Crônicas Pequenas
Tem dias em que a gente
Simplesmente pensa
e pensa sinceramente
Que não compensa
Olha a vida pelo lado de fora
e dá vontade de ir embora
Pois ela parece apenas
Um absurdo que deu certo
Uma coisa passageira
Que dura uma eternidade
carente somente
de motivo concreto
haja visto
Que não dá pra entender
e nem mudar pra melhor
tudo isto
tem dias em que eu
Simplesmente
Quase desisto
Sob as pedras
Que existem
Nos mais profundos recônditos
das Florestas
Existe vida
A vida também floresce
Nas mais profundas
e também nas rasas
Frestas
Da maior rocha
Que na Terra existe
A vida existe no calor da tocha
e o Fogo do Sol
Produz a vida
A vida é a energia
nos elétrons
e também nos prótons
de tudo que existe
Sob a batuta dos neutrons
Que a tudo equilibra
Nisto consiste
Tudo
Exceto a intolerância
e a ausência de perdão
Nelas
Co-existe a morte
de sorte
Que há sempre um porém:
Após a morte
Existe vida também
Vida
Passagem mágica
Em algum lugar
Onde não há de ficar
Ninguém
Esquecida
essa viagem sem lógica
Ela será perdida
Se eu mesmo não fizer valer
Esse absurdo que deu certo
Eu nasci só
e ao pó hei de voltar
e vivo sem haver
Ninguém distante
e muito menos perto
Que tenha merecido
O amor que dediquei
Não faz mal
O amor de Deus me quis
E o amor de Deus me fez
Talvez demore
Mais um ano ou mais um mês
Pra que Ele desfaça
Entre eu e este Mundo
Seus laços
E eu possa mergulhar, enfim
Numa ausência
Constante e sem fim
Eu deixo a vocês um abraço.
Eu pensava
Que tudo na vida
Podia fazer sentido
Conforme a vida vai passando
A gente percebe que não sente
Que aos poucos vai perdendo
Muita coisa que realmente interessa
O tempo passa
E apesar de passar
Sem nenhuma pressa
Quando a gente olha os tempos idos
Percebe que a vida passou
Rapidamente
A vida passa de repente
Repentinamente
Sem fazer sentido
Ela te escapa e passa
pelos cinco sentidos
Sem ao menos ser sentida
Inesperadamente
a gente olha e sente
Que a vida passa
e Parece que passou por mim
Com muita pressa.
Nesta vida e neste Mundo
Só existe uma certeza:
Sempre haverão outros
E outros e outros e mais outros
e depois deles
Virão outros e depois
Mais outros
Assim como outros
Houveram antes
e existem outros hoje
Amanhã, pode ter certeza
de que outros haverão no vir
e depois deles outros
Haja o que houver
Seja o que for
Haverá sempre outros
Esta é a única certeza
Não existe outra.
EdsonRicardoPaiva
Num dia qualquer
Você finalmente percebe
Que a sua vida foi algo
Que você mesmo complicou
Você não precisa
Ter tudo que quer
Porém, se mesmo assim o quiser
Agradeça antes aquilo que recebe
Desobedeça as suas vontades
de vez em quando
E talvez até descubra
Que não eram suas
Tua visão
Não dobra nenhuma esquina
Portanto
Você precisa ir até lá
O teu olhar, às vezes
pode te levar até a Lua
Mas quando chegar lá
Finalmente você vai descobrir
Que é aqui neste lugar
Que a sua vida continua.
Bom dia, Deus
Bom dia, Sol
Bom dia, Mar
Bom dia, cão
Bom dia,chão
Bom dia,vida
Um Muito bom dia
A quem eu vejo
E quem não vejo
Bom dia a quem fez,
Quem colocou,
e quem pisou e ainda pisa
Em todos os pisos
e azulejos deste mundo
Bom dia, aos que bebem água
Bom dia a todos que eu conheço
Bom dia a quem eu não sei
Bom dia, homem
Bom dia, mulher
Bom dia, Gay
Bom dia, minha mãe
Irmãos e irmãs queridas
Bom dia, vida
Eu não estava morto
e nem ressuscitei
Eu nasci um dia
e ainda estou aqui
Carpe Dien
Andando pela vida
Vivendo e fazendo de conta
Que não existe uma razão
E que também
Não faço questão de nada
O Mundo se move
Chove, enquanto entardece
Parece até que nem me molha
Anoitece o dia
Escurece a vida
Somos todos passageiros
Quando não, prisioneiros do tempo
Quando nada fazemos dele
Simplesmente observamos
O que ele faz com a gente
Enquanto somente
Andamos pela vida
e vemos
O tempo passando
Do jeito que ele sempre faz
Lentamente correndo
Deixando a gente pra trás.
Entre tudo
que há de difícil
Nesta vida
Creio eu
Que dizer o que penso
e me fazer compreendido
É mais que difícil
É um sonho impossível
Todo mundo já sabe tudo
e tem interpretações
Infinitamente
melhores que as minhas
Pras coisas que eu penso
Antes mesmo que eu as diga
Portanto aprendi
Que o mundo não liga
Pra nada que eu diga
No entanto ainda penso
Mas o mundo ensinou-me
A pensar em silêncio
Tem dias que a vida
É um mundo
Onde cabe todo mundo
Passa-se um segundo
Tudo muda
E a vida não passa
de um quintal
Tudo fica igual
ao que era ontem
Mas esta vida
é repleta de quintais
Por mais que a gente queira
Não existem dois dias iguais
Senão não haveria
Os jornais
Tem dias em que a vida
É um embornal
Roto e amarrotado
Abarrotado de sonhos
E a gente simplesmente
Precisa deixar de sonhar
Eu, particularmente
Nem sei mais
onde é que ponho
Tantos sonhos
edsonricardopaiva
A gente vai vivendo a vida
Correndo as estradas do mundo
Repletas de descidas
e fartas encruzilhadas
A gente vai vivendo
a vida torta
Por essas estradas
Sem intendência ou fiscalização
Somente um pedaço de chão
esburacado
Só
A gente vai vivendo
essa vida sem parada
Juntando ao longo do caminho
o pó das diversas estradas
Esperando pelo dia
Em que alma parta
E que todas as lembranças
Sejam inexoravelmente
Engolidas pela terra
e esquecidas
E a gente
um dia também vire pó
espalhados pelas tantas estradas
de outras vidas
Edson Ricardo Paiva
tente ser menos rígido, nem tudo é branco ou preto na vida, temos que nos adaptar a todos os obstáculos dia após dia.
