Dança
A Celebração da Ignorância
A celebração da ignorância, expressa na dança e na canção sobre o sofrimento alheio, revela a profunda falta de empatia e a desumanização das vítimas. Essa atitude grotesca demonstra a inversão de valores, onde a insensibilidade e a crueldade são celebradas como virtudes.
Sabe o que me dói? Não é do nada escutar a nossa música preferida a que dançávamos e lembrar de você dançando comigo. Nós rindo e se amando, o mais engraçado nisso tudo é que tenho a certeza que me amava, era só nós dois ali. Mas só dói ter amado demais, ter me entregado demais a quem nunca mereceu um milésimo do meu amor. A quem mentiu mesmo amando, a quem usou mesmo amando a quem traiu mesmo amando. E o pior é que eu sabia! Então hoje o que dói não é a falta de você, não é a falta do seu beijo, não é a falta do seu abraço, não é a falta do seu amor. Não é isso que dói! O que dói lá na alma é quantas vezes são todas às vezes que me deixei levar pelo seu papo leve, seu "amor" te amei mais do que a mim mesmo. Então me faz um favor, para de repente pensar em mim! Para de repente lembrar que o que teve comigo não vai voltar, e seu coração acelerar pensando em mim, só para e me tira do seu pensamento. Acabou, mas eu sinto daqui a, parece que toda vez que pensa, me chama e não quero mais ouvir sua voz e lembrar que um dia existiu. E vamos respeitar isso, por favor, eu não quero mais sofrer, eu não aguento, mais sofrer. Por favor, para de me matar até a distância! Até sua saudade é tóxica mesmo eu não te amando mais!
Sob um céu onde o tempo se desfaz,
Duas almas encontram o eterno compasso.
Na dança macabra entre a vida e a morte,
Se entrelaçam, desafiando o corte.
Os ecos de um juramento sagrado,
Ressoam nas criptas onde o silêncio é guardado.
Nem o frio do mármore, nem o peso do chão,
Pode deter a ardente união.
Eles caminham entre o limiar sombrio,
Sombras e luz fundem seu brilho.
E em cada suspiro, em cada tormento,
Renascem, imortais, em doce sofrimento.
Quando o véu da mortalha cobre seus olhos,
Ainda assim, suas almas, eternos escolhos,
Se encontram, se tocam, se tornam um só,
Num amor que o cosmos nunca destrói.
As estrelas podem cair e o mundo ruir,
Mas na vastidão do além irão insistir,
Porque mesmo diante do abismo e seu poder,
Essas almas juraram nunca se perder.
No mundo animal, com a dança do acasalamento, o conquistador monogâmico procurará demonstrar toda a sua exuberância, força e virtudes, normalmente em uma única vez para o alvo da conquista. Tendo êxito, os defeitos surgirão em seguida.
Da mesma forma, com o ser humano não é diferente. Para minimizar riscos, a racionalidade, a intuição e, principalmente, o tempo antes da rendição são importantes, mas sem garantia de imunidade.
O som toca a pele da gente, penetra a alma e encanta porque tira pra dançar os nossos sentidos. É que sua harmonia vibra como convite do universo reverberando nossas memórias e imaginação. A música é expressão do que temos!
SALINAS
Moinhos dançam
canções de ofício,
nos alicerces
dos areais.
Varões vermelhos
de sol, de sal,
cumprem seus ritos
originalmente
salariais.
Aos olhos leigos
é tudo idílio;
poesia e mar;
não tem segredo;
paz transversal.
Ninguém escuta
o que se geme,
do sol bem cedo
ao pôr-do-sal.
RAPUNZEL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Não me tire pra dança das quimeras
em um baile de afetos mascarados,
tenho muitos passados que me avisam
dos perigos de amar sem pé no chão...
Mostre o rosto, revele a natureza
da resposta que habita os seus sentidos;
tenho a mesa, disponha logo as cartas
pra que o jogo defina suas regras...
Quero amor ou farelos afetivos,
mas não quero saber de não saber;
meus motivos escorrem das feridas...
Ame, jogue ou retire as esperanças,
lance as tranças ou saia da janela
e recolha o castelo que vislumbro...
Quando a espada oprime a cruz... a música fere a dança... e o rumo certo é a contramão: há um túnel no fim da luz... um gafanhoto sobre a esperança... uma mudança sem caminhão.
TRILHA SONORA
Demétrio Sena
Quando a chuva tocava no telhado,
eu menino, dançava em pensamento,
num encanto infantil inexplicado
que fazia esquecer qualquer lamento...
Muitas vezes cantava junto ao vento
a canção do silêncio e do segredo;
era quando enxotava o sentimento
de tristeza, solidão ou de medo...
Passarada nos galhos do arvoredo
me deixavam contente pra valer;
gibis velhos rangiam no meu dedo;
nem sabiam que eu nem sabia ler...
E a lenha estalando logo cedo
no fogão embolsado a barro branco,
meu avô de semblante sempre azedo
arrastando na casa o seu tamanco...
Os cachorros latindo do barranco,
pros meninos apostando corrida,
o Gordini que pegava no tranco,
entre gritos iguais aos de torcida...
Cantorias de galos, seresteiros,
o apito do trem ao dar partida
e tambores distantes de terreiros,
são a trilha de sons da minha vida...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Entre a dança das nuvens, a lua salpicou como uma menina peralta brincando de esconde-esconde entre o sol e a terra encantando o mundo com seu tom avermelhado.
