Dança
Fandango Parnanguara
Estalam os sons dos tamancos,
te trouxe pela mão para dançar
comigo fandango no salão,
Quero e como quero sem explicação
ao som das violas, da rabeca,
do adufo e sem dizer uma palavra
você vai entender a declaração
desta caiçara e na intensidade
dos nossos passos da coreografia
deste Fandango Parnanguara.
Você sabe como quero e o quê de ti
eu quero quando a dança terminar,
Não será preciso dizer uma só
palavra apenas deverá partir de você
o convite que faz o peito disparar,
porque não há mais o quê nem
mesmo nessa rosa a gente disfarçar,
porque o amor chegou bonito sem
avisar tirou nós dois para dançar.
O quê este Fandango Parnanguara
uniu ninguém vai separar,
Algo já estava acontecendo
mesmo a gente resistindo em reparar
que em tudo o quê fazíamos
um pelo outro que o amor no fundo
já estava escondidinho lá,
O quê faltava mesmo é o Fandango Parnanguara nos encaminhar...
Catira
Teus olhos me buscaram
enquanto você na fileira
estava dançando Catira,
Depois deste dia
encontrei o real sentido
para a minha vida,
Decidi seguir contigo inteira
para onde você for,
Porque onde você estiver
é ali que se encontra o amor.
Bloco dos Caretas
Te amar é sem máscaras,
mas hoje é diferente,
estaremos medonhos
dançando no Bloco dos Caretas,
Você que é o amor que um dia
virá e será razão dos meus poemas.
Dança de São Gonçalo
Não perdi o meu
espírito paranista
de dançar de roda,
Quando ouço um
elogio seu fico prosa,
É na Dança de São Gonçalo
que você vai dedicar
um ato para deixar
o meu coração apaixonado.
Boi paranista
O meu Boi paranista,
é Boi de Mamão,
Ele dança na praia
com toda a vibração,
Ele dança no pasto
e não para nunca não;
Ele é o meu querido
que deixa sempre
o coração apaixonado,
Não existe boi no mundo
que seja mais amado.
Dança do Mastro
Fitas coloridas foram
amarradas ao mastro,
Sim, fitas de cetim
que lembram bem
o meu jeito macio,
Com muito carinho
hei de trazer você
bem pertinho de mim
quando a música começar,
a gente irá dançar
e nunca mais iremos nos desgrudar.
Dança das Fitas
Tem gente que acha
que é o mastro
da Dança das Fitas
e que pode falar
o quê vem na cabeça,
Não se esqueça
que o mundo gira,
e que amanhã é outro dia.
Boi de Mamão paranaense
O meu Boi de Mamão
paranaense nasceu
para dançar com toda a gente
que por aqui chegar
a dança do Pau-de-fitas,
Se você não vê
encanto e poesia nisso,
Chega mais escolha
a sua fita de cor favorita
sabendo que vou te ensinar
e na hora que começar
parado com a mesma
você não vai ter como ficar.
As auroras austral e boreal
são as danças dos deuses,
do nossos hemisférios
elas derrotarão os reveses.
Mesmo que ninguém creia
estão escritas nas estrelas
as evidentes exegeses
aos que sabem bem lê-las.
Dizer não à guerra ainda
inspira mesmo que uns
não tenham mais fé na vida.
Tirar o sapato apertado
para andar com os pés
descalços é o urgente apelo.
Batuque
Dançadores deste terreiro
do chão batido deste nosso
bonito Brasil Brasileiro
onde toca o Tambu fortemente
que ao povo contagia,
onde Quinjengue com energia
toca para o povo que não
perder a sua fé nesta vida,
onde toca a Matraca imparável
e o Guaiá infinito,
todos nascidos para nos unir
neste Batuque com o Divino.
Siriri
A tua voz macia
na toada do Siriri,
Na minha mente
está gravada
e ando dançando
até debaixo da chuva
me preparando
para a próxima vez
que a gente se encontrar
e em mim você vai notar
que o amor chegou para ficar.
Cururu
Balançando a minha saia
dançando o Cururu,
Você percebeu que não
sou para o bico de qualquer um,
Você não me troca por
outra na vida de jeito nenhum.
Cateretê
Duas violas, um violão
paz e amor no meu coração
para tocar, cantar e dançar
o Cateretê para festejar o Divino,
celebrar as graças de São Benedito
e fazer a festa da Santa Cruz,
não precisa mais do que isso
para fazer bonito até o Sol raiar.
Jongo
Chocalhos e tambores
para acompanhar a voz,
O Jongo é festa e prece
para cantar e dançar
enquanto se desata os nós,
No final é comigo que
você vai ficar e outra
alternativa não haverá a não
ser me amar ou me amar.
Fandango Quilombola
O meu sangue é
Quilombo Fandango,
é por isso que eu canto,
sigo dançando
este Fandango Quilombola
e faço questão
de esquecer até da hora.
Ciranda
Da Zaranda que virou Ciranda
lembro-me da primeira
dança da minha infância
que enraizou-me na terra
de tal maneira que virei poeta
que cirandeia com as letras
enquanto as pega emprestadas
com a Lua enquanto escuta
e canta as cirandas de Lia
protagonizando a interminável
com toda a possível Poesia.
Ciranda-baile
O meu olhar te busca
na Abertura desta Ciranda-baile,
Dançamos com malemolências
mil todas as miudezas,
E no Encerramento nos demos
conta que percebemos que
sem querer estamos morando dentro
Caxambu
Tocam o Caxambu,
o Candongueiro,
a Angoma-puíta
os primeiros toques
com o dançador solista,
Todos repetem
o refrão da música,
E percebi que encontrei
o amor pela primeira
vez na vida com direito
a Caxambu e muita poesia
no terreiro de terra recém batida.
Mineiro-Pau
Coloco para dançar
o Boi Pintadinho,
a Mulinha, o Jaguará
e os Cabeções
no ritmo do Mineiro-Pau,
Você vai se apaixonar
por mim de maneira sem igual.
Ciranda do Nordeste
Deixando-me levar pela música,
poesia e dança de roda
da Ciranda do Nordeste
até a viração da noite
para a madrugada ainda busco
ser amada nesta Zona da Mata
pedindo à Nossa Senhora
que me traga um bom marido
seja caixeiro ou vaqueiro
e que queira viver bem comigo
neste mundo que não tem
o luxo de ser como Pernambuco
que faz fez para tudo
cantando e fazendo roda de Ciranda
para superar e agradecer ao Criador.
