Cronicas de Luiz Fernando Verissimo Pneu Furado

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REALIDADE PARALELA


Vivemos em réplicas de espelhos quebrados, onde o reflexo não devolve o rosto, mas o eco de um grito engolido. As mentes, lascadas como vidros sob o martelo do tempo, teias entre o frisson e o divino: o delírio vira profecia, o tremor das mãos se ergue como hino aos céus partidos. O que parece cura é veneno disfarçado de salvação, e o veneno, ah, ele se veste de milagre, cuspindo promessas em línguas que ninguém mais ouve. Aqui, o real se contorce como fumaça em vento contrário. Um homem ajoelha ante o altar de comprimidos partidos, crendo que a náusea é êxtase celestial, enquanto a multidão aplaude o surto como visão apocalíptica. Não é loucura, dizem; é revelação. Não é doença, insistem; é deus infiltrado nas veias. Mas o que aparenta ser santo desaba em abismo, e o abismo, fingindo luz, engole o que resta de nós. A distorção rasteja, invisível, reescrevendo o mundo: o céu chove cinzas que chamamos de bênçãos, o chão se abre em feridas que juramos serem portais. Fragmentos de mentes se chocam, confundindo o pus com óleo sagrado, e o que é se desfaz no que parece. Nesta paralela, a verdade não existe, só o eco de si mesma, distorcendo até o silêncio.

Há uma angústia silenciosa que se instala quando se percebe que já não se consegue resolver sozinho boa parte da própria vida. Não é apenas a dificuldade prática que pesa, mas a sensação profunda de invalidez, como se algo essencial tivesse sido retirado sem aviso. A autonomia, antes natural, passa a ser um privilégio distante, e cada decisão depende de terceiros, de permissões, de circunstâncias que fogem ao controle.
Essa condição corrói por dentro. O indivíduo sente-se diminuído, não por falta de vontade ou capacidade intelectual, mas por estar aprisionado a limites que não escolheu. Surge a frustração de querer agir e não poder, de saber o que precisa ser feito e ainda assim permanecer imóvel. A dependência forçada fere o orgulho, a identidade e a dignidade, criando um conflito constante entre o desejo de reagir e a realidade que impede qualquer movimento efetivo.

Sob a lona colorida do circo, o mundo parecia suspenso entre a fantasia e o espanto. As luzes se acendiam, os aplausos ecoavam e os sorrisos surgiam no rosto de quem assistia. O anão cruzava o picadeiro com passos firmes, arrancando risadas sinceras, enquanto a mulher barbuda surgia imponente, desafiando olhares e preconceitos com sua presença marcante.
No centro da arena, o homem bala de canhão se preparava. O silêncio tomava conta por um instante, até o estrondo cortar o ar e o público explodir em aplausos, vibrando com a coragem e o risco transformados em espetáculo. Tudo parecia mágico, intenso, vivo.
E então vinha o palhaço. Com sapatos grandes, maquiagem exagerada e um sorriso pintado no rosto, ele tropeçava, brincava, fazia o público rir e esquecer, nem que fosse por alguns minutos, os pesos do mundo lá fora. Crianças batiam palmas, adultos sorriam, e o circo cumpria seu papel de encantar.
Mas por trás da maquiagem e do riso fácil, havia silêncios que ninguém via. Porque nem sempre que o palhaço está sorrindo significa que ele esteja feliz.

O feminicídio é uma das faces mais cruéis da violência no Brasil. Ele não é “apenas mais um crime”: é o assassinato de mulheres por serem mulheres, resultado de uma cultura de desrespeito, posse e desvalorização da vida feminina. Sentir repulsa diante disso é o mínimo; o necessário é transformar essa repulsa em consciência, postura e ação.
Cada mulher que sofre violência é filha de alguém, muitas vezes mãe, irmã, amiga, é uma vida inteira de histórias, sonhos e contribuições interrompidas. E há um ponto que deveria nos tocar profundamente como homens: todos nós nascemos de uma mulher. Foi uma mulher que nos gerou, que enfrentou dores para nos trazer ao mundo, que nos alimentou, amamentou, cuidou e sustentou nossa vida nos momentos mais frágeis. Nossa própria existência começa no cuidado de uma mulher.
Como, então, pode existir ódio, agressão ou indiferença contra quem representa a origem da nossa vida e da vida de toda a sociedade? Respeitar mulheres não é favor, não é gentileza é princípio básico de humanidade e justiça.
Repudiar o feminicídio é dever coletivo. Isso passa por não normalizar agressões, não rir de desrespeito, não silenciar diante de sinais de violência e educar meninos e homens para o respeito, a empatia e a igualdade. Uma sociedade que não protege suas mulheres está falhando consigo mesma.
Que a indignação não seja só discurso, mas mudança real de atitude. Porque toda mulher merece viver com dignidade, segurança e liberdade. E porque a vida de uma mulher nunca pode ser tratada como algo descartável.

