De Repente Nao mais que Derepente

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A ignorância mais perigosa é aquela que possui argumentos suficientes para parecer conhecimento.

O erro mais sofisticado é aquele que transforma sua própria refutação em prova de sua verdade.

Toda sociedade revela sua verdadeira moralidade naquilo que permite fazer ao mais fraco sem testemunhas.

Quanto mais uma sociedade teme o abuso do poder, mais deve desconfiar do poder sem limites criado para combatê-lo.

A desigualdade torna-se mais perigosa quando os ricos deixam de imaginar a vida dos pobres e os pobres deixam de imaginar outra vida.

O ser humano frequentemente defende suas crenças com mais força depois que deixa de saber por que acredita nelas.

Quando máquinas aprenderem a produzir respostas, a pergunta mais valiosa será quem decidiu quais perguntas fazer.

Talvez o futuro pertença menos aos que sabem prever mudanças e mais aos que sabem mudar sem perder seus princípios.

A violência política é mais perigosa quando aprende a vestir a linguagem da legalidade.

A violência pergunta quem é mais forte; o Direito pergunta qual força pode ser legitimamente exercida sobre alguém.

Toda política de segurança revela aquilo que o Estado considera mais urgente proteger.

Toda instituição começa a morrer quando seus membros descobrem que obedecer à regra custa mais do que violá-la.

A impunidade é a pedagogia mais eficiente da corrupção: ensina pelo exemplo.

A corrupção é o momento em que alguém decide que sua vontade vale mais do que o direito dos outros.

O dano ambiental é a forma mais lenta de injustiça e, muitas vezes, a mais difícil de reparar.

Talvez a mais profunda função do Direito climático seja ensinar à humanidade que poder sem limite é apenas outra forma de vulnerabilidade.

Quanto mais inteligente se torna a máquina, mais indispensável se torna a responsabilidade humana.

Nenhum código deve ser mais poderoso que a Constituição que o limita.

Quanto mais invisível é o algoritmo, maior deve ser a luz do Direito.

Toda tecnologia que torna a decisão mais fácil torna ainda mais necessária a pergunta: ela continua sendo justa?