Crônicas de Amor
Doces e limões
Como um tolo vivendo atrás de sombras, perdi o juízo por acreditar no teatro produzido pelo falso amor.
No mundo obscuro desse amor, as fantasias de viver um sonho sem fim foram o ponto máximo, mas as dúvidas eram transparentes assim como a tormenta era de se desgastar os olhos.
O essencial foi ignorado, as decepções hoje andam com pernas de pau gigantes no picadeiro da vida, já a vingança se mantém oculta no meu coração amargo.
Entre doce e limões carrego no peito a saudade e as lembranças do que foi bom e do que foi ruim.
Tem poder
Brota do solo mais resistente e revestido.
Como a nascente de um rio ele nasce purificado.
Se abre através das cortinas feitas de pétalas de rosas.
Eloquente, soberano, sadio e por vezes insano é forjado na rocha e lapidado como diamante.
É explosivo, contamina é decisivo, domina.
Na naturalidade é supremo na imaginação é rei.
Nos quatro cantos do mundo respiramos sua sinceridade e gozamos do seu poder.
O amor é essencial é o verdadeiro ar que transforma o nosso corpo, mente e coração.
A paisagem
Pétalas de rosas flutuam suavemente rio a baixo pela força da correnteza,
a natureza sorrir alegremente com o banho da chuva, a floresta entra no clima e dança ao sabor do vento, os animais se escondem mais apreciam a imagem com seus olhares esbugalhados.
As pétalas das rosas continuam a cavalgar nos braços fortes do rio sendo beijadas por pássaros e borboletas a todo momento.
Na colina uma queda de água se forma e é vista com surpresa e muita beleza.
Em um espaço aberto próximo ao acampamento o sol se faz presente, a animação toma conta dos macacos, dos porcos selvagens e de tantos outros animais, a fauna e a flora estão em festa.
O sol, a natureza vibrante, dois amantes pulando no rio, muitas borboletas em volta, uma pétala de rosas é colocada sobre a orelha dela, entre muitos abraços e sorrisos o amor da o tom da temperatura.
A fogueira está acesa em frente a nossa cabana, é hora de nos aquecer, o resto fica na imaginação.
Bloco de gelo
Olhando para o horizonte alaranjado eu tinha como companhia apenas as ondas do mar, o barulho suave dos pássaros e as verdades do passado recente,
Um trauma vivido, uma dor continua, o respirar quase sem sentido,
Na areia vi a marca dos teus pés lindos, o som ouvido ao fundo me trouxe até três semanas atrás; estava tudo tão perfeito entre nós, éramos dois seres renascendo a cada longa época de tempo,
Ver teus olhos me dizendo o quanto era bom viver cada momento, foi mágico; sentir teu corpo era uma iluminação de sentimentos e sonhos anteriores realizados,
A cada segundo uma conquista no meu coração era comemorada com aplausos e muitos fogos,
Até que...
Não entendermos os porquês das perdas revela nossa fraqueza em espírito,
Sim, me sinto sem roupas, sem alma, acho que nem existo mais, talvez eu seja apenas uma sombra cansada de um corpo em forma de um iceberg,
O ponto que me mantém acordado é olhar com lágrimas para o horizonte imaginando que depois daquela manhã nós iremos novamente nos encontrar.
Na vida você foi tudo,
Hoje eu não sou nada,
No amanhã distante seremos novamente o amor mais puro que esse mundo já viveu.
Os opostos
Os opostos quando se atraem nos levam a viver um pecado viciante.
O inimaginável é tratado com ironia no mundo do amor e na contra mão do engano é visto como heresia é despido de pudor.
Um pouco de ousadia da sentido a vida de quem colide ao enfrentar os riscos atravessando o sinal.
Se formos movidos pelo que nos faz bem o alcance do último degrau para ver lá de cima a vista sinuosa sobre a história desejada será mais plena.