Sobre o direito, Spinoza afirma que existe no mundo um ordenamento essencial, e dele vem o direito natural que tem por origem Deus. O direito natural é para o filósofo as normas que dirigem a natureza. As regras através das quais a natureza se ordena estendem-se até o limite do seu poder. Se o homem seguir as leis da natureza, estará seguindo também as leis de Deus. Se os homens seguirem as regras e ensinamentos recomendados pela razão, o direito natural irá se expressar através dessa razão, que é a natureza do homem.

(da filosofia de Spinoza)

Quando eu era mais jovem,
não tinha experiência.
Errei. Chorei.
Isso, me ensinou.
Eu cai. Me machuquei. Levantei. Cicatrizou.
Hoje tenho, mais cuidado.


Na escola, eu repeti de ano.
Eu senti tristeza.
Precisei estudar. Busca informação.
Consegui resultado. Isso, deixa feliz.


Da simplicidade,
até a grande responsabilidade.


Um caminho. Um passo, de cada vez.


Precisa esperar.
Ter paciência.


No quebra cabeça,
começa pela primeira peça.

Existe uma casa, para eu morar.
Existe um lugar, para eu dormir.
Existe um lugar;
para me proteger da chuva,
do sol,
e do frio.
Existe uma comida e
uma bebida,
que me dá vida.
Existe movimento, no meu corpo.
Um dia eu nasci,
eu vivo,
sei que vou morrer um dia.
Eu fui no Hospital,
lá existe gente que trabalha.
Fico feliz, com o pouco.
Durmo, e acordo.
O tempo passa.
Vejo terra, no chão.
Vejo montanha.
Eu estava em um lugar, fui para outro.
O carro, precisou consertar.

Hoje chorei. Como havia muito tempo não chorava. Não havia razões claras. Apenas chorei. Talvez por razões passadas, histórias ancoradas no porto do meu ser, ali onde a dor não se ossificou, não se fez concreta, não mostrou a face, mas pairou soberana e silenciosa.
Talvez por razão nenhuma. Nem sempre a dor tem razão. Dói por doer, por não ser outra coisa, por ser dor apenas.

Jogar Conversa Fora ( Ou? )

Gosto De Pôr Para Fora O Que Sinto Em Minha Vasta Alma, Através Das Palavras, Por Meio Das Letras ; Sem Me Importar Se Essas Palavras Jamais Serão Lidas Ou Comentadas, O Que Me Importa É O Prazer Desse Momento, É O Que Sinto Ao Escrevê-las, Isso Me Dá Pleno Prazer Alimentando Minha Alma Transbordando Meu CoraÇão..., As Coisas Que Escrevo São Apenas Meus Pensamentos Vestindo Bellas Palavras.

A Minha Boca Fala Do Que Está Cheio O Meu CoraÇão
!!!
( Ser Poeta É Falar Com A Alma )

Pai olha pra mim
Preciso tanto de ti

Pai sei que errei
E o quanto falhei

E agora venho clamar
Por sua graça e amor sem par

Pai estende sua mão, quero seu perdão, sem ti nada sou

Pai ouça meu clamor, te imploro o favor, oh meu salvador.

Pai eu sei que falhei
Por ti não busquei

Pai eu busco a ti
Quero voltar a sorri

Pai estende sua mão, nos trás salvação, vem morar em mim
Pai por Cristo Jesus, e o sangue na cruz, que seja assim.

Até o fim.

" Espero que dê tempo
de novamente olhar em teus olhos
e viajar na beleza que existe no teu olhar
espero que dê tempo,
para podermos andar de mãos dadas
e sorrirmos sorrisos bobos
simplesmente tomando um sorvete
ou falando coisas sem sentido
espero que dê tempo
de trocarmos os mais deliciosos e desejados beijos
e muitos, muitos gestos de amor
espero que dê tempo
de tentarmos novamente outra vez...

há um tempo em que é preciso reciclar
jogar fora coisas velhas,
velhos hábitos, roupas , sonhos
e no aflorar das mudanças é preciso aprimorar o riso
pode ser que algumas coisas velhas queiram transformar-se em lágrimas
não,não podemos voltar, o tempo é exemplo que é pra frente que se vai
passado é objeto morto, coisas velhas
lá estão sonhos que não deram certo
ousadias infundadas, casas em péssimo estado.
reciclar, olhar para o futuro
almejar novos sonhos
fazer uma casa nova e nela sorrir
pois o futuro nos pertence
e é só o que temos...

