porém, deixar de refletir sobre tais aspectos, é que parece ser uma droga!
- Infância difícil, separações, carências econômicas etc?
- Sempre há uma justificativa!
- E tudo isso é compreensível!
- De outro lado, quantos milhões de brasileiros – jovens ou não - vivem as mesmas agruras e se mantém altivos na busca de seus sonhos, passo a passo, vencendo, com suas próprias forças os desafios que lhes são impostos?
- Não se pretende aqui uma solução maniqueísta: uns prestam outros não!
- Há valores em todos os lados: buscas, versos, culturas, amores, estilos...
- Resta dosarmos nossa compreensão do que significa sucesso...
- Talvez ele – sucesso - possa estar mais perto do que você imagina e não na formatação que as mídias nos mostram;
- Ainda, remotamente, alguém possa pensar que ter um lar, por mais modesto que seja; um trabalho, por mais simples que pareça; não sejam motivos de sucesso;
- Caso não se tenha um porto seguro, uma atividade, isso também não pode ser uma motivação para o insucesso: “químico ou físico”;
- Tristeza? Sim, com certeza, o momento é de mais um luto!
- Mais uma grande perda, fica a herança de uma melodia e versos que devem servir para confortar a alma: de quem fica e de quem parte!
- Redobrem-se as forças, enalteçam-se as virtudes: “a arte de sorrir, cada vez que a vida diz não”.
E como dizia o próprio Chorão:
LONGE DE VOCÊ
“Que mundo é esse que ninguém entende um sonho?
Que mundo é esse que ninguém sabe mais amar?
Pra tanta coisa que faz mal eu me disponho
Quando eu te vejo eu começo a sorrir
Eu começo a sorrir [...]
Molduras boas não salvam quadros ruins
Eu procurei a vida inteira sem saber bem pelo que [...]”
SÓ OS LOUCOS SABEM
Um homem quando está em paz
Não quer guerra com ninguém
Eu segurei minhas lágrimas
Pois não queria demonstrar a emoção
Já que estava ali só pra observar
E aprender um pouco mais sobre a percepção...
Grande abraço a todos, fé nos sonhos e compreensão da realidade!
Santiago, RS, 10 de março de 2013.
OSSOS DO OFÍCIO
Palavras dóceis
Transforma em fósseis
Uns corpos vivos
Pouco atrevidos
São mais nocivos
Que amor bandido
Pra plenitude
Sem fala rude
Mais atitude
É decisivo!
AQUILO QUE PRANTO
Quanto mais eu avanço
Menores são meus ranços
Cá dentro do meu rancho
Saudades eu arranjo
A vida é um gancho
Certa como carancho
Lá pelo Campo Santo
Alegre seja o pranto!
CREPÚSCULO
No oriente brilha lua
No ocidente a luz recua
Mais uma noite se aproxima
Um sol laranjo se dizima
Que mistérios têm lá em cima?
No lusco-fusco nos ensina
Nem sempre é o brilho que fascina
Um acalanto pra retina
Em meio a tanta pantumima
Penumbra de paz repentina
Depois de mais uma rotina!
SALVA-VIDAS
Que vida mais atrevida
Qual será minha medida
Vai curando umas feridas
Noutras pontas sem saída
Parecendo um suicida
Sendo salvo: amor da vida!
FISGA SOLAR
Que atração radiante o sol
É uma dádiva que fisga
Mais que um peixe olhar pro anzol
Vai clareando alguma cisma
Ceva os sonhos de um mortal
Que mal sabe o que precisa
Meio-dia tudo igual
Quando a sombra está concisa
Reconforta um ideal
Que "é levado" mais acima!
ENQUADRADO
Emoldurados ficaram os registros dos tempos
Foram muito mais alegrias do que sofrimento
Bela experiência se fez crescer no pertencimento
Traços bem fortes não quedarão no esquecimento
Quadros pra outra parede vão sem ressentimento.
SOBRE O ENTULHO
Enquanto há gritos e desespero
Bombas e explosões
Orações prum globo mais sereno
Longe da escuridão
Que os escombros sejam amenos
Força e reconstrução
Naqueles exemplos Nazarenos
Luz e Evolução!
EPA EPA EPA
Epa epa epa epa!
Pouco se liga para a letra
Mais preocupados com a treta
Nova atenção é o que interessa
Pouca curtida já estressa
Porque pra ser legal à beça
Tem que vestir a nova beca
Que te transforma num babaca!
ALVORADA
Lá vem mais uma madrugada
E tu onde andas amigo?
Sempre sinueleiro do dia
Se faz Luz para as alvoradas
A ti cada vez mais bendigo
Exemplo de vida sadia
Parceiro em qualquer empreitada
Que não foge nem do perigo
Em inabalável porfia.
CAIOU A CASA
E o que foi lar virou escombro
Caiu a casa do Abreu
Um santiaguense sem mais forma
Falou da vida e seus tombos
E com palavras mundo ergueu
Caiou na alma uma reforma!
DOCE SALINA
Com muita manga pra pouco pano
Nas braçadas contra correnteza
Bem mais dócil é seguir o fluxo
Pra descobrir o sal do oceano
Muitas dúvidas, poucas certezas
Auxiliam a aguentar o repuxo.
MELODIA
Tantos sons distorcidos
Mais música aos ouvidos
Sem rusgas no "sentido"
Aprumo erigido
Prazer de paz "consigo"!
CATACUMBA
Há uma dor tão profunda
Que a escuridão inunda
Mais baixo mais afunda
Vai dobrando a corcunda
A má fase retumba
Na esperança fecunda
Saia da catacumba!
POR UM FIO
Mais um ano findou
Algo de bom ficou
No rastro aprendizado
Norte a ser enfrentado
Com novo desafio
E a vida por um fio!
O que ontem era meta, hoje é apenas mais uma etapa, e é no somatório destas que nos aproximamos do êxito: em tudo!
(Alfredo Bochi Brum)
HALO LUNAR
Pra ninguém mais falo
Onde está a beleza
Lua com seu halo
Anel de leveza
Faz sair do ralo
Força de certeza
O que era malo
Circundou pureza
Acordou o galo
Vigilância acesa
Como um gargalo
Trava a impureza.
NAVALHA
Quando nada mais te serve
Só no outro encontras falha
Flerteies alguma verve
Prum horizonte que o valha
E a ti mesmo observes
Deixando de ser navalha!
ENCONTRO DAS ÁGUAS
Com pensamentos meio alerdes
Vai despertando a madrugada
Mais vigilância há de terdes
Sobre tua própria empreitada
Seguindo o Sol ninguém se perde
Invade o mar cuia cevada
Purificado mate verde
Nesse Santo encontro das águas.
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