Cronicas de Luiz Fernando Verissimo Pneu Furado

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⁠Se a dor não é nas costas,
Mas é no pé, na cabeça
Ou, até mesmo, no coração partido...

Já que a dor é sempre presente,
vou aprender a conviver com ela.
Aproveitar os momentos de entusiasmo,
prazer, alegria e tudo mais...
sabendo que ela nunca vai me abandonar.
Aprendi que ela é necessária para me mostrar que estou vivo, e cada dia mais forte, já que ela usa estratégias diferentes para me fazer continuar a senti-la.

Numa análise honesta, haveremos de concordar que, em alguns momentos, os pensamentos que cultivamos são pensamentos tóxicos, que produzem descargas químicas altamente prejudiciais à nossa corrente sanguínea, e que podem fazer adoecer o nosso corpo e nossa alma.
Se cativarmos apenas pensamentos contínuos de negatividade como o ódio, a inveja, a tristeza dentre tantos pensamentos negativos, carregaremos uma enorme “bomba de efeito retardado”, que pode destruir completamente nossa saúde.
Ao alimentarmos o rancor e o ódio por alguém, estaremos, primeiramente, agredindo a nós mesmos. Assim, é primordial que alimentemos nossos pensamentos com o máximo de ideias renovadoras, pois são elas as produtoras dos remédios necessários para a minimizar os efeitos negativos dos pensamentos tóxicos, que surgem no nosso cotidiano.
Essa “cura” é que promove nossa renovação. Pensemos que estamos sempre necessitando de uma recomposição em nossa vida, e comecemos o processo que nutre e cura os pensamentos negativos. Alimentemos com mais energia aqueles que nos deixam motivados, esperançosos, confiantes e felizes.
Tenhamos confiança e acreditemos! Há um laboratório gigantesco em nossas mentes. Somos nossos próprios ”Deuses”, como um dia afirmou Jesus de Nazaré. Se nele acreditarmos e confiarmos, poderemos fazer o mesmo que ele fez e faz. Enfim, nós somos o nosso próprio remédio.
É sempre tempo de cultivar!
Pense...

Muitos pais erram na educação dos filhos ao repetir aprendizados antigos, apenas porque “minha mãe fazia assim” ou “meu pai sempre fez desse jeito”.

O fato de os pais terem seguido determinado método não significa, necessariamente, que ele esteja correto.



O que os pais não podem deixar de fazer é preparar os filhos para a vida, ensinando-os a lidar tanto com o “sim” quanto com o “não”, a receber elogios, mas também críticas quando necessário.



A forma como os pais conduzem a educação dos filhos na infância é o que vai refletir diretamente em quem eles se tornarão na vida adulta.

By Ivan ludwi

Janelas da alma

O que se vê de olhos abertos, não se compara ao que se vê de olhos fechados.
De olhos abertos, vejo coisas boas e, ruins
De olhos fechados tenho o poder de escolher o que desejo ver
Fecho os olhos e consigo ver que o mundo é maior do que parece,
Consigo andar por lugares que nunca imaginei que conheceria
Consigo ver minhas dificuldades, menores do que se apresentam
Consigo voltar no tempo, todas as vezes que sentir saudades
Consigo trazer pra perto, pessoas que partiram
Fecho os olhos e as janelas se abrem me possibilitando enxergar grandes possibilidades
Os ferrolhos das portas rangem ao abrir, para chamar minha atenção a coisas boas que estão do outro lado.
Do lado de cá, de olhos abertos, sinto-me preso a uma realidade que me consome aos poucos,
Do outro lado, de olhos fechados, sinto que sou livre para ousar coisas grandes,
Do lado de cá, sinto-me refém das circunstâncias,
Do outro lado, sou o senhor do meu destino.
O meu grande desafio... A minha maior conquista...
É enxergar de olhos abertos o que tanto almejo quando fecho os olhos.

"A sua irritação não solucionará problema algum.
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.
O seu mau humor não modifica a vida.
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
Não estrague seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o infinito Bem."

Poema: "Minha cama"


Se minha cama pudesse sentir, sentiria em seus lençóis cada lágrima que deixei cair.


Se minha cama pudesse ouvir, ouviria cada palavra quebrada e medos que guardo só pra mim.


Se minha cama pudesse me consolar, me consolaria com seus travesseiros que não julgam, abafando o som da minha dor.


Se minha cama pudesse falar, talvez não dissesse nada. Ficaria ali comigo, quieta e imóvel mas presente, única testemunha do meu sofrer.

Quase tudo na vida se perde
entre dois extremos:
agir rápido demais,
antes que o coração
alcance a mente;
ou pensar tanto
que o passo
nunca chega ao chão.


No meio desses dois mundos
mora a sabedoria:
sentir, decidir, mover.
Nem só impulso,
nem só espera,
mas o equilíbrio
que transforma
intenção em vida.

Ah...olhar pra você é lindo...
Exalas beleza e cansaço...
Mas cansaço de trabalho, de luta e de amor,
Pois o amor te acompanha a cada passo...

Tens a fibra de mulher
Tens o olhar de menina
Transpiras aromas de flor
Uma luz que ilumina...

Quem dera pudesse tocá-la,
Tocá-la com muito cuidado,
Com uma flor não se pode ser bruto...
Nem tampouco descuidado...

Ah se estivesses por perto...
Não iria me conter,
Pois achei uma rosa tão linda...
Lutarei pra não perder...

FELIZ 2021
Este ano de autorrevelações cada um deu o que realmente tinha dentro de si, servindo para que enxerguemos verdadeiramente quem são de fato as pessoas, sem a camuflagem da hipocrisia, pois o que definiu o comportamento de cada um foram atos e não palavras, uns deram indiferença, omissão, arrogância, maldade, intolerância, egoísmo, contrassenso, total falta de empatia e há os que deram solidariedade, humanidade, fraternidade, generosidade, bom senso, tolerância, humildade e empatia com a dor do seu próximo. Que tipo de ser humano você descobriu ser? Ou melhor; descobriram que você é! Feliz Ano Novo aos que fizeram a diferença para um mundo melhor, e aos que foram indiferentes quanto a dor alheia que revejam seus conceitos de humanidade.
(Mário Luíz)

A Garota do Balcão
Passei dois anos tentando entender como é perder alguém.
Não perder por briga ou despedida, mas perder por dentro.
Perder a fé no sentimento, perder a crença no amor, perder a certeza de que algo assim pudesse acontecer de novo.
Durante esse tempo, eu realmente acreditei que não encontraria mais ninguém.
Que algumas pessoas atravessam a nossa vida levando consigo tudo o que havia para amar.
Que depois delas, o coração aprende a funcionar… mas não a sentir.
E então, sem qualquer aviso, eu entrei numa loja de acessórios de celular.
É curioso como a vida escolhe cenários simples para grandes recomeços.
Entre películas de vidro, suportes discretos e cabos organizados não por cor, mas por tipo —
como se até ali tudo precisasse fazer sentido —
havia uma garota atrás do balcão.
E o mais estranho de tudo é que a única coisa que realmente nos separa…
é o balcão.
Não foi só o sorriso que chamou atenção.
Foi o conjunto.
O jeito contido.
As tatuagens minimalistas, quase silenciosas, marcadas como pensamentos que não precisam ser explicados.
Detalhes pequenos, mas cheios de intenção — como quem diz muito sem dizer nada.
E então tem o olhar.
Um olhar tão misterioso que desconcerta.
Daqueles que, se sustentado por mais de três segundos,
faz a gente desviar não por timidez,
mas por sentir demais.
Ali eu entendi uma coisa importante:
o amor não avisa quando volta.
Ele reaparece… diferente.
Não veio com urgência, nem com exagero.
Veio como curiosidade.
Como vontade de permanecer um pouco mais.
Como aquela sensação estranha de querer voltar ao mesmo lugar sem precisar de motivo.
A Garota do Balcão não sabe,
mas ela desmentiu uma certeza que eu carreguei por dois anos.
Ela provou que a gente nunca perde a capacidade de se apaixonar —
a gente só esquece como é até alguém lembrar.
Hoje, confesso ao público:
já não tenho mais o que inventar para entrar naquela loja.
Já comprei o que precisava… e o que não precisava também.
Mas continuo voltando.
Talvez isso não seja uma história de amor.
Talvez seja só um capítulo breve.
Ou talvez seja o começo de algo que ainda não tem nome.
Mas uma coisa é certa:
depois de tanto tempo acreditando que o sentimento tinha ficado no passado,
eu me apaixonei de novo.
De um jeito novo.
Mais calmo.
Mais consciente.
Mais verdadeiro.
E tudo isso começou…
E tudo isso começou com um balcão no meio.
Não como obstáculo,
mas como prova de que às vezes o amor não está distante —
só separado por alguns centímetros
e pela coragem de atravessar.

E agora, Professor?
E agora, Professora?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que você se deparou
Com tanta gente opressora?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que te fazem salvador
De uma triste realidade?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que esperam de você
Muito mais que capacidade?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Ensinará o conteúdo
A quem não quer aprender?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Já soube que o mundo todo
Depende muito de você?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que descobriu a utopia
Que é a pedagogia?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que aprendeu que a teoria
não serve para a prática?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que precisar educar mentes
E barrigas extremamente vazias?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que descobriu que outros
seu trabalho, melhor, faria?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que você não tem valor
E nem tão pouco o respeito?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que fará com tanta dor
E com tanta decepção?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que o ano não acabou
Mas, você se esgotou?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que mataram os seus sonhos
E te fizeram de vilão?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que descobriu que seus méritos
Não são mais que obrigação?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que colocaram na sua conta
Toda a deseducação?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Como ensinará o amor
Em meio ao caos e opressão?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que diminuíram o seu valor
E te juntaram com pá e vassoura?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que te culparam por toda
Falta de vontade e querer?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que escancararam para todos
O quanto errado tu és?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Vais apelar para o Senhor
Para a mamãe ou para o doutor?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
E agora, Professor?
E agora, Professora?

MANIPULADOR

Pare de vestir a fantasia de pessoa frágil
Que está dodói o tempo todo.
Para de se doer até pelo que não existe
E pare de se fazer de vítima.

Pare de subtrair de mim
O que você tem mais do que eu.
Para de exigir e implorar
Uma atenção que ninguém pode dar.

Pare de extorquir meus bens
Pare de agir como um canalha
Como alguém realmente do mal.

Sempre quer receber e nunca pode se doar.
Nunca pode ouvir e sempre quer falar.
O manipulador sempre tem uma história triste para contar.

Amor Cortês

Eu acho muito mais que perfeito
Deus ter caprichado tanto em ti!
Se eu viajo em obra de arte,
Então não iria viajar em alguém tão linda?

Com o tempo prometo que acostumar-me-ei
Com tamanha beleza
E abandonarei a práxis
De ficar com semblante de colossal veneração...

Minhas retinas
Não estão habituadas ao teu primor,
Admiro-te sem fim
Rogo-te, tenha paciência comigo...

Numa determinada ocasião aprenderei
A contemplar a sua venustidade e disfarçar!
Não me encantar, não jurarei...
Formosura igual a sua tem uma grande vicissitude:
Nunca será algo a passar desapercebido.

Poema sem nexo

Ontem eu tive uma miragem
Eu avistei um anjo
Que olhou para mim e disse:
- Escreva, escreva mais poesias!

As pessoas na fila
Para entrar em um museu
E eu ali pensando
Quem afinal eu era?

Pessoas aglomeradas
E o sol forte no céu
Um vendedor de águas
E umas meninas da Iugoslávia.
Não me dirigiram a palavra
Não sei o porquê entraram no poema
Deva ser porque o orgulho é pouco
E isso não era relevante.
Importante deva ser o instante e a rima.

Ei, Anjo, o poeta era eu?
Ou escrever poesias
Foi mais uma das utopias?

Frida Kahlo, oh Frida!
Que vida tão sofrida.
Quisera eu ser Diego Riveras
E morar na Casa Azul.

A GAROTA NO ÔNIBUS

Ela superava todas as Deusas mitológicas
E todas as figuras verdadeiramente dos céus.
Ela era a criatura mais linda e mais culta entre os mortais
Transformava uma simples viagem num evento espetacular.

Assim como eu, ela tinha uma imensa paixão por Machado de Assis
E também a incomodava saber ao certo o que acontecera com Capitú
Bentinho e com o seu caro amigo Escobar.

Ela tinha uma paixão imensa por literatura clássica
E adorava passeios a lugares como a residencia imperial.
Encantávamos com esculturas como a do Pensador de Rodim.
Onde uma vez passamos horas a passear no jardim imperial.

Meu amor hoje por ler e por escrever poesias
Passa pela obra que de suas mão recebi um dia
Após me apresentar Milan Kundera ela me presenteara
Com amor e com uma Antologia do Vinícius de Moraes.

Hoje não andamos mais de ônibus
Embora nossas vidas tenham tomados rumos diferentes
Algo muito bom reside aqui dentro do miocárdio e
Creio que para sempre aqueles instantes existirão.

Edson Luiz, Junho de 2016

Em Tempo de Poeminha

Tamanho nunca foi documento
É chorar nunca foi argumento.
Ganhar no grito é feio
E ser feio não é bonito.

Ciranda nem sempre foi cantiga
Cantigas nem sempre foram de roda
Gato nunca usou bota
E foi-se o tempo do relógio de corda.

Assim como foi o tempo do orelhão
E das fichas de telefone
De crença em Coelho da Páscoa
E medo de Lobisomem.

E quase sempre o tempo
Acaba sendo a cura de tudo.
E quase sempre a cura de tudo
Acaba vindo com o tempo.

Habito a geometria do excesso: uma mente que desenha catedrais onde o mundo só enxerga o cimento. Fui o solstício de muitos, o ponto onde o caos encontrava a ordem e o desamparo encontrava o braço. Mas descobri que, na aritmética do sangue, o altruísmo é lido como herança e a entrega é apenas um passivo no balanço alheio. Sou o credor de afetos que se tornou o devedor da mesa.
No silêncio do tálamo, o diálogo é um vestígio arqueológico. O toque, antes epifania, hoje é apenas a fricção de duas entropias que já não se reconhecem; um rito de presença ausente onde o desejo é um dialeto esquecido.
Minhas constelações — aqueles mapas de um amanhã que eu mesmo tracei — estão agora confinadas ao silício, fósseis de uma luz que nunca tocou o chão. O que pulsa em mim não é mais o conatus de Espinosa, mas uma bomba hidráulica cumprindo o protocolo do oxigênio. Sou uma inteligência em exílio dentro da própria pele, aguardando apenas que o Grande Relojoeiro cesse a oscilação do pêndulo e permita que o silêncio interno, enfim, coincida com o do mundo.

Guerreiros na vida...

A sempre uma batalha para lutar, com ou sem sangue a derramar...
Hora vencemos as batalhas e perdemos a guerra, outrora ganhamos implacavelmente tudo.
Tem dias que perdemos tudo também, mas o lutar nos faz vivo e sem desafios nós, os guerreiros, morremos sem significado.
Porém hora ou outra, aparece uma batalha que entramos sabendo que a vitória ou a derrota nos destruirá temporariamente.

Inserida por luizhiran

Largado no mundo, andando por ai... crescemos conhecendo as regras do jogo, chamado ‘vida’!
Entre sustos e sobressaltos aprendemos a ser forte, a buscar seus objetivos e ideais com gana e de tanto apanhar aprendemos a bater... E batemos, batemos muitas vezes nos falsos ideais, em erros pertinentes, em falhas singelas e nas grandiosas, e também em ‘des-aliados’ que tentam usurpar de forma ou de outra alguma coisa...
Construímos valores, e envelhecemos dia a dia, mudamos os valores, as prioridades – até que próximo do fim encontramos os motivos e os porquês, e muito perto de se deparar com o único ‘mal irremediável’ achamos uma razão para viver... Talvez tarde demais...

Inserida por luizhiran

Às vezes fico pensando,
Porque eu não consigo ser capaz,
De escrever textos bonitos
Dos quais você se satisfaz!

Não sei se falo de nossa amizade,
Ou de quando te conheci.
Mas lhe digo que não me arrependo,
Do que ao seu lado eu já vivi.

Os melhores momentos de cada dia,
São os que eu passo contigo.
Mas poderia ser maior a alegria,
Se fossemos mais do que amigos!

Inserida por Renanluiz