Cronicas de Luiz Fernando Verissimo Pneu Furado
Alguns Versos Esparsos
No meu peito chocalham
Cem alfabetos completos.
São maiúsculas e minúsculas
Com os sinais de pontuação
E os marcantes diacríticos.
Todos numa mistura infernal.
Letras, símbolos, fonemas,
Grafemas e silabários;
Logogramas, palavras,
Signos, significantes,
Frases, períodos e parágrafos
Gritam por ordenamento
Mas como ejetá-las em ordem,
Se foge-me a inspiração,
Se falta-me o motivo?
Então socorre-me o coração
E da minha pena brotam
Alguns versos esparsos.
(Versos Livres de Luiz Vila Flor)
Certas manhãs
Certas manhãs
Há certas manhãs
Em que a vida transcende,
Eleva-se a planos inimagináveis,
E uma luz, toda especial nos envolve.
.
Nessas manhãs
Surge uma energia nova,
Essencial como o ar, como o sol,
E o mundo circundante, todo, se ilumina.
(Versos Livres de Luiz A Vila Flor)
Quero apenas ser o mesmo canalha
Tal qual me conheceste
Porém, ciente das falhas
Muitas só por tua conveniência
Ou será que não vias?
Precisas mesmo a ciência
Pra dar razão ao que vivias
Digo por ti, pensando em voz
Desato nós sem rebeldia
Amanhã já vai ser um novo dia
Doeu, agora sou mais ainda,
Mas só eu sei fi,
Sei que essas muleta deram um toque
Jamais serei o mesmo
Sempre serei o mesmo
Humildade vem de berço
Amor só de mãe sempre
E do pai sempre presente
Álcool da pá
Um role massa pra uns
Mas não basta pra alguns
Que só azedam e julgam
Fantasia de cordeiro
Marionete de uma raposa
O que fechava a menta
Era obra de Deus
Mas não como ateus
Que nem eu que acreditam
Que amor não se compra
Se vende e aluga
Mantendo ereta a postura
Curte se pá sempre que der
Mantém a vibe
Acorda na hora certa
Conquista o respeito
Pois de todos os jeitos
Eu vou curtir a doce história
Dando um gole na memória
Mas vou sair
Observar
E acender no meu cantinho mais um
A lua ta brilhante
Sei lá se tava grande
Ou se foi só foi donde eu vi
Tipo, do topo de uma roda gigante
Tamo ai pra aprender de verdade
Não gostamos de falsidade
Não aceite os meus mesmos erros
Moleque maluco
Sem cara de surto
Já acostumado
Estranho no ninho
Mas sabe o caminho
Pois olha onde pisa
Dá o passo macio
Ignora o vazio
Aquece o frio
Mostra gentileza
Estampada em sorriso
Nem sempre presente
As vezes ausente...
Ouviu a frase de um senhor que olhou no fundo dos seus olhos e disse:
"Vi no seu olhar preocupação meu jovem! Não fique assim, não adianta"
Moleque maluco e esperto
Passado é aprendizado
Futuro é certo
É morte
Mas com um legado
O agora não precisa laço
Corte inaugural
Convite especial
Passado e futuro é ausente
É agora o que sente
Acostumou a viver presente.
Num belo dia iluminado
Um rapaz muito barbado
Chamaram de drogado
que sujeito feio!
Se sentiu muito alheio.
Pensou em mudar seu look
Entrou na onda do gmail e do facebook
Se rendeu, se cadastrou
Quando então se deparou
Com um tal de "sobre você?"
Sobre mim?
Sobre mim ta meu chapéu!
As aves, o ar o céu.
Gosto de coxinha e de um bom pastel
Som bom pra mim é boa letra
Viagem sem mente estreita
Que nao se limite a um mero "créu"
E o tal louco continuou
na frente de um monitor
Explanando pensamentos
Paixões, experiências
O que achava da ciência
Aquilo que aprendeu na sua vivência
Foi curtindo a idéia, mandando sua verdade
Por pouco mais um zumbi dessa sociedade
Depois de escrever palavras em série
Ali se encerravam seus caracteres
Então pensou...
Pensem então que sou louco
Pouco me importa
Quero portas pra abertas
Pra minha vida
Sejam certos que eu sou louco
To nem ai
Nao tenho caracteres
Para me definir
Calma não entendo
O que tá acontecendo?
Eu me lembrei me lembro
Eu me lembro
Eu lembro
A luz se apagou
Ou derreteu
Sei lá foi muito fogo
Você e eu
Risos e olhares subliminares
Em vários bares
Malícias sem maldades
Que crueldade
Até aquele momento
Eu me lembrei me lembro
Eu me lembro
Eu lembro
Guenta o que pode
Isso não é fantasia
Uma hora a verdade eclode
Lidar com isso dói
Ignora e constrói
Aquilo que tu quis pra tua vida
Eu me lembrei me lembro
Eu me lembro
Eu lembro
Era sonho e que sonho
Um sonho massa
Tá em falta lá na padaria
O sonho acabou
Só o cheiro da marofa
Seu padeiro tem massinha de farofa?
Tem com creme
"Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei em que hora dizer
Me dá um medo, que medo"
Cada vez mais louca
Essa vida que traz
Só a loucura trazer a paz
Uma hora isso vai ser demais
Passei a noite pensando demais
Calma não entendo
O que tá acontecendo?
Eu me lembrei me lembro
Eu me lembro
Eu lembrou
Depois disso não lembro nada mais
Olá school hip hop real shit
Na calada da noite só resta o breu
Estamos aqui só ela e eu
No nosso momento a madrugada
Tá tudo legal mas não legalizada
Tao distante e perto
Consciente avançado
Passos dispersos
Mas o seu acesso
Além do que foi conexo
Mais ainda complexo
Nem procuro o nexo
Só desfruto
E digo o fluxo
Na humildade sem luxo
Mas ela não se importa
Segue só
Desata nós
Enquanto me preocupa
Ela se ocupa
Não comigo
Ainda bem
Dou amém a quem
Não se importa
E segue
Prossegue
Tipo eu,
Comigo
Tipo a gente
Um dia
Utopia
Em varias cidades ela trabalha legalmente
Ativando o poder do pensamento e da mente
Eu dou uns beijo nela, sei que mais gente faz
Quando ela esquenta a todos nos satisfaz
Ela tá aqui ilegal mas trabalha todo dia
Muito requisitada pra quem tem
Mas sabe o valor de uma de 100
Porque uma hora fica sem
Mas continua zen
Não é por bobeira
Não tem ninguém de brincadeira
Se ninguém tá
To fazendo o que?
Sei lá To vivendo
Cabeça no louro
Mas não no tesouro
Deus ajuda quem cedo Madruga
Mas pague o aluguel
Seu barriga é humilde
Mas nada modesto
Não é só gente boa
É homem honesto
Certo que é natural parecemos fortes
Como numa ferida exposta
Corre sangue até encontrar o ar
Corpo faz
Casca
Cicatriz
Certo que é natural sermos moles
Como a ferida que era sangue
Corre tanto que solidifica
Corpo faz
Casca
Cicatriz
Certo que nem as duras rochas
Como a lágrima de uma mente fria
Corre quente
Como tal qual o
Corpo faz
Casca
Cicatriz
Existem dias em que encontramos dificuldades, cotidiano.
Por mais que evito desculpas
Não me comprometo a justificativas
Peço perdão, sem desculpas.
Meu cachorro talvez confie em mim
É recíproco
Comemos um pouco de pão amassado
Não foi o Diabo
Nem era hóstia, foi estória
História não foi à toa e passou
O pão continuou saciando a fome.
A ilha é feia
Apesar de terem primas
Que são irmãs
Seus amigos são pedras
Mais unidas do que rocha
Feia pra quem?
Pedras que são irmãs
Sugeriram os índios
Que tanto dançam
E contemplam
O valor da vida sem pensar no preço
É uma maravilha de ilha feia
Tão encantadora como uma das cabras
Apenas um pedaço de terra no meio do mar
Apenas um conforto dentro de um sonho
De acordo com Olavo de Carvalho foram mortos em Cuba, desde 1959, 115.127 cubanos sem qualquer julgamento.
São 56 anos de ditadura, o que daria 2.055 por ano.
20 milhões na União Soviética
65 milhões na República Popular da China
1 milhão no Vietname
2 milhões na Coreia do norte
2 milhões no Camboja
1 milhão nos Estados Comunistas do Leste Europeu
1,7 milhões na África
1,5 milhões no Afeganistão
E vem falar de 474 no Regime Militar no Brasil, como se tivesse sido "Anos de Chumbo"...
Foi um regime que nos livrou desses comunistas...
'Essa noite eu sonhei e acordei com saudades de Tudo, saudade daquilo que não vivi...Tudo,
saudade daquilo que valeu. .. de Tudo,
Saudade daquele sorriso. .. Tudo!
Saudade daquilo que se perdeu, Tudo.
Sintomas de Ti,tu, te, Ta. .. , to agora aqui... Sonhei e lá sim você vivia em mim!
Tim, Tim!'
(Lembranças de uma vida que sonhei conTigo)
Lembranças do que ainda não vivi...
Com você viajo para lugares perdidos e distantes,
Faço pontes com o desconhecido e me transporto pra cenas que não vivi...
Sou o seu melhor, você Desvenda e extrai o melhor de mim!
Vivo em mundos de você e de mim...
Nosso universo infinito e particular...
O amor.
Longe de estar acordado eu te encontrei em um sonho
Um pouco estranho, insatisfeito, um olhar desmotivado
Balançando de um lado para outro lado e tristonho
tu que sempre foi risonho e no sonho esta calado
O que há contigo meu velho amado? cade sua alegria?
Aquela criança que dentro de ti carregava inumera felicidade
Que deixa todos a vontade com suas piadas e harmonia
Colhi sua sabedoria para que eu consiga chegar tambem a sua idade
Gotas de felicidade e saudade dos tempos que nao voltam mais
Meu velho amigo e companheiro do ano inteiro, janeiro a janeiro
Trazendo contigo somente o que há de melhor e deixando tudo em paz
Fique mais, não tenha medo guardamos tantos segredos sou o seu filho primeiro,e o senhor meu eterno pai.
Todas as cores retidas em um só olhar
Ventos geridos de uma tarde primaveril
Sorrisos e sons colorem o azul
Nas águas espelhos refletem
Um tempo bom
..
O cheiro do café
A pulseira amarela em seu calcanhar
A chuva que veio sem avisar
A canção de cordel
..
A chave o pingente
As asas do vento
E as nuvens doces de algodão.
..
O afago
Inesperado e gentil
O cafuné despretensioso
E o jeito de dizer um tchau
..
Melodias em tardes acinzentadas..
Acordes de saudade
Flores que se encolhem
Sob águas que caem do céu
Verdades escritas em cadernos d'água..
Espelhos refletem o eco de um olhar
A voz que compõe a rima
O soneto no papel amassado
As formas que os dedos compõe as cordas...
O Perfume voa com o vento
As borboletas dentro dos pensamentos
Sonhos de dias coloridos
A Primavera e seus ventos
E o sol ameno...
Os olhos pequenos
De tantas cores.
Folhas amarelas pelo chão
Uma xícara de café
Com desenho fofinho..
