Cuidando do meu Jardim

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Eu cumpri minha promessa até onde meu fôlego permitiu. Tentei ser o guia, a mão firme, o farol. Mas não percebi que, ao tentar iluminar seus caminhos, eu estava apagando os meus. Não posso mais te carregar, porque agora nem eu sei onde estou. Preciso ir embora para encontrar a luz que eu perdi dentro de você."

Os olhos brilham, mas o coração chora
Ninguém percebe o peso deste meu sorriso,
A capa que disfarça a chaga que não sara, E a multidão em volta, cega, não repara. Que o peito se consome num total desvio. Meu olho ganha um brilho que parece astral,
Mas não é a faísca viva de contentamento, É só o reflexo úmido, o lento movimento. Da lágrima que esconde o seu destino fatal. O coração afoga-se no pranto que não verte, É água represada que não encontra a foz, Morrendo em segredo, sem que a alma alerte. E o brilho, essa miragem que no olhar se insere,
É a luz da própria dor gritando em meio a nós, A prova de que a alma sofre, mas resiste.

Título: Bé Bé, Homem de Céu no Peito


Meu pai,
Josimar Pedro da Silva —
mas para nós, simplesmente
Bé Bé.


Nome pequeno,
grandeza imensa.


Homem de passos simples,
palavras poucas,
olhar honesto
e Deus morando no coração.


Não usava ouro nas mãos,
mas carregava valor na alma.
Sua riqueza era caráter,
sua herança, exemplo.


Bé Bé ensinava sem discurso,
mostrava na prática
que dignidade não se compra
e fé não se negocia.


Tinha o céu nos gestos,
a bondade no jeito de falar,
e mesmo em silêncio
sabia aconselhar.


Um dia partiu…
assim, como quem atende um chamado mais alto.
Foi para a glória,
como homem que cumpriu sua missão.


E deixou aqui
um vazio que ecoa saudade,
mas também uma força
que nos mantém de pé.


Pai,
a ausência dói,
mas o teu exemplo permanece.


Porque homens como você
não morrem —
apenas sobem
para morar mais perto de Deus.


E em cada oração nossa,
há sempre um sussurro:
obrigado, Bé Bé.

⁠a partir de agora me libero
com o tom galáctico da felicidade
abro os caminhos e desperto
para meu amor próprio interno
minha idéia de ida para frente e além
levando o que trazia antes apenas
nas lembranças que foram importantes
para o meu crescimento
deixando para trás aquilo que não é meu
nem jamais pertenceu
pois sei que tenho sorte e onde quer que eu vá
cercada de luz eu vou estar
essa luz me protegerá de pensar
sonhar e querer mais uma vez estar
ao lado de quem não me ama
não me conhece, não me sabe
nem percebe, finge que ama
me julga e me confunde
sou mais eu
e mais ainda quem me quer bem
assim seja
amém

Saudade eterna do meu pai…
Hoje me peguei lembrando das coisas mais simples:
do cafezinho passado na hora,
da xícara na mesa,
das nossas conversas sem pressa.
Era ali, naquele momento tão pequeno,
que eu encontrava paz, conselho e amor.
A vida segue… mas existem vazios que ninguém preenche.
O café ainda é feito, o dia ainda amanhece,
mas a sua ausência ecoa em cada detalhe.
O céu ganhou sua presença, e eu fiquei com saudade eterna, silenciosa e cheia de amor!

dessa vez farei tudo diferente, gestos, palavras e atitudes. Dessa vez será do meu jeito ou de jeito nenhum.

⁠Se você é meu amigo eu não preciso me explicar, se você não é, também não preciso me explicar.

''Lambeijos''


O cão é meu amigo
Meu parceiro favorito
Brinca, pula e morde
Mas não machuca ninguém.


Minha querida bola de pelos
Que me segue ao infinito
Nem no vaso me abandona
Aguenta firme meu fedor
Este sim é companheiro.


Que ''lambeijos'' mais sinceros
Me enchem de alegria
Me cobrem de amor
- De baba também -
É a linguagem do amor.

