Cuidando do meu Jardim
Autoestima independe do juízo de valor que os outros fazem a meu respeito, enquanto a vaidade, é um aprisionamento de valores alheios
Meu refúgio é o silêncio, só minha consciência mantém o fluxo contínuo do meu ser, ouço cada um, mas é telepaticamente que respondo a todos
Caso consiga com todo meu esforço tocar as estrelas, que a humildade me ajude a permanecer acordado para ainda assim no dia seguinte, ver o sol brilhar
Quando alguma coisa deixa inquieto meu coração, eu me retiro como se fosse uma águia ferida, procuro um local pra me aconchegar, e ali, eu aguardo em silêncio, até que Jesus trabalhe um pouco mais no meu eu... e assim eu retorno pra alçar outros voos.
Só o espelho do meu refúgio conhece as lágrimas que antecedem o sorriso, e o cansaço que o mundo nunca vê.
O mundo vê a mulher firme… Mas só meu reflexo entende o quanto me entrego em silêncio
E é no secreto que Deus me envolve com Seu amor e me devolve em paz.
Às vezes, parece que todo mundo sabe onde está indo… mas eu lembro que o meu caminho é Cristo. E com Ele, até o silêncio tem propósito.
Quando me sinto fora do tempo, lembro que o meu relógio não comanda o céu. E tudo acontece exatamente quando Deus quiser.
Venezuela, permita-me
de te chamar de minha
amada Venezuela:
porque sem teu amor
o meu povo não tem podido respirar.
Não sei se o oxigênio mandaram
buscar para o Amapá, quero
saiba que sem o teu amor
o meu povo não tem podido respirar.
Por intercessão de Santa Balbina,
São Benjamim e de todos os Santos,
venho pedindo para este ar infectado
para longe de todos nós o vento levar.
Venezuela, permita-me
de chamar de minha amada Venezuela,
porque o meu povo eu sei
que o seu amor não vai abandonar.
Por intercessão do Universo,
venho pedindo para o teu General
e a tua tropa você libertar,
nunca é tarde para se reconciliar.
Peço perdão
à Venezuela
por tudo, tudo,
aquilo que não
tem perdão,
eles pisotearam
o meu coração.
O teu ar que
é o teu amor,
que é a tua
própria vida
pôde entrar,
e inúmeros
teus ainda não.
Não há mais
o quê esperar
a não ser
o tempo,
a tempestade passar,
e pedir pela tropa
e o teu General
a justiça libertar.
Cada verso este
tempo todo
vive falando
de povos do mundo,
do continente
e do meu próprio povo.
Vivemos em tempo
de falta de escuta,
de orgulho tremendo
e de triste dispersão.
A poesia tem vida
própria e na Pátria
América do Sul
nela inteira habita,
e a responsabilidade
por cada linha é
e sempre será minha.
Urge sobreviver a nós
e aos nós do enfado,
nos dar as mãos
e a viver como irmãos.
Adeus, Salvador!
Falta de aviso não
foi e a tua vida foi
deixada para depois,
pelo teu povo dói
demais o meu coração,
dói como dói por cada
preso de consciência,
à todos só peço paz,
cordialidade e paciência:
Para que neste Ano Novo
não se renove os votos
com o desgosto,
Como foi no dia 13 de março
do ano de dois mil e dezoito,
Que levaram o General à um
injusto e doloroso calabouço.
Coração sul-americano
em todas as glórias
e dores sem engano
do meu povo e suas tropas.
Junto com cada vida
perdida no oceano,
levando palavras
todas engasgadas
na garganta como cravos.
Multiplicam-se os mortos
somados aos bloqueios,
e não faz vista grossa
à existência de torturados.
Firme em plena eclipse
solar parcial,
sem saber do General
preso injustamente,
ainda espera
pela justiça imparcial.
Carregando naufrágios
para si e vivendo de pé
em nome do que é
terno, imutável e místico.
Buscando abrir fronteiras
para o perdão e a reconciliação:
porque crê como criança
no que dizem ser impossível.
Sempre haverá um
condor acompanhando
cada passo meu,
neste peito devoção
há pelo continente,
não sei qual será
o destino da nossa gente.
Talvez a segunda onda
virá ainda mais forte,
será usada como álibi
para a injustiça culposa
do vício daqueles tais
que têm poder evidente.
Sempre haverá um
condor acompanhando
cada verso meu,
que insiste rogar
pela liberdade do General
que está preso inocente,
e por uma tropa igualmente.
Talvez a segunda onda
virá ainda mais atroz,
o Peru amanheceu mais
uma vez sem presidente,
apareceu mais de um algoz,
e não há grupo interferente.
