De Repente Nao mais que Derepente
Eu=VC2
O tempo passa mais devagar para alguém que se desloca em grande velocidade e intensidade em relação ao outro. A relatividade, dentre outras coisas, atesta que, quem ama não tem a mesma percepção do tempo, de quem não ama. Estar contigo prova esta teoria.
Dia da saudade
Lembro de quando era mais novo e nenhuma saudade morava em mim.
A saudade parece ser um diálogo silencioso entre quem ficou e quem segue.
Mia Couto a descreveu como uma tatuagem na alma, afirmando que só nos livraremos dela perdendo um pedaço de nós.
É a palavra que usamos para abraçar quem não está por perto.
Rubem Alves, ao nomeá-la, disse que a saudade é a nossa alma dizendo para onde quer voltar.
Acho que ela é o instante querendo reacontecer.
"Natal é renascimento...
é uma nova oportunidade de ser,
É mais significado, que festa.
É ver sacralidade na rotina de um jantar,
É quando Deus se limitou a um só lugar.
É prova que o finito, pode conter um Infinito.
É sentir Deus em um menino.
É repartir esse Deus, em fatias de pão.
Natal é época de se repartir, e sempre sobrar."
CRIANÇA
Ser que necessita muito mais que proteção.
Carece de carinho, orientação.
Um lugar seguro para crescer.
Precisa de boa alimentação,
E toda tipo de educação.
✿ Ainda que tenha as mais difíceis e dolorosas provações, permaneço a minha fé e a minha esperança sempre vivas pois : Tudo posso naquele que me fortalece !
Liahna Mell
"Tornado forçosamente póstumo com a partida, numa ironia da vida: é preciso mais de uma vida, para entender uma vida inteira"!
Na vida, o maior risco é não correr riscos: a importância de estar presente, é que alguém querido pode não estar sempre próximo!
Encaro o espelho, em vez de entregar meus sonhos ao medo... em todo caminho alguém deveria buscar o que é significativo, e não seguir o que é cômodo!
"Eu me perdoo, pelos erros de ontem", vejo agora, que alguém que me ouve sabe de algo que eu não sei!
Existem alguns animais que usam mais a cabeça que algumas pessoas, a vida é de oportunidades, e não de oportunistas... eis um diálogo comprometedor:
Existe uma pequena cama para dois com sono e um vira para o outro e diz que dorme na cama e ele no chao; um pergunta ao outro porque dormir no chao e não ele; o outro responde que tem dores nas costas; um pergunta ao outro que tipo de dor ele sente e ele responde que quando dorme no chão a dor aparece!
Quando desiludido com as pessoas, "nunca vi um homem lutar tanto para acabar onde começou"; nesta vida, nenhum território é definitivo de ninguém!
Destino se colhe, o que se encolhe é sem frutos; que se desfaça o nó do destino, e com a vida seja um só!
Vou falar a coisa mais séria do mundo, mas de um jeito banal: o que é leve, é simples!
Nos momentos conturbados da vida onde um coração acumula memórias amargas, o seu ressentimento resseca o riso do íntimo, que chega para confundir, e não para explicar a alguém!
Era o que sempre sonhei e nem sabia, mas sempre tive certeza: "quando somos maiores que nossos medos, uma hora a gente olha para trás e se dá conta de que pode muito mais"!
"Meu sorriso foi abençoado hoje, hoje o dia está tão belo que vou chamá-lo de eu"; se alguém soubesse do que a vida já o livrou, agradeceria a ela até pelas portas fechadas!
Até mais tarde para mim espero ficar, talvez, até poder contar o final da minha história... se o tempo não se entediar talvez!
Só porque um cadarço de sapato esteja desamarrado, não significa que os passos sejam frouxos; posso receber muitas críticas, mas será que às pessoas estão preparadas para mim?
Felizmente, sem conclusão, tem começos que o fim não passa na mente; um recomeço é minha vida e não pretendo desviver!
Isto não é apenas sobre uma vida, mas uma viagem até o limite de um horizonte enquanto a vida permitir: quer fazer um homem feliz... apenas me abrace e não me entenda enquanto o tempo nos espera!
Combate à Corrupção
A normalização da corrupção revela um fenômeno ainda mais grave: a erosão da consciência coletiva. Quando práticas ilícitas deixam de causar indignação social, instala-se o que Hannah Arendt denominou de “banalidade do mal”, agora adaptada ao contexto administrativo e político. O Direito, que deveria funcionar como barreira contra o arbítrio, frequentemente é manipulado para legitimar injustiças, blindar poderosos e criminalizar seletivamente.
A polarização ideológica extremada, por sua vez, atua como cortina de fumaça, desviando o debate público de questões estruturais e fragmentando a sociedade em campos inimigos, incapazes de dialogar. Nesse ambiente, a democracia se enfraquece, pois o dissenso saudável é substituído pelo ódio, e a crítica racional cede espaço à militância acrítica.
Um Mestre para a Eternidade.
Morre o Homem; nasce a Lenda.
Minas Gerais amanhece mais silenciosa. A ciência penal brasileira perde uma de suas mais elevadas consciências, e o Direito, órfão, curva-se em reverência. Parte um mestre; permanece um legado. O professor Geraldo Barbosa do Nascimento atravessa agora o limiar do tempo humano para habitar a eternidade dos justos — daqueles que ensinaram não apenas normas, mas valores; não apenas leis, mas humanidade.
Foi no alvorecer da década de 1990, em Teófilo Otoni, quando ingressei na Faculdade de Direito, que tive o privilégio raro de conhecer aquele que se revelou o mais completo professor de Direito Penal que Minas Gerais já produziu. O Dr. Geraldo Barbosa não ensinava códigos: formava consciências. Sua sala de aula era um espaço de reflexão ética, de densidade filosófica e de profundo compromisso social.
Com sabedoria incomum, ensinava a ciência penal brasileira dialogando com o Direito Comparado, trazendo à vida autores clássicos e modernos, como o mestre espanhol Sebastián Soler, e tantos outros que encontravam, em sua voz serena, tradução viva e atual. O “Dr. Geraldinho”, como era carinhosamente chamado, possuía a rara virtude de tornar o complexo compreensível sem jamais empobrecer o conteúdo — sinal inequívoco dos grandes mestres.
Sua atuação profissional foi marcada por ética inabalável, zelo acadêmico e distinção intelectual. Em tempos de superficialidade e pragmatismo raso, o professor Geraldo Barbosa era resistência: acreditava na função civilizatória do Direito Penal, na dignidade da pessoa humana e no papel do jurista como guardião da justiça e da razão.
Hoje, o Direito brasileiro perde uma de suas maiores autoridades. A academia perde um farol. A sociedade perde um intérprete sensível da dor humana. Mas o céu — se houver salas de aula na eternidade — ganha um professor completo, incumbido de ensinar princípios éticos, valores morais e o verdadeiro sentido da justiça.
Aos familiares, amigos, alunos e admiradores, ficam as mais profundas condolências e o abraço solidário diante dessa perda irreparável. Que encontrem conforto na certeza de que o professor Geraldo Barbosa do Nascimento não partiu: foi eternizado na memória jurídica, moral e humana de todos que tiveram o privilégio de aprender com ele.
O mestre se vai.
O legado permanece.
E a ciência penal agradece, em silêncio reverente.
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