Transpondo nas linhas sólidas pode-se acordar o urso adormecido pelo medo, pode-se abrir aquela torneira fechada da escolha ou pode-se alimentar daquela energia que da ritmo e rédeas a vida.
Os opostos se atraem quando a esforço, dificuldades, sentimentos contrários que se divergem em nossas mentes, se atraem na superação, na surpresa e no encontro entre o amor e os desafios propostos.
Iluminados
Nas expressões frias blocos de gelo nascem e só podem quebrar seu encantamento aqueles que carregam nas noites assombradas as tochas com o poder de iluminar o céu.
Me abrace como a flor de lótus abraça o mundo ou me deixe como um foguete quando se parte em pedaços ao tentar fugir da terra,
E se o teu amor vencer as ondas do mar, se ele conseguir escalar os sete maiores picos nevados e for capaz de segurar a chave do tempo, então volte e eu gritarei tão alto que até nas estrelas ira ecoar a força do nosso amor.
Atenção/adivinhação
Se aprender a prestar atenção nas pessoas o mundo da adivinhação cairá de joelhos,
A maneira como o teu rosto é tocado, o jeito que te olham, o sentir da língua, as palavras ditas ou as ações vistas são detalhes e expressões que ganham confiança materna no jeito de amar,
Um coração que possui residência em outro coração não deixa o leite esfriar, pois ele já aprendeu a falar a língua nativa do território conquistado,
O amor que agente merece nada mais é do que o espelho da nossa convivência, ele é atrevido e pede até para dançarmos juntos as músicas que não sabemos,
Então, deixa as ondas te levarem até a luz do farol mesmo que esteja distante, porquê uma certeza teremos, a de que a terra firme está próxima e o porto seguro quem constrói somos nós.
Reiniciar
Um episódio cheio de remorsos deixa uma marca profunda mais não impede a saudade de crescer,
O frio nas palavras está consumindo o meu coração, eu sei que mereço esse castigo, porém, os meus defeitos podem ser aprisionados sem julgamentos,
Depois de uma semana sem você um fantasma imperfeito começou a viver no meu lugar,
Dessa vez a matrix do amor falhou, te peço para reiniciarmos pois a nossa história de amor merece um gênesis.
Dois corpos
Assim como acontece em alguns casais do reino animal, reza a lenda que entre nós seres não tão racionais o amor verdadeiro de casal também só acontece uma vez,
Todos os outros eventos amorosos que passam a nossa frente por mais fortes e saudáveis que sejam, não merecem o status de amor real e puro,
O amor único de uma vida é um privilégio sem preço e sem precedentes, é uma conquista que cega e ao mesmo tempo faz transbordar um vínculo de respeito e lealdade misturado com intensidade duradoura de carinhos e sinceridade,
No falso amor a base do cultivo do trigo é o joio,
No amor imortal, ele é regado pelas almas e corações, e vão se alimentando e se aprimorando em cada existir de dois corpos.
Último ato
Não se apegue ao espelho d'água, pois através dele não da para ver por dentro,
A vizinhança sofreu muitas vezes com as mais de dez repetições da mesma música com o som no máximo volume,
No entanto, depois que o orgulho entrou nunca mais nos vimos, quem sabe se foi o café das manhãs, o macarrão dos domingos ou vai que foi a cama velha!
Palavras sobrecarregadas e pensamentos anestesiados produzem a reação incondicional dos gestos,
Esperar mais um pouco até a barriga doer, talvez seja o meu último ato de amor.
Contra o fogo
Tem dias que tudo começa diferente.