" Vou adotar um animalzinho de estimação, pois vejo neles, anjos disfarçados.
Quando percebo a quantidade de pessoas que conheço,
me dou conta do quanto estou só, até porque ao analisar certas "amizades", vejo na maioria delas uma busca de interesses e isto é sim, combustível de solidão. Chegar em casa e não ter vontade de arrumar as coisas, não é liberdade é abandono. Quem sabe a obrigação de cuidar de um bichinho me dê a real dimensão do que é o amor.
Serei fiel até que a morte nos separe...

" Eu tinha a vida toda pela frente
e de repente, não a tenho mais
foi o tempo, sempre ele
impiedoso tempo
e como a maçã que depois da fase bela, cai
a vida esvai num segundo
eu tinha a vida toda pela frente
e de repente tenho a esperança
de dias melhores
de novas emoções
de sobreviver em meio ao meu caos particular
até quando dará certo esse futuro
não sei,
mas seja como for, tentarei chegar lá...

" Já andei descalço em dunas ferventes,
senti o calor subir pelo corpo e precisei de água
já estendi as mãos a ingratos que não souberam dizer valeu
vi o mundo mudar, crianças crescerem
vi amores confundidos com amizades
e amizades maiores que amores
vi filhos deixarem suas casas
e suas mães chorando
já vi filhos chorando
a ausência de suas mães
e ai o mundo foi escola, lar
tribunal e verdade
já vi arrependimentos verterem em olhos cansados, vermelhos
e a dor acompanhar até o fim
vi mãos que nunca deram nem pediram perdão
já andei de sandálias novas e isso foi muito bom
conheci realidades, duras e belas sociedades
conheci o amor e a beleza da vida
conheci colo de mãe
e lá foi o melhor lugar do mundo...

" Não desabotoei tua blusa para te iludir
naquele momento ia junto meu coração
e tudo que deixei foram provas
nada foi em vão
o calor de nossos corpos foram cúmplices
e todo universo cantou a mesma canção
no céu, um grito
alguém sabia que não era apenas casual
então o que se fez foi sutileza
rara beleza de algo normal
fomos além de nós mesmos
à procura de contemplação
aquela paz, que faz dois serem um
e um ser maior que a multidão
soubemos o que fazer,
perdoando, amando e vivendo
a plenitude há de nos querer
acima de tudo igualdade
tesão de verdade
em nossos corações...

⁠⁠" A gente precisa de alguém
que nos faça rir, que nos abrace
e nos chame atenção quando estivermos errados
a gente precisa de amor
de alguém para caminhar na fé
e encontrar na vida, o real sentido das coisas
e ao encontrar, que nos complete
mesmo que de vez em quando pareça que nos falta um pedaço
a gente precisa mesmo de alguém
pois sem ninguém, solidão domina
o sono termina, a vida padece
aquela mistura de paz e guerra, finda
a gente precisa de alguém
para tornar a nossa vida, linda...

Olha outro dia ouvi um comentário de que um homem, romântico, sensível e carinhoso, só pode ser gay..
Com todo respeito aos meus amigos gays e olha são muitos. Inclusive tive amigos gays na minha juventude e sempre os respeitei e fui respeitado por eles. Cada um na sua, vivendo e curtindo a vida como acha melhor. Não temos o direito de dizer o que é certo ou errado, pois isso é individual e quer uma verdade... Todo mundo um dia pensou em ser gay e fez sua opção. ( Tem muita luta pela frente, ainda...)...
Mudando de assunto essa questão de ser um homem romântico etc e tal, também é uma opção de vida, de coração, de maturidade. Assumir que gosta de poesia, amor, flores, jóias e carinho não é ser contra ninguém e não precisamos lançar um movimento de protesto a favor dos românticos injustiçados...
Sou assim e sinto-me bem a vontade para escrever esse artigo. Romântico, bem resolvido e por natureza apreciador nato da beleza feminina, apenas com vontade de ser um pouco mais malandro ( No bom sentido é claro), para ai sim viver a plenitude de uma vida, amar e ser amado, na intensidade e coerência de quem sabe o que quer...
Oscar de Jesus Klemz

“” Capricha no baton, no make
Compra aquela blusa nova que você tanto gostou
A concorrência “ta” grande
É preciso superar-se

Quem sabe um pouco de investimento
Mude em você aquele ponto que você não gosta
E te traga pra mais perto
Aquele outro “” que você quer

Vai lá
Hoje é seu dia...””

“” Lamento por você
Que não tem um amor
Que não sabe o que é ter o rosto tocado com carinho
Que não sente o gosto de um beijo não carnal
Sinto tanto, por você não ter isso.
Preocupo-me até
Desejando que Deus te abençoe com um amor assim
Simples, carinhoso, cheio de ternura.
Mas não posso deixar de lamentar
E você sabe por que...””