“O Senhor te abençoe. Ele encha teus pés com dança e teus braços com poder; teus olhos com sorrisos, teus ouvidos com música e tuas narinas com aromas. Ele encha tua boca com júbilo e teu coração com alegria. Ele te dê forças para serdes um reflexo da esperança”.
A dança é capaz de traduzir os sentimentos da alma....
Mutas vezes deixamos de praticar a dança ,por acreditar que devemos seguir uma coreografia já pronta. E tentando imitar alguém,ficamos robotizados,e o resultado é a frustração e desistência.
A dança é um movimento livre,um querer se jogar.. A liberdade do corpo seguindo o ritmo da musica que envolve a alma.
A terapia dos movimentos alivia a tensão,baixa o estres e melhora a depressão,porque regula os níveis de serotonina e dopamina,hormônios que nos motiva a impulsionar em direção as metas e desejos.
A cada novo passo que dominamos,experimentamos um ganho na confiança.
Quando dançamos,esboçamos um sorriso espontâneo...significa que estamos nos permitindo ser feliz. Então,escolha o seu estilo e nos seus passos,bora ser muito feliz!
O tempo já não me pede urgências, ele apenas dança, dissolvendo-se na brisa suave que toca minha pele. Sou um rio sem margens, fluindo sem destino, abraçando o infinito com cada pulsação do meu peito.
O silêncio, antes esquivo, agora é meu mais fiel companheiro. Ele sussurra verdades que sempre estiveram aqui, ocultas sob a pressa dos dias que já não contam. Sigo sem posse, sem medo, apenas sendo, leve, vasto, eterno.
O ar vem e vai, beijando-me como um amante que não deseja prender, apenas tocar. E em cada respiro, descubro que nunca estive fora daquilo que sempre foi casa. O coração pulsa, mas sem urgência. Ele conhece a melodia dos que já não buscam, apenas habitam o instante.
E nesse repouso, nesse abandono doce ao que é, encontro a maior das alegrias: ser.
Rejeição ou Redirecionamento? A Dança do Destino
Há momentos em que a rejeição não chega com palavras duras ou despedidas formais. Ela vem sorrateira, como um vento que muda de direção sem aviso, levando consigo presenças que antes preenchiam nossos dias. O espaço outrora habitado por olhares cúmplices e risadas compartilhadas se torna um vazio profundo, e nos perguntamos o que fizemos de errado, por que nosso afeto, entregue de coração aberto, não foi suficiente para manter alguém por perto.
Mas há um mistério que transforma a dor em entendimento: nem toda partida é perda, e nem toda rejeição é negativa. Às vezes, é apenas o universo nos conduzindo com mãos invisíveis para longe do que não nos pertencia. Como um rio que sabe o caminho para o mar, a vida nos empurra, ainda que resistamos, para águas mais puras, mais profundas, onde nossa essência pode finalmente se expandir sem contenção.
Sim, é difícil aceitar o afastamento sem respostas. É doloroso sentir o calor de uma presença se tornar brisa fria, perceber que o brilho no olhar se apagou, que a melodia de uma voz que antes nos aquecia agora soa distante. Mas, quando a névoa da dor se dissipa, percebemos que cada ausência abre espaço para algo maior. O que partiu levou consigo o que não nos pertencia e, em seu lugar, a vida começa a desenhar novos encontros, mais alinhados com a verdade do nosso coração.
O amor genuíno nunca é um desperdício. Ele é um presente entregue ao universo, e quem não soube recebê-lo não era capaz de segurá-lo nas mãos. Não porque não fosse bonito, mas porque ainda não havia aprendido a vê-lo em sua grandeza. Então, ao invés de lamentar a perda, permitamos que o destino nos guie. Pois talvez a rejeição não tenha sido um fim, mas apenas um desvio para algo infinitamente melhor.
O Ser Divino que Mora em Mim
No silêncio da alma, um eco desperta, um sussurro que dança entre sonho e vento. Não é palavra, nem verso, nem canto, mas pulsa vivo, ardente, sedento.
Ecoa suave no peito trêmulo, como rio que abraça sua própria nascente. Não há templo, altar, ou promessa, apenas o instante, puro, presente.
Choro e riso são sua canção, a voz que vibra no coração. No amor, na dor, na brisa esquecida, Deus se revela na própria vida.
Quem ouve, sente; quem sente, vê: Deus não se esconde, Ele também mora em você.
Do infinito surgiu o princípio. A luz e a sombra dançavam sem forma, enquanto o tempo começava a traçar seu caminho. O homem e a mulher nasceram sem saber de onde vieram, sem compreender o propósito da existência. Tudo era passagem, transformação, mas ninguém se dava conta.
As estrelas brilhavam no céu, cumprindo silenciosamente seu papel. A lua observava, testemunha dos ciclos que nunca se interrompem. O vento sussurrava verdades esquecidas, enquanto o mar, imenso e profundo, guardava mistérios que ninguém ousava decifrar.
Pensaram que sabiam. Construíram certezas onde só havia dúvidas, repetiram ensinamentos que nunca foram completos. O que terminava, na verdade, não acabava, e o fim era apenas uma ilusão. Tudo se movia em uma dança que poucos percebiam. Mas agora, algo muda.
A fase racional chega, como um novo horizonte que se abre para aqueles que desejam enxergar. O que antes era vazio se torna compreensão. O universo, antes desencantado, começa a revelar seu brilho real. As portas se abrem para quem busca, para quem entende que nada está perdido, apenas oculto, esperando ser revelado.
Agora é o momento. O chamado ecoa no tempo. É para já, é para agora. Aqueles que despertam sabem que não existem verdades absolutas, apenas caminhos, apenas pistas. E quem as segue, finalmente, começa a ver.