Enquanto o mundo explode eu quero que você fique,
estou buscando oxigênio aonde dá para manter nós dois respirando na travessia até o outro lado da ponte,
o nosso castelo está logo ali e lá a nossa mesa com quatro cadeiras nos espera no jardim, só falta mais algumas braçadas eu já consigo ouvi os nossos cachorros latindo,
vou pegar um coberto, fique aqui próximo a lareira, sabe aquela flor branca que você viu ao chegarmos, então, vou buscar - lá no quintal pra vê se assim consigo arrancar mais um belo sorriso teu,
lutastes com bravura na travessia pelo lago ao fugirmos do fogo que toma conta desse mundo contraditório,
observo a minha volta e me divirto sem ela entender o quanto ainda tenho a explorar desse amor, dessa intimidade e da proximidade com a tal felicidade.
"Somos tão ilimitados no sentir, e tão limitados no falar!
Estamos sempre dizendo as mesmas coisas...
Eu te amo...
Eu te adoro...
Você é minha vida...
Como somos tolos!!!
Sábio seria viver toneladas de amor...
E sentir...sentir...sentir...
E sorrir...sorrir...sorrir...
E... tudo bem baixinho;
-Para o mar não escutar e o vento não espalhar...!
☆ Haredita Angel
Minha prece para hoje 17/04/22
- Senhor meu Deus, reconheço vossa bondade nos dons que me concedestes.
Sois poderoso e vosso amor por mim sei que é maior do que eu imagino.
Alegro-me convosco, porque apesar de todos as minhas faltas e fraquezas não me abandonas; sinto que estás sempre
a me cuidar e a vigiar os meus passos, livrando -me dos males terrenos.
Hoje, acordei feliz, muito feliz!
Vou entoar à todos em palavras e hinos que sois bom, sois muito bom, sois AMOR!
E, nada há de mais bonito que o AMOR!
Gratidão!
(Haredita Angel)
Me fala aê!
Falar o quê?
Que eu sei exatamente o que é mas não sei dizer;
Que você se encaixa perfeitamente nesse meu blasé;
Que é inútil esconder mas é necessário ser prudente...
Que a chama arde, e é latente...
E a vida pode sim fazer acontecer...
O futuro pode mostrar e também esconder;
Mas o "eu querer" e o "bem quiser" se alinharam...
Os sentimentos assim mudaram;
E a mente pode até evitar...
Mas essa loucura não vai acabar!
Ver Richard Clayderman (pianista) e Cláudia Jung (cantora), entoando juntos a canção ''Je t'Aime mon Amour'', velhinhos porém cheios de vitalidade ainda, me fez refletir... Pensamento voou longe, para trás, para o passado, e então eu me senti feliz, me senti orgulhosa, de uma alegria sem nome por ter feito parte desta força jovem dos anos 70/80/90!
Erguemos um mundo próspero, conectado pela tecnologia e pelo objetivo elevado de fraternidade interfronteiras!
Derrubamos o racismo, o machismo, o sectarismo, derrubamos muros de pedras e tirania, fomos às ruas e derrubamos a ditadura e governos corruptos!
Fizemos o que aí está está: duradouro, forte, avançando futuro a dentro para dar aos nossos filhos e netos uma vida mais digna e mais respeitosa do aquele que muitos de nós e nossos pais e avós conheceram na infância!
Meu pai não teve cadernos nem lápis, teve uma pequena e rústica lousa onde aprendeu a ler, a contar e a escrever. Eu, sua filha, tive cadernos, lápis e livros mas hoje digito meus textos em computador de última geração.
Eu fiz parte deste progresso espantoso! Procurei me inserir, aprender, usar e produzir através da tecnologia. Não é este uma motivo imenso de orgulho e felicidade?
Não foi perfeito o caminho, a perfeição ainda está a anos luz, mas fizemos o melhor possível! Doamos sangue e coração, alma e sentimento à nova vida que vislumbrávamos nascente! Destemidos, inspirados e cheios de paixão, não fomos uma geração qualquer, uma geração "xyz" ou "isso e aquilo", fomos A GERAÇÃO! Única, especial, de ouro! Verdadeiramente guerreira e imbatível, empunhando sobretudo as armas do "paz e amor"!
