Crueldade
"Quando ninguém ajuda a construir, só nos resta lutar contra a crueldade e a negligência de quem poderia fazer a diferença."
"A indiferença é a forma mais silenciosa de crueldade: ver o outro cair e continuar o passo como se o sofrimento alheio fosse apenas parte da paisagem."
"Privacidade não é licença para crueldade. Se a sua 'vida' consiste em maltratar o próximo, ela deixou de ser um assunto só seu."
"Muitos confundem autoridade com crueldade, acreditando que ignorar a dor alheia os torna superiores, quando, na verdade, apenas os torna vazios de humanidade."
Uso crueldade no sentido de vida, no sentido gnóstico de turbilhão de vida que devora as trevas, no sentido da dor fora de cuja necessidade inelutável a vida não consegue se manter.
A crueldade que se diz humana
A maldade humana me faz pensar e repensar que existem certos seres — que se dizem humanos — mas que parecem ter sido criados por erro, e não por amor.
Dói-me pensar assim.
Que Deus me perdoe por esses pensamentos e que abençoe todos aqueles que respeitam e cuidam dos seres indefesos.
Quanto aos vermes da crueldade e aos demônios existentes, está mais do que na hora de leis mais severas. Vocês não acham?
Não há como esconder: grande parte dos problemas do planeta está relacionada aos próprios seres que se dizem humanos.
Desta novela não há
nenhuma novidade.
Nos seus capítulos
só resta crueldade.
Não tem nada a ver
com teoria conspiratória:
a poesia também serve
à memória histórica.
Matam e sequestram
a solidariedade de uns
no vasto mar da Humanidade.
Amanhã voltam os tempos
em que muitos foram
sequestrados dos berços.
Sem nenhum arre(medo),
isto é só o começo
do que nunca deveria
outrora ter iniciado
e que agora, diante dos olhos
e debaixo dos narizes,
está sendo requentado.
A crueldade contra os animais é um ciclo que começa dentro das famílias e de alguns núcleos culturais que usam os animais para entretenimento cruel, a aplicação das leis para frear isso ajuda, mas não supre.
A inspiração pode vir de fora, mas podemos adaptar usando as nossas próprias referências.
A direção para mudar essa realidade perturbadora é a Cultura e a Educação, sem querer incentivar a copiar ninguém, observe como os japoneses incluem os animais em tudo desde um de pacote de biscoito, roupas, cosméticos e até points de encontro.
A Crueldade das Indiretas só encontra morada na Inviabilização do Debate.
Confundi-las com ironia é pagar para se precipitar no abismo da guerra palavrosa.
Quando a palavra não é dita face a face, mas atirada ao léu, ela não busca construir, mas ferir.
As indiretas carregam o veneno medonho da ambiguidade: dizem sem dizer, acusam sem assumir, afastam em vez de aproximar.
No lugar do diálogo sincero, abre-se espaço para mal-entendidos, ressentimentos e silêncios pesados.
Debater é olhar nos olhos, é sustentar a própria convicção sem precisar se esconder em meias-palavras.
Por isso, toda indireta é uma recusa ao encontro verdadeiro — uma forma disfarçada de fugir da verdade que poderia libertar.
Afinal, só há debate quando há coragem de expor, ouvir e responder.
Tudo o resto não passa de ruídos orquestrados ao desserviço do encardido.
As recordações não me atingem de maneira abrupta, elas possuem a crueldade das coisas lentas. Infiltram-se em silêncio, ocupam espaços esquecidos da consciência e começam a consumir a alma de forma gradual, quase imperceptível. São como brasas ocultas sob cinzas aparentemente frias: durante muito tempo parecem adormecidas, até que, de repente, voltam a arder com uma intensidade devastadora. E talvez seja justamente essa lentidão que torne tudo mais doloroso, porque não há explosão capaz de encerrar o sofrimento, apenas um incêndio contínuo e silencioso que corrói por dentro sem jamais se extinguir completamente.
- Tiago Scheimann
A Crueldade da Poesia
A poesia é uma fera que lambe o sangue que ela mesma faz jorrar.
Finge consolar, mas apenas prolonga o suplício.
Diz que salva — e salva mesmo —
mas do modo como um naufrágio salva o mar: afogando.
Ela exige do poeta o que o mundo não ousa pedir:
a própria carne transfigurada em verbo,
a memória queimada até virar luz,
a alegria ferida até soar como canto.
O poeta, escravo e cúmplice,
aprende a sofrer em métrica,
a chorar com ritmo,
a morrer devagar, para que o verso viva.
E quando a palavra enfim o liberta,
já é tarde:
a poesia partiu, deixando-o vazio,
com a alma exaurida e os ossos repletos de beleza.
Porque toda poesia é uma crueldade sagrada
e o poeta, o único animal que agradece
por sangrar com estilo.
A Crueldade da Poesia
A poesia me abriu o peito
e pediu meu sangue.
Quando a entreguei,
ela leu em silêncio, sorriu
e foi embora.
Fiquei ali,
com o coração pingando,
verbo amputado, sem sentido,
entendendo — tarde demais —
que a poesia não consola,
nem o poeta, nem a musa.
Poeta não é herói:
ela o consome,
o destrói.
Nos Porões da ditadura, uma flor...
Foi submetida a requintes de crueldade por seus algozes
E por serem animais homens, conspurcaram-na
Insatisfeitos, a mutilaram
Nos porões da ditadura, uma flor...
Foi silenciada pelos agentes de repressão
Com uma rajada de fuzil FAL
A queima roupa, estraçalhando-lhe o corpo
Nos porões da ditadura, muitas flores
Foram ceifadas barbaramente
Em nenhum momento calaram-se
Nem diante do pavor e da dor
Nossos jardins jamais serão os mesmos
Sem a presença delas
Mesmo sabendo que outras nascerão
Para florir este país de beleza e bravura
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