Melodiosos Pássaros cantam
gotas caem lentamente das nuvens
E nem um sinal do sol..
quando a luz de meus olhos se esvai com o passar do tempo
um sorriso de menina esta retido em minha mente
o meu reflexo em um olhar azul
como um anjo
suas palavras e sorrisos tatuados em minha alma
as folhas que juntamos em outonos passados
estão guardadas no livro velho com cheiro de madeira
nossas tardes desenhando nas nuvens , o algodão doce
com a cor dos seus olhos
mesmo passadas tantas estações
tudo continua aqui
posso sentir o sabor dos seus doces lábios avermelhados
eu queria ter um espelho e nele poder mergulhar
sem hora pra voltar , e dançar com você mais uma vez
com os pés descalços na chuva
poder mais uma vez ouvi-la cantar ao som do meu velho violão
as cartas e bilhetes , os lírios e o milho verde
nossas individualidades
o chocolate e a pipoca
nunca mais provei
o violão com cordas enferrujadas
no canto da sala
mesmo em silencio
ouço o canto da saudade
hoje meu nome se confunde
com o vazio que a
sei o que o girassol
sente em dias de chuva
meus olhos cinzas
não deferem o azul do amarelo
a vida se tornou
um rabisco abstrato incompleto e sem forma alguma
as letras aos poucos me abandonam..
a musica , o desenho no vidro , o chinelo velho
marcas em uma memoria cinza
de outonos passados
melodias tristes, sons e cores
tatuadas em um céu descolorido
tudo mudou com o passar dos tempos
e as dores ainda permanecem latentes
aos poucos a vivacidade abandona o castanho olhar
a fumaça substitui o respirar
a luz dos olhos dão lugar tenras a ilusões..
anestesia a dor que é retida na alma
o som do piano já não é mais tão belo..
nem o amarelo vivido de um girassol
o cheiro do milho cozido
o algodão doce azul
o sorriso espontâneo
tudo se foi..
no fim você já não sabe diferenciar os sons
as cores.. O mais grave do agudo
os sentimentos
apenas trago em mim as lembranças de um amor
juvenil
ela é tão linda com seus cabelos molhados..
com as covinhas que formam quando sorri..
as gotas molhando seu rosto tão inocente...
ela passa a mãos e os cachos aparecem...
agora ela esta com um vestidinho azul ..
lindo como o céu....
agora ela esta fazendo uma cara engraçada..
que só faz quando estamos juntos...
eu tentei desenhar seu rosto em um papel velho que achei..
mais por ironia do destino não sei nem fazer um gatinho...
eu penso as vezes como se sente o gira-sol..
em dias nublados...
eu sei que em dias de chuva as tardes são cinzas...
as borboletas em seu caminho voando,voando...
ouço as batidas de suas asas..rosas e liros morrendo..
afogadas pelas chuvas.. que teima em continuar
teimam em continuar a cair do céu..
chuvas ou lagrimas....?
fotografias em uma gaveta..
sorrisos paralisados em um papel impresso..
parece ser eterno ...
parece ser eterna essa felicidade...
gotas caem do céu ..
molhando seus cabelos...
escorrendo por todo seu rosto...
as flores continuam vivas no jardim de pedras....
as borboletas em seu caminho voando,voando...
ouço as batidas de suas asas..rosas e liros.....
ela esta com seu vestidinho azul....
mais o céu já não é mais o mesmo...
esta chovendo la fora
Vou me calar no jardim do Silencio
Notar e ouvir somente meu coração
Vou me calar diante ao mundo
E sair do mundo da ilusão
Vou me calar diante das pessoas
Para deixar de lado o não
Vou me calar ouvindo a melodia
Para viajar em uma canção
Vou me calar para meu orgulho
Querer demais não é poder
Vou me calar com meu pensamento
Para mais tarde não se arrepender
Vou me calar diante do amor
eu sei que o eterno não existe
vou me calar diante da saudade
porque em mim sei que ela persiste
vou me calar diante da vida
mas vou viver a cada momento
vou me calar junto ao meu horário
a cada dia em seu devido tempo
vou me calar para não sentir
o que pela frente ainda esta por vir
vou tentar sorrir no momento, mas não vou falar
diante de tudo um pouco eu sei que vou me calar.
