Da Solidao Cecilia Meirele
Estou de mãos dadas com as mãos da solidão,
companheira antiga que nunca me deixa ir.
Fiel guardiã dos meus silêncios,
ela caminha comigo pelas noites frias,
sussurrando verdades que o mundo não quer ouvir.
É presença que pesa, mas me mantém de pé,
é sombra que abraça quando ninguém me vê.
No confronto que há de vir,
sei que ela estará ali—
não como inimiga,
mas como lembrança viva
de que resisti,
mesmo quando tudo quis me impedir.
A solidão me segue,
mas também me ensina:
há forças que só nascem
quando estamos sós,
há dores que viram asas
no peito de quem não desiste de si.
Hoje
Os dias são de inverno
No inverno
os dias sempre são mais curtos
Mas existe a solidão lá fora
Embora
ela esteja aqui dentro há tempos
Pois os tempos não voltam
E as lembranças remontam
O meu dia aos avessos
E a cada dia mais frio
Tão frio quanto a madrugada
Desses dias de frio inverno
Resta escrever poesia
Fria, em seus mornos versos
O latido de cães
E as cantigas de roda de outrora
Agora, tudo isso
é coisa por demais antiga
Saudade verdadeira
Verdade da boa
O forno de pão
O chão de terra batida
Violão e conversa
Lembranças tão dispersas
Quanto estrelas no Céu
Isso é a vida
No início
Um papel em branco
... e bonito
No final
Um livro escrito de qualquer jeito
Com direito à notas de rodapé
Em tempos de outra estação
Infância de poetas
São sempre as mais felizes
ou talvez as mais tristes
de vez que o poeta existe
Pra que elas sejam sempre algo mais
Mesmo que sejam somente
as mais distantes
tão distantes que agora
Não existe diferença
entre as verdades e as mentiras
O vento sopra e a roda gira
Uma longa lista de lembranças
As quadras,
cantigas de roda
e canções pra lá de antigas
Pondero
Que nunca mais eu cantei como antes
Pois a dura vida de ontem
vivida de hora em hora
Eu vejo agora
Parece que durou
somente um mero instante.
Edson Ricardo Paiva.
Nos vales mais sombrios da vida, quando a alma deseja se isolar e o coração busca solidão, é exatamente ali que Jesus se faz mais presente. Ele não nos abandona nos momentos difíceis, mas desce ao vale conosco, permanece ao nosso lado e nos lembra: em Cristo, nunca estamos verdadeiramente sozinhos.
A liberdade é a chave da solidão, porque todo caminho verdadeiramente livre nos devolve ao espaço onde só nós podemos habitar: nós mesmos.
Somente depois de atravessarmos o rio chamado Solidão é que poderemos encontrar-nos na outra margem, nos encontrando encontraremos o outro.
Só RENASCE quem ousa mergulhar e atravessar o mais caudaloso dos rios, o RIO SOLIDÃO. Na outra margem você se encontra e encontra o DEUS VIVO!
Após dias, cansado e sedento
Num deserto de solidão
de um clima seco de sentimentos,
pude avistar a minha salvação,
meu momento de refrigério,
até poderia ser uma ilusão,
mas não, era uma ninfa de vermelho
que tinha vindo buscar-me
pra um oásis eterno.
Um dia na solidão,
em casa sozinha, de cabeça vazia,
não sabia o que fazia, para preencher meu coração, DEUS veio na minha direção, estendeu a sua mão, e me levantou do chão...
Até hoje estou de pé, com agraça de Deus;
Com o amor de Deus, pai... Pra sempre, grata.
Deus meu pai, te amo...
Deus é amor, te amo...
Deus é fiel, acredito...
Deus é bom, demais...
Deus é amor, amor eterno de pai.
“A maior doença do idoso muitas vezes é a solidão. A velhice é sinal de sabedoria e nunca de discriminação.”
O orgulho te eleva para o deserto da solidão! Não é sobre o próximo é sobre o teu eu! Renda-se
Deyvd Mattos poeta
No silêncio, encontramos a paz para mergulhar em nossos pensamentos, e na solidão, a serenidade para acalmar a mente agitada.
A falácia da abnegação é se sujeitar a situações que te fazem sentir "solidão" mesmo acompanhado, simplesmente pelo medo de estar sozinho!
E,na
solidão
dos meus
dias...
Uma luz
aquece
o meu coração,
esta trouxe
consigo
a esperança
de ser
amada
por você...
Solidão,
não mais
existe...
Um novo
sol,
uma nova vida
habita em
meu ser...
Chama-se
Amor;
As pessoas costumam dizer que estar sozinha as faz sentir a solidão. Porém, mais solitário é sentir-se só mesmo rodeado por pessoas.
Mais uma vez, sinto-me sozinho
Nesta rua,
Contemplando a lua,
Enquanto a solidão, em meu peito, flutua.
Tudo o que vejo é escuridão,
Já não sinto as minhas mãos,
Meu olhar se perde ao longe,
E meus passos vagam sem direção.
Minha alma afundou-se num mar de saudades,
Oh, meu amor, liberta-me desta tortura!
Minha alma deseja entrelaçar-se à tua,
Por favor, não me negues esta doçura.
Por mais que não te veja, te almejo.
Por mais que não te toque, te desejo.
És o sonho que vive em meu peito,
A lembrança que nunca rejeito.