Pela primeira vez nunca
tivemos tão distantes
de alcançar a luz do final do túnel
de cada rincão e dos instantes,
não arrisco a previsão
que virá daqui para frente.
Só sei que a vida por aqui
está a cada dia mais indecente,
e o povo sendo condenado à indigente,
que cada poema me custe o sangue,
tenho orgulho da minha insônia
serena de quem não vive indiferente
neste mundo onde nem as araucárias vivem livres.
Onde a paz não é cantada
prefiro não escutar nada,
o meu coração pertence
aos nobres guerreiros que
lutam por amor à Pátria.
O Mal que acusa uma
Nação daquilo que ele é,
nem mesmo apelando
à todo o alfabeto para
ocultar não vai dar pé.
Estão nos meus dedos
florescendo girassóis
para romper com medos,
e com toda a fé do povo
a Nação será reerguida.
O azul e o amarelo são
as cores do meu escudo
que iluminam mesmo
neste momento escuro
retribuindo a ofensiva.
Os artifícios do passado
para incitar genocídio
e crimes de guerra estão
vindo via folhetins e almas
vendidas fazendo vítimas.
Da trincheira universal
sou a combatente constante,
porque ninguém me põe
submissa ao autoritarismo
e pela liberdade sempre resisto.
Desta Pátria recheada
de escândalos vejo
o destino do meu povo
em queda livre,
Peço todos os dias
que Deus nos proteja
do futuro obscuro,
Porque golpes
em todo o continente
seguem em curso,
A vida pede de nós
paciência e mansidão.
Da Pátria vizinha
só tenho notícias
de sequestro da sigla
dos tupamaros,
De prisões, mortes
e desaparecimento
de líderes chavistas.
A vida pede de cada um
resiliência e serenidade.
De que há mais
de cento e sessenta
dias estão fechados
todos os tribunais
E do General e outros
tantos presos políticos
ninguém sabe mais.
A vida pede de todos
paz e reconciliação.
Em nosso continente
algo bem antes
de três de agosto
no meu peito já previa:
a Bolívia noite e dia
está lutando para
(resgatar a democracia).
Falo o quê dá
para falar
aquilo que não há
como calar.
Em nosso continente
algo muito antes
de tudo isso no meu
peito já previa
que em cada rincão
a noite escura chegaria
(com ou sem pandemia).
Escrevo o quê dá
para escrever
aquilo que não há
como se esquecer.
Em nosso continente
a orfandade tem residência
em cada uma de nossas tribos,
em Pindorama se tornaram
(um oceano de perseguidos).
Canto porque não
dá para gritar,
quem sabe alguém
há de me escutar.
Em nosso continente
há um outro continente
de tribunais fechados
há mais de 140 dias,
um General preso injustamente,
uma tropa e civis tratados irregularmente,
até que me provem o contrário
isso não me sai da minha mente:
um continente dentro de outro continente.
Desde este distante
e meu enfadonho
isolamento social
sou testemunha
ainda viva
de um toque de
recolher na Bolívia
sem nenhum
auxílio alimentar,...
Onde falta bravura
sobra covardia,
o Exército que
ao povo deveria
proteger se colocou
em enfrentamento
na fronteira em Pisiga;
Os abusos contra
a filha mais
frágil de Bolívar
só aumentam todo dia,
há repressão até
para quem ao povo
tenta dar comida,
Abram as páginas
dos jornais e vão
ver que não é mentira,...
Falo por humanidade,
sobre o quê um
vírus foi capaz
de mostrar quem é
gente de verdade;
na pele sinto a dor
daqueles que não
deixam regressar
e dos que foram
surpreendidos e tiveram
a expectativa traída
por todo o lugar
onde deveriam amparar;
Sofrendo por tudo
o quê se passa
nesta Abya Yala,
só não vejo sinais
de vida há mais
de três semanas
da tropa e do General
que está aprisionado
injustamente há
mais de dois anos
por uma grande
miséria existencial
de quem não quer
se reconciliar
e conhecida desgraça.
Alfredo Wagner
No Alto Vale do Itajaí
o meu coração em ti
tocou o Universo com
os dedos e rompeu
com todas as amarras
e receios ao sentir-se
abraçado pelas serras Geral,
da Boa Vista e dos Faxinais:
Alfredo Wagner querido
de ti não esqueço jamais.
O teu passado de Barracão,
da coragem na plantação
e do amor fundamental no tempo
erguido e do teu povo amigo
além distâncias os levo comigo.
Nas nascentes do Rio Itajaí
em ti me reencontro
em cada suspiro e sonho,
Meu querido Caeté,
o meu coração te entrego
em cada verso te celebro
e nas águas do Adaga
flutuante eu me destino
a arquitetar o nosso reencontro.
