De Repente Nao mais que Derepente

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A gente procura a felicidade geralmente tão longe, se estica tanto para alcancá-la, mas, no fundo, ela está nas miudezas do dia-a-dia capazes de aquecer o nosso coração.
Nas coisas mais simples do mundo.
No amor.

O analfabeto funcional lê todas as sentenças em sentido absoluto, material e chapado, como se fossem juízos atomísticos num manual de química. É insensível às nuances, imprecisões e ambigüidades que tornam possível a linguagem literária. Objeções levantadas por um analfabeto funcional são irrespondíveis, pois versam sobre objetos da sua própria invenção, alheios àquilo que ele imagina questionar.

O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo.

O bom dos relacionamentos é que acabamos esquecendo como começaram.

Há tanto casal errado e portanto tanta infelicidade no mundo porque pais avarentos ou burros combinam antes bens que caracteres.

Uma noite com álcool deixa um clima filosófico, atrevido, e pouco a pouco vai se transformando num punhado de histórias pra ficar matutando em memória.

Quando veres dois burros debatendo, interfira imediatamente, quando veres dois psicopatas debatendo, afaste-se já.

"" Quero te dar na minha amizade sincera
A luz que você espera
Pra afastar a solidão

Quero te dar um olá que mude seu dia
Que te traga alegria, fantasia
E paz em seu coração

Quero ser tão pouco
Mas ao mesmo tempo o bastante
Que vc possa sempre contar comigo...
Quero muito, ser seu amigo...

E se a vontade de estar perto, apertar
Mesmo distantes poderemos comemorar
Pois nossa amizade é um bem que veio para ficar...""

Às vezes é preciso ficarmos sozinhos para sentirmos a real presença daquilo que nos faz bem.

O preço da tirania, é o isolamento.

Convém ao homem dar maior atenção à alma do que ao corpo, pois a excelência da alma corrige a fraqueza do corpo; a fraqueza do corpo, contudo, sem a razão, é incapaz de melhorar a alma.

Eu, quando visto pelo outro.

Quem sou eu? Eu vivo pra saber. Interessante descoberta que passa o tempo todo pela experiência de ser e estar no mundo. Eu sou e me descubro ainda mais no que faço. Faço e me descubro ainda mais no que sou. Partes que se complementam.

O interessante é que a matriz de tudo é o "ser". É nele que a vida brota como fonte original. O ser confuso, precário, esboço imperfeito de uma perfeição querida, desejada, amada.

Vez em quando, eu me vejo no que os outros dizem e acham sobre mim. Uma manchete de jornal, um comentário na internet, ou até mesmo um email que chega com o poder de confidenciar impressões. É interessante. Tudo é mecanismo de descoberta. Para afirmar o que sou, mas também para confirmar o que não sou.

Há coisas que leio sobre mim que iluminam ainda mais as minhas opções, sobretudo quando dizem o absolutamente contrário do que sei sobre mim mesmo. Reduções simplistas, frases apressadas que são próprias dos dias que vivemos.

O mundo e suas complexidades. As pessoas e suas necessidades de notícias, fatos novos, pessoas que se prestam a ocupar os espaços vazios, metáforas de almas que não buscam transcendências, mas que se aprisionam na imanência tortuosa do cotidiano. Tudo é vida a nos provocar reações.

Eu reajo. Fico feliz com o carinho que recebo, vozes ocultas que não publico, e faço das afrontas um ponto de recomeço. É neste equilíbrio que vou desvelando o que sou e o que ainda devo ser, pela força do aprimoramento.

Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo. Ou porque sou projetado melhor do que sou, ou porque projetado pior. Não quero nenhum dos dois. Eu sei quem eu sou. Os outros me imaginam. Inevitável destino de ser humano, de estabelecer vínculos, cruzar olhares, estender as mãos, encurtar distâncias.

Somos vítimas, mas também vitimamos. Não estamos fora dos preconceitos do mundo. Costumamos habitar a indesejada guarita de onde vigiamos a vida. Protegidos, lançamos nossos olhos curiosos sobre os que se aproximam, sobre os que se destacam, e instintivamente preparamos reações, opiniões. O desafio é não apontar as armas, mas permitir que a aproximação nos permita uma visão aprimorada. No aparente inimigo pode estar um amigo em potencial. Regra simples, mas aprendizado duro.

Mas ninguém nos prometeu que seria fácil. Quem quiser fazer diferença na história da humanidade terá que ser purificado neste processo. Sigamos juntos. Mesmo que não nos conheçamos. Sigamos, mas sem imaginar muito o que o outro é. A realidade ainda é base sólida do ser.

Se você é um brasileiro intelectualmente superior, muitas pessoas em torno o verão como uma instituição, um prédio, um monumento, às vezes algum tipo de fantasma ou vampiro, e terão extrema dificuldade de perceber seus sentimentos, seus estados interiores, suas afeições e sofrimentos. Só dirão que você é humano quando querem acusá-lo de algum erro.

“Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais”

O critério infalível para identificar um idiota é que ele fala da espécie humana com ares de superior desprezo olímpico.

Ela teve uma vida solitária, mas se esforçou ao máximo para viver. Sempre com um sorriso, determinada a ser feliz.

Te amo pelo toque, pelo cheiro, pela palavra, pelo gesto, pelo suspiro, pelo beijo, pelo amor, te amo pela troca de sentimento, te amo pelo que somos e principalmente pelo que representamos um para o outro.

Muitos acham o fogo belo, mas poucos tem coragem de enfrentalo.

Ser pessoa é ser dono de si mesmo, saber lidar com suas limitações, saber o que você pode. Quantas vezes você se dispôs a ser o que não era, dizendo "sim" onde era para dizer "não". Tenha coragem de dizer: no meu território mando eu, e não abro mão disso.

Oceano Nox

Junto do mar, que erguia gravemente
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o vôo do pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,

Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas, vagamente...

Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que idéia gravitais?

Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais...