Cronicas de Luiz Fernando Verissimo Pneu Furado
Quem Te Fez Sofrer Está Colhendo em Silêncio
Tem gente que te machuca e depois segue a vida como se nada tivesse acontecido. Algumas dessas pessoas até postam fotos sorrindo, mostrando conquistas, vivendo novas fases, como se o mal que fizeram não deixasse marcas em ninguém. Mas o que elas não mostram — e talvez nunca mostrem — é que estão colhendo, no silêncio, tudo o que plantaram. Porque a vida cobra. E cobra de um jeito que não precisa de plateia.
Quem te fez sofrer está pagando. Só não está postando.
A justiça da vida não faz alarde. Ela age no invisível. Age no travesseiro de noite, quando ninguém vê. Age nas perdas que parecem coincidência, mas são consequência. Não precisa ser vingança. Não precisa ter revanche. A vida é sábia, tem ritmo próprio, e sabe devolver exatamente o que cada um oferece ao mundo.
Não é fácil lidar com a dor de ter sido enganado, traído, diminuído. A gente sente raiva, sente vontade de mostrar ao outro o quanto ele destruiu. Mas no fundo, a resposta não está no retorno do sofrimento alheio. A resposta está na paz de não carregar mais o peso do que nos fizeram. A resposta está em não precisar provar nada. Porque enquanto o outro gasta energia fugindo da própria consciência, você pode gastar a sua reconstruindo a própria vida.
A verdade é que a vida devolve. Pode não ser no nosso tempo, pode não ser da forma que esperamos, mas ninguém sai ileso do que faz aos outros. Quem fere carrega marcas também. Quem machuca alguém por egoísmo ou crueldade, cedo ou tarde vai sentir o gosto do próprio veneno. Porque o universo tem um jeito silencioso — e certeiro — de equilibrar tudo.
E não, isso não é desejar o mal. É confiar que não somos nós que temos que fazer justiça. O que te cabe agora é se curar. É tirar o foco de quem te feriu e colocar toda a atenção em quem você está se tornando. Porque é aí que mora o verdadeiro poder: em não permitir que o mal que te fizeram defina o seu caminho.
O perdão não precisa ser aceitação. Não precisa significar que tudo bem o que aconteceu. Perdoar é romper o elo com aquilo que te prende. É soltar o que te suga. É deixar ir o que te adoece. Quem te machucou vai lidar com isso da forma que a vida decidir. Mas você não precisa se manter preso a isso. Você merece seguir em frente leve, sem carregar histórias que já não fazem mais sentido.
E enquanto você estiver cuidando de si, saiba que a vida estará cuidando do resto. Aqueles que te feriram estão enfrentando suas batalhas, mesmo que não falem sobre elas. A aparência de felicidade nas redes sociais não conta a história toda. Tem dor que ninguém publica. Tem arrependimento que ninguém confessa. Tem vazio que nem filtro disfarça.
Por isso, não deseje ver a queda de ninguém. Deseje ver a sua própria subida. Deseje paz pra você, clareza, força. Deseje um futuro limpo, com gente que não te machuque só porque pode. Deseje relações que saibam cuidar, que saibam ficar, que saibam retribuir. E a felicidade, essa sim, será sua melhor resposta.
Quem te fez mal vai colher. Mas você? Você vai florescer.
Por Andre Luiz Santiago Eleuterio
Tem dores que são só nossas. Não adianta explicar, só entende quem sente. Essas dores podem ser emocionais, físicas ou espirituais, mas todas elas têm algo em comum: a capacidade de nos transformar.
Enfrentar essas dores pode parecer insuportável, mas é nesse processo que descobrimos nossa verdadeira força. A dor nos ensina a ser resilientes, a encontrar forças onde pensávamos não existir e a seguir em frente, mesmo quando tudo parece perdido. É importante reconhecer e aceitar nossa dor, em vez de fugir dela. Somente ao encará-la de frente podemos começar a curar.
