Cuidando do meu Jardim
Versejo não somente minha coragem, mas também o meu medo
E o que te diz meus versos ou o que te escrevo?
Esta minha literatura que busca teu apreço,
O que te suscita neste ensejo?
Equilibrista de Mim
Eu visto a pele da metamorfose,
Desfaço as tramas, refaço o meu cais.
Num gesto breve, dissolvo as hipnoses,
Sou cais de vento, sou riso fugaz.
Nos bolsos trago um punhado de estrelas,
E versos soltos, de cor e cetim.
Se o mundo pesa, eu aprendo a vencê-las,
Com asas feitas de sonho e de fim.
Vem, me acompanha no passo da sorte,
Que a vida é ciranda de se reinventar.
Se a dor me visita, eu danço mais forte,
Pra sombra entender que não vai me parar.
Tecendo rimas de pólen e aurora,
Transcendo os mapas que o medo traçou.
Se o peito sangra, eu canto sem demora,
Que até ferida se faz flor, se eu sou.
Na corda bamba da minha esperança,
Equilibrista de mim, sem final.
Entre o abismo e o sopro da criança,
Eu me refaço de forma vital.
Se for pra cair, que seja em poesia,
Se for pra sumir, que eu suma em canção.
O riso é remendo, é luz, é magia,
Que costura o mundo na palma da mão.
Vem, me acompanha no passo da sorte,
Que a vida é ciranda de se reinventar.
Se a dor me visita, eu danço mais forte,
Pra sombra entender que não vai me parar.
Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço
A Bahia já me deu régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu
Aquele abraço!
Pra você que me esqueceu
Aquele abraço!
Minha vida está perdida
Já nem sei pra onde eu devo caminhar
E o meu tempo, eu sei, é pouco
É preciso, amor, lhe encontrar
Prazer em conhecê-lo
Espero que adivinhe meu nome
Ah, o que está te intrigando?
É a natureza do meu jogo.
Quantas vezes?
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Quantas vezes cheguei ao meu limite e continuei.
Quantas vezes vi meu mundo desmoronar e, no dia seguinte, ainda estava de pé.
Quantas vezes caí e me levantei, mesmo quando pensei em ficar no chão.
Quantas vezes chorei com vontade de desistir e, no dia seguinte, um sorriso largo surgiu.
Quantas vezes vi tudo chegar ao fim e, mesmo assim, segui em frente.
Quantas vezes? Sinceramente, não sei.
- Britobc
Você é uma extensão do meu coração,extensão da minha força e por toda minha vida te amarei,então,não ouse pensar que algum dia me perderia.
Como o sol que nasce a cada manhã, assim é o meu amor por você, a cada manhã nasce mais forte e brilhante.
Acontece que meu coração está taquicardiaco,agora já não sei se é por conta da saúde ou da saudade que sinto de você,quero dizer de nós...
Nunca estive, mas obrigada por isso pq me ajudou a tirar algo do meu coração, algo que me prendia e me fazia te escolher e te amar sempre...o tal amor,que arrebata os meus sentidos e consome meus pensamentos.
Hoje já é outro dia
Hoje já é tarde meu querido
Hoje já não sinto saudades
Hoje já não amo mais você
Mas...
...Ontem era dia
Ontem não era tarde
Ontem sentia saudades
Ontem te amei como nunca
Mas...nessa brecha de tempo resta-me
Memórias daquele tempo em que o tempo parava.
Eu me lembro de meu pai consertando coisas velhas
Ele ficava por horas a fio arrumando cadeiras, pequenos objetos
Quando ia tratar de seus passarinhos, fazia isso como num ritual:
Assoprava o alpiste, trocava a água, limpava o fundo da gaiola
Cuidava das coisas com um desvelo que não existe mais
Quando eu era criança era ele que desembaraçava os meus cabelos
Eu devia ter uns cinco anos e o meu cabelo chegava na cintura
Mecha por mecha, ele ia enrolando os cachos
Nem sei se gostava de fazer isso
Mas era ele quem fazia
Era ele quem cuidava de seus filhos...
Meu pai falava pouco
Mas era sempre um bom exemplo
Era justo, correto e honesto
E tratava a minha mãe com um respeito que eu nunca mais vi
Usava calças sisudas e camisas engomadas
Seu cabelo estava sempre impecável
E seu rosto lisinho
Caminhava com as mãos para trás
E eu às vezes faço isso
Mesmo sem me dar conta
Na quadra J o corpo do meu pai foi enterrado quando ele morreu
Mas o meu pai, meu pai mesmo ainda está vivo
Toda vez que eu olho para aquela sanfona que ele tocava
Toda vez que eu ouço "Saudades de Matão"...
