Cuidado com Pessoas Boazinhas
"Se lugares, pessoas ou maus hábitos começarem a pesar, renuncie ou aceite sem queixas. Evoluir exige mudar o cenário."
"As pessoas se prendem a vícios: drogas, bebida, café, celular ou futebol. Antes de julgar alguém, confira a sua própria lista."
azul
Nunca entendi por que algumas pessoas têm cor.
Não a cor dos olhos ou da roupa. Aquelas a gente esquece.
Falo da cor que fica quando elas vão embora.
Você sempre foi azul.
Não um azul triste.
Era o azul do céu cinco minutos antes de escurecer, quando o dia ainda respira fundo antes de entregar a noite. O azul do mar quando o vento resolve descansar por alguns instantes. Um azul que nunca precisou chamar atenção para ser bonito.
Talvez seja por isso que eu sempre encontrava paz perto de você.
O curioso é que essa paz nunca foi silêncio.
Porque você também era um furacão.
Só que ninguém nunca fala sobre o centro dele.
Todo mundo lembra da força que arranca telhados, das árvores caídas, do caos. Mas existe um lugar no meio de toda aquela violência onde não venta. Onde tudo para por alguns minutos.
Era exatamente ali que eu me sentia.
Enquanto o resto do mundo parecia correr contra o relógio, você fazia o tempo perder a pressa.
As conversas aconteciam sem roteiro.
O café esfriava porque nenhum dos dois lembrava de beber.
As horas passavam como se alguém tivesse esquecido de fazê-las andar.
Era um furacão porque tudo mudava quando você chegava.
E era azul porque, estranhamente, nada parecia ameaçador.
Você bagunçava a ordem das coisas sem transformar aquilo em desastre.
Depois que você apareceu, comecei a reparar numa coisa estranha.
O mundo inteiro ficou um pouco azul.
O céu parecia maior.
As madrugadas deixaram de ser tão frias.
Até as músicas ganharam um espaço que antes não existia.
Era como se você tivesse mudado a temperatura das coisas sem tocar em nenhuma delas.
Eu nunca tive coragem de te contar isso.
Porque parecia exagero.
Como explicar para alguém que ela alterou a cor da sua memória?
Que existe um tom específico do fim da tarde que continua tendo o seu nome.
Que toda vez que vejo o oceano, penso naquele jeito tranquilo com que você olhava para o horizonte, como se soubesse de alguma coisa que eu ainda levaria anos para entender.
Talvez amar alguém seja exatamente isso.
Descobrir que as cores nunca pertenceram ao mundo.
Sempre pertenceram às pessoas.
Antes de você, azul era só uma palavra.
Depois de você, virou um lugar.
Um lugar para onde minha cabeça sempre volta quando precisa descansar.
E talvez essa seja a maior contradição que alguém possa carregar.
Você foi o único furacão em que eu desejei permanecer.
Porque, pela primeira vez, ser levado por alguma coisa não significava me perder.
Significava, finalmente, encontrar um lugar onde eu não precisava resistir.
Agora passo a vida inteira entrando em lugares bonitos que continuam não sendo você.
O céu ainda é azul.
O mar continua azul.
Mas nenhum deles consegue repetir a sensação de quando era você quem dava cor às coisas.
Descobri tarde demais que algumas pessoas não passam pela nossa vida.
Elas mudam a forma como enxergamos o mundo.
E, depois disso, nenhuma cor volta a ser apenas uma cor.
A gestão escolar é o elemento que conecta liderança, pessoas, planejamento e propósito institucional. Quando conduzida com visão estratégica, ética e compromisso com a aprendizagem, fortalece a sustentabilidade da instituição e promove uma educação alinhada aos princípios da BNCC e às demandas da sociedade contemporânea.
Saudades do tempo em que pessoas eram gente e bichos eram de estimação! Hoje, bichos são pets e as pessoas, umas pestes!
Há um só Deus soberano, eterno e imortal, mas as pessoas que ouvem e praticam a Palavra de Deus são consideradas - deuses; fisicamente mortais, mas espiritualmente eternas.
(Confira: Jesus - João 10.34,35; Salmos 82.6)
F. Meirinho
A gestão escolar transforma planejamento em ação, pessoas em protagonistas e objetivos institucionais em oportunidades para promover uma educação de qualidade, inclusiva e alinhada ao desenvolvimento integral dos estudantes.