Nessa jornada de autoconhecimento, é crucial aprender a confiar em nós mesmos. Enfrentar a dor sozinho pode ser uma oportunidade de crescer internamente e descobrir nossas capacidades ocultas. Ao invés de buscar ajuda externa, concentre-se em ouvir a sua própria voz interior. Meditação, reflexão e tempo a sós podem ser ferramentas poderosas para entender e superar o que está dentro de nós.
Cada um de nós tem a capacidade de superar as adversidades. A dor, por mais intensa que seja, é temporária. Ela nos molda, nos fortalece e, eventualmente, nos leva a um lugar de maior compreensão e compaixão por nós mesmos. Use a dor como uma ferramenta de crescimento e lembre-se: após a tempestade, sempre vem a bonança. Mantenha a esperança viva e acredite no seu poder de superação.
o que eu mais queria era ter você comigo,
mesmo longe,
gostaria de ter a certeza que estaria ao meu lado
não que agora não tenho
mas quero dizer,
ao meu lado podendo estar ao meu lado
ao meu lado como aquela roupa que queremos tanto e que procurarmos em todos os cantos inimagináveis da casa sabe?
eu seria a roupa,
precisando de você,
em algum canto da casa,
com certeza eu estaria
quero carinho no cabelo,
quero seus mais molhados beijos,
quero seu abraço apertado
já que nele eu me sinto em casa
sinto que estou no lugar certo,
quero seu sorriso tímido e tão perfeito,
quero ver seus grandes lábios se movimentando ao falar,
quero seu toque,
e tudo que há em tu eu anseio fervorosamente
"Compreender os Dragões "
Os Dragões me ensinam a ser humilde, a respeitar qualquer religião e a respeitar o ateísmo, a respeitar o diferente, pois, aprender com os Dragões, é ato de humanidade e espiritualidade, remete na integra, há não violência ou brutalidade, não há ódio, há não injustiça, há não intolerância e racismo e não a turbulência ou conflitos existenciais, embora, pela clausura da vida moderna humana, sabe-se sobre a fraqueza do que pode acontecer.
Como seres que vivem sustentando a natureza e tudo o que compõe no universo, eles não adotam á ideia de salvador, não adotam a idéia de Deuses ou deusas, não adotam o bem ou o mal, estão para além disto, não gostam de títulos, mestre ou governador, simplesmente os Dragões regem e atuam em tudo no cosmo, em todas as dimensões existentes, nós ensinam o valor da honra, bondade, justiça, lealdade, respeito, amor, responsabilidade, dignidade, no bojo da alma.
Não querem saber de templos, igrejas, mesquitas, cruzes, amuletos, rituais esdrúxulo, não quer saber de orgulho, ambição, egoísmo, no entanto, vivenciam o amor , simplicidade e sabedoria, devotam pela amizade e a gratidão, além do que imprimi no ser a confiança no processo evolutivo do ser pelo ser, continuamente como irmão na seara da luz divina e orixalina.
Os Dragões ensinam e direcionam como modelo de luz divina, sem deturpar o modo de vida do ser e tudo aquilo que ser precisa passar , infelizmente os Dragões foram mal interpretado, sem razão, sem lógica, sem fundamento, sem originalidade, logo, também não adotam a idéia de pecado, tabu , regras ou leis descabidas, ilusões que petrificam a mente humana.
O vocabulário dos Dragões, viabilizam no caminhar do ser , há não criar paradoxo ,mas, possibilitam conhecimento , e prosperar pela dose de informações que adquire e fortalece amar si mesmo e amar teu irmão. E, vale a pena lembrar, que no mundo espiritual, " ninguém é melhor do ninguém "e no mundo espiritual a regra de ouro dos mortais" quem pode mais, chora menos" , não existe! E o que existe é a fraternidade do amor e humildade, que está também para além da razão humana, para além da convicção humanas aos quais pregam a libertação do julgo dá matéria, pregam a reencarnação e a construção e enfatizam a profunda busca da individualidade do pensar, sentir, viver a própria vida, a própria opinião sem empecilho e sem esbarrar em comportamento aberrante.
Salve os Dragões abençoados!
"Há um dia, e sempre existe este dia, em que algo ou alguém nos coloca a vida do avesso.
É o dia da prova, da averiguação pelo Mais Alto da necessidade de uma mudança para nós. Ou não.
Confrontado entre o ir e ficar, manter ou modificar,
- pense no que falta, pense no que sobra.
- pense no que você tem e no que você não quer mais.
- pense no que aquilo pode trazer de bom, e no que aquilo pode trazer de mau.
- analise as alternativas, pondere as consequências.
- reflita no que você pode fazer e o que não deve fazer.
Esteja pronto para dizer sim.
Esteja pronto para dizer não.
Siga sua estrada, colhendo os frutos da escolha.
Doces ou amargos, são seus.
Você fez o que achou melhor fazer.
E que assim seja.
Assim será."
(Por um Espírito Protetor, Instituto André Luiz, 10/02/2021)
25 meios de agradar a esposa em momentos normais e em dificuldades críticas.
1- proporcionar jantares, lanches ou encontros românticos a dois.
2- Ouvir e dar razão a ela em alguns momentos, mesmo que a mesma não esteja com a razão.
3- Ouvir a esposa .
4- Ser bem humorado quase sempre com a esposa, só não em casos sérios e que requer uma atenção minuciosa.
5- Ser responsável e resolvedor de problemas em casa e assuntos concernentes a família
6- proteger e conduzir adequadamente a esposa em todas as circunstâncias.
7- Manter a provisão e amar a esposa, assim como agradar dando "mimos"de vez enquando .
8- Repreender a esposa, sabiamente quando a mesma está em uma situação onde ela mesmo quer colocar em cheque a honra e o relacionamento.
9- Preservar e ou cuidar da Saúde e idoneidade do cônjuge, em qualquer circunstância.
10- Cuidar dos filhos com maestria, zelo e cuidados, assim a esposa assistindo a boa liderança para com a prole se sentirá alegre e com muita satisfação no marido.
...
12 motivos excelentes para se ter filhos no casamento.
1- As crianças trazem alegria e felicidade ao lar.
2- As crianças amadurecem os pais.
3- Os bons filhos serão nossos pais em nossa velhice.
4- crescimento da família base.
5- multiplicação de possibilidade uma paternidade bem resolvida.
6- Dominação na terra ou sociedade por meio de um legado, familiar.
7- Ter o prazer de ser Pai ou Mãe.
8- Para alguns, não todos é um motivo de grande alegria e muita riqueza.
9- honradez e proteção para a família no futuro.
10. Em muitos casos os filhos são, a provisão e proteção aos pais na enfermidade e na velhice.
11 - Ajuda nos afazeres domésticos e apoio familiar quando chegam a certa idade , se os mesmos forem bem educados desde sua infâncias.
12- pode acontecer de você e seu cônjuge tenha um filho ou uma filha, que se torne sábio(a) e ele(a) lhe dará muito prazer e alegria, até mais se você mesmo o fosse.
O único orgulho
O único orgulho é o de conhecer Jesus Cristo, o único orgulho é de se orgulhar da obra feita na Cruz do calvário, o único orgulho é de ter a glória garantida no final da vida ao seguir o mestre aos trancos e barrancos, o único orgulho é saber que ele nos amou e se entregou apaixonadamente pelo sacrifício de Cruz, e sem palpitar, e sem falar, como um cordeiro entregue aos seus tosquiadores, fez a obra de salvação eterna, ao Rei Jesus toda honra e toda Glória.
Poesias Líricas ao Rei Jesus
1- Questão:
58 motivos de briga no casamento:
1- falta de dinheiro
2- falta de diálogo
3- falta de compreensão entre os dois
4- Dar muita liberdade aos parentes para se intrometer na relação
4- egoísmo
5- falta de respeito ao cônjuge
6- falta de parceria nas tarefas do lar.
8- O homem não tomar postura de líder resolvedor de problemas no lar
9 - Não ouvir a esposa em situações de resolução de conflitos
10 - Não comprar o que a mulher gosta de comer, em seu tempo nescessário.
11. Falta de entendimento na situação financeira da família.
12. Privação sexual
13. Falta de respeito
14. Diferença da idade fisiológica e biológica
15. Amizades com sexo oposto no trabalho, tanto para homem quanto para mulher
17. Jogar em face tudo o que faz, com tom de humilhação.
18. Querer ser o sabichão ou a sabedoria tudo , na relação e não respeitar opinião alheia a sua, mesmo que seja boa.
19. Não ser agradecido(a) com o espos(a), tanto em pequenas coisas, como em grandes.
20- pensar somente em si mesmo e não no outro
21- Ser sempre grosseiro(a) e mal educado(a).
22- fazer pirraça e deboche constante das escolhas dos cônjuge
23- O esposo ou esposa pedir algo para fazer e o outro procrastinar a muito tempo
24- Não compartilhar as finanças como um casal unido em um único propósito
25- Ser divorciado(a) ou viúvo(a) e viver falando do atual cônjuge do antigo parceiro(a), rebaixando as qualidades ou fazendo comparações.
26. Interromper o cônjuge quando o mesmo está falando em público
27. Tirar a autoridade do cônjuge em frente as crianças.
28. Humilhar o companheiro desmentindo em frente aos amigos ou amigas, patrões ou funcionários ou familiares.
29. Relembrar de ofensas já perdoada
30. Negar intimidade sexual ao companheiro (a) em situações onde se pode fazer.
31. Deixar de reconhecer esforços do cônjuge para o desenvolvimento da relação
32. Homem casado ou mulher casada, ter amizades com o sexo oposto sendo solteiros.
33. O esposo ou esposa ter visões diferentes a respeito da criação dos filhos.
34. Falta de submissão da esposa e falta de liderança ativa do esposo.
35. O homem negar luxos a esposa quando o mesmo tem como fazer ou realizar.
36. A mulher negar a caprichos do homem quando o mesmo merece, e ela o tem como fazer e realizar.
37. O homem ou a mulher não ceder a algumas vontades do esposo (a), por causa de opiniões alheias.
38. O homem não dá dinheiro em espécie para mulher gastar em besteiras.
39.quando o homem ou a mulher ganha mais que um dos dois, e a equivalência de autoridade na família está relacionada ao rendimento monetário e não a função familiar paterna ou materna, para o bem da saúde do casamento e familiar.
40. Quando um dos cônjuges prefere a companhia dos amigos, do que a do próprio esposo ou esposa.
41. Divergência entre o casal em como gastar os rendimentos da família.
42. A mulher tratar o homem como criança, fazendo o homem perder a autoridade e sua postura de liderança no meio social onde se vive.
43. Ciúmes doentio sem fundamentos, e sem nenhum objeto oposto entrando como trio amoroso na relação como sombras de dúvidas.
44. Sogro ou sogra se metendo na relação, ou na criação dos filhos, constantemente.
45- tomar as dores do filho quando este é chamado atenção, em sua presença...
46. diferença de credo religioso e ideologias entre os cônjuges.
Livro Questões cruciais e reflexões, a respeito do casamento
2 -questão
11 motivos cruciais de divórcio e questões sobre dinheiro no casamento.
1- briga constante a respeito de dinheiro e como gastar.
2- Traição ao cônjuge.
3 -O homem sustentar mulher de fora do relacionamento, ou a mulher querer saber só do trabalho e acaba por sustentar uma empresa em seus trabalhos.
4 - Tratar a esposa com ignorância e indiferença, em seus posicionamentos.
5- Sempre um do casal, se posicionar contra o outro em favor dos de fora.
6- Os dois no relacionamento não cultivar a paciência.
7- um dos dois decidir resolutamente que não quer mais estar casado.
8.-Os filhos agora fazem parte do juramento matrimonial, eles, os filhos não devem sofrer pelas decisões equivocadas dos seus pais.
9- Casa dividida, não prevalece, pai e filho para um lado e mãe e filha para o outro , pensamentos divididos, leva a um fim triste.
10 - Dívidas muito altas e uma das partes, não suporta a pressão psicológica e angústia causada pelo endividamento, neste caso um dos dois tende a debandar da relação.
11- Pensamentos diferentes a respeito de carreira profissional e havendo pensamentos diferentes, com o tempo há bifurcação de ideologias.
Livro questões Cruciais e reflexões, a respeito do casamento
Entenda que...
As pessoas vão perguntar se está tudo bem, mas são poucas que realmente vão se importar com a resposta.
Vão perguntar sobre você, o que faz, onde mora, só que a maioria delas irão te perguntar isso para estabelecer o grau de respeito, interesse e atenção que vão lhe dar. Então não vacile com aqueles que estiveram com você em todas as etapas e que se importam com você por quem é por dentro.
Devemos parar de nos iludir, hoje a questão é apenas interesse, enquanto você tem algo a oferecer você tá por cima, você é lembrado, mas na hora que você estiver sozinho, no fundo do poço aí é só você e Deus parceiro. Hoje você é o cara, amanhã tanto faz. No fundo a culpa é nossa mesmo, queremos acreditar que com a gente vai ser diferente, mas não vai, uma hora ou outra você vai se deparar no pior momento de sua vida, e vai olhar pro lado e não vai ter ninguém para conversar, para abraçar...
Infelizmente não me atualizei para essa nova Era, a Era do desapego e da frieza.
Fiquei para trás.
Hoje meu pai completaria 66 anos...
Pois é, há 15 anos ele se foi mas seu dia nunca será esquecido, queria ele aqui, para lhe desejar feliz aniversário, dar um abraço e tomar umas juntos rs... Não, não é um dia triste, é um dia de lembranças, de relembrar apenas as coisas boas dele em vida, e de saudade, de muita saudade.
Queria dizer para quem tem seu pai vivo, mesmo que tenha desentendimento, mesmo que não concorde com a postura dele, mesmo que você tenha razão, perdoe e fique perto, se não der pra ficar perto, ligue constantemente, de presentes, e se possível um abraço, pois um dia tudo vai acabar e aí não tem mais o que fazer, só vai restar saudades e uma vontade imensa de ter feito melhor, mas vai ser tarde.
"Feliz aniversário Pai, espero que o sinal aí esteja bom para poder ler isso rsrs, um dia nos encontraremos novamente... Te amo".
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ESCOLHA O SEU CANDIDATO PELO QUE ELE NÃO DISSER
SE ELE DISSER QUE É PURO
SERÁ DO TIPO QUE SÓ FICA EM CIMA DO MURO.
SE ELE SE DISSER VIRGEM, ACREDITE SE QUISER,
DEPOIS DA ELEIÇÃO ELE JÁ NÃO É.
SE ELE DISSER QUE É O CANDIDATO DE DEUS
SERÁ DO TIPO: "MATEUS, PRIMEIRO OS MEUS".
SE ELE DISSER QUE É CANDIDATO DO POBRE,
LOGO, LOGO, A POLÍCIA FEDERAL DESCOBRE.
SE ELE DISSER QUE PRENDE E ARREBENTA,
NÃO MERECE FÉ: TAMBÉM CALÇA QUARENTA.
SE FOR DO TIPO QUE PEDE VOTOS NA IGREJA,
UM NOVO EDUARDO CUNHA SATANÁS FAREJA.
SE ELE DISSER QUE A CONSTITUIÇÃO É CIDADÃ,
PURA FANTASIA: LEMBRA A HISTÓRIA DA MAÇÃ.
SE ELE DISSER QUE ACABARÁ COM MORDOMIA,
TERMINARÁ SEUS DIAS NUM ASILO: MORO ADIA.
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Paisagens em movimento
Quando vocês estiverem lendo isto aqui, estarei viajando. E estarei bem porque estarei viajando. Vem de longe essa sensação. Não apenas desde a infância, viagens de carro para a fronteira com a Argentina, muitas vezes atolando noite adentro, puxados por carro de boi, ou em trem Maria Fumaça, longuíssima viagem até Porto Alegre, com baldeação em Santa Maria da Boca do Monte. Outro dia, seguindo informações vagas de parentes, remexendo em livros de História, descobri que um de meus antepassados foi Cristóvão Pereira de Abreu, tropeiro solitário que abriu caminho pela primeira vez entre o Rio Grande do Sul e Sorocaba, imagino que talvez lá pelo século XVII ou XVIII. Deve estar no sangue, portanto, no DNA. Como afirmam que “quem herda aos seus não rouba”, está tudo certo e é assim que é e assim que sou.
