Dança
Os astros dançam
sobre a Baía de Babitonga,
De embalar a sua imagem
já perdi a minha conta.
O meu endereço austral
está escrito neste Hemisfério,
E no coração o poderoso
e mais sagrado mistério.
As correntes conduzem
para a Ilha de Mandijituba
sob esta fase da Lua oculta.
Tenho todos os mais
altos sinais de pertença:
amar esta terra é a sentença.
Tem quem segura tua mão no meio da tempestade,quem dança junto,quem abre o guarda chuvas,e quem grita pra você se proteger,
saiba quem escolher.
Aprecie o artesão, o artista, o músico, o dançarino, o poeta, o escritor e o influencer da sua cidades, inspirar pessoas ajuda a manter a chama da cultura acesa.
No nosso espaço
íntimo e sideral
em busca do meu
astronauta correto
para dançar unidos
no ritmo do Universo.
Não deixo ser um
satélite com um
parafuso solto
que só se ajusta
com um aperto
e um doce beijo;
No nosso ir e vir
temos sempre
motivos sobrando
para fugir deste
mundo insano.
Não deixo de ser
Lua ao ter você
ao redor da minha
órbita fugindo
desta Humanidade
enfadonha e estúpida;
Ser feliz é o maior
ambicioso plano,
te quero do jeito
que você vier,
tens a liberdade
de fazer o quê quiser.
Pestanas do infinito
dançam de encanto
total e derradeiro
no nosso Universo
em hipnótico ritmo.
Caminho para baixar
as guardas, fazer
abandonar as armas
e render corações
para recusarem à guerra.
Desejo como o Sol ao luar
com toda a paz sublime
e o amor manhoso:
que só eu posso te dar
em toda a face da Terra.
Nuvens de Magalhães
iluminam o trajeto
que me trará até você
num paraíso deserto,
e a sós nos encontraremos.
Onde a Lua, Júpiter
e a graça da Aurora
dançam no Universo,
De minha mão própria
eu confesso que quero
na vida só o teu amor;
E sem temer pestes,
guerras ou temporais
sem possuir nada,
sem data e hora marcadas,
No meu canto quieto
é que eu te espero,
até tolerando o intolerável;
Porque nós sabemos
que é questão de tempo,
a História e o mundo nossos.
O Quilombo dançante
no Pagode de Amarantes,
E teus olhos brilhantes
mais do que diamantes
dançam com os meus;
O amor é o início,
o ritmo e o último destino
que nas estrelas foi escrito,
e a cada dia mais tenho
certeza de que você é meu.
Com os cordões
da amada Marujada
de todos os lugares,
Como Saloia libertada
dançando o Retumbão
na sua imaginação
sob a bênção e proteção
do bom São Benedito,
Ganhei o seu coração
e você quer o tempo
todo se casar comigo.
Com a minha saia rodada
junto com as moças
da cidade estamos chegando
para a Dança do Caroço,
Requebrando para ser
centro das atenções,
Na verdade quero mesmo
é chamar a sua atenção,
te inundar de paixão
e fazer que para mim
nunca nesta vida diga não.
O cortejo da Dança
de São Gonçalo
seguindo o padre
entoando a canção
pela nossa cidade,
Todos nós entrando
no salão e você
com o seu violão
demonstrando
no olhar muito
amor e sinceridade,
Te quero do jeito
que tu vens sem
nada pedir de ti,
a não ser o teu
amor na imensidade.
Rabeca, pandeiro e ganzá
para tocar o Cavalo Marinho,
Todos nós vamos dançar
cada um com seu cordão
e com com arcos de fitas na mão,
Quem sabe o teu amor
vou encontrar no meio da multidão,
e farei você cair na minha sedução.
Pelo quilombo eu sou
Caxambu espalhado,
bem tocado e dançado,
Poesia imparável que
nem mesmo o tempo
pode vir a capturar,
Estou presente aqui
e por todo o lugar,
Você pode ir por aí,
Mas sou eu o amor
que chegou para ficar.
Não vejo a hora
de aprender
a dançar a tão
esquecida Xiba,
A memória é
importante
para manter
a alma da Nação
sempre viva,
Sem você notar
você já é toda
a minha poesia
e amor bonito que
pedi a Deus nesta vida.
Homens para lá e mulheres para cá,
como você veio vistoso
para nesta festa comigo dançar;
Chegou a hora da gente
a vida aproveitar,
e nada mais vai nos segurar.
Ouvimos o chorado,
e fomos para a dança grande,
Foi no cortejamento que
pude perceber que o amor é grande,
É nesta Dança do Lelê
que pude eu perceber
o quanto amo muito amar você.
Até a hora da talavera
nesta Dança do Péla
de braços dados com você
bailando neste Lelê,
Acontece sempre uma coisa
gostosa quando encosto em você.
Na hora do cajueiro,
nesta Dança do Velhos
saudamos, juntamos castanhas
e entregamos o caju;
O quê na verdade eu quero
mesmo é entregar o meu beijo
e te ocupar todo com o meu desejo.
No centro da roda
foi a sua vez de estar,
Você cantou animado
para a gente dançar
a Dança do Tamanduá,
Os teus olhos de mim
você não parou de tirar,
Os meus olhos não
olhavam para outro lugar,
Foi assim que a gente
começou a namorar.
Na Ciranda Pantaneira
dançando com você
pude perceber o quê
significa desejar alguém,
E ao mesmo tempo
tocar com as duas
mãos o universo inteiro,
Em mim carrego o orgulho
de ter o teu nome
guardado no meu silêncio
e o teu amor resguardado
o tempo todo no meu peito.