Defeitos? Todos os possíveis, mas todos também servindo de aguilhão à aquisição de qualidades maiores! Fugir da luta nunca foi nosso fraco!
Estamos indo embora, mas voltaremos um dia, voltaremos para reiniciar o trabalho que deixamos aqui, voltaremos para dar prosseguimento ao que as gerações que nos sucedem agora fizeram e estão fazendo de bom, e corrigir os caminhos que foram distorcidos ou interrompidos!
Voltaremos com a alma renovada de novos conhecimentos, hauridos longe daqui e traremos para a Terra, nosso cálido berço evolutivo, mais uma parcela do progresso que modificará novamente a paisagem do mundo. Seremos nós, os "velhinhos" de hoje, porém melhorados, rejuvenescidos pela reencarnação, insistindo mais uma vez no bem para corrigir equívocos, para desfazer malfeitos! Mais uma vez seremos no solo planetário a geração paz e amor entoando seus hinos de sã rebeldia, pedindo que nos deixem ser como quisermos fisicamente, cabeludos, rebeldes, roupas curtas mas podando, quem sabe as últimas arestas do passado rudimentar e propiciando, novamente, paras as gerações futuras, a oportunidade de fomentar com mais facilidade as melhorias que eles trouxeram para executar.
Voltaremos!
Abram os braços para nós, nos recebam, nos eduquem com amor, nos criem em paz! Retribuiremos amor com amor, paz com paz, mas se ainda não puder ser assim, se ainda for a dor que nos receber, retribuiremos a dor com "amor e paz", porque esta é a marca de nossa geração!
Até lá!
Lori Damm, "Reencarnação" (31/07/2021)
Ele ama a lua cheia e a namora
como quem descortina um sonho
que vaga iluminado pelo céu da noite.
E a musa de prata que ele ama
encarna pagã à sua frente na abóbada negra
est arcanum caelo
(do céu misterioso!)
Em volta dela miríades de luz,
testemunham que o amor é correspondido.
E ele olha e sonha
- parece tão simples tocar a sua face!
Bem que podia ser um aventureiro valente,
um colecionador de batalhas e beijos de musas.
Mas o intrépido herói de mil e uma noites
o belo e o bravo, na imensidão,
cá de baixo
olha a lua
sabendo que é perto dela, tão alta,
apenas um tímido ponto de amor na obscuridade
do chão.
"O que dás de ti ao mundo?
Ouves a sinfonia dos céus?
Vês algo de feio ou injusto
Nos raios do sol augusto
Quando rompem noturnos véus?
O que dás de ti ao mundo?
A doçura do vento que passa
Ou o trovejar iracundo
A insânia de tua raiva
Ou o o teu amor mais profundo?
Ouve minha voz que te alerta
Não deixe em vala aberta
O que o passado enterrou.
O horizonte hoje se abre
Em leque sublime aos teus pés
Saúda a aurora tão perto
E no alvorecer pleno e certo
Ilumina quem tu és!"
DESENCONTRO
Pintei um céu
Para nós dois
Um quadro azul
Em tom pastel.
Morreu meu sonho
quando amanheceu
Você, indiferente,
Não me reconheceu
E no vale ficou
Sem olhar para o céu.
Eu te acenei amor
Amorosa te beijei,
E o dia era instante
Sereno, constante,
Gravura em papel
Mas um beijo de amor
Não foi o bastante.
Despedaçada,
Abandonei os teus olhos
Perdidos no vale
Sondando ilusões
Sem olhar para o céu.
Enveredei nas alturas
Carregando teu nome
Um punhado de estrelas
E um doce pincel.
Estava certa que vinhas
Porque tinha que ser
Mas olhei para baixo
E chorei a verdade:
Você tão cruel
No vale voejava
Junto às borboletas
Sem olhar para o céu.
"Lá pelos anos 60, os finais de semana eram sempre ansiosamente aguardados e o almoço de domingo, ah, este sim, era sempre um acontecimento!