"A eternidade de uma vida não está na quantidade de pessoas que se lembram do nosso nome, mas na quantidade de amor que deixamos pelo caminho. Mesmo que um dia sejamos esquecidos, o bem que fizemos continua vivendo na história de alguém."
Pessoas com quem se possa conversar sobre absolutamente qualquer coisa _ do assunto mais sério ao mais “bobo” _ sem ter que pisar em ovos, são impagáveis.
As pessoas podem até amar seu jeito de falar, mas é pelo seu jeito de escutar que elas vão amar falar com você.
Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitas pessoas depressivas vivem à exaustão…
De tanto morrer a prestação.
Vitimando corpos que seguem em movimento enquanto o espírito já se despede em parcelas invisíveis, abatidos por uma dor que o mundo insiste em não querer contabilizar.
A depressão é, talvez, a forma mais lenta, silenciosa e medonha de luto: o indivíduo se despede de si mesmo gradualmente, sem flores, sem velório, sem alardes…
E o mais triste é que, ao contrário da morte física, essa não desperta o mínimo de compaixão — desperta julgamentos.
Às vezes, é muito mais fácil ver só fraqueza e frescura onde só há cansaço mental, e desleixo onde só há desespero, do que praticar a empatia.
Talvez um dia, quando entendermos que o sofrimento do outro também tem voz, ouçamos os que morrem devagar, antes que seja tarde demais.
Sempre houve, há, e infelizmente sempre haverá pessoas inidôneas em todas as searas profissionais.
Especialmente nas que são intrínsecas às nossas necessidades mais básicas.
Quer seja na Saúde, na Educação, na Segurança…
Ou até na seara Religiosa.
Esta última, infelizmente, é a que abriga os mais apaixonados.
Nela, se não fossem os inidôneos, talvez o próprio Cristo não tivesse experimentadoa mais medonha sinergia das fúrias humanas: perseguição, entreguismo e crucificação.
E para sustentar a premissa de que o crime jamais se sustentaria sem a coparticipação de parte do Estado — e de uma esmagadora parcela do povo —, há a retroalimentação do fanatismo.
Apaixonados que passam pano para desvios de conduta das suas paixões.
Ninguém do povo, com ao menos dois dos oitenta e seis bilhões de neurônios ativos,
deveria acreditar cegamente
que líderes religiosos e profissionais da segurança
são sinônimos de idoneidade.
Isso é mau-caratismo, capricho, fanatismo — ou ambos.
Foi-se o tempo das vocações…
Elas ainda existem, é verdade!
Mas os verdadeiros vocacionados são muito raros.
Nos bons e velhos tempos, poucos se vendiam.
Líderes religiosos eram quase sinônimo de santidade,
e policiais — de honestidade.
Infelizmente, a vocação levou uma rasteira da vaidade —
e muita coisa mudou.
E, infelizmente, para pior.
Hoje, o que se vê
é quase pura vaidade pela carreira, pelo status quo.
Só temo pela molecada…
E, pasmem, chamá-la de Nutella é bem mais fácil que ao menos tentar ser exemplo!
Ela segue cada vez mais sem norte,sem ter no que — e em quem — se espelhar.
Nos bons e velhos tempos em que muitos Moleques queriam ser Homens, não havia tantos homens fazendo papel de moleques.
As pessoas se togam com tanta pressa para julgar possíveis envolvidos em assuntos sensíveis, que nem dá tempo de calçar as sandálias da sensibilidade.
Vivemos tempos em que a velocidade da opinião ultrapassa, e com muita folga, a profundidade da compreensão.
Antes mesmo que os fatos respirem, já há sentenças sendo proclamadas — não nos tribunais formais, mas nos corredores digitais onde cada voz ecoa como se fosse absoluta.
Julgar tornou-se um impulso quase automático, um reflexo condicionado retroalimentado pela ansiedade de se posicionar.
Mas a sensibilidade exige pausa.
Exige escuta.
Exige, sobretudo, a humildade de reconhecer que toda história tem camadas invisíveis aos olhos muito apressados.
Calçar as sandálias da sensibilidade é um gesto simples, porém raro: significa escolher sentir antes de condenar, compreender antes de rotular, acolher antes de afastar.
Quando deixamos de lado essa sensibilidade, corremos o risco de desumanizar o outro — transformando pessoas em narrativas rasas, em culpados convenientes ou inocentes idealizados, sem jamais considerar sua complexidade.