Pois adoro viajar. Quem sabe porque o transitório que é a vida, em viagem deixa de ser metáfora e passa a ser real? Para mim, nada mais vivo do que ver o povo e paisagem passar e passar além de uma janela em movimento. Talvez trouxe esta mania dos trens (janela de trem é a melhor que existe), carros e ônibus da infância, porque mesmo em avião hoje em dia, só viajo na janela. Quem já viu de cima Paris, o Rio de Janeiro ou a antiga Berlim do muro sabe que vale a pena.
Topo qualquer negócio por uma viagem. Quando mais jovem, cheguei a fazer mais de uma vez São Paulo-Salvador de ônibus (na altura de Jequié você entende o sentido da palavra exaustão), há três anos naveguei São Luís do Maranhão-Alcântara num barquinho saltitante (na maré baixa, você caminha quilômetros pelo manguezal), e exatamente um ano atrás, já bastante bombardeado, encarei Paris-Lisboa de ônibus, e logo depois Paris-Oslo de ônibus também. Não por economia, a diferença de avião é mínima — mas por pura paixão pela janela. Sábia paixão. Não fosse isso, jamais teria comprado aquela f i ta de Nina Hagen numa lanchonete de beira de estrada nos Países Bascos (tristes e feios) à margem dos Pireneus, ou visto a cidadezinha onde nasceu Ingrid Bergman, num vale belíssimo na fronteira da Suécia com a Noruega.
Para suportar tais fadigas, é preciso não só gostar de viajar, mas principalmente de ver. Para um verdadeiro apaixonado pelo ver, não há necessidade sequer de fotografar, vídeo então seria ridículo. Quando não se tem a voracidade de registrar o que se vê, vê-se mais e melhor, sem ânsia de guardar, mostrar ou contar o visto. Vê-se solitária e talvez inutilmente, para dentro, secretamente, pois ninguém poderá provar jamais que viu mesmo. Além do mais a memória filtra e enfeita as coisas. Até hoje não sei se aquela Ciudad Rodrigo que vi pela janela do ônibus, envolta em névoas no alto de uma colina no norte da Espanha, seria mesmo real ou metade efeito de um Lexotan dado por meu amigo Gianni Crotti em Lisboa. Cá entre nós, nem preciso saber.
Mando esta da estrada, ando com o pé que é um leque outra vez. Lembro um velho poema de Manuel Bandeira — “café com pão/ café com pão” — recriando a sonoridade dos trens de antigamente. Pois aqui nesta janela, além dela, passa boi, passa boiada, passa cascata, matagal, vilarejo e tudo mais que compõe a paisagem das coisas viventes, embora passe também cemitério e fome. Coisas belas, coisas feias: o bom é que passam, passam, passam. Deixa passar.
Caio Fernando Abreu, in Pequenas epifanias
A arte da vida é viver,
acordou respirando ?
começa logo a agradecer,
tropeçou correndo e vai ficar reclamando ?
tem gente que só queria poder caminhar,
e pelas ruas ficar passeando,
imagine uma pessoa cega,
é óbvio que ela nada vê,
você enxerga,
porém fecha os olhos pra realidade,
se deixa ser influenciado pelo que aparece na TV,
rede Globo diz que esse é o país do futebol,
mas aí me pergunto; uma bola vale mais que uma escola ?
pra burguesia é fácil ... Só vitória,
enquanto isso na favela,
crianças já sabem o que é prostituição, drogas,
e por todos os lados revolveres e pistola,
queremos evolução,
mas não fazemos a diferença,
crescemos sem educação,
não preciso nem falar na futura sentença,
sociedade hipócrita,
quer matar o ladrão quando é assaltado,
mas não pensa no motorista morto,
que teve o caminhão com os produtos roubados,
a carga roubada ?
você comprou,
a morte do pai de família,
você financiou,
você que receptou,
e ele com a vida pagou,
quando crianças sonhamos em ter liberdade,
mas quando crescemos,
aproveitamos muitas vezes sem responsabilidade,
agora pensamos no rapaz que está preso,
seu filho aqui fora terá sua escolha,
seguir a vida limpa,
ou ser espancado, morto,
talvez preso por um homem de farda sem dó,
aí fora das ruas você começa a pensar na vida,
porque segui a vida loca ? Porque não fui um homem de família?
