Cuidando do meu Jardim
3 de maio
Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi
Quero te fazer uma proposta, mas tenho receio da sua resposta.
Ofereço-te meu amor, carinho, afeição.
Em troca quero o seu coração.
Saudades de meu pai
Pai, tento escrever sobre ti, mas não tenho tua sabedoria;
não sou poeta, mas sou filho;
não tenho belas palavras, mas tenho saudades;
saudades de um pai que para mim foi heroi, foi amigo, foi vilão e mocinho;
foste para mim, pai, segurança e comforto, mesmo distante,meu porto seguro;
muitos te julgaram, poucos te entenderam;
muitos te encontraram, poucos te esqueceram;
foste martcante mesmo subjulgado;
deixaste saudades, mesmo renegado;
pude ver,pai, no dia em que partiste, por detrás das máscaras do orgulho, o arrependimento nos
olhos daqueles que te julgaram, mas contigo, aprendi a perdoá-los;
Não pudeste me ensinar a pedalar, ou a torcer pelo Flamengo;
Não conheceste minha primeira namorada, nem me viste servir à pátria;
Não penduraste meu diploma na parede, nem meu primeiro trabalho;
pouco nos vimos, pouco nos falamos, mas no pouco feste muito, me ensinaste a viver.
Hoje peço à Deus, forças para prosseguir,para Honrar este nome , que com orgulho carrego.
Não sou poeta...
mas sou filho.
“Meu sofrimento, nesta madrugada, foi desumano. Sua presença no meu sonho transformou-se em pesadelo, tortura, agonia. Não posso mudar esse sentimento, não quero viver mais de ilusão. Porém não sei como afastar de mim suas lembranças, e curar a infelicidade presente no meu coração.” Latumia (W.J.F.)
Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio. Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma ideia. Cada palavra materializa o espírito. Quantas mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento. Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo – é por esconderem outras palavras. E qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Só não sei porque não ouso dizê-la?
Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida.
As palavras é que me impedem de dizer a verdade. Simplesmente não há palavras. O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes. Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranquilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial.
Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora. Simplesmente as palavras do homem.
Essa é a última vez
Eu desisto desse meu coração
Estou te dizendo que eu sou
Um homem quebrado que finalmente percebeu
Você está em pé sob o luar
Mas você é escura por dentro
Quem você acha que é pra chorar?
Isso é um adeus
Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Nota: Trecho da música "Tomara", composta por Vinicius de Moraes.
A fé é o meu leme; e a esperança, a âncora lançada no lugar seguro, onde é impossível naufragar os meus sonhos.
Meu filho.
Meu sangue.
A certeza que eu existo.
A minha continuação...
O volume 2 do meu livro...
O amor puro como agua.
Eu quero um colo, um berço, um braço quente em torno ao meu pescoço, uma voz que cante baixo e pareça querer me fazer chorar. Eu quero um calor no inverno, um extravio morno de minha consciência e depois sem som, um sonho calmo, um espaço enorme, como a lua rodando entre as estrelas.
Livra-me Senhor
De tudo que pesa o meu caminhar,
de tudo que aperta o meu coração,
de tudo que me faz desacreditar no
teu amor. Afasta de mim a inveja, a
fofoca, os disse me disse e ensina-me
a olhar somente para ti e para o teu
querer em minha vida. Não permita
que o cansaço e as decepções dos dias
me enfraqueçam e dê-me a sabedoria
necessária para lidar com aqueles que
se levantam contra mim.
Amém
Deus, meu ponto de equilíbrio, o meu comando é o Senhor, eis tudo que preciso, a força que me faz viver, obrigado por mais um dia.
Estou seguindo meus dias, amando meu filho, cometendo erros no afã de acertar, mas, jamais desviando o olhar fixo em Cristo, pronto pra contas acertar...