E, nesse processo, algo em nós também se perde: a capacidade de olhar com empatia, de duvidar com honestidade e de esperar com respeito.
Talvez o verdadeiro desafio não seja formar uma opinião rápida, mas sustentar o silêncio necessário para amadurecê-la.
Porque, no fim das contas, não é sobre ter razão — é sobre não ferir injustamente.
E isso, quase sempre, começa com o simples gesto de parar… e calçar, com cuidado, as sandálias da sensibilidade.
Uma das coisas mais pavorosas num mundo habitado por mais de 8 bilhões de pessoas é tropeçar numa que ainda acredita ser dona da única opinião legítima.
Não pelo incômodo da discordância — essa, quando honesta, é o que ainda sustenta qualquer possibilidade de convivência minimamente civilizada —, mas pela recusa absoluta em admitir que o mundo é muito maior do que o próprio ponto de vista.
Há algo de profundamente inquietante em quem transforma convicção em dogma e experiência pessoal em medida universal.
A pluralidade humana não é um detalhe estatístico; é a condição fundamental da nossa existência coletiva.
Cada indivíduo é atravessado por histórias, dores, referências e limites que não cabem em fórmulas únicas.
Ainda assim, há quem caminhe como se tivesse decifrado o enigma completo da realidade, reduzindo o outro a erro, ignorância ou má-fé.
Esse tipo de postura não nasce apenas da arrogância — embora ela esteja quase sempre presente.
Muitas vezes, brota do medo…
O medo de reconhecer a complexidade, de lidar com a incerteza, de aceitar que talvez não haja respostas definitivas para tudo.
É mais confortável erguer certezas inabaláveis do que navegar em um mar de ambiguidades.
O problema é que, ao fazer isso, não se empobrece apenas o debate; empobrece-se a própria experiência de viver.
Porque viver, no sentido mais pleno, exige abertura.
Exige o desconforto de ouvir, a coragem de rever, a humildade de não saber.
Aquele que se crê dono da única opinião legítima não apenas fecha portas para o outro — fecha também as janelas por onde poderia enxergar novos horizontes.
E, no fim, acaba encarcerado num mundo pequeno e insignificante demais para a vastidão que insiste em negar.
Ao ver pessoas de quase 90 anos perdendo a linha nas discussões com as de quase 5, começo a desconfiar que partiremos todos desse mundo esperando o fim dele.
Talvez uma das principais ilusões da vida seja acreditar que a idade, por si só, nos entrega a serenidade.
Como se os anos fossem um depósito automático de sabedoria, paciência e compreensão.
Mas basta observar uma criança em uma birra e um idoso em uma teimosia para perceber que o tempo não apaga certas características humanas; apenas muda suas roupagens.
Há algo curiosamente semelhante entre quem está chegando e quem está se despedindo da longa estrada da existência.
Ambos enxergam o mundo a partir de suas próprias certezas.
A criança porque ainda não aprendeu que o universo não gira ao seu redor.
O idoso, porque já viu tanto que às vezes acredita não haver mais nada novo sob o sol.
Entre um e outro, surgem discussões que parecem menos sobre razão e mais sobre a dificuldade de abrir mão do próprio ponto de vista.
Talvez seja por isso que tantas gerações se encontrem na mesma reclamação: a sensação de que o mundo está acabando.
A criança sente o fim do mundo quando lhe tiram um brinquedo.
O adulto sente quando seus planos fracassam.
E o idoso sente quando os costumes que conheceu desaparecem.
Em escalas diferentes, todos experimentamos pequenas versões do apocalipse particular.
A verdade é que o mundo muito raramente acaba.
O que acaba são as versões dele que construímos dentro de nós.
Acabam as referências, os hábitos, as certezas e os cenários que aprendemos a chamar de lar.
E cada despedida dessas exige uma adaptação que nem sempre estamos dispostos a fazer.
Talvez a maturidade não esteja em deixar de esperar o fim do mundo, mas em compreender que ele termina e recomeça inúmeras vezes ao longo da vida.
E que a grande arte de viver não é impedir essas transformações, mas atravessá-las sem transformar toda divergência em batalha.
Porque, no fundo, dos quase 5 aos quase 90 anos, seguimos aprendendo a mesma lição: o mundo não precisa terminar só porque deixou de ser exatamente como gostaríamos que fosse.
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