O cardápio era escolhido a dedo durante a semana e, na sexta-feira começavam os seus preparativos, com idas ao mercado e visitas à horta caseira para a seleção de saladas e temperos. Importante também era o trato nas roupas que seriam usadas pela família no culto ou na missa do domingo de manhã.
Depois, após o alimento preparado e algumas reinações infantis, vinha o melhor do dia e de todo o fim de semana: o almoço que era um verdadeiro banquete, mesmo que com pouca coisa, mas sempre muito caprichado. Dependia das posses dos donos da casa, mas sempre especial porque era o "almoço de domingo"!
Naquela hora mágica se conversava de tudo, com pais, filhos, tios, avós e quem mais estivesse ali colocando as novidades em dia, num interminável zum-zum feliz se sobrepondo ao barulho dos copos, pratos e talheres em uso.
Era dia que casal não brigava e criança não apanhava.
Olhando de fora, lembravam passarinhos contentes, reunidos em delicioso alvoroço no ninho.
Após o almoço vinha a sobremesa aguardada igualmente com ansiedade por todos. Eram pudins, pavês, tortas e cassatas deliciosamente caseiras, feitas pelas mulheres da casa e sempre dignas de muitos elogios!
Também compareciam no pós almoço o sagu e a compota. Sagu cozido no vinho feito das parreiras próprias, e compotas com as frutas do quintal, pêssego, pera, maçã e outras. O que tivesse.
O que vinha depois?
Ah, a sensação de fim de semana bem usufruído, de descanso regado a boa comida e atenção. Isso sem falar nas brincadeiras infantis que iam até o anoitecer, na conversa dos adultos e nos assuntos colocados em dia.
Problemas? Haviam sim, muitos até, já naquele tempo futebol, política e fofoca geravam confusão, mas o domingo era a trégua, o dia de relaxar e aproveitar, dia de esquecer as diferenças e ser feliz.
Não tive vida fácil, a vida familiar enfrentou turbulências, escassez, brigas, vícios, separações e problemas inúmeros, mas a lembrança boa daqueles domingos é e será sempre maior que tudo. Acima de qualquer tristeza ou desconforto, era o dia em que a família se reunia mais estreitamente para celebrar o maior e mais belo motivo de estarem todos ali: o amor.
Hoje vejo pais e filhos perambulando pelos shoppings, sérios e indiferentes uns aos outros, comendo qualquer coisa, fazendo compras aleatórias e, quando param um pouco, se separam, mesmo juntos, mergulhando cada um em seus exigentes celulares.
Fico me perguntando então, entre tristeza e decepção, onde foi que erramos, em que ponto da estrada deixamos para lá os doces rituais do fim de semana da infância.
Por que o domingo, com suas missas e cultos, com os seus almoços deliciosos e a reunião familiar barulhenta e encantadora, deixou de ser importante?
O trabalho fora das mães? A correria de hoje? A falta de tempo? A ausência de motivos para um almoço especial? Cansaço?
Seja lá o que for, eu lamento. Lamento principalmente pelas crianças, que não terão, assim como eu tive, e acima de todos os problemas, um domingo para levar na memória, comprovando que sim, sempre há um dia feliz para se recordar na vida, um dia mágico onde boa comida e beijo e abraço de mãe e pai, de vô e vó, são coisas que o coração, aconteça o que acontecer, jamais esquecerá."
(Instituto André Luiz, "Relato de uma idosa", autoria Lori Damm)
"Deus já te tirou do vale há muito e te levou para os cimos. Respirar no alto dos montes não é fácil, mas você aprenderá a arte de viver misturando oxigênio rarefeito e amor... O oxigênio escasso vem de Deus, ensinando a tua alma a criar o próprio hálito, mas o amor vem da tua renúncia, porque viver no alto significa, também, solidão."
(In "Espírito - Vivendo no Coração do Pai")