o vidro é muito rígido, mas quebra com facilidade, o aço é rígido; no entanto, se você tentar dobra-lo, o bambu é muito forte, muito duro; no entanto, ele pode dobrar para isso, não quebra, tenta ser como bambu.
Hoje
Eu gosto de saber
O quanto é curta a vida
Longe
Encosto meus ouvidos
Na parte estreita
Escondida nas dobras do tempo
Pois o tempo sim, se curva
Estronda uma trova
Um dobrado
Apito de trem
Um grito que me vem
do outro lado
Prova
Que apesar de ser
Curta a vida
A vasta estrada continua
Basta saber
O túnel
Que deve ser atravessado
depois da próxima curva
Onde existe um rio de águas turvas
Ou uma linda alameda
Que culmina
Em límpida queda d'água
e envereda
Noutra estrada
Esta, bem colorida
Onde se vive
Pro resto d'outra vida.
Edson Ricardo Paiva.
Eu me perdi
Faz tempo que eu ando
Perdido na vida
Não me sinto culpado
Este mundo é um grande labirinto
Portanto, estamos perdidos
Sem saber que o melhor que fizemos
Foi o fato de não termos lido
O aviso que havia na entrada
Dizendo que poucos de nós
Vão querer encontrar a saída
Mas um dia, a saída nos encontra, isso é fato
Contra o qual, ninguém pode fazer nada
Mas há sempre a opção
De deixar uma boa risada
Apagando o ruido da dúvida
Que essa vida tem fim
Mas que nada foi perdido à toa.
Edson Ricardo Paiva.
Um dia
Alguém vai te perguntar
Se soubeste viver a vida
E o que fizeste de teu tempo
Tua senda
Não precisaste
Plantar as flores do campo
Nem pintar estrelas no céu
Ou aquecer o Sol
A tudo encontraste feito
De um jeito tão perfeito
Que a gente o jamais faria
Buscaste sempre
Um defeito ou emenda
Um dia
Alguém há de te perguntar
Por que será que foste tão exigente
No teu dia-a-dia
E ponto
Visto que quando acordavas
Teu dia já estava pronto.
Edson Ricardo Paiva.
O que vem a ser a vida
Senão um pedaço
de massa de pão
Que o tempo convida
Não a dividi-la
Mas dá-la de graça
Com a mesma graça recebida
O que vem a ser a vida
Senão breve sopro
Que anima essa massa
E que passa depressa
Tão depressa despedaça
na palma da mão
Que o olhar arredio
Não tem tempo ou espaço
Pra dizer com certeza
Se a viu.
Enquanto isso
Ela passa.
Edson Ricardo Paiva.
"E que a gente traga na bagagem desta vida
A lembrança das paisagens
Pra que um dia exista alguma diferença
Entre o bom e o ruim
No final, se apruma na incerteza
Sobre tudo aquilo que esses olhos viram
Concluindo que a existência passa
Fica a graça, o alento
Na miragem, na espera...a ilusão passageira
Um mero mensageiro, num veleiro que navega
Contudo
O conteúdo verdadeiro da mensagem
Esse, ele jamais entrega"
Edson Ricardo Paiva.
Às vezes rosa
Às vezes chumbo
Às vezes mar
Às vezes mundo
Todo dia vida
Às vezes prosa
Às vezes verso
Às vezes má
Outras o inverso
Sempre vida
Às vezes isso
Às vezes disso
Às vezes esse
Às vezes desse
Eis a vida
Às vezes queima
Às vezes arde
Às vezes longe
Às vezes tarde
Sempre, todo dia
Vida mesmo
Só de vez em quando
Edson Ricardo Paiva.
A Lei da Vida.
No rio do tempo
Outra estação
Outra água evaporou
Choveu
Pode ser que fosse tudo a mesma coisa
A mesma água
A mesma causa
O trajeto do rio era o mesmo
A mesma confusão no mesmo leito
Era a vida a prosseguir do mesmo jeito
Sem pressa
E, se doutra vez, quem segue o rio sabe o caminho
À ninguém cabe o direito
Em pôr a culpa no trajeto
A culpa toda cabe ao rio
Que dessa vez não confundiu direito.
Edson Ricardo Paiva.
A gente tenta entender
Tem horas que parece até
Mas a vida, essa é senhora do silêncio
Dona da verdade
Na paz dessa oportunidade de calar ou não
E de novo a gente morre
De novo e de novo e de novo
Morre dessas coisas que te vem do coração
E que te corre sem sangrar
Que te sangra sem que se perceba
Te vai numa oração que também morre
Sem subir aos céus
Oculta atrás de um véu
Na tristeza que outra vez se oculta
Na beleza das palavras por dizer
Que na verdade, elas também são ditas
No segredo da oração que não se escuta
Mortas, mas também bonitas.
Edson Ricardo Paiva.
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