Porque o crime? Mudança de vida? Não;
Talvez sair desse beco, dessa viela,
mas jamais usar um terno e grava igual politico que nos rouba e deixa na merda,
ou igual um empresário explorador,
que nunca pisou na favela,
que enquanto seu filho reclama com um ps4,
o meu só quer um lápis, caderno e apontador,
pra escrever pro mundo a vida difícil de um favelado sonhador,
que se nele fosse investido,
poderia também ser um doutor.
Muitas vezes, sem perceber, agimos como atores, aos quais precisamos a todo instaste dar o nosso máximo na arte da conquista e da sedução. A articulação do domínio faz parte do teatro diante da ausência da sinceridade.
É estranho pensar que às vezes precisamos ser o que as pessoas gostariam que nós fôssemos.
Por outro lado, a sinceridade do outro pode fazer com que percebamos a transferência das nossas limitações e, quando somos intolerantes a essa situação corremos o risco de não permitir à visualização de novos horizontes. Por isso, a sinceridade quando oferecida pode assustar, como se suasse sentimentalismo da pessoa que nos aproxima. Também, a manifestação da imediata admiração gera a sensação do romantismo. São contextos capazes de bloquearem as nossas habilidades para não olharmos o próximo com calma.
Às vezes afastamos de algumas oportunidades maravilhosas por termos medo de nos deparar com novas estruturas de pensamentos. Isso porque todas as transformações e reflexões em nossas vidas podem nos tirar a estabilidade por um determinado tempo, porém, ao mesmo tempo pode nos colocar sobre a calmaria de um novo olhar e na direção de brilhantes caminhos.
Precisamos nos permitir... estarmos aptos para receber e oferecer a sinceridade; sem rodeos, sem fingimentos e sem articulações.
Viver sem fantasias, é isso que desejo para nós, para honestamente racionalizarmos os nossos contextos de modo inteligente e sem romantizar o imaginário das nossas mentes. Assim, livraremos das árduas tentativas de nos privar da sinceridade e das verdades diante de nós mesmos.
Na busca das nossas realizações pessoais nos deparamos com dificuldades e obstáculos a todo instante e nem sempre conseguimos sermos honestos para assumirmos as nossas responsabilidades. No nosso mais profundo íntimo começamos a nos driblar, colocando em nosso imaginário desculpas a fim de procrastinarmos os nossos sonhos. Sem perceber vitimizamos as nossas vidas de modo que massacramos a nossa força de pensamento.
Somos movidos pela força de nossos pensamentos e a realidade é que nada e nem ninguém é responsável pela junção da força de nossos pensamentos. É claro que algumas circunstâncias podem nos ser motivadoras, porém, jamais devemos colocar isso como regra, uma vez que tudo depende exclusivamente de nós.
Devemos ser honestos em nosso processo de formação e crescimento porque todas as vezes que nós nos sabotamos é como se criássemos alguns territórios emocionais que bloqueará muitas áreas das nossas vidas. Se não firmamos a nossa mente para determina-la ao cumprimento de nossas metas pode ser que com o tempo começaremos a nos cobrar, sabendo que se houver algum eventual fracasso seremos nós os principais responsáveis.
Desejo, portanto, que possamos sermos mais fortes e sinceros na busca das nossas realizações, sem tentar culpar aquilo que não somos capazes de evitar ou modificar. Fé em Deus e fé em você.
Era uma vez o País das Fadas. Ninguém sabia direito onde ficava, e muita gente (a maioria) até duvidava que ficasse em algum lugar. Mesmo quem não duvidava (e eram poucos) também não tinha a menor ideia de como fazer para chegar lá. Mas, entre esses poucos, corria a certeza que, se quisesse mesmo chegar lá, você dava um jeito e acabava chegando. Só uma coisa era fundamental (e dificílima): acreditar.
