Da Solidao Cecilia Meirele
Velha Lágrima
Solidão. Que mágoa na aurora!
Senso ao vento, paira pelos ares
Em suspiros, lágrima que chora
De antigos e buliçosos pesares.
Pulsa uma dor, deveras se sente
É tal tristura que no peito diviso
Versos, que de teu verso ausente
Vazios poéticos do teu doce sorriso.
Ah! Por que tu assim fizesses
Meu eu dum eterno teu escravo
Se outras eram minhas preces
E com o descaso fez conchavo?
Por que então ainda insiste
Nesta trama tão alvoroçada
Como quem ama, assim, triste
E com a alma fria e calada?
Se clamo ao infinito celeste
Por um olhar manso e sensível
Por que é que não me disseste
Palavras ao coração inteligível?
Se terrível, era a dor impiedosa
Me livra desta coroa de espinho
Se bom é ter-te em verso e prosa.
Por que deserto é o nosso ninho?
Porém, melhor a outra figura
De ter a sofreça em segredo
Do que conhecer a tal ventura
E deixá-la ao leu tão cedo...
Assim, então pouco a mim seria
Em pranto a face, de sua partida
Antes os desafetos que nos alivia
Do que fuçar na aberta ferida...
Tem pena de mim! Tem pena
Desta velha lágrima. Caridade!
A paixão não me é tão pequena,
Secará. Pois tanta é a saudade...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Lágrimas vem nos olhos,
Um vazio no peito,
Ansiedade e medo,
Sentimento de solidão.
Tudo que eu queria era te abraçar,
Me desculpa por tudo que te fiz passar.
Sei que quero fingir de durona,
Mas a verdade é que quando
encosto a cabeça no travesseiro da cama
Meu mundo desmorona.
Eu te amo,
Muita das vezes te magoei
Mas eu quero pedir uma coisa ...
Nao me abadona !
Lagrimas estão escorrendo
Enquanto tento nao fazer barulho,
Chorando quieta estou...
Sentindo falta tambem,
Eu sei que você nos deixou
Mas esta sofrendo por dentro eu sei,
Percebi naquela ligação ,
Onde seu olhos se encheram de lagrimas
Ao me ver a olhar assustada.
Sei que ja sou grandinha,
Sei me cuidar,
Mas e que sempre você esteve do meu lado
Para me apoiar.
Com todo meu amor... Te amo minha vida !
O dia que tudo mudou pra mim 05/12/18
O dia que virei uma independente !
CHACAL
Ó Cerrado! ó velho de bravura!
Ó cruel e implacável vastidão!
Que propina solidão ao coração
E ao silêncio lágrimas mistura!
Pois a melancolia, onde é chão
Abre em secura, arde a tristura
Na quietude tal duma sepultura
A dor viva de um atroz bordão!
Tal o contraste! agridoce figura
Aridez, e flores na contramão
De saudades no vazio em jura!
Ó Natureza! Ó Divina criação
Alegria e tristeza em conjuntura
Nasce a privação e brota a ilusão...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
início de setembro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Infeliz!
Vivo na escuridão
Sofro por amor
Me apego a solidão
Sofrendo de dor
Por fora rio feliz
Por dentro choro
Assim vivo infeliz
Por atenção imploro
Grito alto por socorro
Choro até me afogar
Todos os dias eu morro
Sozinho estou no mesmo lugar
Preciso de um milagre
quero ser feliz
Preciso de ajuda
Para ser Feliz...
A solidão de uma vida inteira explodindo em um só momento, as dores de outrora borbulhando a cada instante.
Me fazem pensar, por que de tanto sofrimento?, o solidão, porque tu eres tão cruel assim comigo, a quem a te sempre foi um fiel amigo.
Pensei que tu terias entendido, e com meu velho coração sofrido, não mais iria brincar, e hoje vejo, que só posso ser fiel a te, se nos dois fizermos um trato.
Então, velha amiga, hoje eu te digo, que para continuemos lado a lado.
Só permaneço contigo, se deixares meu coração de lado
sem você sou caçador sem caca
sem você a solidão me abraça
sem você sou menos que a metade sou incapacidade de viver por mim
Solidão gótica...
Na minha dor a morte... Doce opinião.
Relato desatino minha vida... Bela aparição.
Selado nos últimos anos... Sempre despedida.
Valores que deixei no frio... Coração vadio.
Por causa da tristeza atroz... Vida morta.
Andar nos caminhos escuros... Angustia solitária.
Fundo de poço sem fundo... Mundo em mágoas.
Acordar ou dormir sem vontade... Valor vazio.
Sensações atroz sobretudo o auge... Abismos.
Chorar minhas lágrimas secas... Desespero.
Mais uma tarde ou outro dia... Angustiante.
Terror profundo pura solidão... Amargo coração.
(NÃO)
Eu não estou sozinho
Tenho comigo
Aquela que não me abandona
A amiga solidão
E ela nunca é tão sozinha
Pois tem a mim
Qual aliado
Aliada tenho eu
Tenho ela
Escorrendo dos meus olhos
Tenho ela
Cheia de sais
Entre os meus lábios
Minha face que não sabe nadar
Está naufragando agora
Naufragando agora
Por essa água de mar
Que sai dos meus olhos-mar
Margaridas
coletem esse orvalho
E elaborem na boca da abelha
O mel
Mais puro e mais doce
O mais medicinal
Para este zangão
Que nem mesmo sabe dizer à ti
Um 'não'
A madrugada traz com sigo o mais doce dos venenos, a solidão, que te mata, e te traz de volta a vida, para no dia seguinte tomar mais uma dose do seu doce veneno
Confesso que a solidão me deixa muito inspirada
Mas não quero estar completamente só
Necessito compartilhar meus pensamentos
Além de saudável pode ser interessante.
Dinheiro compra companhia mas não compra solidão. Se a comprasse, seria algo a menos a me consumir, porque eu a consumiria primeiro.
Um olhar de carinho e atenção sonegado ou dissimulado hoje, poderá ser a escuridão e a solidão infiltradas ou presentes no amanhã.
Guardei do tempo os dias de sol,que adentraram com seus raios em minha janela me tirando da solidão singela,fizeste lindo meu dia,aqueceste os corações,singelo é quem entende que o mais belo tende a ser simples.
Vai, saudade diz pra ela
Diz pra ela aparecer
Vai, saudade, vê se troca
A minha solidão por ela
Pra valer o meu viver