Ainda dói...
Ainda existe um aperto no peito quando lembro de você, meu pai.
Quando olho para trás e recordo tudo o que vivemos, os momentos simples, as conversas, os pequenos instantes que hoje fariam tanta falta.
Ainda há uma mistura de tristeza e inconformismo dentro de mim ao pensar que você não vai voltar. Que não conseguimos parar o tempo. Que a vida continuou seguindo, mesmo quando o meu coração queria que tudo tivesse ficado como antes, com você aqui.
Existem dias em que a saudade chega mais forte, silenciosa, ocupando cada canto da memória. E então eu percebo que a ausência de um pai nunca deixa de doer… a gente apenas aprende a conviver com a falta.
Porque quando um pai parte, ele leva consigo um pedaço enorme da nossa história. E o que fica é essa saudade eterna, que o tempo não apaga… apenas ensina a carregar.

⁠No palco da dor
O coração é o protagonista
Minha mente é a antagonista
Meu sentimentos são os coadjuvantes

Desta vez não estou conseguindo...
Desta vez tudo está nublado
Misturo meu presente com meu passado
Não vejo futuro estou preso nas lembranças e essa prisão é perpétua...
A vida me jogou em uma armadilha e temos que seja meu fim...

Quando este corpo cansado deixar de existir um novo guerreiro assumirá meu lugar e com sabedoria guiará a sentinela longe da escuridão

Meu mais profundo ensinamento foi dito em silêncio quando meu discípulo decidiu partir... Era a dor do pai perdendo seu filho.

O meu amor amadureceu
Então veio você e o colheu
Sou teu fruto, fruto do amor.

Preciso viver
Preciso que meu coração
Volte a bater

⁠Os livros que escrevi trazem o meu nome mas tenho dificuldade em encontrar os seus autores. Só aquele que estou a escrever é feito por mim, os restantes parece-me sempre terem sido outros homens que os compuseram.

António Lobo Antunes
Quinto livro de crónicas. Alfragide: Publicações Dom Quixote, 2013.

Nota: Trecho da crônica Deste profundo abismo, senhor.

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MEU PURGATÓRIO É VOCÊ


Meu purgatório é você...
Meu inferno astral é tudo aquilo que pressupõe meu desejo.
Tudo e todos estão incutidos em mim:
As palavras, as ações, as aspirações e inspirações, tudo se volta como redemoinhos causados por inquietudes.
Porém, há algo novo dentro de mim.
Descobri minhas limitações e sorri de forma que deixei escapar um sorriso nervoso e triste, por saber que o super-homem que habita em mim falha todas as vezes que tenta salvar-me de perigos iminentes.
Desta forma, ando entre o certo e o duvidoso, só para saber se estou equilibrado. Mas cá entre nós: o que é e como equilibrar-se entre o tortuoso e o reto?
Eu já nem sei; só caminho e deixo-me pagar as dívidas cobradas pelo tempo.
Meu purgatório não é mais você; descobri ser eu mesmo, uma dualidade que não tem fim. Mas, insistindo em segurá-la para construir um paraíso só nosso, desvelando um inferno que se tornou só uma faísca no tempo perdido que resultou do contato de almas, eu me refiz.
Agora, almas que buscavam equilibrar-se na mesquinhez do ego saltam e dançam, ouvindo a música que toca em algum lugar fora do eixo dual de ambas!
Joguei fora para fora toda experiência de luz. Confrontei minhas trevas e não saí vencedor, mas descobri que em mim havia um lugar que não conhecia, um lugar sombrio, um limbo que descobri ter vários eus.
O purgatório se desfez, o inferno se foi e o paraíso não alcancei. Porém, segui meu caminho sabendo das novidades que existiam dentro do meu eu, e fui me equilibrando estrada afora. Sobre o quê?
Não sei. Só sei que fui, vou, estou e voei!

Quando a saudade do meu filho aperta, eu fecho os olhos e deixo o coração lembrar de tudo que a distância não consegue levar.

⁠O tempo chamou-me para o amor,aprendi a compreender meus sentimentos. Entreguei meu Coração e minha alma a você; o amor que te ofereci, não encontrará em outra mulher. Cansei de te fazer entender! Cansei de lutar por atenções, você não sabe o verdadeiro significado de amar. Algum dia sentirás falta, e aí tarde demais será. Hoje direi adeus a tudo que vivemos, o passado não mais importa, apenas existirá amor,que o tempo não apaga, mas você não existirá nos meus pensamentos e nem nos meus sonhos. Mas permanecerá no meu coração pois foste o amor mais lindo e doce que um dia conheci.

⁠não andei pelo mundo para ser enxergado pelos homens; o céu já me observa e espera o meu melhor.