Era uma vez, também, nesse tempo (que nem tempo antigo, era, não; era tempo de agora, que nem o nosso), um homem que acreditava. Um homem comum, que lia jornais, via TV (e sentia medo, que nem a gente), era despedido, ficava duro (que nem a gente), tentava amar, não dava certo (que nem a gente). Em tudo, o homem era assim que nem a gente. Com aquela diferença enorme: era um homem que acreditava. Nada no bolso ou nas mãos, um dia ele resolveu sair em busca do País das Fadas. E saiu.
Aconteceram milhares de coisas que não tem espaço aqui pra contar. Coisas duras, tristes, perigosas, assustadoras, O homem seguia sempre em frente. Meio de saia-justa, porque tinham dito pra ele (uns amigos najas) que mesmo chegando ao País das Fadas elas podiam simplesmente não gostar dele. E continuar invisíveis (o que era o de menos), ou até fazer maldades horríveis com o pobre. Assustado, inseguro, sozinho, cada vez mais faminto e triste, o homem que acreditava continuava caminhando. Chorava às vezes, rezava sempre. Pensava em fadas o tempo todo. E sem ninguém saber, em segredo, cada vez mais: acreditava, acreditava.
Um dia, chegou à beira de um rio lamacento e furioso, de nenhuma beleza. Alguma coisa dentro dele disse que do outro lado daquele rio ficava o País das Fadas. Ele acreditou. Procurou inutilmente um barco, não havia: o único jeito era atravessar o rio a nado. Ele não era nenhum atleta (ao contrário), mas atravessou. Chegou à outra margem exausto, mas viu uma estradinha boba e sentiu que era por ali. Também acreditou. E foi caminhando pela estradinha boba, em direção àquilo em que acreditava.
Então parou. Tão cansado estava, sentou numa pedra. E era tão bonito lá que pensou em descansar um pouco, coitado. Sem querer, dormiu. Quando abriu os olhos — quem estava pousada na pedra ao lado dele? Uma fada, é claro. Uma fadinha mínima assim do tamanho de um dedo mindinho, com asinhas transparentes e tudo a que as fadinhas têm direito. Muito encabulado, ele quis explicar que não tinha trazido quase nada e foi tirando dos bolsos tudo que lhe restava: farelos de pão, restos de papel, moedinhas. Morto de vergonha colocou aquela miséria ao lado da fadinha.
De repente, uma porção de outras fadinhas e fadinhos (eles também existem, quer dizer fada macho) despencaram de todos os lados sobre os pobres presentes do homem que acreditava. Espantado, ele percebeu que todos estavam gostando muito: riam sem parar, jogavam farelos uns nos outros, rolavam as moedinhas, na maior zona. Ao toquezinho deles, tudo virava ouro. Depois de brincarem um tempão, falaram pra ele que tinham adorado os presentes. E, em troca, iam ensinar um caminho de volta bem fácil. Que podia voltar quando quisesse por aquele caminho de volta (que era também de ida) fácil, seguro, rápido. Além do mais, podia trazer junto outra pessoa: teriam muito prazer em receber alguém de que o homem que acreditava gostasse.
Era comum, que nem a gente. A única diferença é que ele era um Homem Que Acreditava.
De repente, o homem estava num barco que deslizava sob colunas enormes, esculpidas em pedras. Lindas colunas cheias de formas sobre o rio manso como um tapete mágico onde ia o barquinho no qual ele estava. Algumas fadinhas esvoaçavam em volta, brincando. Era tudo tão gostoso que ele dormiu. E acordou no mesmo lugar (o seu quarto) de onde tinha saído um dia. Era de manhã bem cedo. O homem que acreditava abriu todas as janelas para o dia azul brilhante. Respirou fundo, sorriu. Ficou pensando em quem poderia convidar para ir com ele ao País das Fadas. Alguém de que gostasse muito e também acreditasse. Sorriu ainda mais quando, sem esforço, lembrou de uma porção de gente. Esse convite agora está sempre nos olhos dele: quem acredita sabe encontrar. Não garanto que foi feliz para sempre, mas o sorriso dele era lindo quando pensou todas essas coisas — ah, disso eu não tenho a menor dúvida.
